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20 de dez. de 2011

Paulo Bernardo acusa Álvaro Dias de usar jatinhos sem prestar contas

Ministro disse ainda que se Gleisi tiver de continuar ministra, ele pode disputar o governo do Paraná em 2014


Paulo Bernardo
Político experiente, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), prefere não falar muito quando se trata da possível reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff deve fazer em 2012. Desconversa e diz apenas que não sabe qual será seu destino, mas se puder vai permanecer em Brasília. Quanto à sua mulher, a ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, acredita que por causa da função estratégia que ela ocupa no governo, é grande a possibilidade de que continue num possível segundo mandato de Dilma. Nesse caso, Bernardo considera a hipótese de concorrer ao governo do Paraná em 2014.

Em entrevista o ministro sequer fala o nome do senador Roberto Requião, seu desafeto pessoal depois de acusações feitas pelo peemedebista quando era governador e que resultou em condenação ao atual senador. Mas sobre outro senador paranaense, um dos maiores opositores do governo federal petista no Congresso, Bernardo deu nome e sobrenome nas declarações que fez ontem. Disse que Álvaro Dias (PSDB) "usou jatinho para cima e pra baixo e não declarou nada a justiça eleitoral. Eu não gosto de falar sobre isso, mas tem uns casos de fariseus aí que não tem como.”

O comentário de Paulo Bernardo sobre o senador tucano foi a propósito da acusação de que o casal de ministros teria usado jatos de propriedade de empresários para ir a Brasília e de que Gleisi, quando candidata ao Senado em 2010, teria feito isso também durante a campanha eleitoral. O ministro admitiu na entrevista à rádio BandNews de Curitiba, que já pegou esse tipo de carona, mas garantiu que na campanha da mulher no ano passado eles alugaram uma aeronave "pela campanha ou pelo PT e declaramos isso formalmente na prestação de contas”.

O ministro reafirmou que a maioria das viagens de campanha foram pagas, mas em seguida disse saber "de gente que se elegeu para o Senado, andando de jato e não declarou um tostão" e acabou por afirmar que se referia a Álvaro Dias. Já o senador tucano evitou criar polêmica ontem, mandou dizer pela assessoria que tudo que usou na campanha está na declaração apresentada à Justiça Eleitoral.

Sobre os vários ministros que caíram esse ano, Bernardo afirmou que a presidente Dilma agiu corretamente nos casos envolvendo denúncias. “A presidenta agiu da mesma forma em todos os casos. Ela disse a todos eles que confiava neles até prova em contrário, mas a tarefa de esclarecer a opinião pública é do próprio ministro. E se o ministro não consegue esclarecer aí fica difícil”, observou. O paranaense lembrou também da exceção nas demissões, a do gaúcho Nelson Jobim, titular do Ministério da Justiça. “No caso do Jobim foi diferente. Houve uma incompatibilidade. Ele disse algumas coisas, repetidas vezes e não havia condições de haver continuidade.” (Roseli Valério)

29 de nov. de 2011

Dr. Rosinha, Arruda e Álvaro entre os líderes nas redes sociais

A agência de mídia Medialogue mediu o nível de interatividade dos 513 deputados federais e 81 senadores através do estudo sobre“como os políticos usam a internet”.

Os deputados federais paranaenses Dr. Rosinha (PT) e João Arruda (PMDB) estão entre os que mais utilizam as redes sociais para se comunicar com seus eleitores, segundo estudo da agência de mídia Medialogue sobre. Rosinha e Arruda se destacam pela quantidade de vídeos que publicam no YouTube. O petista postou 226 vezes e o peemedebista 183.

No Senado, Álvaro Dias (PSDB), com 48.268 seguidores, é quem mais escreve no Twitter, a média de uma vez a cada cinco minutos.

De acordo com o levantamento, apesar de vivermos em plena era digital, muitos políticos ainda estão desconectados. Apenas um terço deles oferece contato por e-mail, o instrumento básico.

22 de nov. de 2011

Álvaro Dias convidado a se candidatar ao governo do Rio de Janeiro

Primeiro foram membros do PSDB do Distrito Federal que se animaram em ter o senador paranaense Álvaro Dias como candidato a sucessão do governador Agnelo Queiroz (PT), que vive hoje um inferno astral sem tamanho.

Álvaro descartou a ideia, e agora sente mais uma vez o seu nome em alta.

Desta feita foi o ex-governador tucano Marcello Alencar, do Rio de Janeiro, quem sugeriu a Álvaro Dias para transferir o domicílio eleitoral para aquele estado a fim de preparar-se para disputar a eleição de 2014 ao Palácio Laranjeiras.

Como Leonel Brizola saiu do Rio Grande do Sul e amarrou seu cavalo em um poste defronte o Corcovado a virou governador fluminense, tem gente imaginando o senador paranaense, destaque nacional da oposição em Brasília, como candidato dos tucanos para a sucessão do peemedebista Sérgio Cabral.


9 de nov. de 2011

Álvaro pode perder liderança da bancada tucana no Senado

O senador Álvaro Dias parece à beira de perder o cargo de líder da bancada do PSDB no Senado para o senador que acabou de estrear, Cássio Cunha Lima, da Paraíba. “Cássio está habilitado para assumir qualquer papel, seja na liderança do partido, seja no Congresso Nacional”, disse ontem a estrela tucana no Congresso, senador Aécio Neves (MG). Mas acrescentou que Álvaro ainda continua no posto. (Roseli Valério)

23 de ago. de 2011

Álvaro não perdoa... mata


“Quem bate esquece, quem apanha não”, disse ontem (22) o senador Álvaro Dias, líder do PSDB no Senado, sobre o comando do partido no Paraná, nos últimos anos representado pelo governador Beto Richa, ter lhe negado qualquer oportunidade de disputar o governo nas duas ultimas eleições. O senador disse ter certeza que mesmo tendo pesquisa a seu favor, não lhe dariam espaço para concorrer. O episódio foi repetido agora, com o ex-deputado Gustavo Fruet, este sim, liderando a pesquisa para prefeito de Curitiba em 2012 e ainda assim descartado por Richa em favor da candidatura de um aliado. 

Álvaro também falou da aposentadoria como ex-governador, outra rusga que tem com o atual governador, e disse que desistiu do processo que movia para obter o direito de recebê-la para evitar mais desgaste. “É um direito adquirido que eu abri mão há 20 anos e me foi negado agora. Eu iria doar. Podem dizer que isso era demagogia, o que for, mas Deus sabe das minhas intenções. É estranho que para embolsar pode-se receber e para doar não”, observou. Das requeridas no ano passado, a dele foi a única a ser negada pelo governo Richa, as outras foram suspensas através de decreto.

Ainda criticando a cúpula do PSDB paranaense, Álvaro Dias disse que o presidente da Câmara de Curitiba, João Cláudio Derosso, filiado ao partido, deveria ser afastado tanto do comando do legislativo municipal quanto do partido. Derosso é acusado e investigado por supostas irregularidades na licitação e contrato de empresa de publicidade para a Câmara e pratica de nepotismo, entre outras coisas.

Para o senador, o afastamento é a primeira coisa a ser feita até que se esclareça tudo. “E os esclarecimentos só virão se houver lisura na investigação. Como pode haver lisura, se o acusado estiver com a chave da casa, mandando nela. Se o acusado for inocentado, volta e será desagravado diante da imprensa e da comunidade”, observou.

Álvaro Dias também comentou o fato de ele e o irmão terem posições diferentes em relação ao governo federal petista. Em entrevista a rádio BandNews, explicou: “Eu não posso concordar com o Osmar Dias. Ele é meu irmão, mas politicamente nós estamos afastados. Não há como estarmos juntos”. Osmar é do PDT, partido aliado do PT.

“Nunca se roubou tanto no Brasil. O rastelo é banguela. Procuram iludir a opinião pública, mas a faxina é seletiva. Quem ta derrubando os ministros é uma parcela da imprensa que preserva a indignação”, apontou Álvaro. Para ele, a forma de administrar do PT é promíscua, até por engordar demais. O senador criticou a criação de Ministérios, Secretarias, empresas e cargos para acomodar governistas, o que provoca corrupção de todo tipo e por isso, “o governo foge da CPI como o diabo foge da cruz”, arrematou. (Roseli Valério)

10 de ago. de 2011

Muita gente curiosa com o livro de Álvaro Dias

Despertando a maior curiosidade o livro A paixão revivida da CPI do Futebol aos dias atuais, que o senador Álvaro Dias (PSDB) acaba de escrever e será lançado em Curitiba dia 19 de agosto em boca livre com noite de autógrafos e outras badalações no Santa Mônica Clube de Campo.

Nessa obra o senador paranaense vai contar a história da CPI do Futebol, presidida por ele em 2001.

A curiosidade maior fica por conta dos paranaenses que desejam saber se tem capítulo especial sobre Mário Celso Petraglia, que naqueles tempos estava por cima da carne seca e tinha seu nome amplamente denunciado por certos negócios envolvendo o nosso futebol.

Álvaro Dias está todo faceiro por conta das modificações que foram introduzidas no esporte a partir da CPI criada por ele, e diz que esta comissão resultou em várias modificações na Lei Pelé, como a Lei do Desporto, que trouxe mais transparência ao futebol brasileiro.

Espera-se que não seja uma obra com estilo político, mas que apimente a coisa revelando com detalhes certas passagens que durante aquela CPI, segundo se comentou na época, escandalizavam os brasileiros em geral.

13 de jul. de 2011

Notinhas do dia 13/07

Só falou bem

Provavelmente para desagrado do senador Roberto Requião (PMDB), desafeto número um do ministro das Comunicações, o diretor afastado do Dnit, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Luiz Antonio Pagot, saiu em defesa ontem de Paulo Bernardo, em depoimento à Comissão de Infraestrutura do Senado. Pagot negou que Bernardo, quando ministro do Planejamento, tenha feito pedidos a ele para fazer aditamentos em obras do Dnit. Antes, declarações atribuídas a Pagot por aliados seus do PR (o partido), davam conta de que o ministro teria feito pedidos ao diretor sobre obras no Paraná. Pagot tratou isso de “invencionice” e “factóide” e defendeu o ministro. “Ele (Paulo Bernardo) nunca me exigiu, nem pediu nada”, declarou. Mas sobrou para outros políticos do Paraná. O diretor do Dnit citou exemplo de uma obra em Maringá, afirmando que quem fazia pedidos sobre a obra era o prefeito, Sílvio Barros (PP), e o ex-deputado Ricardo Barros (PP), e não o ministro. Pagot afirmou que participava de reuniões com Bernardo da mesma forma como ocorreria com outros ministros dentro do âmbito do comitê gestor do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele classificou o ministro paranaense como “extremamente exigente”, assim Gleisi Hoffmann, atual ministra-chefe da Casa Civil.


Virou notícia

E ontem também, reportagem da Folha de São Paulo informou que uma empreiteira de Maringá, Sanches Tripoloni, que concentrou doações eleitorais para partidos aliados do governo e é alvo de investigações por irregularidades, aumentou em 1.273% seus contratos com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) de 2004 a 2010. Saiu de R$ 20 milhões em 2004 para R$ 267 milhões no ano passado (valores atualizados).


Virou notícia 2

De acordo com o jornal, em maio de 2009, a empresa foi declarada inidônea pelo TCU (Tribunal de Contas da União), ou seja, proibida de fazer negócios com a administração pública. Auditoria concluiu que a licitação em que a empreiteira conquistou um contrato com o Dnit para fazer o contorno rodoviário em Foz do Iguaçu (PR) “deu-se de forma extremamente viciada”. Entre as irregularidades, foi apontado um sobrepreço de R$ 9,9 milhões.


A doação

Em dezembro de 2010, após recurso apresentado pela empreiteira, o TCU aceitou argumentos de que as provas colhidas contra a empresa não eram conclusivas, mas apenas “indiciárias”. E ainda no ano passado, quando estava impedida de fechar contratos, a Tripoloni doou R$ 2,5 milhões para campanhas do PR, que controla o Dnit. Deste total, a construtora repassou R$ 510 mil para a campanha da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que vem a ser mulher do ministro Paulo Bernardo.


Vargas X Álvaro

Novamente dois políticos do Paraná se estranham. André Vargas, deputado federal e secretário nacional de Comunicação do PT, rebateu ontem “as calúnias” levantadas pelo líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, que afirmou em plenário, anteontem, que a prática do mensalão continua a existir no governo Dilma.


PT X PSDB

Vargas afirma que este discurso faz parte de uma estratégia da oposição de atacar o governo do PT com leviandade. “O senador Álvaro Dias, que tem pouquíssimo prestígio no PSDB do Paraná, tenta criar factóides para respirar politicamente no Brasil. O fato concreto é que todo tipo de malfeito e corrupção vem sendo punido no nosso governo. A Polícia Federal investiga, pune, processa, seja do PT ou de qualquer partido, coisa que não ocorre no governo do PSDB”, disparou o deputado.
                      

Por exemplo

O petista cita exemplos do governo tucano paulista, em que há suspeita de corrupção em cima do Rodoanel e dos metrôs, e avaliou que o PSDB não tem a mesma postura do PT. “Eles não estão punindo e nem investigando os casos”. Ele insistiu que a presidenta Dilma tem tomado várias medidas e feito afastamentos quando necessário.


Rebatida

E retoma o discurso petista: “O que nós temos que analisar é que a corrupção não se acaba do dia para noite. O que diferencia os governos é a postura de combate à corrupção, e como a nossa oposição não tem nenhuma proposta diferente para o País – que vem crescendo, distribuindo renda e aprofundando uma revolução social na prática (...) – e como esta política vem dando certo, eles não tem outra alternativa a não ser selecionar problemas e atacar, tentando generalizar”.


Pois é         

Para Vargas, essa tática não é inteligente da parte do senador Álvaro Dias, visto que estas difamações não deram certo contra o presidente Lula, nem na eleição da presidenta Dilma.


Empresários...

O governo tucano de Beto Richa vai ter problemas com a questão do pedágio. Ontem a Associação Comercial do Paraná (ACP) divulgou nota afirmando ser contrária à prorrogação dos contratos de concessão do pedágio, que vem sendo negociada pelo governo do Estado em troca da redução das tarifas.


Versus governo

As concessionárias estariam reivindicando a prorrogação por mais 15 anos, o que estenderia a concessão até 2037.  “Com ou sem redução de tarifa, que já penalizou demais a sociedade paranaense, somos totalmente contrários prorrogar os prazos dos contratos”, diz o presidente em exercício da entidade, Sinval Lobato Machado. A posição foi oficializada ontem, em reunião que inclui diversas federações empresariais do Paraná, além da própria ACP.


Tá na hora

De hoje não passa. O ex-deputado federal Gustavo Fruet convocou entrevista para esta quarta-feira. A expectativa é que ele anuncie sua saída do PSDB, já que não obteve do partido a garantia de que teria a vaga de candidato a prefeitura de Curitiba para 2012. Mas também pode ser o contrário: o governador viaja amanhã, talvez seja o anúncio de que Fruet ficará no partido e Richa se manterá neutro.


Viabilidade

Na bolsa de apostas a primeira opção é tida como mais certa, bem como o destino de Fruet que seria o PDT do ex-senador Osmar Dias. Como pedetista Fruet pode articular uma frente de partidos que lhe garanta apoio político, e principalmente, tempo na propaganda eleitoral de rádio e televisão para disputar a eleição de prefeito de Curitiba.


Não limpou

Ontem foi a última reunião do semestre da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, agora só após o recesso de meio de ano, no dia 2 de agosto, às 13h30. Das 32 proposições que compunham a pauta, apenas sete foram aprovadas. Dezesseis tiveram a votação adiada por motivos diversos, inclusive em função do término da sessão, sete foram rejeitadas e três foram retiradas de pauta.


Tem dó

O que causou debates na CCJ foi o projeto criando o “Ficha Limpa” nas escolas públicas e privadas do Estado, de Marcelo Rangel (PPS). O texto veda a participação de alunos advertidos ou punidos por indisciplina na disputa pelos grêmios estudantis.


É isso aí 

O deputado Tadeu Veneri (PT) apontou “caráter policialesco” da medida, argumentando que ela dá margem a atitudes autoritárias e prevê uma intromissão nas atividades escolares que não ocorreu sequer no período da ditadura militar.


Fala sério

Já o deputado Silvestri Filho defendeu a proposta do colega de partido, contrapondo que está na hora de criar “uma cultura de premiar o bom exemplo” nos ambientes estudantis. Diante disso, Veneri pediu vistas do projeto, que volta a ser analisado em agosto. (Roseli Valério)


30 de jun. de 2011

PSDB convidará presidente do BNDES para esclarecer aporte bilionário na fusão Carrefour-Pão de Açúcar

A bancada tucana na Câmara vai apresentar requerimentos de convite ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, para esclarecer o aporte de R$ 4 bilhões na fusão da multinacional francesa Carrefour com a rede de supermercados Pão de Açúcar. O primeiro pedido foi protocolado por Alfredo Kaefer (PR) na Comissão de Finanças e Tributação, o outro será encaminhado à Fiscalização Financeira e Controle.

O líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), afirmou em audiência com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que a transação representa o início do processo de desnacionalização da empresa brasileira. “Não estamos, se essa operação acontecer, internacionalizando o Pão de Açúcar. Estaremos desnacionalizando-o. É uma coisa diferente”, rebateu o deputado.

Nogueira condenou a injeção bilionária no negócio. “É uma questão de prioridade: o BNDES é um banco de fomento, que deve impulsionar o investimento na infraestrutura do país e não aplicar dinheiro público em supermercados”, lamentou, ao acrescentar que a maior parte dos recursos sairá dos cofres da União.

Para o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), a operação coloca por terra a definição de órgão social. “Há uma instituição privilegiando megaempresários com recursos públicos. O governo já transferiu cerca de R$ 260 bilhões do Tesouro da União para o BNDES, subsidiando juros que privilegiam apenas os mais próximos do poder”, condenou.

O grupo Carrefour anunciou na terça-feira (28) ter recebido uma proposta de fusão de ativos no país com os da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), holding que detém as lojas do Pão de Açúcar, Compre Bem e Extra, conforme noticiou a France Presse.

“O BNDES é um banco de fomento, de desenvolvimento, voltado a propagar a indústria nacional, a geração de emprego, financiamento de máquinas, infraestrutura”, ressaltou Kaefer. “Não aceitamos a concentração de um único recurso para a fusão num grupo varejista.”

Pimentel reconheceu a possível participação do banco de fomento, mas não deu detalhes. O ministro afirmou que a futura companhia abrirá uma porta para o ingresso de produtos brasileiros industrializados no mercado internacional. A declaração foi rechaçada por Nogueira. A declaração foi rechaçada por Nogueira. “A possibilidade de colocar mercadorias lá fora é bem menor que o risco dos bens importados virem pelo sócio que está sendo agregado nesse instante.”

O deputado recorda que o setor varejista está consolidado e a proposta aumentará a concentração, fazendo com que os fornecedores percam poder de barganha. E, ao contrário da versão oficial, os empregos serão gerados apenas no exterior. (Gabriel Garcia – Diário Tucano)


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