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22 de dez. de 2011

Afinados “contra” SP, Richa e Aécio defendem prévias entre tucanos

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), e o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) aproveitaram uma cerimônia nesta semana em Curitiba para deixar claro que estão desde já do mesmo lado na campanha de 2014. De um lado, criticaram a administração petista de Dilma Rousseff. De outro, afirmaram que querem prévias no partido, mostrando que devem tentar tirar poder da ala paulista do PSDB.

O discurso dos dois tucanos ocorreu durante cerimônia no Palácio Iguaçu para entrega da condecoração da Ordem Estadual do Pinheiro, a mais alta do estado. Aécio, junto com 45 outras personalidades, foi homenageado por Richa. A lista incluiu quatro ex-governadores, músicos co­­mo Chitãozinho e Xororó e esportistas como Giba.

Nenhum representante do PSDB paulista recebeu a honraria. Questionado sobre a razão de Aécio ter sido escolhido, o governador paranaense desconversou e disse que se tratava só de uma homenagem.

O senador mineiro discursou como orador oficial do evento e criticou o governo federal. O senador disse que o PSDB tem a oportunidade de prestar “um favor ao PT” nas próximas eleições presidenciais. “É importante o Brasil ter um partido de massas. E quem sabe nós vamos permitir que o PT faça um estágio na oposição a partir de 2014, até para que ele possa reencontrar-se com seus valores e com as ideias que ele abdicou ou esqueceu depois que chegou ao governo”, afirmou.

Richa defendeu as prévias como modelo de escolha do candidato do partido. A tese é defendida dentro do PSDB há anos por Aécio, que esperava ser candidato a presidente já em 2010, mas acabou perdendo a vaga para José Serra, que foi indicado pela cúpula da legenda.

“[O sistema de prévias] é um caminho que deve ser debatido para fortalecer a democracia interna do partido”, disse Beto. Já o senador mineiro exaltou a participação da juventude tucana na defesa do modelo. “As prévias são um instrumento de mobilização que estimula o partido, permite o debate”, disse.

Questionado se lideranças como ele e Beto não poderiam “emancipar de São Paulo” as decisões políticas e descentralizar a oposição para o eixo Paraná-Minas, Aécio preferiu não polemizar. “Para termos um projeto viável de governo é preciso que estejamos fortes em São Paulo, mas em todos os outros estados”, disse. (Gazeta do Povo)

24 de nov. de 2011

Bem diz o ditado, quem tem telhado de vidro...

Ademar Traiano
Fazendo o estilo dono da verdade que caracteriza seu companheiro Valdir Rossoni (PSDB), o deputado tucano Ademar Traiano, líder do governo na Assembleia Legislativa, está pregando a necessidade de o vereador João Cláudio Derosso afastar-se do PSDB enquanto perdurar a problemática que o envolve. 

Entrando em situação municipal que não lhe compete, o parlamentar esquece que também já foi alvo de idêntica situação quando a imprensa levantou emprego de seu filho, Ademar Traiano Jr, com supersalário na Assembleia Legislativa, motivo inclusive de investigação do Ministério Público, e depois quando acomodou seu irmão, Osmar Traiano, em um cargo no Porto de Paranaguá, retribuindo com um cargo em seu gabinete o irmão do superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), praticando o que se chama de nepotismo cruzado. 

Nem por tais situações, contudo, Ademar Traiano recebeu a sugestão de afastar-se do PSDB enquanto perdurarem imagens negativas como essas envolvendo o seu nome. Como se vê, quem tem telhado de vidro deve se preocupar quando atira pedra na do vizinho... (Foto - Denis Ferreira Neto)


7 de nov. de 2011

COLOMBO: Vice-prefeita troca PSDB pelo PDT

Rose Cavalli
Aconteceu uma revoada de tucanos de Colombo que foram para o PDT e outros partidos de oposição. Isso aconteceu pela falta de habilidade a assessoria política dos que “rodeiam” o governador Beto Richa (PSDB). Isso não foi só em Colombo como também em Morretes, Piraquara, Pinhais e mais de uma dezena de cidades, na quais o governador Beto Richa transformou aliados políticos de décadas em adversário imediatos.

O caso de Colombo foi o mais pitoresco, tanto o prefeito Jota Camargo como a vice-prefeita, Rose Cavalli, foram “jogados para escanteio” e trocados por antigos adversários políticos, como é o caso do convite feito a ex-prefeita Beti Pavin do PMDB, antiga escudeira de Requião.

Depois da “traição” o prefeito Jota Camargo deve seguir o seu “rumo” no PSC, ou seja, consolidar ainda mais sua aliança com o deputado federal Ratinho Junior que têm aspirações políticas na Prefeitura de Curitiba e no próprio governo estadual.

A vice-prefeita Rose Cavalli não titubeou e aceitou o convite do pré-candidato à Prefeitura de Curitiba Gustavo Fruet e do ex-senador Osmar Dias, filiando-se ao PDT, delineando assim seu futuro político, depois de anos apoiando Beto Richa, mesmo antes de ele pensar em ser governador. Rose, que ingressou no PSDB há duas décadas, foi vereadora duas vezes.

7 de out. de 2011

Beto Richa acaba com as especulações e assume a candidatura de Luciano Ducci

Luciano Ducci e Beto Richa

Uma decisão que já era amplamente comentada, embora os adversários do governador e do prefeito de Curitiba buscassem com especulações confundir o eleitorado.

Nesta semana, em entrevista à imprensa, o governador Beto Richa (PSDB) disse com todas as letras que vai apoiar Luciano Ducci (PSB) como candidato à reeleição em 2012.

“Sempre foi nosso parceiro, sempre esteve ao nosso lado, tem tocado todos os projetos, seguido a mesma linha de governo que iniciamos. É uma pessoa preparada, conhece todos os problemas da cidade, é competente, é funcionário público, conhece a estrutura da prefeitura, tem espírito de liderança. Tanto é que o mesmo ritmo de investimentos e obras da cidade de nossa época, continua e, acredito que até que foram ampliados”, disse o governador.

Deixando claro, com todas as letras, esta decisão que não é apenas do governador, mas da principal liderança dos tucanos em nosso estado, Beto Richa mostrou que sabe a hora certa para definir suas posições políticas.

Enquanto isso, continuam as especulações que desde já querem escolher um vice para fazer dobradinha com Ducci.

Vários nomes já foram citados e ao longo do caminho foram caindo enquanto as especulações ficavam cada vez mais animadas, a ponto até de chegarem ao exagero de ir buscar na figura de Valdir Rossoni (PSDB), que transferiu seu título eleitoral para a capital, um dos possíveis cogitados para esta posição.

Nesta última semana, contudo, a carta na manga que o próprio governador Beto Richa teria, de olho nas eleições municipais de 2012, chegou a conhecimento, mesmo que timidamente.

Nos bastidores já se fala o nome de Fernando Ghignone, atual diretor-presidente da Sanepar, como a figura que tem as melhores condições para uma indicação nesse sentido.

Conhecedor de Curitiba como a palma da mão por força de suas atuações empresariais, mais a condição política próxima com o governador Beto Richa, além de tucano de bico longo, Fernando Ghignone, presidente do Diretório Municipal do PSDB, pode ter o nome crescendo daqui em diante para acomodar de vez as especulações que buscam cada vez mais confundir o público em geral.


Fernando Ghignone

3 de out. de 2011

ELEIÇÕES 2012: Partidos têm até o dia 7 de outubro para definir seus quadros

De olho nas eleições de 2012, começa a partir de hoje a contagem regressiva para mudanças de partidos ou filiações daqueles que pretendem disputar as próximas eleições municipais.

Com o Partido Social Democrático (PSD), idealizado por Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, que teve aprovada sua criação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por seis votos a um, o novo partido começa com cerca de 50 deputados federais em exercício, representando a quarta maior bancada da Câmara Federal, mais dois senadores, dois governadores, e arrastando uma legião considerável de deputados estaduais, prefeitos, vereadores e outras destacadas lideranças políticas espalhadas por todo o país.

Enquanto isso, os demais partidos estão em contagem regressiva até o dia 7 de outubro, data limite em que deverão estar com seus quadros definidos de filiados e que almejam concorrer às eleições municipais de 2012.

Uma semana de intensa agitação política e que não apenas pela criação do PSD que vai correr para definir o partido de olho nas próximas eleições, mas com as demais agremiações políticas buscando garantir espaço com a mesma finalidade.


PSD

O Partido Social Democrático está nascendo de uma dissidência do DEM, partido que perdeu de imediato 17 dos 44 deputados federais em atividades, fazendo com que os Democratas caíssem da sexta para sétima maior bancada na Câmara Federal.

O processo de criação do PSD foi recheado de denúncias e suspeitas em relação ao apoio que recebeu dos eleitores, enfrentando difíceis situações em alguns estados, entre os quais no Paraná, para confirmar seu registro final quando chegou a 16 registros regionais e conseguindo mais de 514 mil assinaturas de apoio em todo o país.

No Paraná, o PSD será comandado pelo deputado federal Eduardo Sciarra, e terá destacadas lideranças, como o deputado estadual Ney Leprevost, que inclusive tem seu nome, desde já, sendo citado como possível candidato a prefeito de Curitiba nas eleições do próximo ano.


Outros

Os demais partidos buscarão nesta primeira semana de outubro adequar seus quadros à realidade da lei eleitoral, de olho em 2012, registrando novos eleitores e preparando desde já futuras chapas para disputar prefeituras e câmaras municipais.

Em alguns casos já se observam situações difíceis que começam a serem enfrentadas por conta de alguns chamados “ditadores de partido”, caso de Valdir Rossoni e Roberto Requião, entre outros, os quais arrastam para suas siglas gente que se incompatibiliza com os atuais integrantes do PSDB e do PMDB, respectivamente, causando com isso interesse de outros em ficar com a filiação daqueles que estão descontentes com este tipo de comportamento.

Imaginando-se donos da verdade, gente como esses dois, os dirigentes partidários escolhem a seu gosto quem pode vencer as próximas eleições municipais, caso de Laranjeiras do Sul, onde Rossoni atropelou recolhendo ex-adversário e afastando companheiros tucanos, caso também do PMDB de Foz do Iguaçu, onde uns e outros já botaram a boca no trombone.

Até esta sexta-feira, portanto, muita água vai rolar por debaixo da ponte, muita bronca vai sair na imprensa, pois os interesses políticos precisam ser urgentemente definidos antes que vença o prazo de 7 de outubro.

27 de set. de 2011

Dedo de Rossoni no PSDB de Laranjeiras do Sul deixa saldo de 100 desfiliações

Valdir Rossoni vai ter que se explicar depois da mancada que deu em Laranjeiras do Sul, onde causou uma debandada de mais ou menos filiados ao PSDB local. 

Tudo porque, à revelia do diretório municipal local, decidiu arbitrariamente filiar o professor Emerson Algeri, que na última campanha era Osmar Dias (PDT) e agora sonha ser candidato a prefeito pelos tucanos. 

O PT agradece a colaboração política recebida.


22 de set. de 2011

Ghignone comandará o PSDB da capital

Batido o martelo. O presidente da Sanepar vai acumular funções. 

Fernando Ghignone, amigo pessoal do governador há muitos anos, foi confirmado como o novo presidente do PSDB de Curitiba. 

O partido estava sem comando na capital desde março, quando o diretório municipal, comandado até então por Derosso, foi dissolvido. 

Fernando Francischini será o vice-presidente e Mauro Moraes o secretário-geral. Tudo decidido por Richa, naturalmente.

13 de set. de 2011

PMDB & PSDB: Deputados estaduais amanhã em Brasília para se explicarem

Um grupo vai chegar antes de Orlando Pessuti, que vai pedir manifestação formal da cúpula sobre adesão a governo Richa


 Enquanto o ex-governador Orlando Pessuti vai participar do maior evento deste ano do PMDB – a ser realizado a partir de quinta-feira em Brasília – para pedir que o comando nacional tome uma posição oficial sobre a adesão da bancada estadual paranaense ao governo tucano de Beto Richa, alguns desses deputados peemedebistas pretendem se antecipar a ele e estarão na capital federal já nesta quarta-feira. A manobra pode evitar que a questão seja tratada no evento nacional do partido e o risco de uma proibição formal.

De acordo com o líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado Caíto Quintana, estão previstas reuniões na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, com o senador Roberto Requião (PMDB), com o vice-presidente da República, peemedebista Michel Temer e o presidente nacional do partido, senador Valdir Raupp (RO) e a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

O primeiro compromisso dos deputados será um encontro com o presidente da Comissão Mista do Orçamento do Congresso Nacional. “Vamos discutir com o senador Vital do Rêgo (PB), sobre o Orçamento Impositivo”, disse Nereu Moura, que é presidente da Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa. “Em breve vamos receber a peça orçamentária do Governo do Estado, para o exercício de 2012. Nossa intenção é buscar uma forma de mudar a execução orçamentária”.

Na opinião de Moura, “do jeito que está hoje, o governador promove remanejamento de verbas sem precisar de autorização. O Orçamento Impositivo cria barreiras e os recursos são investidos naquele fim como foi aprovado pelos deputados”. Também amanhã os deputados estaduais irão se reunir com Michel Temer e Valdir Raupp.

Com o vice-presidente da República e o presidente nacional do partido os deputados vão informar os motivos que levaram a bancada do PMDB a se alinhar ao governo do Estado. Ignorando o gradativo afastamento no Paraná entre PMDB e PT, Moura avalia que a participação na base aliada “não muda em nada” a relação entre os dois partidos.


Requião e Gleisi

O outro encontro dos deputados será com o senador Requião, uma das principais lideranças do partido no Estado e que, como Pessuti, criticou a adesão ao governo de Richa. “O interesse dos deputados é fortalecer o PMDB. Vamos trabalhar conjuntamente para o Requião se entender com o Pessuti, que também é uma grande liderança nossa. Esta divisão entre os dois não é boa para o partido”, afirma Moura.

Na quinta-feira, eles terão uma audiência com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Oficialmente será para tratar das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Paraná e discutir a questão das rodovias federais, “que estão em condições bastante precárias e em alguns trechos intransitáveis”, diz Nereu Moura.

A adesão dos 12 deputados ao governo do PSDB no Paraná, o maior adversário do PT, deve ser abordada. A ministra Gleisi, virtual candidata ao governo do Estado pelo PT em 2014 e que irá disputar contra a reeleição de Beto Richa, tem interesse em manter o PMDB como aliado. Além de Caíto Quintana e Nereu Moura, os deputados Alexandre Curi e Ademir Bier fazem parte do grupo. (Roseli Valério)

29 de ago. de 2011

DOIS PESOS E UMA MEDIDA: Nereu Moura sobe nos tamancos contra Beti Pavin


Líder do PMDB em exercício na Assembleia Legislativa, Nereu Moura solicitou que a executiva do partido promova a intervenção no diretório municipal em Colombo.

A decisão é pelo fato da presidente eleita do diretório, a ex-deputada Beti Pavin, estar em vias de se filiar ao PSDB do governador Beto Richa para concorrer às eleições municipais do ano que vem.

Nereu Moura deixou claro que “uma coisa é o apoio da bancada ao governo, outra coisa é usar o PMDB como escada. Não se pode confundir as coisas”.

Segundo o parlamentar, Beti Pavin “está com os dois pés no PSDB e com as mãos no PMDB”.

Como se vê, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, tá?


19 de ago. de 2011

Bancada do estadual do PMDB oficializa acordo de aliado de Richa

Deputados conseguem neutralizar concorrência tucana no próximo ano e governador amplia base para aliança em 2014


No jantar oferecido anteontem pelos deputados do PMDB ao governador Beto Richa (PSDB) para ratificar o acordo em que eles aderem em bloco à base aliada do tucano na Assembleia Legislativa, reafirmou-se que 12 dos 13 deputados peemedebistas votarão com o governo e iniciou-se o processo que deve resultar no apoio à reeleição de Richa em 2014. A estratégia do governador é atrair desde agora o PMDB para viabilizar uma futura aliança na disputa em que deve enfrentar a atual ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, quem tem apoio do PT nacional e estadual para disputar o governo do Paraná.

Para o líder da bancada de oposição na Assembleia Legislativa e presidente do diretório estadual do PT, deputado Ênio Verri a adesão da bancada do PMDB à base do governo de Beto Richa (PSDB) não fará muita diferença no quadro político paranaense. Os petistas ganham com o reforço da imagem de único partido de oposição ao governo tucano. Verri aponta que boa parte da bancada peemedebista já era aliada do governador na Assembléia desde fevereiro, quando todos assumiram o mandato. “Não vejo problema em sermos os únicos oposicionistas”, garantiu Verri.


Eleições 2012

Conforme os deputados do PMDB, o apoio não inclui ocupação de cargos no governo, até porque o PMDB já comanda a Secretaria de Estado do Trabalho através do deputado estadual licenciado Luiz Cláudio Romanelli. A alegação é de que Romanelli. A contrapartida de Richa é fazer parar o assédio do PSDB e outros partidos aliados sobre prefeitos, vereadores e pré-candidatos peemedebistas às eleições municipais de 2012. E o compromisso de que nas cidades onde PMDB e tucanos não conseguirem chegar a um acordo para um candidato único a prefeito, o governador não se envolverá pessoalmente na campanha. O presidente do PMDB paranaense, deputado Waldyr Pugliesi, pré-candidato à prefeitura de Arapongas, diz que os dois partidos vão buscar se harmonizar nas eleições do próximo ano.

A decisão da bancada peemedebista foi tomada à revelia do senador Roberto Requião e do ex-governador Orlando Pessuti. Ambos criticaram os deputados por serem alvo de críticas de Richa por causa dos oito anos de governo do PMDB no Paraná e por causa da aliança do partido em nível nacional ao governo petista de Dilma Rousseff. Na próxima semana alguns deputados irão a Brasília explicar a adesão ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB) e comunicá-la oficialmente a Requião. (Roseli Valério)

18 de ago. de 2011

Resta um...

Dos 12 deputados do PMDB na Assembleia Legislativa, o único que não migrou para a base de apoio ao governo Beto Richa foi Antônio Anibelli Neto. Em seu 1º mandato, o filho do ex-deputado Antônio Anibelli diz que irá adotar uma postura de independência, e sua atuação será pautada pelas ideias e programas defendidos pelo PMDB, das quais não abre mão. Para Anibelli, é preciso que o político tenha posição. "Ser mais um não vale a pena”, afirma, aproveitando para cutucar os companheiros de partido, que ontem confirmaram a adesão à base situacionista na Casa.

Quem ficou satisfeito com a posição de Anibelli Neto foi o senador Roberto Requião, que o parabenizou publicamente pela postura firme diante daqueles que considera "traidores". Não poderia ser diferente, pois um dos motivos da não adesão do deputado à situação da Assembleia está no fato de ele não querer saber de uma eventual coligação PMDB e PSDB para as eleições de 2012, e também na de governador, em 2014. Anibellinho defende a candidatura de Roberto Requião ao Palácio Iguaçu. (Com informações do Bem Paraná)

Requião irado com adesão da bancada do PMDB a Beto Richa

Roberto Requião não digeriu bem o resultado do jantar realizado ontem na casa do deputado Caíto Quintana, ao qual não foi convidado, é claro, e nem fazia questão de ir.

A reunião de parlamentares, que contou com a presença de Beto Richa, selou o apoio da bancada peemedebista ao governador na Assembleia Legislativa.

Com o pacto a base governista é maioria na Casa, e a governabilidade de Beto aumenta, ao menos em relação à condição de aprovar matérias relevantes à administração estadual.

Mal terminou o encontro e o senador já saiu atirando através de seu site.

Começou acusando os deputados de seu partido de traição, e afirmou ainda que a entrada do PMDB para a base aliada do governo significa a “morte” da bancada.

A adesão de 11 dos 12 deputados de seu partido ao seu desafeto, diz ironicamente Requião,  foi motivada pela contaminação pelo "vírus D4, de bruçus.”

A ira de Requião contra a adesão vai além do fato de ver seu Beto fortalecido politicamente. 

A união PSDB - PMBD pode estragar seus planos para as eleições de 2012, a começar por Curitiba, onde ele deseja lançar Rafael Greca candidato a prefeito.

O revertério de Requião está longe de acabar.

Valdir Rossoni está isolado no PSDB sobre saída do presidente da Câmara, João Cláudio Derosso

Ele entende que o vereador, que também preside o diretório de Curitiba, constrange o partido: ambos estão em confronto


Os tucanos Valdir Rossoni, presidente da Assembleia da Legislativa e o presidente da Câmara Municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso continuam se alfinetando em função das várias denúncias que pesam contra o vereador. Rossoni tratou o caso como vice-presidente do PSDB e presidente da Assembleia ao pedir a saída de Derosso do partido. Anteontem o vereador disse que Rossoni queria aparecer a qualquer custo. Na reação a Derosso, ontem, o deputado comentou que “melhor aparecer e esclarecer as dúvidas do que se esconder”.

A referência é clara ao fato de Derosso estar evitando contato com a imprensa e não estar comparecendo ao plenário da Câmara desde o início do mês quando as denúncias contra sua administração da Casa passaram a ser mais contundentes. Rossoni disse não temer retaliações por parte do vereador, que preside também o PSDB curitibano e seu grupo. Nos bastidores políticos de Curitiba especula-se que denúncias contra Rossoni e a Assembléia estariam para ser divulgadas. “Toda a verdade tem que vir à tona, não é mais tempo para esconder as coisas”, observou o deputado.

O presidente da Assembléia criou desconforto no PSDB ao defender a saída do presidente da Câmara do partido. Vereadores tucanos contestaram sua declaração por considerarem precipitada. Como Derosso, avaliam que a intenção de Rossoni é querer aparecer para formar uma base política em Curitiba, para onde transferiu seu domicílio eleitoral. Mas também deputados estaduais tucanos não aprovaram as declarações de Rossoni.


Dois lados

Para o deputado Mauro Moraes, o partido precisa se reunir para avaliar a situação do presidente da Câmara acusado de contratar parentes e beneficiar familiares em contratos públicos. Moraes diz que não pode haver pré-julgamento e sugeriu que o diretório analise a posição de deputado Rossoni quanto ao desligamento de Derosso. Moraes é direto: “Tem que conversar sobre essa questão. Se constrange o partido, existem outras coisas que também constrangem, como essas matérias acusando o líder do governo de nepotismo”.

Expulsar Derosso, na opinião de Moraes, só em caso de comprovada sua culpa nas denúncias. O deputado foi vereador curitibano em algumas gestões do colega tucano, que preside a Câmara desde 1997. Rossoni usou a tribuna da Assembléia para dizer que depois de tanto esforço feito para moralizar a Casa, não pretende continuar respondendo por “atos de terceiros”, sejam eles filiados ou não ao partido.

Alegando experiência política, Rossoni afirmou que “quando uma pessoa entra numa fase dessas uma grande contribuição que pode ser dada ao partido é se afastar até que tudo seja investigado”. Ou seja, ao menos que se afaste. “E se for culpado, não o queremos mais no partido”, disse o deputado. (Roseli Valério)

12 de ago. de 2011

Aliança do PMDB com o PSDB não é impossível

Nereu Moura: "tucanando"

Certamente esta tipo de notícia causa arrepios em Roberto Requião, e para peemedebistas que o acompanham é hora de choro e ranger de dentes.

Arrastado gradativamente por Alexandre Curi e Luiz Cláudio Romanelli, que tucanaram há muito tempo, o deputado estadual Nereu Moura é a novidade para alguns ao ir pegando penugem e afinando o bico como se fosse alguém fantasiado de tucano.

Dizendo que “Beto enxerga longe e vem somando com os adversários de ontem e que estão virando os aliados de hoje”, Nereu Moura admitiu em entrevista à imprensa que não é impossível uma aliança entre PMDB e PSDB para as eleições municipais de 2012 em vários municípios paranaenses, inclusive na capital.

Essa manifestação feita durante visita do deputado federal Ângelo Vanhoni (PT) à Assembleia Legislativa nesta semana, deixou claro que as antigas uniões políticas PMDB-PT são coisas do passado e agora o furo é mais embaixo.

Lembrando que a maioria da bancada do PMDB já está alinhada com o governo Beto Richa, o deputado Nereu Moura admitiu que esta aliança com o PSDB é mais do que viável para as eleições municipais em 2012.

Claro que Requião quase teve um treco quando leu o que Nereu Moura declarou, esbravejando como é seu estilo e atacando até as paredes que o rodeavam quando soube disso.

Mantendo a intenção de fazer de Rafael Greca candidato a prefeito em 2012 pelo partido, o senador peemedebista não quer nem ouvir falar nesta aliança que vai se alinhando e que já faz o PSDB ir ampliando o ninho, pois o desembarque promete ser dos maiores caso se concretize uma aliança de tal envergadura. (Fotomontagem sobre foto de Nani Gois)

15 de jul. de 2011

Notinhas do dia 15/07

Os 69

Aqueles 69 servidores da Assembleia Legislativa que vão ficar em casa, recebendo o salário integral sem trabalhar, todos funcionários de carreira, terão remuneração reduzida entre 10% a 35%, dependendo do tempo de trabalho. É que não haverá corte no salário, mas nas gratificações. Por isso é que a medida não deve ser ilegal. Na lista estão seis médicos, seis agentes de saúde, auxiliares de enfermagem, dentistas, técnicos da área administrativa, jornalista e contador. Ah, e a mulher do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB), Regina.


Muito suspense

A propósito da Assembleia: depois de mais uma promessa do presidente do Legislativo, Valdir Rossoni (PSDB), de divulgar a lista de aposentadorias irregulares nesta semana, antes do recesso parlamentar – que começou ontem para deputados estaduais – ele recuou novamente.  Agora promete divulgar a tal lista durante o recesso parlamentar. Diz que é para evitar mais pressões e estar longe da repercussão quando lançar a “bomba”. Será que é mesmo para tudo isso?


A conferir

Até onde se sabe, pelo próprio Rossoni, quando viu o estudo pronto sobre as aposentadorias e pensões pagas desde 2004 pela Assembleia, 70% de todos os benefícios concedidos estão irregulares. Por que o levantamento foi realizado só de 2004 para cá é uma questão que ele deve esclarecer também.


Ameaçados

Ainda acontece disso: três vereadores de Uraí, que fica a 40 quilômetros de Londrina, dizem ter recebido ameaças de morte. Todos registraram BOs na delegacia da cidade. As ameaças ocorreram, segundo eles, logo após a sessão de julgamento, na Câmara Municipal de Uraí, no dia 22 de junho passado, da cassação do mandato do prefeito mais idoso do Brasil (tem quase 100 anos), o tucano Susumo Itimura.


Relação  

Susumo, que estava no quinto mandato, tinha sido acusado pelo Ministério Público Estadual de desvio de recursos públicos e uso de notas frias para pagamentos de serviços que nunca foram realizados pela prefeitura. Anônimas e por telefone, a autoria das ameaças são difíceis de apurar, ainda que os vereadores associem às suas posições políticas.


Só ele

“Confesso que fui surpreendido pela imprensa do comunicado de que ele está saindo do partido”, comentou o governador José Richa (PSDB), antes de embarcar para sua viagem ao México, sobre a desfiliação do ex-deputado federal Gustavo Fruet, do PSDB.


Foi mal

Depõe contra o governador ele fazer tal declaração, já que até as pedras do Centro Cívico em Curitiba sabiam das tentativas de Fruet de obter de Richa o anúncio oficial de que o PSDB teria candidato próprio a prefeito de Curitiba em 2012. A esta altura dizer que foi surpreendido pela imprensa sobre a saída do ex-deputado é uma piada. De mau gosto.


Pior ainda

Ainda mais que a declaração de Richa desmente então, o que disse o presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni, vice-presidente do PSDB paranaense, que afirmou ter falado com o governador algumas vezes sobre a possibilidade de Fruet sair do partido caso não lhe garantissem a candidatura.


Fala sério

E o governador arrematou, na mesma linha: “Mas acredito que não tem um único motivo pra ressentimentos em relação ao meu comportamento pessoal com ele, muito menos o comportamento do partido, que sempre fez de tudo para garantir espaço, para prestigiá-lo”. Sempre fez de tudo?


Para disputar

Depois do leite derramado com a saída de Fruet do PSDB, ontem o deputado estadual Mauro Moraes (PSDB), que pretendia fazer a ponte entre Richa e Fruet – já se viu que não conseguiu nada – comentou que a saída do ex-deputado deve abrir uma discussão interna sobre a procura de nomes para o lançamento de um candidato próprio em Curitiba para 2012.


Mais outro

Moraes, aliás, é outro que passa por mentiroso, considerando que o governador não sabia de nada, como disse. Moraes deu várias entrevistas sobre conversas que teria tido com Richa a respeito de Fruet. Nisso de outra candidatura tucana, Moraes tem tirocínio ou advoga o próprio nome quem sabe, quando aponta que o PSDB, que possui o governo estadual “e o maior eleitor do Estado, o governador Beto Richa”, tem a obrigação de apresentar um candidato próprio para a disputa.


Alerta

Pragmático, Moraes quer conversar com Richa  sobre as diretrizes do partido em Curitiba. “Não podemos ficar sem candidatura própria tendo em nossos quadros lideranças importantes da politica que podem decidir uma eleição”, afirmou. Quais? “Além da perda de uma figura importante, o PSDB terá que enfrentar nas próximas eleições uma oposição que terá Fruet. As disputas de 2012 e 2014 serão acirradas e difíceis para o atual governo”, prevê o deputado.


Falta moral

“Essa discussão não pode ser encerrada com a saída de Fruet”, insiste Moraes. Ele e Rossoni foram os únicos tucanos de peso a sair em defesa da candidatura de Fruet, mesmo contrariando posição do governador e presidente do PSDB no Paraná. Todos os outros tucanos que agora se posicionam contra ou a favor da decisão de Fruet, não têm moral para se manifestarem porque não o fizeram em tempo.


Por em ordem

Peemedebistas paranaenses estão na maior correria por conta das convenções municipais de domingo. Elas foram convocadas com base na decisão do Diretório Nacional do PMDB. Em consulta do diretório do Paraná no início do ano, a nacional deu autonomia à executiva estadual de promover convenções ou dissolver diretórios municipais que possam se opor à normativa. Para facilitar o trabalho dos diretórios onde houver convenção, o site do PMDB estadual dispõe de um manual com todas as instruções legais e necessárias.
           

De novo

A Assembleia Legislativa lançou novamente, no último dia 12, edital de concorrência pública para contratação da empresa que fará o planejamento técnico, a implantação, operação, criação e produção da programação da TV Assembleia. Parece que a transmissão pela TV Educativa, cujo acesso seria garantido para todo o Paraná, em canal aberto, foi mesmo descartado. Como diria o outro, por causa de que?


15 de agosto

Este é o segundo edital que o Poder Legislativo lança para a contração da empresa. O primeiro, em maio, com abertura das propostas em junho, foi suspenso quatro dias antes para readequação técnica. As empresas interessadas em participar da concorrência terão até o dia 15 de agosto para protocolar os documentos relativos à habilitação e as propostas técnica e de preço. A Assembleia está disposta a pagar até R$ 320 mil. (Roseli Valério) 


13 de jul. de 2011

Notinhas do dia 13/07

Só falou bem

Provavelmente para desagrado do senador Roberto Requião (PMDB), desafeto número um do ministro das Comunicações, o diretor afastado do Dnit, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Luiz Antonio Pagot, saiu em defesa ontem de Paulo Bernardo, em depoimento à Comissão de Infraestrutura do Senado. Pagot negou que Bernardo, quando ministro do Planejamento, tenha feito pedidos a ele para fazer aditamentos em obras do Dnit. Antes, declarações atribuídas a Pagot por aliados seus do PR (o partido), davam conta de que o ministro teria feito pedidos ao diretor sobre obras no Paraná. Pagot tratou isso de “invencionice” e “factóide” e defendeu o ministro. “Ele (Paulo Bernardo) nunca me exigiu, nem pediu nada”, declarou. Mas sobrou para outros políticos do Paraná. O diretor do Dnit citou exemplo de uma obra em Maringá, afirmando que quem fazia pedidos sobre a obra era o prefeito, Sílvio Barros (PP), e o ex-deputado Ricardo Barros (PP), e não o ministro. Pagot afirmou que participava de reuniões com Bernardo da mesma forma como ocorreria com outros ministros dentro do âmbito do comitê gestor do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele classificou o ministro paranaense como “extremamente exigente”, assim Gleisi Hoffmann, atual ministra-chefe da Casa Civil.


Virou notícia

E ontem também, reportagem da Folha de São Paulo informou que uma empreiteira de Maringá, Sanches Tripoloni, que concentrou doações eleitorais para partidos aliados do governo e é alvo de investigações por irregularidades, aumentou em 1.273% seus contratos com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) de 2004 a 2010. Saiu de R$ 20 milhões em 2004 para R$ 267 milhões no ano passado (valores atualizados).


Virou notícia 2

De acordo com o jornal, em maio de 2009, a empresa foi declarada inidônea pelo TCU (Tribunal de Contas da União), ou seja, proibida de fazer negócios com a administração pública. Auditoria concluiu que a licitação em que a empreiteira conquistou um contrato com o Dnit para fazer o contorno rodoviário em Foz do Iguaçu (PR) “deu-se de forma extremamente viciada”. Entre as irregularidades, foi apontado um sobrepreço de R$ 9,9 milhões.


A doação

Em dezembro de 2010, após recurso apresentado pela empreiteira, o TCU aceitou argumentos de que as provas colhidas contra a empresa não eram conclusivas, mas apenas “indiciárias”. E ainda no ano passado, quando estava impedida de fechar contratos, a Tripoloni doou R$ 2,5 milhões para campanhas do PR, que controla o Dnit. Deste total, a construtora repassou R$ 510 mil para a campanha da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que vem a ser mulher do ministro Paulo Bernardo.


Vargas X Álvaro

Novamente dois políticos do Paraná se estranham. André Vargas, deputado federal e secretário nacional de Comunicação do PT, rebateu ontem “as calúnias” levantadas pelo líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, que afirmou em plenário, anteontem, que a prática do mensalão continua a existir no governo Dilma.


PT X PSDB

Vargas afirma que este discurso faz parte de uma estratégia da oposição de atacar o governo do PT com leviandade. “O senador Álvaro Dias, que tem pouquíssimo prestígio no PSDB do Paraná, tenta criar factóides para respirar politicamente no Brasil. O fato concreto é que todo tipo de malfeito e corrupção vem sendo punido no nosso governo. A Polícia Federal investiga, pune, processa, seja do PT ou de qualquer partido, coisa que não ocorre no governo do PSDB”, disparou o deputado.
                      

Por exemplo

O petista cita exemplos do governo tucano paulista, em que há suspeita de corrupção em cima do Rodoanel e dos metrôs, e avaliou que o PSDB não tem a mesma postura do PT. “Eles não estão punindo e nem investigando os casos”. Ele insistiu que a presidenta Dilma tem tomado várias medidas e feito afastamentos quando necessário.


Rebatida

E retoma o discurso petista: “O que nós temos que analisar é que a corrupção não se acaba do dia para noite. O que diferencia os governos é a postura de combate à corrupção, e como a nossa oposição não tem nenhuma proposta diferente para o País – que vem crescendo, distribuindo renda e aprofundando uma revolução social na prática (...) – e como esta política vem dando certo, eles não tem outra alternativa a não ser selecionar problemas e atacar, tentando generalizar”.


Pois é         

Para Vargas, essa tática não é inteligente da parte do senador Álvaro Dias, visto que estas difamações não deram certo contra o presidente Lula, nem na eleição da presidenta Dilma.


Empresários...

O governo tucano de Beto Richa vai ter problemas com a questão do pedágio. Ontem a Associação Comercial do Paraná (ACP) divulgou nota afirmando ser contrária à prorrogação dos contratos de concessão do pedágio, que vem sendo negociada pelo governo do Estado em troca da redução das tarifas.


Versus governo

As concessionárias estariam reivindicando a prorrogação por mais 15 anos, o que estenderia a concessão até 2037.  “Com ou sem redução de tarifa, que já penalizou demais a sociedade paranaense, somos totalmente contrários prorrogar os prazos dos contratos”, diz o presidente em exercício da entidade, Sinval Lobato Machado. A posição foi oficializada ontem, em reunião que inclui diversas federações empresariais do Paraná, além da própria ACP.


Tá na hora

De hoje não passa. O ex-deputado federal Gustavo Fruet convocou entrevista para esta quarta-feira. A expectativa é que ele anuncie sua saída do PSDB, já que não obteve do partido a garantia de que teria a vaga de candidato a prefeitura de Curitiba para 2012. Mas também pode ser o contrário: o governador viaja amanhã, talvez seja o anúncio de que Fruet ficará no partido e Richa se manterá neutro.


Viabilidade

Na bolsa de apostas a primeira opção é tida como mais certa, bem como o destino de Fruet que seria o PDT do ex-senador Osmar Dias. Como pedetista Fruet pode articular uma frente de partidos que lhe garanta apoio político, e principalmente, tempo na propaganda eleitoral de rádio e televisão para disputar a eleição de prefeito de Curitiba.


Não limpou

Ontem foi a última reunião do semestre da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, agora só após o recesso de meio de ano, no dia 2 de agosto, às 13h30. Das 32 proposições que compunham a pauta, apenas sete foram aprovadas. Dezesseis tiveram a votação adiada por motivos diversos, inclusive em função do término da sessão, sete foram rejeitadas e três foram retiradas de pauta.


Tem dó

O que causou debates na CCJ foi o projeto criando o “Ficha Limpa” nas escolas públicas e privadas do Estado, de Marcelo Rangel (PPS). O texto veda a participação de alunos advertidos ou punidos por indisciplina na disputa pelos grêmios estudantis.


É isso aí 

O deputado Tadeu Veneri (PT) apontou “caráter policialesco” da medida, argumentando que ela dá margem a atitudes autoritárias e prevê uma intromissão nas atividades escolares que não ocorreu sequer no período da ditadura militar.


Fala sério

Já o deputado Silvestri Filho defendeu a proposta do colega de partido, contrapondo que está na hora de criar “uma cultura de premiar o bom exemplo” nos ambientes estudantis. Diante disso, Veneri pediu vistas do projeto, que volta a ser analisado em agosto. (Roseli Valério)


8 de jul. de 2011

Notinhas do dia 8/7


No rigor da lei

Os deputados paranaenses aprovaram projeto em segunda discussão, a mais importante, que deveria ser copiado por todos os Estados em nome do interesse público. Trata-se do projeto do deputado Caíto Quintana, líder do PMDB, tornando obrigatória a prestação de contas no Paraná, das instituições privadas sem fins lucrativos que recebem recursos públicos a título de subvenção e auxílio, ou parcerias com municípios ou com o Estado. São as entidades do chamado Terceiro Setor e também as que são declaradas de utilidade pública pelas câmaras municipais ou pela Assembléia Legislativa. A intenção do autor é tornar mais transparente a administração de fundações, associações, organizações não governamentais (ONGs) e organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips). E com a emenda do deputado Rasca Rodrigues (PV), também aprovada, foi incluída na fiscalização as Organizações Sociais (OSs). As prestações de contas do uso dos recursos públicos, segundo o projeto, deverão ocorrer por meio de um portal da transparência na internet. “As instituições serão obrigadas a publicar, nesta página, de que forma gastaram os recursos todos os meses, independente do valor do convênio”, explicou o parlamentar. Há uma lei federal exigindo a prestação de contas dessas entidades, mas para recursos públicos recebidos acima de 200 mil. 90% das entidades, porém, não recebe mais do que isso e atualmente não são fiscalizadas.


Às claras

Os demonstrativos das transferências realizadas pelos governos estadual ou municipal, terão que ter especificados os nomes das pessoas jurídicas ou físicas, com o respectivo CNPJ e CPF. Conforme o projeto ainda, a página eletrônica deverá ser mantida pela instituição beneficiada, sem qualquer ônus para o poder público.


De leve

A penalidade é que é leve, mas foi levado em conta que a maioria das entidades efetivamente presta atendimento à população. Por conta disso, o não cumprimento da lei vai acarretar apenas na imediata suspensão do repasse governamental, até a regularização.


Para o TCE

“Qualquer entidade que receba verbas públicas, independente do valor, tem o dever de dar publicidade e transparência às suas ações, coibindo assim qualquer tentativa de desvio de recursos ou a má utilização de dinheiro público”, justifica Caíto Quintana. A fiscalização do cumprimento da lei será prerrogativa do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que não se manifestou a respeito.


Nova derrota

Parece que não adianta insistir. Mais um recurso de Maurício Requião, desta vez para tentar cancelar a eleição de Ivan Bonilha como novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, foi negado pelo Supremo Tribunal Federal. O presidente do STF, Ministro Cesar Peluzzo, negou o pedido e, portanto, a eleição de Bonilha está mantida.


A posse   

Na sexta-feira passada o Supremo já havia negado um pedido de Maurício de suspensão da eleição. É possível que já na próxima semana Ivan Bonilha assuma a vaga de Maurício no TCE como conselheiro. O governador Beto Richa (PSDB), que se empenhou pessoalmente na eleição, deve assinar sua nomeação antes de viajar para o México, dia 14 próximo.


 ‘Jeitinho’

Como diz o presidente da Assembléia, deputado Valdir Rossoni (PSDB), a “reforma agrária” dos gabinetes da Casa vai começar pelo oitavo andar. Um deputado terá que sair deste andar e descer para outro. A reforma será feita durante o recesso parlamentar. Rossoni diz que os gabinetes terão um espaço padrão, para acabar com as queixas.


Ironia       
      
É no 8º andar do prédio “novo”, o Tancredo Neves, onde está a maioria dos deputados petistas, como estranho no ninho, Pedro Lupion (DEM), latifundiário de família. Rossoni tinha dito que Lupion deixaria este andar, mas o democrata nega que tenha concordado em se deslocar sem que antes fique definido onde exatamente serão as suas novas instalações. É, Lupion pode sentir agora o que é ser um sem-terra, no caso, um sem-gabinete.


De cá para lá

Outra forma de atender a reivindicação de 40 deputados que se queixaram da diferença de tamanhos dos gabinetes, é transferir do Tancredo Neves para o prédio antigo outros setores para sobrar mais espaço aos deputados.


Só vendo

Alguns deputados que tem gabinetes grandes, boa parte deles do PMDB e do DEM, já disseram que não vão abrir mão de espaço. Caíto Quintana, por exemplo, bateu o pé e não quer perder nenhuma saleta que seja. Mas Rossoni garante que vai conseguir um acordo com todos esses deputados.


Uma geral

Inaugurado em 1986, o Edifício Presidente Tancredo Neves nunca passou por uma grande reforma. Além dos gabinetes, a obra incluirá depois o reparo nas 1.400 janelas e esquadrias e deve durar quatro meses. O custo será de 225 mil reais.


Jovens tucanos

A Juventude do PSDB do Paraná (JPSDB) realiza neste sábado, às 15h, o lançamento do Programa de Formação de Quadros, no plenarinho da Assembléia Legislativa. A iniciativa, em parceria com o Instituto Teotônio Vilela do Paraná (ITV-PR) e com a JPSDB Curitiba, tem por objetivo resgatar o significado das bandeiras defendidas pelo partido e promover o debate de novos temas.


Paizão presente

Participarão do evento lideranças jovens e políticas do Paraná, entre elas Marcelo Richa. Seu pai, o governador do Estado e presidente do PSDB paranaense, Beto Richa, irá falar para a moçada, entre outras lideranças.


Todo Paraná

O Programa de Formação de Quadros será realizado neste ano em todas as regiões do Estado. A primeira etapa será em Curitiba e Região Metropolitana, com o início das atividades até o final de julho. Será divulgado em breve um cronograma com data e locais que o programa será realizado no Estado.


Novos líderes
 
A proposta do Programa de Formação de Quadros da Juventude do PSDB do Paraná é promover o debate sobre a importância do jovem participar do meio partidário, conhecer a história do partido e oportunizar novos posicionamentos.


Por temas

Os participantes serão divididos em grupos temáticos e orientados por patronos: Economia; Promoção Social, Terceiro Setor e Voluntariado; Políticas Educacionais; Saúde; Desenvolvimento e Meio Ambiente; Esporte; Cultura e Acesso a Informação; Relações Internacionais; Segurança. (Roseli Valério)


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