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23 de mai. de 2014

As comadres comentam a valentia de Requião

Além de um corridão que levou do Zé Maria, e um puxão de orelhas do Ricardo Gomyde, Roberto Requião tem em seu currículo de valentia alguns lances que mostram o dito cujo passando por situações lamentáveis. Não podemos esquecer o corridão que levou do velho Jacob em plena Boca Maldita, quando saiu de fininho para evitar que os xingamentos recebidos tivessem maior repercussão.

Na conversa de comadres, enquanto fazíamos um levantamento destas situações requianistas lembrei de algumas ainda mais vexatórias. Que começaram com aquele soco bem desferido pelo Ciro Frare na entrada do Hotel Bourbon, em Londrina, onde o saudoso Kielse o salvou de apanhar muito mais. Antes já tinha levado uma sonora bofetada no plenário da Assembleia, desferido pelo saudoso deputado Gabriel Manoel que o colocou em seu devido lugar.

Esta fama de machão que sempre espalhou, quando acompanhado de seguranças, repercutiram de fato quando levou um soco do deputado Rubens Bueno, oportunidade em que só não apanhou muito mais por conta da turma do deixa-disso. Não podemos esquecer, também, que o João Feio no Buffet do Leste, ali em Pontal do Paraná, colocou-o em seu devido lugar dando-lhe um corretivo quando Requião quis dar um pau em Pessuti, seu amigo anteriormente, e do qual quis fazer pouco caso acusando-o de ladrão. João Feio não teve dúvidas, partiu prá cima do grandalhão que só não apanhou como um cachorrinho amedrontado porque mais uma vez a turma do deixa-disso o salvou.

Mas Requião continua o mesmo, dizem. Com rompantes como aquele que mandou um grupo de manifestantes enfiar uma faixa no rabo porque a mensagem contida na mesma cobrava seu comportamento papudo. A última foi aquela de mandar pra puta que pariu um colunista e a revista Veja, só porque ambos contaram do seu estilo agressivo quando lhe é conveniente. 

Hoje, não fica sozinho em lugar nenhum, pois, mesmo com a idade avançada, arrisca levar uns petelecos, como lhe prometeu o filho do Mario Roque, o Marcelo Roque, que chegou a ficar com tanta raiva de Requião que o bombardeou com palavras de baixo calão, extrapolando e até atingindo a esposa do senador que não tinha nada com isso. Mas, como dissemos em nossa chá das comadres, esse Requião não toma jeito e tudo indica que este tipo de comportamento se deve a exageros da vodka com gardenal ou por conta das sementes de mamona que diz ser uma delícia.

Por falar em Requião, me contaram as comadres lá de Cascavel que foi vexatória a sua presença numa festa dos Muffato. Isolado até mesmo por companheiros do PMDB, pois até o Caito Quintana ficou distante, o senador comeu sua ração de festa e se mandou de fininho. Nem parecia aquele cara arrogante que antes era badalado as pampas. Nem o Marcos Formighieri, que foi companheiro de anos aguentou o cheiro da brilhantina.

22 de mai. de 2014

REVELADO: Fruet é o mentor da doação de imóvel público a Requião

O parecer vitorioso do vereador Pier Petruziello (PTB) na Câmara Municipal de Curitiba, favorável à reversão do valorizado imóvel da família do governador aposentado Roberto Requião, no centro de Curitiba - rua Vicente Machado - revela os bastidores da política do Paraná ao confirmar que é de autoria 'informal' do Prefeito Gustavo Fruet o envio da Mensagem propondo devolver a Requião o terreno doado em 1949:  "Em analise o Projeto de Lei Ordinária, nº 005.00023.2014, de iniciativa do excelentíssimo Prefeito Gustavo Fruet, que desafeta e incorpora área de domínio público aos bens dominicais e autoriza o Poder Executivo a reverter aos proprietários anteriores o imóvel que especifica."

Como o autor de fato do Projeto de Lei é o vereador do Partido Verde e presidente da Câmara Municipal, Paulo Salamuni, quando ocupou sutilmente o cargo de Prefeito durante viagem de Fruet ao Oriente e da vice prefeita ao Paraguai, vemos que até a Araucaria que existe no terreno será extirpada para dar lugar a um edifício comercial, pois no parecer da CCJ está apontado: "7 - Considerando ainda que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, deu parecer favorável ao corte da vegetação da área, em 06 de novembro de 2012. ... Esta relatoria entende que é de direito do Outorgante, e de seus sucessores, requererem a utilização da clausula resolutiva, visto que o Município de Curitiba se manifestou no ano de 2012 declarando não ter interesse na utilização da área para a abertura da rua Prudente de Morais no trecho entre as avenidas Carlos de Carvalho e Vicente Machado. No que diz respeito a prescrição, entendemos que a mesma começa a vigorar após a negativa em utilização da área pelo Município de Curitiba, fato que ocorreu no ano de 2012. Destarte, esta relatoria é favorável ao TRAMITE REGIMENTAL, da referida proposição." O parecer em separado foi apoiado pelos vereadores Tiago Gevert (PSC), Toninho da Farmácia (PP), Professora Josete (PT), Helio Wirbiski (PPS), Cristiano Santos (PV), Colpani (PSB) e Pier Petruziello (PTB) que fez voto vista e conseguiu derrotar o parecer de Felipe Braga Cortes (PSDB), que pedia diligências ao Executivo Municipal.

Agora o Projeto de Lei está na Comissão de Economia, onde na legislatura passada ele foi rejeitado em 2012 com o voto da Professora Josete (petista que agora é favorável ao companheiro Requião?), e o relator é o vereador Mauro Ignácio (PSB).

Será que agora a Comissão de Economia vota favoravelmente ao mesmo projeto já rejeitado por ela em 2012?

6 de set. de 2013

Requião começa e pensar no seu rumo para 2014


Se tiver realmente a intenção de ser candidato, Roberto Requião admite que poderá mudar de partido, abandonando o seu  "velho MDB de guerra".

Para tanto, terá que ir para um novo partido, no caso a Rede da Marina Silva, pois uma mudança para qualquer legenda já existente vai roubar-lhe o mandato de senador, algo impensável para o dito cujo.

Disposto realmente a ser candidato a governador nas próximas eleições, ainda mais depois do desgaste sofrido por Gleisi Hoffmann que pode até desistir de ser candidata em face de repercussão negativa do escândalo protagonizado por seu assessor Eduardo Gaievski, Roberto Requião estaria agora no aguardo de uma pesquisa que possa revelar a verdadeira situação que poderá colocá-lo como um disputante direto contra Beto Richa, que vai para a tentativa de reeleição.

Mantendo até outubro vindouro um clima de expectativa que somente poderá ter resposta mais convincente quando encerrar-se o prazo de uma possível mudança de partido, Roberto Requião vai alimentando um ambiente que fica cada vez mais ao seu gosto.

23 de dez. de 2011

BALANÇO 2011: A revelação do ano

E, de repente, veio a revelação de que a esposa do secretário de Segurança do Paraná trocou de lugar, que tinha cativo em Brasília, junto ao gabinete do senador Roberto Requião. 

Os alicerces do palácio do governo estremeceram e os fofoqueiros de plantão correram em busca dos detalhes. De fato, a esposa de Reinaldo de Almeida César está lotada em gabinete no Senado, desde os tempos em que o atual secretário era chefe de gabinete de Requião como governador paranaense em mandatos anteriores. 

A volta da esposa do secretário para a assessoria em Curitiba de Requião se deu através de uma troca com outro afilhado de Requião que foi para Brasília e permitiu a ela esta volta à capital paranaense. 

Uma situação, no mínimo, constrangedora.

22 de dez. de 2011

BALANÇO 2011: As aposentadorias do ano

Nada menos que quatro ex-governadores ficaram com cerca de R$ 24 mil mensais que pingavam em suas contas todo mês como aposentadorias pagas pelo estado.

Iniciativa do governador Beto Richa acabou com esta prática que estava ilegal depois da Constituição de 1988, colocando Mário Pereira e Orlando Pessuti, ex-vices que assumiram, e os governadores Roberto Requião e Jaime Lerner nas condições de recebimento indevido.

Há alguns meses as aposentadorias deixaram de ser pagas aos ex-governadores e os vices que assumiram e que vinham recebendo um bom dinheirinho dos cofres públicos.

21 de dez. de 2011

CAMPO LARGO: Aliado de Requião pede “arrego” a Richa

Beto Richa e Edson Basso
O prefeito de Campo Largo, Edson Basso (PMDB), ferrenho aliado do senador Roberto Requião (PMDB), surpreendeu ao revelar uma possível aliança com Beto Richa (PSDB). Em entrevista ao jornal Folha de Campo Largo, Basso disse ter sido sondado por tucanos e adiantou que está aberto ao diálogo.

O entusiasmo do prefeito em “mudar de lado” gerou incomodo entre seus oposicionistas. No mesmo dia em que a matéria foi publicada, Richa esteve em Campo Largo para o lançamento das obras de transposição da BR 277. Num discurso inflamado, quase todo dedicado a criticar seu antecessor, o governador deu o recado. “No nosso governo os municípios recebem investimentos independente da posição tomada na última eleição. No novo Paraná não há mais espaço para perseguições, ameaças e bravatas” – disparou Richa contra os requianistas locais.

Acompanhado de várias lideranças do município, entre elas o ex-vereador Marcelo Puppi (DEM) e o ex-vice-prefeito Romeu Zanlorenzi, presidente do PSDB local, Richa prova que não dá mole pra adversário. Tanto Puppi quanto Zanlorenzi são ex-aliados de Basso, rejeitados ainda durante o primeiro mandato do peemedebista. Ambos discordavam, desde muito tempo, da influência da família Requião na política campolarguense.

Enquanto Richa falava ao público, o amigo de Requião, Edson Basso, notoriamente mostrava-se incomodado. Durante a campanha eleitoral Requião se referia a Basso como “um amigo, um irmão” e declarou, numa reunião política, que Basso tomava café da manhã com o governador (na época, Requião) e não precisava ser anunciado no Palácio. Por toda a manhã Basso não desgrudou do seu candidato a sucessão, o amigo pessoal e “líder” do PMDB Udo Schimdt. Um desconhecido que recebeu as bênçãos do clã Requião e disputará as eleições de 2012 com total apoio da máquina pública.

Mas todo esse carinho de Roberto Requião por Edson Basso tem um preço. Márcia de Mello e Silva, esposa de Maurício Requião (aquele que tentou a força ocupar uma cadeira no TCE) ocupa, desde 2005, cargos de confiança no alto escalão da Prefeitura de Campo Largo.
O marido de Márcia, Maurício, é irmão do senador e, durante um de seus governos, foi secretário de estado da Educação. Durante sua gestão, várias foram as denúncias de irregularidades.

Além de Márcia “Requião”, há indícios da indicação de vários outros membros do clã Requianista para ocupação de cargos de confiança em Campo Largo. Expatriados do Governo do Paraná após a vitória de Richa nas urnas. Sem ter um “cabide” para pendurar-se, encontraram em Campo Largo um “cabidaço” comandado pela cunhada do senador Requião, onde hoje penduram não apenas o paletós mas, de quebra, estiram os pés sobre a mesa e desrespeito aos cidadãos daquela cidade.

19 de dez. de 2011

BALANÇO 2011: A indenização do ano

Roberto Requião ficou mais pobre em 2011.

Foi condenado a pagar indenizações por danos morais causados a Cila Schulman, Edson Praczyk e Cid Campêlo, de nada adiantando os muitos recursos que buscou na Justiça para tentar se salvar de ridículas situações.

Ataques desfechados na forma de discursos inflamados e fora de hora, sem falar no deboche contra uns e outros, renderam pesados multas por indenização moral a pessoas que receberam seu rico dinheirinho.

16 de dez. de 2011

A autocrítica de Requião

Nesta semana, o senador Roberto Requião (PMDB) quase teve um leve surto de autocrítica. Ao avaliar seus dois últimos mandatos de governador, afirmou: “Devolvemos a visão de um governo planejado no Estado do Paraná. É evidente que nosso governo não foi perfeito. Mas, foi muito bom”. Segundo Requião, a perfeição não existe. Com a réplica, o povo do Paraná. (Com informações de Josianne Ritz)

29 de nov. de 2011

Justiça condena Requião a pagar R$ 25 mil por danos morais a Cid Campêlo Filho

Roberto Requião e sua língua solta perderam mais uma na justiça paranaense. Desta feita, o ex-governador terá de pagar 25 mil reais por danos morais ao advogado Cid Campêlo Filho, referentes a um discurso de 2004 no qual Requião fez insinuações a respeito de Câmpelo, ex-secretário do governo Lerner, que havia sido preso (e solto no mesmo dia) acusado de cometer irregularidades financeiras.

“É interessante ver pela primeira vez no Paraná ladrões de di­­­nheiro público na cadeia”, disse Requião, que afirmou também ter o PMDB mandado confeccionar cartazes com a foto de Cid Campêlo atrás das grades. Como se isso não bastasse, segundo proferiu o desembargador Ruy Cunha Sobrinho em seu despacho, o atual senador afirmou à época que ver Cid Campêlo preso “era uma coisa linda de ver”.

Já são três as condenações de Requião na justiça paranaense envolvendo o pagamento de indenizações por danos morais a Cid Campêlo Filho, numa salgada conta de 75 mil reais. E, para desespero do ex-governador, há um quarto processo de Cid Campêlo pedindo indenização pelo mesmo motivo em trâmite no TJ.

Revisitando aquele velho ditado: quem fala o que quer, paga o que não quer...

28 de nov. de 2011

Por que Requião não apareceu na propaganda do PMDB?

Roberto Requião
O sempre atento Lineu Tomass fez em seu blog uma pergunta muito interessante: Por que o senador Roberto Requião ficou de fora da propaganda partidária do PMDB, veiculada na semana passada? 

Em meio a nomes do alto escalão que apareceram falando sobre os feitos e perspectivas do partido, nada do paranaense que sempre enche o peito para defender o "velho MDB de guerra". 

Existe alguma celeuma entre Requião e Michel Temer, vice-presidente da República e manda-chuva do partido, o qual teria vetado sua participação, ou houve apenas um desencontro de agendas? 

Se bem que, dizem por aí, não fez nenhuma falta...


24 de nov. de 2011

CPI DOS PORTOS: Depoimento de Daniel Lúcio deixa mais questionável licitação de compra da draga

Ele disse que pagou advogado para defender empresa vencedora e que sócio foi recomendado por Carlos Moreira Júnior


Daniel Lúcio de Souza
O ex-superintendente do Porto de Paranaguá, Daniel Lúcio de Souza, admitiu que pagou quarenta mil reais do bolso dele para um advogado defender a empresa que ganhou a licitação para a compra de uma draga para o porto, alegando que o fez para defender os interesses do Porto. Daniel Lúcio prestou depoimento ontem na CPI dos Portos da Assembleia Legislativa do Paraná e afirmou que o sócio de uma das empresas que participou da licitação foi recomendado a ele por Carlos Moreira Júnior, chefe de gabinete do então governador Roberto Requião (PMDB).

A compra da draga, determinada por Requião, foi anulada na Justiça Federal por irregularidades na licitação e acusação de superfaturamento. A empresa que venceu a concorrência cobraria R$ 45 milhões pelo serviço, preço mais alto que o apresentado pela concorrente, que se propôs a executar o mesmo trabalho por R$ 43 milhões. Apenas duas empresas participaram da licitação e a que perdeu contestou judicialmente. Foi quando o ex-superintendente pagou um advogado para defender a empresa vencedora.

O presidente da CPI, deputado Douglas Fabrício (PPS), quis saber porque Requião não solicitou que a Procuradoria Geral de Estado ajudasse no caso. Daniel Lúcio afirmou que a PGE não atua no porto porque a autarquia possui advogados próprios, mas não os usou, preferiu contratar um terceiro. Ele substituiu Eduardo Requião no comando da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) entre 2008 e 2009. Daniel Lúcio é economista, ingressou na APPA em 2003 e chefiou os departamentos de finanças, planejamento e administrativo antes disso.


Capital social

Os integrantes da CPI também pediram explicações sobre como a empresa que venceu a licitação dos R$ 45 milhões apresentou um capital social de somente 50 mil reais, valor muito baixo para os valores envolvidos na licitação, e foi aceita. A justificativa foi que o edital não exigia que a empresa tivesse capital mínimo para participar da licitação, como é de praxe em concorrências públicas que envolvam alto valores.

As duas empresas que participaram da licitação foram a Interfabric Indústria e Comércio Ltda e a Global Conection Ltda. O ex-superintendente do porto de Paranaguá disse que foi um sócio da Global o recomendado a ele pelo então chefe de gabinete de Roberto Requião. Como ontem foi tratada da polêmica compra da draga e poucas outras questões, Daniel Lúcio será ouvido novamente na próxima terça-feira, 29. “Estamos fazendo um trabalho minucioso para identificar os problemas que ocorreram no porto e oferecer soluções para que eles não se repitam. Nossa meta é oferecer condições para que Paranaguá volte a ser reconhecido internacionalmente pela sua eficiência e seriedade", garante o deputado que preside a CPI dos Portos.

Durante a operação Dallas, deflagrada pela Polícia Federal em janeiro passado, Daniel Lúcio foi preso no Rio de Janeiro. Ele foi acusado de envolvimento com uma quadrilha que desviava grãos do porto, de participar da tentativa de compra de uma draga superfaturada, entre outras coisas. (Roseli Valério)

23 de nov. de 2011

Lei das novas taxas do Detran é contestada por Adin e junto ao MP Estadual

Requião desiste de questionamento isolado e assina ação com deputados do PT e apenas um deputado do seu partido


Com a participação do senador Roberto Requião (PMDB), a bancada petista na Assembleia Legislativa protocolou ontem as prometidas representações contra o que qualifica de "tarifaço do governo Beto Richa" nas taxas do Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Os deputados deram entrada com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) à Lei Estadual nº 16.943/2011, que sancionou o aumento de até 271%, junto ao Tribunal de Justiça do Paraná. Na ação eles pedem liminar para suspensão da aplicação da lei até o julgamento do mérito. Os parlamentares também protocolaram uma representação ao Ministério Público Estadual. Do PMDB de Requião, apenas um deputado subscreveu.

Na Adin, a inconstitucionalidade da lei é fundamentada no artigo 129 da Constituição Estadual, apontada pelo senador Requião desde que o projeto de aumento chegou à Assembleia, segundo o qual a taxa é um tributo que deve ser instituído com o fim exclusivo de custear o próprio serviço. O texto final do inciso II, do art. 129, afirma que "o valor das taxas deve ser estabelecido conforme critérios de equivalência razoável e proporcional entre o custo real dos serviços e o montante a que pode ser compelido o contribuinte a pagar. Ou seja, o valor da taxa deve ser o custo real do serviço. Em outras palavras, deve ser destinado apenas para o custeio do serviço prestado".

O líder da oposição ao governo tucano de Richa na Assembleia, deputado Ênio Verri (PT), contesta a justificativa do Executivo de que o lucro proveniente do reajuste abusivo das taxas será destinado para outras áreas, como a segurança pública. "Ocorre que a Constituição diz que taxa é um tributo que deve ser utilizado apenas com a finalidade de custear o próprio serviço, exatamente o contrário do que o governo Richa está fazendo”, avalia o deputado.


Liminar

Ao pedir a suspensão da aplicação da lei por liminar antes que as taxas comecem a ser cobradas, em fevereiro de 2012, a oposição pretende evitar a possibilidade de que as novas tarifas comecem a ser cobradas e, posteriormente, sejam julgadas inconstitucionais. Verri afirma que as taxas atuais do Detran já cobrem os custos dos serviços e o órgão é superavitário. “Além disso, a lei também não da a certeza aos paranaenses que o lucro do Detran vai ser realmente investido em segurança, apenas assegura que esta decisão será feita pelo governador, por decreto, gastando no órgão que preferir", aponta o petista.

As novas taxas do Detran deverá aumentar a arrecadação do Departamento de Trânsito em R$ 151,4 milhões a partir do ano que vem. A Lei Orçamentária de 2012 estima que a receita do órgão será de R$ 476,9 milhões. Com o reajuste, o Detran deverá arrecadar, no total, R$ 628,3 milhões em 2012, calcula a oposição. Além de Requião, subscreveram a Adin e a representação no MP os deputados Enio Verri, Luciana Rafagnin, Elton Welter, Péricles de Mello, Professor Lemos, Tadeu Veneri, Toninho Wandscheer, do PT e Anibelli Neto, do PMDB. (Roseli Valério)

10 de nov. de 2011

Verri e Requião irão à Justiça contra reajustes do Detran

O deputado estadual Ênio Verri (PT) confirmou que vai entrar na Justiça contra o tarifaço do Departamento de Trânsito do Estado do Paraná (Detran). A elevação em até 271% das taxas do Detran, é uma matéria considerada inconstitucional segundo o deputado que hoje praticamente lidera a pequena oposição ao governo Beto Richa. Proposta aprovada em redação final, a matéria só depende agora da sanção do governador paranaense e com validade a partir de 90 dias após a publicação em Diário Oficial.

Da mesma forma que o deputado, o senador Roberto Requião (PMDB) já anunciou, também, que vai entrar na Justiça com uma ação popular contra o aumento. Sem reajuste desde 1994, segundo defende a situação, as taxas do Detran prometem atingir o bolso dos proprietários de veículos de forma considerável.

8 de nov. de 2011

Para Beto Richa, Requião é um Tiririca sem graça

Ao comentar o comportamento de Roberto Requião na questão das taxas do Detran, as quais o crítico de agora tentou aumentar em 2007 mas não conseguiu, é sempre bom lembrar aos de memória curta, o governador Beto Richa foi perfeito: “Eu não quero levar esse senador a comparar seu governo ao meu, principalmente no campo ético. Só lamento que o Paraná mandou um Tiririca para o Senado. A diferença é que o Tiririca da Câmara dos Deputados tem graça e o nosso, não”. Ainda sobre o ex-governador, Beto finalizou: “Ele é bom de retórica, mas na prática é o contrário”.

7 de nov. de 2011

Ex-governadores não desistiram da aposentadoria

Mário Pereira, Orlando Pessuti, Jaime Lerner e Roberto Requião vão continuar aguardando a tramitação de ação que impetraram no Tribunal de Justiça do Paraná objetivando reconquistar suas aposentadorias como ex-governadores. O TJ está cuidando para recomendar que o assunto fique em suspenso até que o Supremo Tribunal Federal se pronuncie a respeito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) que trata a respeito deste assunto, conforme pedido formulado pela OAB do Brasil.

4 de nov. de 2011

TAXAS DO DETRAN: Requião vai à Justiça se for aprovado “tarifaço”

Ele próprio tentou aumentar as taxas em seu governo, mas em percentuais inferiores e cobra postura contra do PMDB


Em 2007 quando o atual senador Roberto Requião (PMDB) era o governador paranaense, enviou projeto para a Assembleia Legislativa propondo um reajuste de até 230% nas taxas do Detran. A oposição na época (atual situação) protestou, mas a proposta só não foi aprovada porque o texto tinha incorreções técnicas e não indicava onde seria investido o previsível excedente na arrecadação do Estado. Agora, Requião anunciou que vai entrar com uma ação pública para evitar o aumento das taxas do Detran, proposto pelo governador Beto Richa (PSDB) e que tramita na Assembleia.

Os percentuais entre os dois governos são diferentes. Richa quer aumentos variados, alguns de 100%, outros de quase 200% e dois casos de 450% e 500%. “Eu me proponho a encabeçar uma ação popular contra a medida, se a Assembleia cometer a falseta, a irresponsabilidade de aprovar este plano de tarifas para meter a mão no bolso da população”, adiantou Requião. E no seu Twitter, cobrou posicionamento da bancada do PMDB na Assembleia – que atualmente vota com o governo – e também do diretório estadual do partido.

Enviado na segunda-feira (31), o projeto seguiu no mesmo dia para apreciação da Comissão de Constituição e Justiça, CCJ, em regime de urgência. Só não recebeu parecer ainda e votação porque o deputado petista Tadeu Veneri pediu vistas. Ele criticou a pressa do governo na tramitação e votação em plenário do chamado “tarifaço”, apontando que a iniciativa atinge parcela significativa da população. O curso de reciclagem de motoristas, por exemplo, vai subir 267% – dos atuais R$ 65,24 para R$ 239,40.


Maioria silenciosa

Até agora, porém, apenas a bancada do PT tem se posicionado contra o aumento nas taxas do Detran e cobrado mais tempo para debater a proposta. Para o deputado petista Elton Welter, a iniciativa "é um abuso”. Ele considera que “não se pode aumentar tanto o valor de todas as taxas, sob o argumento de que esses recursos irão para melhorar o atendimento à segurança pública”. O governador Richa teria conversado antes com o presidente da Assembleia, deputado Valdir Rossoni (PSDB) sobre a tramitação rápida do projeto.

Para Welter, é necessário aumentar o percentual no orçamento do Estado destinado à Segurança. “Não podemos permitir que esse ônus seja do cidadão, que mais uma vez a população seja onerada com um reajuste abusivo das taxas cobradas", contesta. O petista observa que, em 2007, o então governador Roberto Requião propôs um reajuste das tarifas e os deputados da oposição, que hoje são da base do governo Richa, diziam que a proposta era um assalto ao bolso do cidadão.


Outro lado

Líder do governo tucano na Assembleia, o deputado Ademar Traiano (PSDB), procura explicar os motivos do Executivo para o aumento das 82 taxas do Detran. Ele diz que a recomposição das tarifas do Detran, tem como principal objetivo financiar a segurança pública. “Existe um clamor por mais segurança pública. Para atender essa demanda, que é justa, o governo precisa de recursos. Uma das fontes serão as taxas do Detran. A maior parte do aumento da arrecadação será destinado a esse setor para combater o crime e aumentar a segurança dos cidadãos”, argumentou Traiano.

De acordo com o líder governista o dinheiro excedente em função dos novos valores, também será aplicado na melhora e conservação de rodovias e no aumento dos subsídios para fomentar o acesso dos deficientes físicos aos meios de transporte. “O subsidio subirá dos atuais 20% para 50%”. Ele afirma que apesar do “realinhamento” proposto, o Paraná cobrará taxas semelhantes, mas ainda inferiores, aos vizinhos Santa Catarina e São Paulo e de Minas Gerais. E também mais baixas que as da Bahia e Distrito Federal, de governos petistas, comparou. (Roseli Valério)

28 de out. de 2011

Requião, o "terror" do Twitter

Não fossem suas "twittadas marotas", pouco teríamos a falar sobre o atual momento político do senador Roberto Requião, ultimamente dedicando-se com afinco em sua função de animador de auditório nas redes sociais.

Nesta semana o ex-governador zombou via internet do deputado estadual Ênio Verri (PT), aliado de outros carnavais, que postou em seu site mensagem a respeito da instituição do Dia da Consciência Negra no Paraná. "Beleza, depois proponha da amarela, da vermelha etc. Beleza pura!", escreveu imediatamente Requião, dando toda a prova de sua compostura e respeitabilidade.

E não foi só isso que o peemedebista aprontou. Ainda contra Verri, que no Twitter homenageou o ex-presidente Lula por seu aniversário no dia 27, Requião escreveu o seguinte: "O saco do chefe é o corrimão do sucesso Parabéns também”. Seria inveja, já que desde o fim do seu governo caiu consideravelmente o número de "aucilistas" com presentes, telefonemas e abraços a cada 5 de março?

Se por um lado isso é bonito, pois mostra a inclusão digital atingindo a 3ª idade, por outro nos traz à mente a sensação de que o senador não tem nada mais importante para fazer no Congresso Nacional, e passa os dias batucando no computador contra tudo e contra todos.

Ah se o político Requião estivesse tão preocupado com o Paraná como está em fazer graça para a claque, que por sinal a cada dia fica menor...

27 de out. de 2011

PMDB curitibano em ebulição!

Milton Buabssi
Está agitado o PMDB curitibano por conta da briga interna estabelecida desde que uma convenção com cerca de 800 filiados definiram o novo diretório e até escolheram Rafael Greca como candidato indicado por Requião para concorrer às eleições municipais de 2012 como aspirante a prefeito de Curitiba.

Milton Buabssi, fundador e membro nato do diretório, figura política de tradição peemedebista, é quem bate de frente contra tal convenção em que, segundo ele, somente os delegados zonais teriam direito a voto, o que não aconteceu.

Recorrendo ao diretório nacional Buabssi espera ver atendida sua pretensão contra o time de Requião, prometendo que pode, inclusive, recorrer à Justiça Eleitoral para fazer valerem os seus argumentos.

Perder a condição legal de lançar candidatos a prefeito e vereadores nas próximas eleições é assunto que vem tirando o sono de Requião & Cia. (Foto - GoioNews)

Caça às bruxas na Assembleia

Nenhuma surpresa que o peemedebista Reinhold Stephanes Júnior tenha sido o único da bancada a assinar requerimento que propõe a criação de uma Comissão Especial de Investigação na Assembleia Legislativa, para apurar os gastos dos governos Roberto Requião e Orlando Pessuti, ambos do seu partido, com serviços de reprografia (são as fotocópias, impressões e digitalizações de documentos). A criação da CEI foi proposta e garantida em apenas dois dias e surgiu depois que o governo Beto Richa (PSDB) anunciou que vai economizar R$ 900 mil por mês em relação aos gastos da administração anterior em função da nova licitação realizada na semana passada.

O líder da bancada do PMDB, deputado Caíto Quintana, como político que é e agora aliado ao governo tucano, afirma que não é contra a investigação. Mas, entende que a CEI deve investigar todo o contrato, incluindo a prorrogação feita pela atual administração no primeiro semestre deste ano. Caíto lembrou que no final de 2010, o governo Pessuti tinha preparado uma nova licitação, que foi suspensa a pedido do grupo de transição, que incluía o líder do atual governo, deputado Ademar Traiano (PSDB). Caíto mandou o recado: a bancada não vai aceitar “caça as bruxas”. Não alterou nada, o requerimento criando a CEI limita a investigação ao período de 2003 a 2010.

Sugerida na segunda-feira, no dia seguinte 19 deputados já tinham assinado o pedido de abertura da CEI para apurar possíveis irregularidades em contratos com empresas de reprografia assinados pelo governo do PMDB. A proposta foi dos deputados Fernando Scanavaca e Augustinho Zucchi, do PDT, que eram da base aliada de Requião e Pessuti. (Roseli Valério)

20 de out. de 2011

Um senador a desserviço do Paraná

Roberto Requião: Grrrrrrrr...
Não se surpreendam se isto vier a acontecer, pois Roberto Requião é deste tipo e em outras ocasiões, quando foi senador, já atuou ao contrário dos interesses do Paraná só porque o governador era seu adversário.

Agora, antecipando o comportamento que pretende adotar em Brasília, deixa claro que será obstáculo no Senado para a aprovação de um empréstimo da ordem de US$ 300 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e outros US$ 350 milhões junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) que o governo Beto Richa defende para investimentos em obras por todo o estado e na capital mais especificamente. 

No velho estilo em que o arroto identifica as baboseiras com que sobe à tribuna do Senado, aguardem que o ex-governador certamente marcará presença mais cedo do que se possa imaginar.
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