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22 de dez. de 2011

BALANÇO 2011: As escolhas do ano


Presença que fora confirmada no ano passado tão logo Dilma Rousseff foi eleita presidente do Brasil, a escolha de Paulo Bernardo para ministro das Comunicações foi um verdadeiro prêmio a quem sempre atuou com muita competência no governo federal.

A escolha da senadora Gleisi Hoffmann é que surpreendeu os paranaenses e brasileiros quando foi chamada para ocupar a Casa Civil, função melindrosa do governo e onde vem tendo um desempenho que chama a atenção até dos mais pessimistas quando souberam de sua indicação para o posto.

Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, sem dúvida, representam as escolhas destaque deste ano em termos políticos para o Paraná e o Brasil.

20 de dez. de 2011

Paulo Bernardo acusa Álvaro Dias de usar jatinhos sem prestar contas

Ministro disse ainda que se Gleisi tiver de continuar ministra, ele pode disputar o governo do Paraná em 2014


Paulo Bernardo
Político experiente, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), prefere não falar muito quando se trata da possível reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff deve fazer em 2012. Desconversa e diz apenas que não sabe qual será seu destino, mas se puder vai permanecer em Brasília. Quanto à sua mulher, a ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, acredita que por causa da função estratégia que ela ocupa no governo, é grande a possibilidade de que continue num possível segundo mandato de Dilma. Nesse caso, Bernardo considera a hipótese de concorrer ao governo do Paraná em 2014.

Em entrevista o ministro sequer fala o nome do senador Roberto Requião, seu desafeto pessoal depois de acusações feitas pelo peemedebista quando era governador e que resultou em condenação ao atual senador. Mas sobre outro senador paranaense, um dos maiores opositores do governo federal petista no Congresso, Bernardo deu nome e sobrenome nas declarações que fez ontem. Disse que Álvaro Dias (PSDB) "usou jatinho para cima e pra baixo e não declarou nada a justiça eleitoral. Eu não gosto de falar sobre isso, mas tem uns casos de fariseus aí que não tem como.”

O comentário de Paulo Bernardo sobre o senador tucano foi a propósito da acusação de que o casal de ministros teria usado jatos de propriedade de empresários para ir a Brasília e de que Gleisi, quando candidata ao Senado em 2010, teria feito isso também durante a campanha eleitoral. O ministro admitiu na entrevista à rádio BandNews de Curitiba, que já pegou esse tipo de carona, mas garantiu que na campanha da mulher no ano passado eles alugaram uma aeronave "pela campanha ou pelo PT e declaramos isso formalmente na prestação de contas”.

O ministro reafirmou que a maioria das viagens de campanha foram pagas, mas em seguida disse saber "de gente que se elegeu para o Senado, andando de jato e não declarou um tostão" e acabou por afirmar que se referia a Álvaro Dias. Já o senador tucano evitou criar polêmica ontem, mandou dizer pela assessoria que tudo que usou na campanha está na declaração apresentada à Justiça Eleitoral.

Sobre os vários ministros que caíram esse ano, Bernardo afirmou que a presidente Dilma agiu corretamente nos casos envolvendo denúncias. “A presidenta agiu da mesma forma em todos os casos. Ela disse a todos eles que confiava neles até prova em contrário, mas a tarefa de esclarecer a opinião pública é do próprio ministro. E se o ministro não consegue esclarecer aí fica difícil”, observou. O paranaense lembrou também da exceção nas demissões, a do gaúcho Nelson Jobim, titular do Ministério da Justiça. “No caso do Jobim foi diferente. Houve uma incompatibilidade. Ele disse algumas coisas, repetidas vezes e não havia condições de haver continuidade.” (Roseli Valério)

5 de dez. de 2011

Paulo Bernardo especulado para Itaipu

Paulo Bernardo andou ficando na mira das especulações para substituir Jorge Samek no comando da Itaipu em 2012, quando de uma possível mudança ministerial e da saída de Samek do cargo para disputar a prefeitura de Foz do Iguaçu. O atual ministro das Comunicações mantém-se firme no cargo que vem ocupando e sendo um dos nomes de confiança da presidente Dilma Rousseff, o mesmo ocorrendo com sua companheira Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil.

14 de out. de 2011

Paulo Bernardo tem o maior salário do ministério de Dilma: R$ 46.800,00

Paulo Bernardo: 85 salário mínimos
Paulo Bernardo tem motivos de sobra para sorrir - precisamente 46.800,00.

Levantamento recente da revista Veja mostra que o ministro das Comunicações tem a mais alta remuneração entre os chefes de pasta escolhidos pela presidenta Dilma Rousseff. 

Além dos R$ 26.700,00 que recebe como ministro, caem na conta do marido de Gleisi Hoffmann, a título de jetom, R$ 17.000,00 como membro do Conselho de Itaipu e R$ 3.100,00 por fazer parte do Conselho dos Correios, numa somatória que deixa no chinelo o teto máximo do funcionalismo, meros R$ 26.700,00.

Tomando-se por base o salário mínimo de R$ 545,00, Paulo Bernardo recebe a bagatela de 85 salários mínimos todo mês, o que, convenhamos, deve garantir uma vidinha bem mais ou menos...

O que têm a dizer os petistas que tanto chiaram dos R$ 40.000,00 de Rossoni?

13 de out. de 2011

Greve dos Correios custou R$ 560 milhões

A greve dos Correios saiu cara: para os consumidores, para a empresa e para os próprios funcionários. Após 28 dias de paralisação, a perda para os consumidores foram as 185 milhões de correspondências acumuladas.

Para os Correios, a greve custou cerca de R$ 20 milhões por dia (R$ 560 milhões em 28 dias).

Os funcionários conseguiram um aumento real de R$ 80 a partir de outubro e reajuste de 6,87% a partir de agosto. Mas, segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o ato deve sair caro para os trabalhadores. O ministro disse que não ficou satisfeito com o desfecho do julgamento do dissídio da greve dos Correios.

"Eles receberam o que tínhamos oferecido. E vamos descontar um dia a mais do que tínhamos proposto. A sensação é de que os sindicatos estavam mais empenhados em suas brigas internas do que em resolver o problema dos trabalhadores", criticou. "Se tivessem parado a greve há dez dias, receberiam o mesmo aumento e teriam menos dias a pagar e a compensar." (AE)

5 de out. de 2011

Requião sofre condenação e já começa a espernear contra Paulo Bernardo

Requião terá de pagar entre 40 e 60 mil reais por ter atacado Paulo Bernardo durante a Escolinha de Governo


Já era esperado.

O bocudo, de novo, confirmou o velho ditado de que “a língua é o chicote da bunda”.


Certo dia em 2009, na Escolinha de Governo, naqueles rompantes para ganhar aplausos e risos dos presentes ao seu show particular, Roberto Requião (PMDB) desandou para cima do ministro Paulo Bernardo, então ocupante da pasta do Planejamento do governo Lula.

Olhando para aquele pau mandado que plantou na presidência da Ferroeste, o tal de Samuel Gomes dos Santos, o governador de então estufou o peito e disse a besteira.

Disse com todas as letras que Paulo Bernardo teria feito ao governador uma proposta de superfaturamento da Ferroeste, acusando o ministro que se tornou seu inimigo e foi buscar na Justiça os reparos para uma acusação sem provas e feita publicamente.

Não deu outra, o processo correu e, como outro que ainda tramita na área criminal, acabou sendo julgado na 3ª Vara Cível, ação que foi proposta contra Roberto Requião por danos morais.

A juíza Adriana Simette condenou o bocudo em R$ 40 mil por acusar sem provas e causar danos, importância essa que será, ainda, acrescida de juros, correção monetária e honorários aos advogados de Paulo Bernardo, o que eleva o dinheiro a ser desembolsado por Requião para algo em torno de R$ 60 mil.

Como não poderia deixar de acontece, Requião ao tomar conhecimento deu chutes até nas paredes, segundo revelam os mais íntimos que o conhecem muito bem, fechando-se em seguida naquele estado de depressão que o identifica quando está arrasado.

Bateu o pé, chamou seu advogado neste processo e deixou claro que “não aceito, não aceito e não aceito”, lendo por mais de uma vez a sentença condenatória, jogando pragas em direção a Paulo Bernardo e todos que contribuíram para esta condenação exemplar.

Preocupado porque agora tudo está se encaminhando para a condenação em processo criminal que responde pela mesma acusação, Roberto Requião vai ter a última audiência no Supremo Tribunal Federal no próximo dia 16 de outubro, oportunidade em que terá que prestar depoimento se explicando diante do ministro José Antonio Dias Toffoli, relator do processo.

Sem o dinheirinho daquela aposentadoria de ex-governador e agora vivendo unicamente do salário de senador, Requião certamente vai se colocar, mais uma vez, como vítima, buscando companheiros que possam auxiliá-lo no pagamento de mais uma salgada continha.

Ah, outras ainda virão e certamente deixarão ainda mais brancos os seus cabelos.

Manifestação com cheiro de encomenda

Manifestação de funcionários dos Correios ontem na frente do endereço dos ministros Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, em Curitiba, ficou com jeito de encomenda. Como os dois ficam mais tempo em Brasília, a gritaria e panfletagem por aqui virou palhaçada, e dor de cabeça para os vizinhos do casal ministerial. (Foto - Blog Fábio Campana)

28 de set. de 2011

Fruet e a adoção de práticas petistas

Gustavo Fruet ainda não se filiou a um partido da base do PT, mas já está adotando suas práticas. Avisa que vai fazer o anúncio da filiação a sua nova legenda, o PDT, na sede da Universidade Federal do Paraná, na Praça Santos Andrade. O uso de um prédio público para um evento de política partidária é um exemplo acabado do patrimonialismo (a falta de distinção entre o que é público e o que é privado), que o próprio Fruet seria o primeiro a condenar nos tempos em que questionava o PT e sua prática de usar o Estado como um instrumento dos interesses do partido.

Hoje Fruet mudou de lado e suas práticas também mudaram. Político que conta com a simpatia entusiasmada de Lula, de Dilma, de Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, Fruet tem hoje como mentor político o deputado José Dirceu em quem descobriu uma inesperada afinidade. Foi Dirceu que recomendou que deixasse o anúncio de sua nova filiação partidária para a última hora, para faturar o interesse da mídia com o suspense e levar seus eleitores a assimilar com maior facilidade sua metamorfose ideológica. Mas não foi Dirceu quem sugeriu o uso de um prédio público para fazer anúncio político-partidário. Essa iniciativa é do próprio Fruet e mostra que ele já está bastante afinado com os novos companheiros. (Fábio Campana)

23 de set. de 2011

Em tempos de diálogo, Paraná vive uma nova fase

Desacostumados, depois de tantos anos em que o diálogo político não fluía com tanta facilidade, envolvendo os governos municipal, estadual e federal, os paranaenses estão se surpreendendo com a atualidade.

Afastados os dias tumultuados em que a falta de parcerias de nossos homens públicos, mais preocupados com seus interesses partidários do que pela vigilância e busca aos assuntos de real motivação para os paranaenses, passamos a viver um novo tempo em nosso estado sem que muita gente tenha se dado conta.

Sem falar em outras tantas provas desse novo tempo que estamos vivendo no Paraná, a partir de 2011, basta citarmos a questão do metrô curitibano, obra em fase de planejamento e liberação de recursos que vem tendo, graças ao diálogo facilitado de prefeito, governador, ministros e Presidência da República, um encaminhamento que surpreende até mesmo os mais ferrenhos adversários políticos, todos voltados, pela primeira vez em muito tempo, para uma causa comum.

Fica evidente, também, que graças ao afastamento do dia a dia daquele que nos últimos 30 anos vinha se constituindo no principal fator desagregador politicamente dos interesses comuns paranaenses, a situação mudou da água para o vinho como se diz popularmente.

Afastadas as influências geradas por um instrumento do contra em que se transformou o homem público chamado Roberto Requião, aí estão servindo de exemplo para a classe política em geral os diálogos abertos que são promovidos hoje entre Luciano Ducci e Beto Richa com Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo e Dilma Rousseff, mostrando resultados que visam, realmente, atender os reclamos populares, a começar pelo metrô curitibano que está prestes a ter sua grande arrancada a partir da visita da presidenta da República dia 30 do corrente, quando anunciará o montante da liberação de recursos federais que serão juntados aos recursos estadual e municipal para tornar uma obra que não visa somente a Copa do Mundo de 2014, mas mira no futuro moderno e confortável em termos de transporte coletivo para uma grande coletividade.

Independente de seus interesses partidários em particular, já que tanto prefeito, governador, ministros e a presidente têm seus objetivos políticos de futuro, a verdade é que todos estão dando, nestes últimos tempos, um passo decisivo para parcerias ainda mais promissoras e que certamente colocarão o Paraná como exemplo para o país.


Diálogo

Nem mesmo Jaime Lerner com sua facilidade de acesso ao governo tucano ou collorido da época conseguiu tanta facilidade de diálogo como vem ocorrendo na atualidade, surpreendendo uns e, naturalmente, irritando aqueles que ainda vivem os resquícios de um tempo no qual estavam assentados exclusivamente os interesses requianistas de manter seu status perante o estado e o país.

Afastado do governo depois dos dois últimos mandatos, onde arrastou inclusive o vice Orlando Pessuti para uma situação de concordância que acabou por jogá-lo na vala comum dos políticos que perderam o bonde da história, Roberto Requião conseguiu, com as calças nas mãos, como se disse popularmente na última eleição, chegar ao Senado onde nestes últimos oito meses provou que está em sua derradeira fase política, e sem qualquer expressão.

Luciano Ducci, que assumiu a prefeitura de Curitiba mantendo o clima de diálogo que se exemplificou na imagem de Beto Richa, completa uma dupla que politicamente vai somando cada vez mais, a ponto de surpreender com um governo paranaense de coalizão que deixou isoladas forças que ficaram sem maior expressão pela insistência em se manter distante do diálogo.

Abrindo as portas do governo estadual e buscando em Brasília mostrar que o Paraná estava aberto ao diálogo, Beto Richa conquistou e pode, graças à simpatia e aos mesmos interesses para com o estado por parte de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, estender o tapete até a Presidência da República.

Diálogo estabelecido, deixando de lado a politicagem que até então dominavam as relações Paraná-Brasília, abriu-se um canal de acesso com via de mão dupla que vai, mesmo contrariando outras forças políticas estaduais e federais, atingindo plenamente os objetivos de todos os paranaenses.

O primeiro resultado prático, o metrô curitibano que já no início de outubro promete encaminhar projetos e detalhes para uma transformação imediata em obras, tende a ser o exemplo do rumo a ser seguido, valorizando todos os participantes desta parceria que transformou o tempo do tumulto e das intrigas políticas em fase de diálogo e do encontro de interesses de todos nós paranaenses.

Esta nova realidade que estamos vivendo no Paraná só não enxerga quem não quer ou tem como objetivo unicamente cuidar de seus próprios interesses e não de toda a coletividade.


31 de ago. de 2011

PT diz que Bernardo não será blindado no Senado

O PT não vai blindar o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, no depoimento agendado para a quarta-feira (31) na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, afirmou o senador Walter Pinheiro (PT-BA). Um dos autores do requerimento de convite ao ministro, Pinheiro disse que a tentativa de blindagem a Bernardo que ocorreu na Câmara não se repetirá no Senado.

Paulo Bernardo participa de audiência pública nesta quarta-feira sobre o Plano Nacional de Banda Larga. A oposição, entretanto, prepara um arsenal de perguntas sobre as relações do ministro com a construtora Sanches Tripoloni, em cujo avião ele viajou no ano passado, durante a campanha eleitoral. Segundo Pinheiro, Bernardo não vai se limitar ao tema da audiência e vai responder todas as perguntas da oposição.

Em seu depoimento na Câmara, na última terça-feira, uma tropa de petistas foi escalada para blindá-lo, tentando impedir que a oposição o questionasse sobre as denúncias de tráfico de influência junto a empreiteiros. O tema da audiência era o modelo de rádio digital e os petistas tentaram fazer com que as perguntas se restringissem a este tema.

Vice-líder do PT, Pinheiro afirma que o PT não tentará impedir nenhuma pergunta, assim como o ministro não se furtará a respondê-las. A oposição vai questioná-lo sobre suas viagens no ano passado em aviões de empresas privadas.

Bernardo viajou em um avião da empreiteira Sanches Tripoloni, responsável pela obra do Contorno Viário de Maringá, base eleitoral do ministro e de sua mulher, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Aos deputados, Bernardo afirmou conhecer os sócios da empreiteira. Mas disse que não sabia quem eram os proprietários das aeronaves em que viajou. (Agência Estado / Foto: Givaldo Barbosa)

30 de ago. de 2011

Paulo Bernardo é a bola da vez

Para complicar a vida do ministro paranaense Paulo Bernardo, o PPS protocola nesta terça-feira (30), na Comissão de Ética da Presidência da República, ofício com pedido para que o colegiado se pronuncie sobre a conduta do ministro das Comunicações, que é alvo de denúncias envolvendo o suposto uso de aeronaves que pertencem a empresários, possivelmente beneficiados em negócios realizados com a administração pública.

O objetivo é questionar o colegiado para que este responda se Bernardo infringiu o Código de Conduta da Alta Administração Federal. O PPS observa que o artigo 7° do Código diz que: “A autoridade pública não poderá receber salário ou qualquer outra remuneração de fonte privada em desacordo com a lei, nem receber transporte, hospedagem ou quaisquer favores de particulares de forma a permitir situação que possa gerar dúvida sobre a sua probidade ou honorabilidade”.

No expediente, o partido anexa reportagem divulgada recentemente que mostra que Paulo Bernardo, em 2009, quando era ministro do Planejamento, utilizou aeronave da empreiteira Bravex para o deslocamento dele e de assessores até o município de Guarapuava, no interior do Paraná. Também envia cópia do vídeo em que Bernardo aparece ao lado do avião, um Seneca prefixo PT-WTS, durante entrevista concedida a repórteres.

A Bravex também é ligada ao agronegócio. Se os voos do ministro forem considerados violação ao Código de Conduta, a Comissão de Ética pode aplicar penalidades como a advertência ou censura ética. E até sugerir à presidente Dilma Rousseff a demissão de Paulo Bernardo. (Roseli Valério)

26 de ago. de 2011

Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann na fritura

A ampla repercussão da escolha de dois nomes do Paraná para integrar o seu Ministério vem levando a presidenta Dilma Rousseff a enfrentar uma verdadeira batalha a fim de, com jogo de cintura, minimizar a “fritura” que vem sofrendo, através da imprensa, o casal Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, e Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil.

Enquanto uns e outros dizem que o tiroteio é “fogo amigo”, vindo da própria trincheira do partido a que pertencem, o PT, hipótese que o deputado estadual Ênio Verri contraria, a verdade é que não tem passado semana sem que o casal paranaense seja lembrado, de forma negativa, e escrachado em vários órgãos de imprensa.

O próprio colunista Gilberto Di Pierro, o Giba Um, entendeu que o casal está sendo fritado em fogo brando desde que o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antonio Pagot, desembarcou do cargo deixando no ar acusações que envolveriam Paulo Bernardo.

Nesta semana a revista Época pegou no contrapé o ministro das Comunicações, dizendo que o mesmo teria usado aviões da empreiteira Sanches Tripoloni, beneficiárias de obras do PAC, enquanto sua companheira Gleisi Hoffmann teria recebido doação de R$ 510 mil para sua última campanha.

Por aqui, dizem existirem petistas que andam alimentando o fogo para esta fritura, preocupados com o entusiasmo do chamado Casal 20 em apoiar a candidatura de Gustavo Fruet (sem partido) e sepultando uma candidatura própria do PT para as eleições municipais de 2012.

Roberto Jefferson, aquele que denunciou o mensalão mas confirmou um jabaculê de R$ 4 milhões recebidos pelo seu PTB, partido que preside hoje nacionalmente, disse à imprensa que o ministro Paulo Bernardo está no paredão do Big Brother da Esplanada, preocupando Dilma para saber quem vai colocar para fora do governo, brincando até que daqui a pouco vamos ouvir a mensagem: “Para eliminar o ministro Pedro Novais (Turismo) aperte 1; para eliminar Mário Negromonte (Cidades) aperte 2; para eliminar o ministro Paulo Bernardo aperte 3, e para eliminar a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) aperte 4...” e assim por diante.

A continuar a fritura do casal Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, a qualquer momento poderemos ter novidades direto do planalto central.

25 de ago. de 2011

Delazari entrou numa fria!


O Palácio do Planalto executou um trabalho sigiloso e foi em busca das fontes que andaram distribuindo informações sobre uso indevido de aviões de empreiteira por parte do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e chegaram às “impressões digitais” sem precisar usar papiloscopistas.

Nessa empreitada de espalhar a maldade encontraram o dedo de Luiz Fernando Delazari, funcionário do Senado lotado no gabinete de Roberto Requião (PMDB).

Ex-secretário da Segurança no governo Requião, o “baixinho”, como é mais conhecido, sujeitou-se a esse papel maldoso que agora complica ainda mais a sua imagem.

Recentemente, Requião foi condenado pela Justiça a pagar indenização de R$ 100 mil por ofensa a Paulo Bernardo, motivo que forneceu pista quando procuraram saber quem seria o interessado em espalhar algum tipo de maldade contra o ministro.

Uma imagem negativa que certamente vai merecer do próprio Congresso uma manifestação pela falta de decoro de um dos seus membros.

24 de ago. de 2011

Oposição quer fazer de Paulo Bernardo o ministro da vez


Os tucanos pediram à Presidência sua demissão por causa de suposto favorecimento a uma empreiteira do Paraná no governo Lula



Depois da queda de quatro ministros do governo petista de Dilma Rousseff, a investida nos últimos dias tem sido contra o paranaense Paulo Bernardo, atualmente na pasta das Comunicações. Ontem o líder do PSDB na Câmara Federal, Duarte Nogueira, protocolou representação no Conselho de Ética da Presidência da República para que o colegiado investigue a conduta de Bernardo e suas viagens no avião de uma construtora com sede em Maringá. No documento, a oposição pede advertência e demissão do ministro.

Marcada com antecedência uma audiência publica com Paulo Bernardo para ontem numa comissão da Câmara dos Deputados para discutir a implantação da rádio digital no País, ele teve de enfrentar vários questionamentos de parlamentares da oposição sobre a denúncia de ter usado uma aeronave da empresa que tem contratos com o governo federal e obras no Paraná.

De acordo com a oposição, a empreiteira, Construtora Sanches Tripoloni, teria aumentado em 600% o faturamento nos governos Lula e Dilma Rousseff. Bernardo era ministro do Planejamento no governo Lula e teria defendido a inclusão de uma obra da empreiteira no PAC, o que em tese garante liberação de recursos mais facilmente a obra. Para evitar constrangimentos na audiência das rádios, a bancada petista blindou o ministro paranaense. Mas após falar sobre radiodifusão, deputados tucanos, do PPS e do DEM fizeram sucessivas perguntas a Bernardo sobre sua relação com a Sanches Tripoloni.


Doações

Paulo Bernardo respondeu a várias questões, mas a oposição não ficou satisfeita, entendeu que ele não esclareceu em que condições se deram as caronas no avião da construtora. Ele voltou a afirmar que são falsas as denúncias de uso irregular do avião e que tanto suas viagens quanto às de sua esposa, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, foram regulares. “Eu sou obrigado a responder sobre informações dadas em off a jornalistas, mas não há qualquer prova contra a qual eu possa argumentar”, disse.

A empreiteira e seus sócios teriam doado mais de R$ 500 mil para a campanha de Gleisi ao Senado, em 2010, mas Bernardo afirmou que a informação tem sido usada de forma leviana, pois a mesma empresa fez doações para o comitê do PSDB nacional e estadual, e para diversos senadores eleitos. Confirmou que conhece os sócios da empresa, e declarou que pegou carona em muitos aviões durante suas campanhas anteriores, mas que, na condição de ministro, costuma andar em aviões de carreira.

Quanto ao crescimento da Sanches Tripoloni, Bernardo sugeriu que os deputados da oposição fizessem uma comparação com 20 ou 30 empresas do setor de construção, e garantiu que encontrariam crescimento semelhante. “Nós não tínhamos investimento, e as empresas cresceram junto com a decisão do governo de investir”, afirmou. E ocorreu em função do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a liberação de recursos ficava garantida, e após a entrega de uma obra havia um prazo de 15 dias para o pagamento final das empreiteiras, segundo o ministro. A obra de Maringá citada nas denúncias foi autorizada pelo governo federal em função de emenda ao Orçamento da bancada paranaense, não através de sua iniciativa, disse. (Roseli Valério)

23 de ago. de 2011

Gleisi nega uso de avião de empreiteira

Ontem a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, divulgou nota oficial na qual nega ter usado aviões de particulares ou de empresas na campanha eleitoral do ano passado em que foi vitoriosa. “Durante minha campanha eleitoral ao Senado, utilizei para deslocamentos avião fretado, com contrato de aluguel firmado”, garantiu Gleisi.

A nota da ministra veio em resposta a reportagem da revista Época do último final de semana, segundo a qual ela e seu marido, o ministro das Comunicação Social, Paulo Bernardo, teriam utilizado aeronave da empreiteira de Maringá, Sanches Tripoloni, durante a campanha. Bernardo, em 2010, tinha cargo ainda mais importante, ministro do Planejamento.


18 de jul. de 2011

Casal poderoso entrou na mira de uns e outros



Bastou chegarem à posição de destaque na política paranaense para ambos se transformarem em vidraça.

Com telhado de vidro, como acontece com todos os políticos, tanto Gleisi Hoffmann quanto Paulo Bernardo se viram de repente encostados contra a parede pela turma do PR, que andou fazendo ameaças e assoprando à imprensa algumas situações envolvendo os dois ministros do governo Dilma.

Revelando detalhes de doações de campanha de Gleisi e de um comportamento condenável que teria sido feito por Paulo Bernardo, o PR deixou no ar sua vingança pelo desembarque do ex-ministro Alfredo Nascimento e acusações que atingiram o tal de Luiz Antonio Pagot, do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), que deixou no ar as suspeitas de que iria jogar merda no ventilador, o que não aconteceu quando de seu depoimento na última terça-feira (12).

Paulo Bernardo tirou de letra a situação, inclusive negando-se a aceitar qualquer acordo com Roberto Requião (PMDB), que amarelou e de repente voltou atrás em suas acusações contra o ministro das Comunicações.

Tendo em vista a projeção do casal paranaense e petista Gleisi e Paulo Bernardo, fica claro que não terão vida fácil em Brasília, onde o time do PR, comandado por Valdemar Costa Neto, e a turma de Requião, estão dispostos a causarem tumultos quando alguma coisa surgir envolvendo os nomes dos dois ministros paranaenses.


13 de jul. de 2011

Notinhas do dia 13/07

Só falou bem

Provavelmente para desagrado do senador Roberto Requião (PMDB), desafeto número um do ministro das Comunicações, o diretor afastado do Dnit, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Luiz Antonio Pagot, saiu em defesa ontem de Paulo Bernardo, em depoimento à Comissão de Infraestrutura do Senado. Pagot negou que Bernardo, quando ministro do Planejamento, tenha feito pedidos a ele para fazer aditamentos em obras do Dnit. Antes, declarações atribuídas a Pagot por aliados seus do PR (o partido), davam conta de que o ministro teria feito pedidos ao diretor sobre obras no Paraná. Pagot tratou isso de “invencionice” e “factóide” e defendeu o ministro. “Ele (Paulo Bernardo) nunca me exigiu, nem pediu nada”, declarou. Mas sobrou para outros políticos do Paraná. O diretor do Dnit citou exemplo de uma obra em Maringá, afirmando que quem fazia pedidos sobre a obra era o prefeito, Sílvio Barros (PP), e o ex-deputado Ricardo Barros (PP), e não o ministro. Pagot afirmou que participava de reuniões com Bernardo da mesma forma como ocorreria com outros ministros dentro do âmbito do comitê gestor do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele classificou o ministro paranaense como “extremamente exigente”, assim Gleisi Hoffmann, atual ministra-chefe da Casa Civil.


Virou notícia

E ontem também, reportagem da Folha de São Paulo informou que uma empreiteira de Maringá, Sanches Tripoloni, que concentrou doações eleitorais para partidos aliados do governo e é alvo de investigações por irregularidades, aumentou em 1.273% seus contratos com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) de 2004 a 2010. Saiu de R$ 20 milhões em 2004 para R$ 267 milhões no ano passado (valores atualizados).


Virou notícia 2

De acordo com o jornal, em maio de 2009, a empresa foi declarada inidônea pelo TCU (Tribunal de Contas da União), ou seja, proibida de fazer negócios com a administração pública. Auditoria concluiu que a licitação em que a empreiteira conquistou um contrato com o Dnit para fazer o contorno rodoviário em Foz do Iguaçu (PR) “deu-se de forma extremamente viciada”. Entre as irregularidades, foi apontado um sobrepreço de R$ 9,9 milhões.


A doação

Em dezembro de 2010, após recurso apresentado pela empreiteira, o TCU aceitou argumentos de que as provas colhidas contra a empresa não eram conclusivas, mas apenas “indiciárias”. E ainda no ano passado, quando estava impedida de fechar contratos, a Tripoloni doou R$ 2,5 milhões para campanhas do PR, que controla o Dnit. Deste total, a construtora repassou R$ 510 mil para a campanha da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que vem a ser mulher do ministro Paulo Bernardo.


Vargas X Álvaro

Novamente dois políticos do Paraná se estranham. André Vargas, deputado federal e secretário nacional de Comunicação do PT, rebateu ontem “as calúnias” levantadas pelo líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, que afirmou em plenário, anteontem, que a prática do mensalão continua a existir no governo Dilma.


PT X PSDB

Vargas afirma que este discurso faz parte de uma estratégia da oposição de atacar o governo do PT com leviandade. “O senador Álvaro Dias, que tem pouquíssimo prestígio no PSDB do Paraná, tenta criar factóides para respirar politicamente no Brasil. O fato concreto é que todo tipo de malfeito e corrupção vem sendo punido no nosso governo. A Polícia Federal investiga, pune, processa, seja do PT ou de qualquer partido, coisa que não ocorre no governo do PSDB”, disparou o deputado.
                      

Por exemplo

O petista cita exemplos do governo tucano paulista, em que há suspeita de corrupção em cima do Rodoanel e dos metrôs, e avaliou que o PSDB não tem a mesma postura do PT. “Eles não estão punindo e nem investigando os casos”. Ele insistiu que a presidenta Dilma tem tomado várias medidas e feito afastamentos quando necessário.


Rebatida

E retoma o discurso petista: “O que nós temos que analisar é que a corrupção não se acaba do dia para noite. O que diferencia os governos é a postura de combate à corrupção, e como a nossa oposição não tem nenhuma proposta diferente para o País – que vem crescendo, distribuindo renda e aprofundando uma revolução social na prática (...) – e como esta política vem dando certo, eles não tem outra alternativa a não ser selecionar problemas e atacar, tentando generalizar”.


Pois é         

Para Vargas, essa tática não é inteligente da parte do senador Álvaro Dias, visto que estas difamações não deram certo contra o presidente Lula, nem na eleição da presidenta Dilma.


Empresários...

O governo tucano de Beto Richa vai ter problemas com a questão do pedágio. Ontem a Associação Comercial do Paraná (ACP) divulgou nota afirmando ser contrária à prorrogação dos contratos de concessão do pedágio, que vem sendo negociada pelo governo do Estado em troca da redução das tarifas.


Versus governo

As concessionárias estariam reivindicando a prorrogação por mais 15 anos, o que estenderia a concessão até 2037.  “Com ou sem redução de tarifa, que já penalizou demais a sociedade paranaense, somos totalmente contrários prorrogar os prazos dos contratos”, diz o presidente em exercício da entidade, Sinval Lobato Machado. A posição foi oficializada ontem, em reunião que inclui diversas federações empresariais do Paraná, além da própria ACP.


Tá na hora

De hoje não passa. O ex-deputado federal Gustavo Fruet convocou entrevista para esta quarta-feira. A expectativa é que ele anuncie sua saída do PSDB, já que não obteve do partido a garantia de que teria a vaga de candidato a prefeitura de Curitiba para 2012. Mas também pode ser o contrário: o governador viaja amanhã, talvez seja o anúncio de que Fruet ficará no partido e Richa se manterá neutro.


Viabilidade

Na bolsa de apostas a primeira opção é tida como mais certa, bem como o destino de Fruet que seria o PDT do ex-senador Osmar Dias. Como pedetista Fruet pode articular uma frente de partidos que lhe garanta apoio político, e principalmente, tempo na propaganda eleitoral de rádio e televisão para disputar a eleição de prefeito de Curitiba.


Não limpou

Ontem foi a última reunião do semestre da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, agora só após o recesso de meio de ano, no dia 2 de agosto, às 13h30. Das 32 proposições que compunham a pauta, apenas sete foram aprovadas. Dezesseis tiveram a votação adiada por motivos diversos, inclusive em função do término da sessão, sete foram rejeitadas e três foram retiradas de pauta.


Tem dó

O que causou debates na CCJ foi o projeto criando o “Ficha Limpa” nas escolas públicas e privadas do Estado, de Marcelo Rangel (PPS). O texto veda a participação de alunos advertidos ou punidos por indisciplina na disputa pelos grêmios estudantis.


É isso aí 

O deputado Tadeu Veneri (PT) apontou “caráter policialesco” da medida, argumentando que ela dá margem a atitudes autoritárias e prevê uma intromissão nas atividades escolares que não ocorreu sequer no período da ditadura militar.


Fala sério

Já o deputado Silvestri Filho defendeu a proposta do colega de partido, contrapondo que está na hora de criar “uma cultura de premiar o bom exemplo” nos ambientes estudantis. Diante disso, Veneri pediu vistas do projeto, que volta a ser analisado em agosto. (Roseli Valério)


8 de jul. de 2011

AJOELHOU, TEM QUE REZAR: Requião amarelou, mas vai ter que pagar e ainda se retratar



Foi no tempo em que Roberto Requião (PMDB) era governador e Paulo Bernardo estava ministro do governo Lula. Em um daqueles rompantes, típicos do seu jeito de ser, o governador Requião disse para a plateia de áulicos que frequentava a Escolinha de Governo que Paulo Bernardo não passava de um chantagista que lhe exigiu para acertar um negócio com a empresa ferroviária América Latina Logística (ALL).

Foi uma verdadeira bomba, e Paulo Bernardo, enquanto prometia cobrar o pronunciamento, ouviu e leu o governador confirmar um superfaturamento de uns R$ 400 milhões em negócio com a ALL no qual o ministro teria as pretensões de se abraçar em uma parcela legal.

Com aquele jeito irônico e debochado o governador se animou com a repercussão e continuou repetindo a mentirosa história da qual não tinha qualquer prova. Paulo Bernardo, de mansinho, constituiu advogado e mandou Requião ir se explicar na Justiça.

Como já aconteceu outras vezes, e há pouco tempo pagando indenização para Cila Schulman, o ex-governador “sentou na boneca”, como dizem, vendo-se contra a parede e perdendo em todas as instâncias onde recorreu sem nada provar.

Quando sentiu que a coisa enfeiou, Requião, hoje em Brasília, resolveu procurar recursos sabendo que ajoelhou tem que rezar. Procurou amigos, tentou acordos e quando viu que o pepino estava assando, resolveu se coçar. Correu em busca de outros advogados além daqueles que anteriormente o defendiam. O recurso foi “pedir penico”, como dizem, para René Dotti, que poderia aliviar a barra junto a Paulo Bernardo, acabando com o processo criminal e também o processo cível.

Nem um e nem outro. O advogado Juliano Breda, que atuou em favor de Paulo Bernardo na área criminal, e Luiz Fernando Pereira, na área cível, não aceitaram acordo.

Mesmo com Requião aceitando pagar os R$ 100 mil da indenização por danos morais, vai ter que fazer uma retratação pública, “mijando pra trás”, como brincam com tal situação, e desdizendo tudo aquilo que arrotou em alto e bom som através da imprensa.

Claro que isso não resolve, pois o estrago da época já estava feito e ninguém vai consertar. Mas, sem dúvida, coloca Requião em seu devido lugar e vai atingi-lo no local onde mais dói uma condenação: no bolso.

Segundo a revista Época, que registrou a situação há alguns dias, Requião amarelou. E uma imagem como esta para Requião, convenhamos, é motivo mais do que suficiente para levá-lo a conhecida depressão que o leva para o abismo quando algum fato desagradável sai ao contrário do que imaginava.

Bem feito!


5 de jul. de 2011

Só Paulo Bernardo poderá aliviar a barra do bocudo Requião

Roberto Requião


Leiam com atenção o parecer que o Ministério Público Federal deu em relação a um pedido do senador Roberto Requião (PMDB), solicitando a suspensão de processo movido pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, contra o bocudo. Como todos recordam, o então governador andou escrachando o ministro com a imagem de chantagista em um processo ferroviário que repercutiu na época.


Paulo Bernardo pegou o senador no contrapé e, por não ser mais réu primário, o dito cujo agora vai ter que sentar no banquinho como qualquer cidadão comum, podendo a qualquer momento ser enquadrado por calúnia contra o ministro. Será a oportunidade de, mais uma vez, o bocudo Requião sentir o velho ditado de que “a língua é o chicote da bunda”.


4 de jul. de 2011

Notinhas do dia 04/07

Ao vivo e a cores      
               
O senador Roberto Requião estaria recuando no caso da denúncia contra o ministro das Comunicações Paulo Bernardo – que teria proposto superfaturamento numa obra ferroviária no Paraná – segundo Requião.  A acusação é do final de 2009, feita numa das ‘escolinhas’ de Requião transmitida pela TV Educativa quando ele era governador.


Acordo

Bernardo o processa no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes contra a honra. De acordo com a revista Época, sem interesse em se indispor com um ministro forte – na verdade, dois, porque na Casa Civil está a mulher de Paulo Bernardo, Gleisi Hoffmann – o agora senador estaria propondo um acordo. Seu advogado, René Ariel Dotti, pediu a suspensão condicional do processo.


Sem provas

Este é um recurso que a lei oferece para a solução consensual do caso, nos crimes em que a pena mínima for de até um ano. A proposta significa que Requião, sem fatos para provar o que disse (em mais um daqueles momentos “vou tomar o gravador do repórter”), segundo a Época, pediu arrego. O ministro não teria aceitado.


R$ 100 mil    
                                     
Paulo Bernardo até concorda com a suspensão, mas se Requião indenizá-lo, o que vai significar juridicamente que as acusações seriam inverídicas. René Dotti teria acenado, informalmente, que Requião está disposto a pagar os R$ 100 mil que Bernardo reivindica no processo de indenização por danos morais que tramita na primeira instância da Justiça cível paranaense.


Doação

Se o senador concordar em pagar a indenização, diz o advogado do ministro que ele destinará o valor para uma instituição de caridade. Requião não quis dar entrevista para comentar o assunto. Uau, doar R$ 100 mil é para quem pode.


Foram mal

Que papelão fez a bancada do PMDB na Assembleia quando da votação na semana passada, do projeto que criou as duas supersecretarias de Estado, uma comandada pelo irmão do governador tucano Beto Richa e outra pela esposa dele. Dos 12 deputados, três por coincidência viajaram e dos nove restantes, apenas um, Nereu Moura, se absteve de votar.


O articulador

O próprio líder da bancada do PMDB, Caíto Quintana, admitiu que até as 12 horas do dia da votação em plenário, 10 dos 12 tinham tomado a decisão pela abstenção ao voto. Entre esse ínterim e o início da votação, lá pelas 17 horas, entrou em ação o habilidoso deputado peemedebista Alexandre Curi, que faz a ponte entre o governo e a bancada.


Vai saber

Com sabe-se lá que tipo de argumento, Curi convenceu os colegas de partidos de não se abster e votar favorável ao projeto. Caito Quintana, um dos que viajou, depois chorou o leite derramado. Reconheceu que o PMDB perdeu na votação das supersecretarias uma grande oportunidade de mostrar sua importância como partido.


Fala sério

Sem justificativa plausível para esse posicionamento, muitos peemedebistas alegaram que a bancada tem que se virar sozinha, já que o partido no Paraná está sem liderança em função do conflito aberto entre o senador Roberto Requião e o ex-governador Orlando Pessuti. Em outras palavras: vão livrar o próprio pêlo, até porque precisam de reforço para apoiar os candidatos a prefeito e vereador em suas bases.


Ainda o golpe

O deputado federal paranaense André Vargas (PT) voltou a alertar prefeituras e câmaras municipais do Paraná, que ainda persistem as tentativas de golpe usando o seu nome e de seus assessores. O último que caiu no golpe foi o prefeito de Morretes, que pensou tratar-se de Vargas ao telefone e de pronto providenciou algumas centenas de reais.


Como é

Há cerca de dois meses, os golpistas entram em contato com prefeituras e câmaras e, se passando pelo deputado ou por um de seus assessores, pedem auxílio afirmando estarem com carro quebrado em determinada localidade e que precisam de crédito para celular para que possa assim acionar o socorro ou seguro.


Prejuízo

Apesar dos inúmeros alertas disparados pelo gabinete do deputado André Vargas, por meio de fax, e-mails e telefonemas, muitas pessoas ainda estão caindo no golpe e só tomam conta da situação após gastarem centenas e até milhares de reais em crédito.


De Brasília    
 
O deputado petista pede que todos (políticos, no caso), fiquem alerta e que não aceitem o pedido, desligando o telefone imediatamente e informando a situação ao gabinete em Brasília e ao escritório de Londrina. Os golpistas solicitam crédito para telefones com prefixos 61 ou 66.


Contato

O deputado já fez denúncia formal à Polícia Federal em Brasília e Polícia Legislativa da Câmara, já que esse golpe vem ocorrendo em todo País com diversos deputados em seus respectivos Estados. Para mais informações: Gabinete em Brasília (61) 3215-5923 ou do Escritório Regional de Londrina (43) 3321-8920.


Rejeitado

A Comissão de Seguridade Social e Família rejeitou durante a semana projeto do deputado licenciado Luiz Carlos Hauly (PSDB), que cria o programa nacional para aquisição de unidades de tratamento intensivo (UTIs) móveis. O objetivo da proposta é centralizar as compras de ambulâncias no governo federal, evitando fraudes e irregularidades. O relator do projeto, que teve a rejeição aprovada, entendeu que ele fere o princípio constitucional da descentralização. (Roseli Valério)


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