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6 de set. de 2013

TRANSPORTE COLETIVO: Licitação ilegal?

Roberto Gregório
"Grave, muito grave. Gravíssimas as suspeitas levantadas pela Comissão de Auditoria da URBS", foi a declaração que o presidente da CPI do Transporte Coletivo, instalada na Câmara Municipal de Curitiba, deixou no ar ao ser indagado sobre relatório que apontou favorecimento na licitação realizada em 2010.

"Querem fazer teatro para aparecer", rebateu o ex-presidente da URBS, Marcos Isfer, quando confrontado com a imprensa para responder a respeito desta auditoria promovida pela nova direção do órgão que dirige o transporte coletivo da capital paranaense.

Este foi o principal destaque da semana quando se revelou que o edital de concessão do sistema de transporte coletivo de Curitiba foi lançado pela URBS, em 2010, sem a aprovação jurídica do próprio órgão, contrariando a Lei das Licitações (Lei 8.666/93).

Segundo o relatório desta Comissão de Auditoria da URBS, divulgado na última terça-feira, o edital sofreu alterações que não foram submetidas a analise do departamento jurídico, não tendo sido acatadas nenhuma das recomendações feitas pelos advogados do setor com base no rascunho do citado edital que lhes foi apresentado na ocasião.

Ficou explícito que, no entendimento desta Comissão de Auditoria, mudanças no citado edital teriam reduzido concorrência, beneficiando as 11 empresas que venceram a licitação, tendo o próprio prefeito Gustavo Fruet revelado que "há indícios de favorecimentos no processo. Mas, para afirmar isso", concluiu, "precisamos dar tempo ao contraditório das empresas".

Esta situação obrigou a prorrogação por mais 120 dias o trabalho desta auditoria, ao mesmo tempo em que o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo se manifestava, dizendo que os empresários nada têm a ver com os indícios de irregularidades na formatação do edital.

Marcos Isfer, ex-presidente da URBS, que até então se mantinham calado a respeito de tudo que vem sendo registrado com CPI do Transporte Coletivo, e que se volta ao passado em busca de detalhes que possam agora elucidar várias suspeitas e dúvidas levantadas em torno da matéria, desde que explodiu escândalo parecido em Brasília, inclusive com a participação de uma empresa de transporte da capital paranaense, rebateu as acusações de que o edital de licitação, agora fruto de polêmica, não passou pela procuradoria jurídica do órgão antes da publicação, negando qualquer tipo de direcionamento da licitação.

As contestações jurídicas envolvem as análises da auditoria em relação à dotação orçamentária, valor estimado e preço da outorga; idoneidade financeira das empresas/consórcio; proposta técnica e proposta comercial.

Anulação imediata da licitação foi exigida por três entidades que integram a Comissão de Auditoria da URBS, apontando manipulação das regras do certame para impedir a concorrência e direcionar o seu resultado.

Assinam este pedido de anulação a Plenária Popular do Transporte Coletivo, o Sindicato dos Engenheiros do Paraná e o Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Paraná, inclusive com a suspensão de todos os servidores envolvidos na divulgação do edital.

Com o legislativo tendo competência para suspender o contrato atual do transporte coletivo, várias ações passam a ser aguardadas, com a administração pública podendo rever seus atos, o Tribunal de Contas recomendar a anulação dos contratos e o Poder Judiciário sendo acionado com uma ação popular, o mesmo ocorrendo com o Ministério Público que pode propor ação civil pública por improbidade contra a gestão pública e favorecidos, situações que complicam, inclusive, a imagem dos ex-administradores da URBS e do prefeito municipal da época.

4 de set. de 2013

O tempo mudou a imagem da Consilux

Certo domingo, no Fantástico, uma reportagem escrachou a Consilux e transformou a empresa dos radares utilizados no trânsito de Curitiba num das maiores vilãs de uma história que gerou especulações.

Luciano Ducci, o então prefeito curitibano, rompeu o contrato da empresa com a Prefeitura e anunciou ter encampado os serviços de vigia do trânsito curitibano.

Na época uma indenização foi estabelecida e o aluguel do equipamento da Consilux passou a gerar um mensal razoável, segundo analisaram, para que tudo fosse devidamente encaminhado até que solução mais viável fosse encontrada.

Aos poucos o assunto escandaloso foi caindo naquela famosa gaveta do esquecimento e com as eleições e seu resultado ficou ainda mais esquecido.

Oito meses depois de um novo governo municipal ter assumido, observase que, no final das contas, a Consilux acabou tendo um expressivo lucro com aquele escracho, graças à nova decisão tomada agora pela administração Gustavo Fruet.

Nos últimos dias revelou-se que a Prefeitura de Curitiba julgou ser inviável comprar os equipamentos de radares de Consilux que estão sendo usados, ou comprar outros radares que custariam cerca de 27 milhões de reais, preferindo manter os atuais vigilantes devidamente alugados.

Assim, sem mis delongas, aguarda-se que a qualquer momento seja anunciado um novo contrato da Consilux, via Aldo Vendramin, seu responsável, com a administração Gustavo Fruet que esquece aquele escandaloso passado denunciado no Fantástico e busca o que achou a melhor solução.

E cessa tudo quanto à antiga musa canta...

3 de set. de 2013

CPI do Transporte Coletivo continua abrindo uma verdadeira caixa preta

Com o foco dirigido para quatro itens principais, a CPI do Transporte Coletivo, em Curitiba, tem tudo para chegar resultados esperados pela população em geral, especialmente usuários do setor.

Com a volta dos vereadores Jorge Bernardi e Chico do Uberaba, que estiveram em Brasília a convite da deputada distrital Celina Leão, para sentirem os problemas do transporte coletivo
da capital do país, com situações parecidas com a capital paranaense no que diz respeito às muitas suspeita que envolvem a exploração do setor e que há muitos anos sempre correu por aqui com defesa apenas dos interesses das empresas e nunca dos usuários em geral.

Buscando colocar os pingos nos "i", a CPI do Transporte Coletivo da Câmara Municipal de Curitiba está debruçada na análise total do lucro excessivo das empresas, que Jorge Bernardi revelou estar na ordem de R$ 100 milhões anuais, gerando consequentemente muitas discussões, pois as denunciadas contestam tais números.

Com o processo licitatório parecido com aquele que em Brasília motivou a abertura de uma verdadeira caixa preta, a CPI teve nos vereadores que foram a Brasília nos últimos dias a oportunidade de colher importantes documentos e informações que podem alimentar as discussões em Curitiba.

A composição tarifária, a polêmica planilha é o terceiro foco das discussões desta CPI, assunto que muito pouca gente até hoje conseguiu entender tendo em vista os argumentos únicos dos técnicos das empresas de ônibus que deitam e rolam em cima da matéria.

Para completar o foco dos vereadores desta Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Municipal de Curitiba, a questão dos recolhimentos de ISS por parte das empresas, que já gerou discussões e suspeitas, inclusive motivando cobrança de alguns atrasos, promete, ainda, colocar a URBS no foco das discussões para se saber as verdadeiras razões desta condescendência com que o órgão vinha tratando as empresas que atuam no transporte coletivo de nossa capital.

Expectativa geral quanto a novos documentos e informações trazidas de Brasília por parte dos vereadores Jorge Bernardi e Chico do Uberaba, que ao lado dos demais integrantes desta CPI que vem surpreendendo pela coragem em colocar este polêmico assunto em destaque, prometem ir até o fim para apresentar resultados que não deixem mais nenhuma dúvida envolvendo não apenas as empresas de ônibus, mas as suas relações com a URBS.

Isto sem falar, ainda, com maiores detalhes, na questão da bilhetagem eletrônica, assunto que estende as discussões e análises até o ICI, outro motivo que tem tudo para motivar CPI que já estaria em fase de discussões internas.

28 de ago. de 2013

Acabou o tempo dos privilégios nas licitações do transporte coletivo!

A vaca tá indo pro brejo, Sêo Gulin...
Talvez os próprios empresários não tenham se dado conta, mas a exploração dos serviços de transporte coletivo em Curitiba, ao que tudo indica, nunca mais continuará a mesma.

Podem até imaginar que impedirão a vaca de ir para o brejo no que diz respeito ao modelo que durante algumas décadas garantiram a exploração do setor conforme o desejo de poderosos que o comandavam com esquemas que, por conivência ou omissão, eram sempre pura sequência de uma atividade que se conduzia ao bel prazer de quem nunca se imaginou um dia colocado na presente situação.

Seguindo o próprio sentimento de mudanças que de repente explodiu nas ruas, reivindicando uma lei do passe livre que abriu as comportas de manifestações, exemplarmente encaminhadas através de uma CPI que contrariando alguns interesses se instalou na Câmara Municipal de Curitiba, a exploração do transporte coletivo de repente virou manchete e hoje vai revelando situações nunca dantes imaginada que seriam colocadas contra a parede das análises e decisões.

Fator que complicou ainda mais a situação curitibana no setor, a descoberta de um esquema que a nível estadual e nacional privilegia determinados grupos, virou o caldeirão de facilidades que os empresários de ônibus sempre tiveram na capital paranaense que segue um modelo conveniente aos poderosos que dominam a área e promovem fajutas licitações conforme o modelo de seus exclusivos interesses.

E, de repente, os curitibanos, a exemplo do que acontece em Apucarana, onde um promotor desafiou os poderosos e abriu uma caixa preta no país, ficaram sabendo que o modelo de licitação para o transporte coletivo aqui é o mesmo que em Brasília onde fraudes foram descobertas e deram ensejo hoje a sérias providências que escandalizaram também os usuários do transporte coletivo na capital federal.

Curitiba, onde os empresários do setor nadaram sempre de braçada, como se diz, viu-se de repente citada nacionalmente porque a Auto Viação Marechal Ltda., do Grupo Gulin, dono da área na capital paranaense, foi denunciada com seus advogados num esquema fraudulento que aos poucos foi revelando seus tentáculos pelo resto do país através de licitações armadas via Logitrans onde o paranaense Garrone Reck dita o modelo de comportamento para escolha das empresas, ao mesmo tempo em que seu filho, Sacha Reck, com o escritório de advocacia mantido com Guilherme Gonçalves, cuida dos interesses empresariais que envolvem poderosos que fazem parte de um verdadeiro cartel montado para manter sem problemas as possíveis licitações de transporte coletivo que surgirem, como foi o caso de Curitiba depois de muitos anos.

Hoje, tentando evitar que a vaca vá para o brejo, empresários buscam confundir mais do que esclarecer numa CPI tumultuada, inclusive, por figuras que sempre estiveram nas sombras desta área, como Donato Gulin, que de repente virou manifestante de arquibancada tentando criar ambiente histérico desfavorável aos integrantes da CPI do Transporte Coletivo que segue no rumo certo.

Com a presença de uma deputada distrital de Brasília, Celina Leão, que corajosamente veio trazendo revelações e documentos do modelo de tapeação descoberto no Distrito Federal e que envolve empresários curitibanos num esquema de fraudes e armações, as coisas ficaram ainda mais sérias e explodiram de vez com decisões que a esta altura vão deixando seriamente preocupados não apenas os envolvidos, mas seus advogados e todos aqueles que durante anos tiveram na URBS omissão ou conivência com acontecimentos agora revelados.

Chegando ao ponto de pedir a abertura do sigilo fiscal das empresas, que passaram a usar a desculpas de prejuízos para tentar buscar ainda mais elementos nos seus argumentos de tarifas que os salvem do empobrecimento disfarçado, a CPI do Transporte Coletivo vai deixando para a própria Receita Federal elementos que a esta altura permitirá a todos se debruçarem na verdade das empresas que transportam os passageiros de ônibus em Curitiba.

Sem que os demais empresários do setor sejam lembrados, já que o Grupo Gulin é dominante da área, todos estão agora expostos a uma situação que a princípio identificou um lucro anual das empresas na ordem de 100 milhões de reais, enquanto prefeitos sempre se curvaram às queixas e reclamações dos empresários que tinham numa planilha, que somente eles conseguem realmente entender, o elemento chave para evitar maiores preocupações em se desvendar a verdade do que ocorre no sistema de transporte da capital.

É hora, mais do que nunca, de abrir de uma vez essa caixa preta que tem na URBS o elemento chave para serem reveladas as profundezas destas relações suspeitas e que contribuem hoje para revelações que vão escandalizando os integrantes da CPI do Transporte Coletivo, os quais não tem mais como voltar atrás senão abrindo totalmente a caixa preta do setor, algo que foi sempre verdadeiro tabu prometido de se desvendar em campanhas políticas, mas permanecia em mistério, ao menos até agora, quando começou, enfim, a ser desvendado.

27 de ago. de 2013

Administração Gustavo Fruet só está surfando na maionese

-  Menino, você está atrapalhando o trânsito. Precisa começar a trabalhar...
Mal assessorado, Gustavo Fruet vai vivendo dias de preocupação em relação ao futuro, pois ainda não conseguiu justificar a vitória obtida na última eleição para prefeito de Curitiba.

Sem uma obra e um planejamento capaz de convencer que o eleitorado acertou na escolha, Gustavo Fruet está há quase oito meses vivendo de um discurso cansado de herança recebida, mas deixando claro que sem experiência administrativa vai ao sabor dos ventos, vivendo à custa de uma equipe técnica universitária que lhe empurra goela abaixo o que imagina ser uma administração moderna.

Chegando ao cúmulo de desprezar a participação de vereadores em seu governo, ignorando-os em atos oficiais onde deveriam ser valorizados, Fruet vai sentindo na Câmara Municipal as dificuldades que terá de enfrentar caso insista neste tipo de comportamento.

Com uma assessoria que sequer se preocupa em convidar vereadores a ocuparem lugar de honra nas reuniões e solenidades que realiza pelos bairros, se achando que o eleitorado da região só quer saber do prefeito, Fruet vai derrapando feio e plantando para um futuro quando certamente será cobrado, e com juros.

Vereadores como Chico do Uberaba e Tito Zeglin, entre outros, já o alertaram sobre este esquecimento, que ainda recentemente sequer lembrou o vice-presidente da Câmara Municipal para estar a seu lado em solenidade, situação que causou constrangimento, mas que foi anotada para cobrança futura.

Fica claro que isto é sintoma de falta de assessoria já que a soberba nunca foi conteúdo da imagem de Fruet, pelo menos no tempo em que era deputado federal em Brasília.

Enquanto isso, sua equipe vai apostando na cópia ridícula de campanhas usadas por outros prefeitos no passado, caso da criação da Vó Gertrudes, um tipo que tenta passar, com o carimbo da prefeitura, mensagem de alerta sobre o trânsito na capital.

Em outros tempos, a "Véinha" eram os bichos que simbolizavam as mensagens de trânsito de alcaides que estão agora sendo copiados na falta de criatividade de um governo municipal que ainda não disse a que veio.


Nesse ritmo, depois de sete meses de governo, quase oito na verdade, Gustavo Fruet vai ficando cada vez mais distante do povo, tanto que o desprezo pelos vereadores que vem demonstrando, é sinal claro de que se imagina com um eleitorado próprio que não precisa de mais ninguém senão, e apenas, dele mesmo.

23 de dez. de 2011

Balanço de 2011 rende ações para o ano eleitoral de 2012


Foi o primeiro ano do governo Beto Richa (PSDB), e no balanço de 2011 os resultados podem ser considerados expressivos por assumir uma administração que deixou triste herança para os paranaenses através de Roberto Requião (PMDB) e Orlando Pessuti (PMDB).

Os oito anos de governo com uma dupla que brigou no final da administração quando outros interesses estiveram em jogo entre ele deixou claro que a tarefa de Beto Richa não seria nada fácil, a começar por um palácio, entrega de fachada que motivou reinauguração, mas que não tinha as mínimas condições de ser utilizado sem o complemento de uma discutível reforma.

Beto Richa assumiu, cuidou primeiro das áreas mais preocupantes, no caso saúde, educação, infraestutura e finanças, e buscou, através de uma competência profissional das pessoas escolhidas para cada área, dar uma nova fisionomia administrativa em tais setores.

Da participação de um secretariado que se revelou através de alguns componentes de uma competência em que só faltou o choque de gestão para cobrar dos demais o mesmo desempenho, o novo governador paranaense foi somando pontos para chegar ao final de 2011 com um saldo positivo.

No plano municipal, falando de Curitiba, o desempenho de Luciano Ducci (PSB) não surpreendeu quem vem acompanhando sua atuação desde que foi escolhido vice-prefeito de Beto Richa, oportunidade em que foi assimilando o desempenho administrativo que passou a colocar em prática a partir do momento em que o atual governador retirou-se da administração municipal curitibana por causa da campanha eleitoral de 2010.

Luciano Ducci, que faz da discrição uma maneira de trabalhar, revelou-se um administrador competente, moldando a equipe administrativa a seu estilo, e chega ao final do ano conquistando perante os munícipes a imagem de quem está no lugar certo e com tudo para continuar administrando uma cidade que todos admiram.

Luciano Ducci e Beto Richa, portanto, no frigir dos ovos revelaram-se excelentes chefs du cuisine, que souberam temperar ao gosto dos curitibanos e paranaenses administrações competentes e que estão avalizadas para repetirem a dose em 2012.

21 de dez. de 2011

“Amigos do Pessuti” vão de Ratinho Jr. em 2012

Ratinho Jr
Alojado em pequenas legendas e formado por lideranças políticas e companheiros das mais de três décadas de vida pública do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB), ao saírem do PMDB se distribuíram entre o PSC, PTdo B e o PR, o grupo auto-denominado “amigos do Pessuti” já mergulhou de cabeça na pré-candidatura do deputado federal Ratinho Júnior, dono do PSC no Paraná, a prefeito de Curitiba no próximo ano. Com a benção do ex-governador, que não sai do PMDB, mas também não pretende acompanhar decisões do partido em Curitiba, cujo comando está nas mãos do maior desafeto pessoal, o senador Roberto Requião.

Em jantar na chácara da família Massa, nessa semana, Pessuti e companhia conferiram a confirmação de Ratinho Jr. de que será candidato à prefeitura de Curitiba, ainda que nos meios políticos toda sorte de especulações tentem alija-lo da disputa. Mais confiante com o empate da última pesquisa eleitoral publicada no último domingo e que aponta empate técnico entre o ex-deputado Gustavo Fruet do PDT com índices entre 20,3% a 28,5% e Ratinho Junior do PSC dependendo do cenário entre 18,9% a 27,7%. O prefeito atual, Luciano Ducci (PSB), candidato à reeleição, tem praticamente os mesmos percentuais.

Os apoiadores de Ratinho filho, o incluindo o grupo de Pessuti, dizem ter identificado manobras que tentam passar a possibilidade de desistência de Ratinho Junior da disputa eleitoral de 2012. O problema do tempo de rádio e tevê na campanha e que pode até inviabilizar uma eleição, também foi abordado. O PSC teria individualmente cerca de um minuto para as aparições, mas através das articulações com outras siglas, o partido já conta com aliados que irão garantir cerca de seis minutos do tempo da propaganda eleitoral. (Roseli Valério)

Petistas não conseguem engolir

Tadeu Veneri, Dr. Rosinha e Ângelo Vanhoni continuam difíceis de serem convencidos de que Gustavo Fruet (PDT) é a melhor solução para o PT nas eleições municipais de 2012 em Curitiba. Os três ficam constrangidos e não conseguem engolir a imagem do seu partido tão próxima a do o ex-tucano.

9 de dez. de 2011

Democratas entra na disputa pelo vice de Ducci

O Democratas entrou na disputa pela indicação do vice na chapa de reeleição encabeçada pelo prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB). 

De acordo com o deputado estadual Pedro Lupion, secretário-geral do DEM no Paraná, o nome mais cotado para a vaga é Osmar Bertoldi, deputado estadual licenciado, atual secretário municipal de Habitação. Correndo por fora mais dois nomes: Sabino Piccolo, vereador e presidente interino da Câmara, e Luciano Pizzato, ex-deputado federal que hoje é diretor-presidente da Compagás.

Além desse desejo do DEM, uma parte do PMDB tem a pretensão de colocar um de seus integrantes na disputa municipal junto a Luciano Ducci.

E o PSDB, é claro, que abriu mão de uma candidatura própria e tem como triunfo a boa relação de Ducci com o governador Beto Richa, queiram ou não, um player importantíssimo para as próximas eleições municipais.

Instituto de pesquisa lança números da corrida à prefeitura de Curitiba

A menos de um ano das eleições municipais da capital, institutos de pesquisa estão sendo contratados para analisar a situação dos pré-candidatos do pleito de outubro vindouro.

É o caso do desconhecido Priority Solution, não se sabe por encomenda de quem, instituto local que apresentou números que apontam, em um eventual segundo turno na disputa pela prefeitura da capital, Gustavo Fruet (PDT) vencendo o atual prefeito Luciano Ducci (PSB), 48% a 37%. Em outra hipótese, com Ducci disputando contra Ratinho Jr. (PSC), também em segundo turno, a vitória seria de Ducci, 42% a 35%.

Os números do primeiro turno colhidos pelo Priority Solution trazem pouca diferença em relação às pesquisas de institutos mais conhecidos: Fruet aparece com 39% e Ducci, com 25%. Rafael Greca (PMDB) tem 13% e Tadeu Veneri (PT), 4%. No cenário com Ratinho Jr., Fruet lidera com 29%, seguido de Ducci empatado com Ratinho, em 22%. Greca teria 8% e Veneri, 2%. Fruet tem a menor rejeição (7%), seguido de Ducci, 13%, Ratinho, 25%, e Veneri, 25%. O ex-prefeito Rafael Greca, entre os pré-candidatos, tem a maior rejeição, 40%.

É bom lembrar que tais pesquisas, na verdade levantamentos, não necessitam de registro no Tribunal Regional Eleitoral. Portanto, a partir do ano que vem, quando a cobrança da lei eleitoral for mais rígida, os números tendem a se aproximar da realidade, pois o gosto do freguês, como dizem, ficará mais difícil de agradar. (Com informações do Cícero Cattani)

7 de dez. de 2011

Fábio Camargo quer ser novamente candidato a prefeito de Curitiba

O deputado estadual Fábio Camargo (PTB) mais uma vez colocou a cabeça para fora e anunciou seu entusiasmo em ser candidato a prefeito de Curitiba em 2012, dizendo que deseja passar novamente por essa experiência.

Vereador por duas vezes na capital, oportunidade em que chegou a ocupar interinamente a prefeitura em 2003, Fábio já foi candidato a prefeito em 2008 e recebeu 5.366 votos, ficando na 6ª posição.

É um direito como cidadão de votar e ser votado, embora no PTB o entusiasmo de suas principais lideranças, inclusive Roberto Jefferson, seja no sentido de apoiar a reeleição de Luciano Ducci (PSB), o que coloca água no chope de Fábio Camargo.

6 de dez. de 2011

Pré-candidatura de Greca recebe apoio do presidente em exercício do PMDB

Valdir Raupp e Rafael Greca
O presidente nacional (em exercício) do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), confirmou que vai participar, no primeiro semestre de 2012, do lançamento da pré-candidatura de Rafael Greca à Prefeitura de Curitiba. Raupp recebeu o ex-prefeito de Curitiba, que foi até a Brasília para participar, como palestrante convidado, da XII Conferência das Cidades.

A pré-candidatura de Greca foi aprovada pelo Diretório do PMDB de Curitiba, durante reunião conduzida pelo senador Roberto Requião, para discutir as eleições 2012. “O presidente nacional do PMDB ficou entusiasmado com a notícia e garantiu sua vinda ao Estado por ser um grande incentivador de candidaturas próprias do nosso partido”, disse o deputado federal João Arruda, do PMDB paranaense que acompanhou Greca na audiência com Valdir Raupp.

A conferir se a pré-candidatura de Greca aguenta à pressão da ala do partido, leia-se a maioria dos deputados estaduais, que defende o apoio do PMDB à reeleição do atual prefeito, Luciano Ducci (PSB), em troca da vaga de vice. Até porque a ideia contaria com a simpatia de Requião. O que também não é garantido se no acordo entrar as eleições de 2014. (Roseli Valério)

Ratinho Jr flerta com o PT

O deputado federal Ratinho Jr (PSC) declarou que gostaria de receber o apoio do Partido dos Trabalhadores em sua empreitada rumo à Prefeitura de Curitiba, caso o partido não lance candidato próprio, como fez questão de ressaltar.

Para Ratinho Jr, o seu PSC e o PT mantém bom relacionamento na esfera federal, o que tornaria viável uma possível coalizão em nível municipal.

Houve em Brasília um encontro entre o parlamentar e o casal de ministros Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, aos quais - queiram ou não os petistas que defendem a candidatura própria - caberá a decisão de apoiar A ou B, onde foi discutido o futuro político da capital e um possível apoio a Ratinho Jr.

Quem não deve ter gostado nada disso foi Gustavo Fruet, a quem muitos atribuem como "certo" o apoio do PT na próxima eleição, em uma chapa encabeçada pelo seu PDT e completada por um vice petista.

2 de dez. de 2011

Gustavo Fruet não imaginava uma situação como essa...

Quando deixou o PSDB e entrou no PDT, imaginando encontrar pela frente um cenário tranquilo para a disputa da Prefeitura Municipal de Curitiba em 2012, Gustavo Fruet certamente não imaginava que enfrentaria outros adversários.

O ex-deputado federal tucano tinha em mente que seu adversário seria apenas o atual prefeito Luciano Ducci (PSB), candidato certo à reeleição.

E confiava no taco, até que...

Bem, até que o PT começou a balançar com alguns integrantes como Tadeu Veneri, Dr. Rosinha e até Ângelo Vanhoni, colocando as manguinhas de fora e deixando claro que o partido precisa ter candidato próprio nas próximas eleições, e nada de fazer uma coligação com o PDT, algo que era imaginado por Gustavo Fruet e dez entre dez pedetistas que fossem chamados a opinar.

Se tal não bastasse, mais um fator complicador apareceu no cenário.

Não há de ver que o tal de Ratinho Júnior, deputado federal que até então não havia colocado a cabeça para fora do PSC, se engraçou pela coisa e se lançou, ao mesmo tempo, candidato a candidato para a Prefeitura Municipal de Curitiba em 2012.

Foi o que bastou para sacudir o caminhão das mudanças, derrubando quem não estava prevenido.


Agora, é correr atrás do prejuízo.

Ratinho Júnior, todos sabem, tem um apelo popular forte e certamente fará diferença para Gustavo Fruet que, segundo as pesquisas, seria mais um candidato da classe média.

Diante do novo quadro, o PDT de Osmar Dias começa a reanalisar a situação que terá pela frente.


Já tentou uma vez atrair Ratinho Júnior para seu lado e teve insucesso.

Mantida a candidatura da principal liderança do PSC, Gustavo Fruet precisará reavaliar suas possibilidades a fim de evitar uma situação bastante complicada e completamente fora dos planos políticos do futuro.

Luciano Ducci está mais preocupado em administrar e inaugurar obras, situação que tem garantido ao mesmo uma situação de aproximação com o eleitorado em geral de forma bem popular.

Fica claro, portanto, que antes de continuar sonhando com a Prefeitura em 2012, Gustavo Fruet precisa acordar do pesadelo que representa a presença de Ratinho Júnior no cenário de disputa.

1 de dez. de 2011

Rafael Greca e sua visão do metrô curitibano

Rafael Greca, pré-candidato do PMDB a prefeito de Curitiba, em entrevista ao canal CWB comentou alguns pontos do projeto do metrô curitibano dos quais discorda. Para começar, afirmou que o termo metrô vem de "transporte metropolitano", e em razão disso o metrô da capital paranaense não pode ter apenas 14 quilômetros e sim, no mínimo, 140, envolvendo Curitiba e as cidades da região metropolitana, de onde diariamente partem e voltam milhares de pessoas através do sistema integrado de transporte.

Também apontou o ex-prefeito (1993-1997) que o projeto curitibano do metrô subterrâneo é problemático pelo fato de ele ser mais caro a os obras serem mais demoradas do que o metrô aéreo, projeto por ele defendido, no qual as composições correriam por trilhos elevados aproveitando, quem sabe, os caminhos dos rios da capital, o traçado das linhas de alta tensão da Copel e/ou os trilhos que cortam a cidade.

Disse ainda Rafael Greca que não deveria se utilizar o espaço hoje das canaletas de ônibus para a realização do metrô, sendo melhor para a cidade e a mobilidade urbana a criação de novos eixos de transporte, deixando os ônibus onde estão e fazendo do metrô um complemento, e não uma substituição.

Urbanista e engenheiro, Greca tem conhecimento de causa ao falar do assunto metrô, mas, é claro, em tempos de definição eleitoral é sempre salutar colocar uma azeitona indigesta na empada alheia...

28 de nov. de 2011

Chumbo grosso de setembro repete-se novamente em novembro

Em setembro último, quando comerciais do PSB foram retirados do ar por conta de denúncia formulada pelo PDT, o prefeito Luciano Ducci foi acusado de propaganda eleitoral antecipada e rendeu-se à decisão.

Ao falar em programa nacional do seu partido que considerou ter o mesmo sido regionalizado para favorecer o atual prefeito curitibano, o PDT foi contundente e comemorou a retirada das inserções do PSB das telinhas de TV.

Nem dois meses se passaram e veio o troco, com juros e correção monetária.

Recém filiado ao PDT, Gustavo Fruet apareceu na telinha em novembro mandando recado contra a corrupção, mas seu discurso foi considerado propaganda eleitoral antecipada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), fazendo com que ex-deputado federal, que se diz claramente candidato a prefeito em 2012, caísse do cavalo.

Os comerciais do PDT foram tirados do ar, e como bala trocada não dói ficou claro que a campanha eleitoral de 2012 virá com idas e vindas.

21 de nov. de 2011

Marcelo Almeida não quer saber de ser vice de Greca

Marcelo Almeida, ex-deputado federal do PMDB, não quer nem ouvir falar em chapa pura do partido para concorrer à Prefeitura de Curitiba em 2012.

Seu nome já chegou a ser comentado nos bastidores do diretório municipal do partido para vice de Rafael Greca, mas o filho de Cecílio Rego Almeida quer se preservar politicamente para, quem sabe, ainda receber um convite para integrar o governo de Dilma Rousseff. 

Se não der certo, mantém a expectativa como suplente de deputado federal até 2014, quando certamente tentará novamente atingir o número de votos necessários para se garantir em Brasília sem precisar dos votos de legenda, os quais na última eleição o derrubaram. (Foto - Diógenis Santos)


Curitiba terá um hospital só para os ricos

Divulgados os primeiros detalhes do empreendimento do Grupo Aliança Saúde, esta foi a imagem que colou no Hospital Marcelino Champagnat, no Cajuru – um hospital para ricos.

O nosocômio, como eram chamados antigamente os hospitais, coloca a capital paranaense no chamado “turismo de saúde”, segmento que segundo estimativas movimenta cerca de R$ 60 bilhões em todo o mundo, com previsão de crescer 35% nos próximos cinco anos somente no Brasil.

O investimento do grupo Aliança Saúde foi da ordem de R$ 75 milhões, tendo sido concluído nos últimos dias, colocando Curitiba em condições de concorrer com hospitais como o Sírio-Libanês e Albert Einstein, em São Paulo, que só recebem autoridades políticas e os endinheirados.

O novo hospital, que já está pronto para o atendimento de pacientes que tenham dinheiro e condições de pagar um atendimento ou internamento no local, terá complexo de equipamentos cirúrgicos mais avançados que os atualmente usados nos hospitais curitibanos, e pretende contar com uma equipe de 400 profissionais.

Para se ter uma ideia do “SPA Hospital” que será o Marcelino Champagnat, destaque-se que será o chef du cuisine Celso Freire, altamente badalado pela crônica gastronômica e social como um dos melhores do país, quem vai assinar os pratos a serem servidos aos “clientes-doentes-vips”que ali estiverem internados.

Em um prédio de 10 andares no bairro Cristo Rei, o Hospital Marcelino Champagnat vai gerar 330 empregos diretos na área assistencial, funcionando em seu interior 72 clínicas médicas, com equipes 24 horas de geriatria, neurologia, cardiologia, cirurgia geral, ortopedia e anestesiologia, tendo nada menos que sete salas de cirurgia.

Ali, gente do dinheiro não terá problema e vai contar com um tratamento diferenciado com 118 leitos, dos quais 31 de UTI, destacando-se ainda duas salas de cirurgia “inteligentes”, contando com equipamentos que permitem videoconferência com outros hospitais em qualquer parte do mundo.

Uma coisa é certa: doente pobre não entra.

E se for levado por engano é despachado para o seu devido lugar, pois este, afinal, é “hospital de gente rica”.

PT da capital fará ato em defesa de candidatura própria à prefeitura

Tadeu Veneri
Nesta segunda-feira, lideranças estaduais e nacionais do PT se reúnem na sede do diretório estadual para a realização de um ato em defesa da candidatura própria do partido à prefeitura de Curitiba nas eleições do próximo ano. No ato, será apresentada a Carta aos Filiados do PT de Curitiba, onde o deputado estadual Tadeu Veneri, um dos pré-candidatos a prefeito pelo partido, destaca a importância de o PT apresentar o seu projeto à cidade.

De tarde, no plenarinho da Assembleia Legislativa, as lideranças darão entrevista coletiva sobre o movimento em defesa da candidatura própria. Estarão os representantes do deputado federal Dr. Rosinha também pré-candidatos à prefeitura, o ex-deputado Renato Simões, da executiva nacional do PT, o deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), e os integrantes da direção nacional do PT, Marcel Frison e Marcos Sokol, entre outros.

Veneri reforça que a posição do partido deve ser definida de forma a respeitar a sua militância, seguindo as regras definidas no Congresso Nacional do PT. "A decisão do partido deve expor a vontade da maioria dos filiados do PT". (Roseli Valério)


16 de nov. de 2011

“Modus operandi” da candidatura Haddad em São Paulo pode se repetir em Curitiba

Fernando Haddad, ministro da Educação escolhido de forma ditatorial candidato a prefeito pelo PT em São Paulo, deve servir de exemplo para outras capitais brasileiras com vistas às eleições municipais do ano vindouro, inclusive em Curitiba. Embora por aqui existam forças que desejam uma candidatura própria do partido para as próximas eleições, caso do deputado estadual Tadeu Veneri, tudo indica que vai haver uma ordem mais dura, no estilo Lula, para que uma possível aliança com o PDT seja concretizada, arrastando Gustavo Fruet, ex-tucano, no mesmo palanque do PT.

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