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6 de set. de 2013

CANDIDATURA ESTUPRADA: Gleisi Hoffmann jogou a toalha?


Esta é a pergunta que passou a povoar o universo da sucessão política para o governo paranaense em 2014, diante de uma situação que abalou os alicerces de uma candidatura dada como certa por parte do PT.

O escândalo envolvendo o ex-prefeito de Realeza, Eduardo Gaievski, assessor direto da ministra Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, pegou na veia.

Preso, o ex-assessor da candidata do PT à governadora para as próximas eleições, situação que o colocava, inclusive, como coordenador de campanha, manchou de vez a imagem política da ministra candidata que a esta altura, segundo comentários que vem desde Brasília, estaria plenamente inclinada a jogar a toalha e tentar manter-se como senadora da República, já que sua saída do cargo ministerial já é cantada em prosa e verso para se tornar realidade em janeiro de 2014.

No Paraná, a tentativa de defender, ainda, a manutenção da candidatura de Gleisi Hoffmann passou por uma série de análises nos últimos dias e inclinou para a recomendação de uns e outros que de que ela deve mesmo abandonar este sonho em troca da manutenção do cargo de senadora, deixando que baixe a poeira que pode prejudicar, também, os candidatos a deputados, federais e estaduais do PT, por conta da extensão desse escândalo.

Embora entusiastas da candidatura de Gleisi, como a ex-vereadora Roseli Isidoro, conhecida no próprio PT como Roseli da Pá Virada, defendam que a candidatura da sua preferida seja mantida e se evite as explorações políticas geradas por conta daquele "Escândalo das Menininhas", como já foi apelidado, a verdade é que de Realeza para o restante do Estado espalhou-se uma imagem negativa que não tem volta.

Eduardo Gaievski, preso em Curitiba, bem que tentou através de habeas corpus sair da cadeia, mas a situação é lamentável e teve negado este pedido, ainda mais que ficou foragido, inclusive com tentativa de fuga para o Paraguai, situação que complicou ainda mais sua imagem e respingou na sua madrinha política, a ministra Gleisi Hoffmann.

De Brasília, depois da volta de Gleisi da China, onde se encontrava quando explodiu o escândalo, os comentários chegaram ao Paraná nos últimos dias dando conta de que lideranças nacionais já recomendaram que a mesma esqueça uma campanha para governadora em 2014, pois este fato escandaloso será inevitavelmente carro chefe da propaganda contrária à mesma.

O chamado "Escândalo das Menininhas", causou danos no próprio humor da ministra Gleisi que não aguenta mais responder perguntas a respeito do seu assessor e ex-coordenador de campanha que se preparava, inclusive, para ser candidato a deputado estadual quando se revelaram os fatos escandalosos de sua atuação com a exploração de menores.

Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, tem sido o ombro amigo da companheira atingida por esta situação, já que a mesma antes de nariz sempre empinado baixou a crista, como dizem, e hoje humilde tenta fugir da repercussão negativa que colou em sua imagem como aspirante ao governo paranaense.

Embora o companheiro venha lhe dando todo o apoio, já sentiu que a situação é muito difícil de ser contornada e atingiu também a chance de ele próprio substituir Gleisi em eventual indicação para candidato a governador, pois a mancha negativa colou também no Casal 20 como era mais conhecida a dupla ministerial paranaense.

Gleisi vai jogar a toalha?

Uma pergunta que somente a própria pode responder com segurança, mas ainda é cedo para que isto aconteça, sendo abominada por todos no PT paranaense que ainda alimentam a possibilidade de fugir desta imagem negativa que continua repercutindo.

Para Beto Richa, candidato a reeleição, o "Escândalo das Menininhas", caiu como uma luva e justamente no momento em que o mesmo sentia os índices de popularidade serem abalados pelas pesquisas que continuamente mostravam o crescimento do nome da ministra paranaense como sua principal concorrente às eleições de 2014.

Da mesma forma, Roberto Requião, que alimenta o sonho de voltar a ser candidato a governador em 2014, passou a esboçar sorriso mais amplo, inclusive admitindo no particular que poderá, em face de situação, ficar com as sobras do escândalo, isto é, puxar para seu lado o PT que ficou órfão, segundo avaliação de alguns requianistas, em termos de candidatura contra Beto Richa.

Um mundo de especulações que começa a caminhar desde o momento em que o "Escândalo das Menininhas", explodiu por conta do assessor direto de Gleisi Hoffmann, o ex-prefeito de Realeza, Eduardo Gaievski, mantido preso em Curitiba.


2 de set. de 2013

A guerra das loiras


Dizem que tudo não passa de especulação do machismo que não aceita as mulheres estarem ocupando importantes postos na vida pública.

Contudo, até briga de loiras foi agora levantada.

Embora ambas disfarcem conveniente, já que são integrantes do mesmo partido, Miriam Gonçalves, vice-prefeita, e Roseli Isidoro, integrante do secretariado de Fruet, não estão em acordo quanto à futura executiva do diretório municipal do PT em Curitiba.

Dizem que a própria Gleisi Hoffmann já teria intervindo para evitar que ambas extrapolem em suas contrariedades causando danos a uma situação que certamente vai se arrastar até o final do ano quando o diretório municipal do Partido dos Trabalhadores em Curitiba vai ter eleições de novos dirigentes.

Roseli Isidoro, que entre os próprios petistas tem o apelido de Roseli da Pá Virada, não é de ficar quieta quando defende suas opiniões, razão pela qual teria deixado transparecer sua contrariedade em relação à vice-prefeita Miriam Gonçalves, que teria interesses outros em relação ao diretório municipal do PT.

Gleisi Hoffmann, a liderança maior do partido em nosso Estado, certamente já colocou o seu dedo nesta ferida, evitando que a mesma venha a sangrar causando danos ao partido.

22 de dez. de 2011

BALANÇO 2011: As escolhas do ano


Presença que fora confirmada no ano passado tão logo Dilma Rousseff foi eleita presidente do Brasil, a escolha de Paulo Bernardo para ministro das Comunicações foi um verdadeiro prêmio a quem sempre atuou com muita competência no governo federal.

A escolha da senadora Gleisi Hoffmann é que surpreendeu os paranaenses e brasileiros quando foi chamada para ocupar a Casa Civil, função melindrosa do governo e onde vem tendo um desempenho que chama a atenção até dos mais pessimistas quando souberam de sua indicação para o posto.

Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, sem dúvida, representam as escolhas destaque deste ano em termos políticos para o Paraná e o Brasil.

20 de dez. de 2011

Paulo Bernardo acusa Álvaro Dias de usar jatinhos sem prestar contas

Ministro disse ainda que se Gleisi tiver de continuar ministra, ele pode disputar o governo do Paraná em 2014


Paulo Bernardo
Político experiente, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), prefere não falar muito quando se trata da possível reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff deve fazer em 2012. Desconversa e diz apenas que não sabe qual será seu destino, mas se puder vai permanecer em Brasília. Quanto à sua mulher, a ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, acredita que por causa da função estratégia que ela ocupa no governo, é grande a possibilidade de que continue num possível segundo mandato de Dilma. Nesse caso, Bernardo considera a hipótese de concorrer ao governo do Paraná em 2014.

Em entrevista o ministro sequer fala o nome do senador Roberto Requião, seu desafeto pessoal depois de acusações feitas pelo peemedebista quando era governador e que resultou em condenação ao atual senador. Mas sobre outro senador paranaense, um dos maiores opositores do governo federal petista no Congresso, Bernardo deu nome e sobrenome nas declarações que fez ontem. Disse que Álvaro Dias (PSDB) "usou jatinho para cima e pra baixo e não declarou nada a justiça eleitoral. Eu não gosto de falar sobre isso, mas tem uns casos de fariseus aí que não tem como.”

O comentário de Paulo Bernardo sobre o senador tucano foi a propósito da acusação de que o casal de ministros teria usado jatos de propriedade de empresários para ir a Brasília e de que Gleisi, quando candidata ao Senado em 2010, teria feito isso também durante a campanha eleitoral. O ministro admitiu na entrevista à rádio BandNews de Curitiba, que já pegou esse tipo de carona, mas garantiu que na campanha da mulher no ano passado eles alugaram uma aeronave "pela campanha ou pelo PT e declaramos isso formalmente na prestação de contas”.

O ministro reafirmou que a maioria das viagens de campanha foram pagas, mas em seguida disse saber "de gente que se elegeu para o Senado, andando de jato e não declarou um tostão" e acabou por afirmar que se referia a Álvaro Dias. Já o senador tucano evitou criar polêmica ontem, mandou dizer pela assessoria que tudo que usou na campanha está na declaração apresentada à Justiça Eleitoral.

Sobre os vários ministros que caíram esse ano, Bernardo afirmou que a presidente Dilma agiu corretamente nos casos envolvendo denúncias. “A presidenta agiu da mesma forma em todos os casos. Ela disse a todos eles que confiava neles até prova em contrário, mas a tarefa de esclarecer a opinião pública é do próprio ministro. E se o ministro não consegue esclarecer aí fica difícil”, observou. O paranaense lembrou também da exceção nas demissões, a do gaúcho Nelson Jobim, titular do Ministério da Justiça. “No caso do Jobim foi diferente. Houve uma incompatibilidade. Ele disse algumas coisas, repetidas vezes e não havia condições de haver continuidade.” (Roseli Valério)

12 de dez. de 2011

Gleisi, Sérgio Souza e o Pateta

Pateta
Senador Sérgio Souza (PMDB) numa situação de ridicularização quanto a uma nota que circulou em Brasília envolvendo sua imagem com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. 

A notícia que circulou identificada como “Gleisi e o Pateta” deixou o senador irritado e buscando explicações. 

Tudo porque Sérgio Souza, que é 1º suplente de Gleisi, estava na Disney, passeando, e não queria voltar de repente para votar a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU). 

Segundo o noticiado na imprensa, Gleisi teria dito “Então você fica aí, com o Pateta, que eu vou reassumir. O ofício já está pronto”. 

Pode ser apenas maldade, mas pegou na veia.

7 de dez. de 2011

Eles não se conformam

Tem petista que não se conforma com o trânsito fácil que o tucano Beto Richa vem tendo em Brasília junto ao governo Dilma Rousseff.

Nesta semana, mais um encontro do governador com a ministra Gleisi Hoffmann mostrou que o Paraná voltou aos tempos da política em alto nível e sem as baixarias dos tempos de Roberto Requião (PMDB).

Que alguns petistas apoiavam, é claro.

10 de nov. de 2011

Dilma mandou Lupi baixar a bola

Dilma está "por aqui" com Lupi
Gleisi Hoffmann chamou o pedetista Carlos Lupi, ministro do Trabalho, para uma conversa ao pé do ouvido no Palácio do Planalto. A ministra-chefe da Casa Civil passou ao ministro que está na corda bamba que é hora de baixar a bola e amenizar o discurso, recado este dado por ordem da presidenta Dilma Rousseff, que não gostou da forma como Lupi se posicionou quanto a uma eventual saída do ministério: "Só saio abatido à bala.", falou nesta semana como se garantindo sua permanência. Dilma mandou dizer que ela é quem tem o poder de decisão de quem fica ou sai em seu ministério. E parece que Lupi entendeu o recado e já amenizou o discurso, temendo pela própria cabeça.

Mas, ao que tudo indica, o futuro de Lupi na pasta não será duradouro, e caso consiga aguentar o turbilhão de denúncias de agora, vai acabar perdendo o posto na reforma ministerial que Dilma pretende fazer no início do ano que vem. E se antes o PDT batia o pé pela permanência de Lupi no ministério do Trabalho e ameaçava abandonar a base de apoio do governo caso ele saísse, agora a conversa mudou de tom. A rispidez deu lugar ao entendimento, pois o partido sente que "vão-se os dedos mas ficam as mãos", e perder o apoio do governo no próximo ano pode trazer consequências negativas nas corridas municipais, caso de Curitiba, onde Gustavo Fruet e sua turma dever estar com os dedos cruzados para que tudo acaba bem, garantindo assim, quem sabe, uma composição com o PT para enfrentar Luciano Ducci e Ratinho Jr.


17 de out. de 2011

PONTA GROSSA: João Barbiero surge como opção para grupo de Gleisi

João Barbiero
A considerar os números da sondagem realizada pelo Instituto Paranaense de Pesquisas e Estudos Socieconômicos (Ippese), de Londrina, a viabilização de uma candidatura a prefeito pelo grupo de Gleisi Hoffmann (PT) em Ponta Grossa, com chances de oferecer perigo ao grupo de Beto Richa (PSDB), passa pelo nome do ex-vereador e atual secretário municipal de Governo, João Barbiero (PR).

Por diversos motivos. Primeiro é preciso lembrar que os dois pré-candidatos a prefeito que despontam como favoritos na disputa eleitoral são ligados ao governador tucano e, juntos, abocanham quase 45% da preferência do eleitorado. Em dois cenários distintos, um com Péricles de Holleben Mello (PT) e outro sem o petista, o favoritismo dos aliados de Beto é o mesmo. Com Péricles, Marcelo Rangel (PPS) lidera com 25,86%, seguido de Plauto Miró Guimarães (DEM), com 18,23%. Péricles aparece em terceiro com 13,30%, acompanhado de perto por Barbiero, com 9,61%. Juntos, o petista e o coordenador regional do PR somam quase 23%.

Noutro cenário, sem Péricles, os percentuais de Marcelo e Plauto praticamente não se alteram e Barbiero melhora um pouco o seu desempenho, alcançando 10,84% da preferência. Ou seja, o grupo de Gleisi em Ponta Grossa não tem muitas alternativas caso queira participar da disputa para prefeito em 2012. Ou vai de Péricles ou aposta em Barbiero, sendo que a melhor aposta, na verdade, seria Péricles e Barbiero.

O grande ‘porém’ é que, neste momento, o deputado petista está com os direitos políticos cassados e não pode ser candidato a prefeito. Há quem acredita que ele consiga rever essa situação em tempo hábil para lançar uma candidatura. Considerando que Péricles faça as pazes com a Justiça e seja candidato, uma aliança com o PR na majoritária, alçando Barbiero na condição de vice, formaria uma chapa forte, capaz de fazer frente ao poderio do grupo de Richa – que, aliás, só é forte se tiver Marcelo e Plauto na mesma canoa.

Por outro lado, se Péricles continuar com os direitos políticos cassados, o passe de João Barbeiro fica ainda mais valorizado. O coordenador regional do PR torna-se a única alternativa viável para o projeto de Gleisi, de lutar pela prefeitura de Ponta Grossa. Neste caso, Barbiero seria o candidato a prefeito e o PT poderia indicar o vice. Se, nas trincheiras de Beto Richa, a força do grupo depende da união de Marcelo e Plauto, pelas bandas de Gleisi o poderio do grupo passa, necessariamente, pela somatória de forças entre Péricles e Barbiero. Pelo menos é o que dizem as pesquisas.

E na prática, nada impede essa aliança do PT com o PR visando a disputa da Prefeitura. Barbeiro possui um bom relacionamento com Péricles e um trato melhor ainda com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Agora mesmo, o secretário municipal de Governo foi quem conseguiu a liberação, pelo Exército, do binário da Avenida Carlos Cavalcanti, em Uvaranas, em decorrência do prestígio que possui junto à ministra. A Casa Civil antecipou para agora o desfecho de um processo que normalmente ficaria parado pelo menos um ano em Brasília.

Não bastasse isso, o PR sempre pertenceu à base aliada do governo federal no Congresso. Ou seja, não há impedimentos para uma aliança entre Barbiero e o PT na cidade. Talvez o maior entrave seria o fato de Barbiero integrar o governo municipal de Pedro Wosgrau, do PSDB, partido do governador. Mas, o secretário de governo sempre teve liberdade do prefeito para, fora do Executivo, conduzir os seus rumos partidos e políticos de maneira independente.

João Barbiero tem vontade de ser candidato a prefeito e nunca escondeu isso de ninguém. Já disputou a Prefeitura em outra ocasião e numa deixou de fazer política. Tanto que, sem Péricles e excluindo os candidatos da ala de Beto Richa, ele passa a ser o primeiro da lista dos pré-candidatos melhores colocados na pesquisa para brigar pela Prefeitura em 2012.

E nesta aliança entre PT e PR, poderia-se incluir ainda o PMDB, que já anunciou que irá acompanhar o PT nas eleições municipais do Paraná, e o PDT, que no plano nacional também é aliado ao governo de Dilma e Gleisi. Teríamos aí uma chapa forte de oposição ao grupo de Beto Richa. (Eloir Rodrigues - Jornal da Manhã)

14 de out. de 2011

Ducci, Beto e Dilma e as obras do metrô


Embora a oposição insista em aliar o nome de Gleisi Hoffmann (PT), hoje ministra-chefe da Casa Civil, como uma das responsáveis pela liberação de recursos para o metrô curitibano, objetivando plantar imagem política para o futuro, a grande verdade é que ficaram bonito na fotografia, de fato, o prefeito Luciano Ducci (PSB) e o governador Beto Richa (PSDB), que lado a lado com Dilma Rousseff (PT) são hoje as autoridades que identificam esta empreitada de vulto.

Motivando papagaios de pirata que tentaram até decidir o local de uma solenidade onde a presidente da República daria o recado que uns e outros querem porque querem tirar os méritos do prefeito de Curitiba e do governador do Paraná, fica claro, neste caso, que as questões de estado estão acima das picuinhas políticas com as quais se procura envolver esta obra.

Esta foi uma semana de marchas e contra marchas, especulações e muita fofoca, tudo por conta do anúncio presidencial quanto aos recursos para as obras do metrô curitibano, uma das primeiras chamadas grandes obras na área do transporte e infraestrutura que envolve o governo federal com a liberação de recursos.

Fruto de um entendimento entre governantes, que neste ano de 2011 prosperou mais do que nunca, principalmente depois que o Paraná encerrou o ciclo bocudo das desavenças políticas plantado por Requião no estado em dois mandatos, a liberação de recursos federais, na ordem de 45% do total, representam a confirmação de uma empreitada que terá o restante dos recursos por conta do governo Beto Richa e da Prefeitura de Curitiba, comandada por Luciano Ducci.

Procurando misturar política com questão de governo, o deputado federal André Vargas (PT) foi um dos porta-vozes dos papagaios de pirata que pretenderam aparecer no ombro da situação, especulando, até, que um encontro de Dilma com Gustavo Fruet (PDT) sinalizaria desde já o início da campanha para 2012 com o governo e o Partido dos Trabalhadores entrando desde já com apoio, todos de olho, de fato, na campanha de 2014, quando pretendem Gleisi Hoffmann batendo de frente com Beto Richa, que mal iniciou seu mandato e já é dado como certo pelos adversários como candidato à reeleição.

Nem o companheiro de Gleisi, o ministro das Comunicações Paulo Bernardo, foi tão afoito quanto outros petistas nesta busca de um gancho do metrô curitibano com articulações políticas, certo de que três anos de antecedência é tempo demais para desgastar e criar clima desesperado quando o Brasil na atualidade só quer saber do governo Dilma que também, a exemplo de Beto Richa, mal está começando a trabalhar.

Para os mais otimistas é até possível que a Copa de 2014 mostre os primeiros km e estações do metrô curitibano prontos, embora o funcionamento da primeira linha como foi planejado só tenha reais condições de se completar dois anos mais tarde.

Esquecendo que o mais importante a esta altura é a confirmação de recursos, que chegam a R$ 2.250 bilhões, mais ou menos, está claro que o anúncio desta semana, com Ducci, Beto e Dilma, está muito acima do que imaginaram uns e outros com a clara intenção de empurrar goela abaixo às eleições municipais de 2012 e as eleições estaduais de 2014, no plano estadual e federal.

5 de out. de 2011

Manifestação com cheiro de encomenda

Manifestação de funcionários dos Correios ontem na frente do endereço dos ministros Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, em Curitiba, ficou com jeito de encomenda. Como os dois ficam mais tempo em Brasília, a gritaria e panfletagem por aqui virou palhaçada, e dor de cabeça para os vizinhos do casal ministerial. (Foto - Blog Fábio Campana)

28 de set. de 2011

Fruet e a adoção de práticas petistas

Gustavo Fruet ainda não se filiou a um partido da base do PT, mas já está adotando suas práticas. Avisa que vai fazer o anúncio da filiação a sua nova legenda, o PDT, na sede da Universidade Federal do Paraná, na Praça Santos Andrade. O uso de um prédio público para um evento de política partidária é um exemplo acabado do patrimonialismo (a falta de distinção entre o que é público e o que é privado), que o próprio Fruet seria o primeiro a condenar nos tempos em que questionava o PT e sua prática de usar o Estado como um instrumento dos interesses do partido.

Hoje Fruet mudou de lado e suas práticas também mudaram. Político que conta com a simpatia entusiasmada de Lula, de Dilma, de Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, Fruet tem hoje como mentor político o deputado José Dirceu em quem descobriu uma inesperada afinidade. Foi Dirceu que recomendou que deixasse o anúncio de sua nova filiação partidária para a última hora, para faturar o interesse da mídia com o suspense e levar seus eleitores a assimilar com maior facilidade sua metamorfose ideológica. Mas não foi Dirceu quem sugeriu o uso de um prédio público para fazer anúncio político-partidário. Essa iniciativa é do próprio Fruet e mostra que ele já está bastante afinado com os novos companheiros. (Fábio Campana)

23 de set. de 2011

Em tempos de diálogo, Paraná vive uma nova fase

Desacostumados, depois de tantos anos em que o diálogo político não fluía com tanta facilidade, envolvendo os governos municipal, estadual e federal, os paranaenses estão se surpreendendo com a atualidade.

Afastados os dias tumultuados em que a falta de parcerias de nossos homens públicos, mais preocupados com seus interesses partidários do que pela vigilância e busca aos assuntos de real motivação para os paranaenses, passamos a viver um novo tempo em nosso estado sem que muita gente tenha se dado conta.

Sem falar em outras tantas provas desse novo tempo que estamos vivendo no Paraná, a partir de 2011, basta citarmos a questão do metrô curitibano, obra em fase de planejamento e liberação de recursos que vem tendo, graças ao diálogo facilitado de prefeito, governador, ministros e Presidência da República, um encaminhamento que surpreende até mesmo os mais ferrenhos adversários políticos, todos voltados, pela primeira vez em muito tempo, para uma causa comum.

Fica evidente, também, que graças ao afastamento do dia a dia daquele que nos últimos 30 anos vinha se constituindo no principal fator desagregador politicamente dos interesses comuns paranaenses, a situação mudou da água para o vinho como se diz popularmente.

Afastadas as influências geradas por um instrumento do contra em que se transformou o homem público chamado Roberto Requião, aí estão servindo de exemplo para a classe política em geral os diálogos abertos que são promovidos hoje entre Luciano Ducci e Beto Richa com Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo e Dilma Rousseff, mostrando resultados que visam, realmente, atender os reclamos populares, a começar pelo metrô curitibano que está prestes a ter sua grande arrancada a partir da visita da presidenta da República dia 30 do corrente, quando anunciará o montante da liberação de recursos federais que serão juntados aos recursos estadual e municipal para tornar uma obra que não visa somente a Copa do Mundo de 2014, mas mira no futuro moderno e confortável em termos de transporte coletivo para uma grande coletividade.

Independente de seus interesses partidários em particular, já que tanto prefeito, governador, ministros e a presidente têm seus objetivos políticos de futuro, a verdade é que todos estão dando, nestes últimos tempos, um passo decisivo para parcerias ainda mais promissoras e que certamente colocarão o Paraná como exemplo para o país.


Diálogo

Nem mesmo Jaime Lerner com sua facilidade de acesso ao governo tucano ou collorido da época conseguiu tanta facilidade de diálogo como vem ocorrendo na atualidade, surpreendendo uns e, naturalmente, irritando aqueles que ainda vivem os resquícios de um tempo no qual estavam assentados exclusivamente os interesses requianistas de manter seu status perante o estado e o país.

Afastado do governo depois dos dois últimos mandatos, onde arrastou inclusive o vice Orlando Pessuti para uma situação de concordância que acabou por jogá-lo na vala comum dos políticos que perderam o bonde da história, Roberto Requião conseguiu, com as calças nas mãos, como se disse popularmente na última eleição, chegar ao Senado onde nestes últimos oito meses provou que está em sua derradeira fase política, e sem qualquer expressão.

Luciano Ducci, que assumiu a prefeitura de Curitiba mantendo o clima de diálogo que se exemplificou na imagem de Beto Richa, completa uma dupla que politicamente vai somando cada vez mais, a ponto de surpreender com um governo paranaense de coalizão que deixou isoladas forças que ficaram sem maior expressão pela insistência em se manter distante do diálogo.

Abrindo as portas do governo estadual e buscando em Brasília mostrar que o Paraná estava aberto ao diálogo, Beto Richa conquistou e pode, graças à simpatia e aos mesmos interesses para com o estado por parte de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, estender o tapete até a Presidência da República.

Diálogo estabelecido, deixando de lado a politicagem que até então dominavam as relações Paraná-Brasília, abriu-se um canal de acesso com via de mão dupla que vai, mesmo contrariando outras forças políticas estaduais e federais, atingindo plenamente os objetivos de todos os paranaenses.

O primeiro resultado prático, o metrô curitibano que já no início de outubro promete encaminhar projetos e detalhes para uma transformação imediata em obras, tende a ser o exemplo do rumo a ser seguido, valorizando todos os participantes desta parceria que transformou o tempo do tumulto e das intrigas políticas em fase de diálogo e do encontro de interesses de todos nós paranaenses.

Esta nova realidade que estamos vivendo no Paraná só não enxerga quem não quer ou tem como objetivo unicamente cuidar de seus próprios interesses e não de toda a coletividade.


20 de set. de 2011

Diálogo Ducci-Gleisi evolui para tornar o metrô de Curitiba uma realidade

O diálogo político de interesse público se faz sentir quando, despreocupados com o aspecto partidário, ocupantes de cargos públicos vão em busca de soluções que possam, de modo comum, tornar realidade uma aspiração popular.

Exemplo dessa situação é o diálogo que vem sendo mantido, há algum tempo, entre o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), em torno de recursos capazes de agilizar o metrô de Curitiba, visando à Copa do Mundo de 2014.
Na semana passada, o prefeito Luciano Ducci se reuniu novamente em Brasília com Gleisi e Miriam Belchior, ministra do Planejamento, buscando mais recursos para o metrô.

O governo federal já garantiu 700 milhões de reais, mas o prefeito curitibano foi em busca de mais recursos, que poderão chegar até a R$ 1,1 bilhão de reais, tendo a ministra Gleisi não confirmado, ainda, a ampliação dos recursos para obras de mobilidade urbana em todo o país.

Até o final deste ano deve começar a liberação dos recursos, sendo que a confirmação da elevação de verbas no orçamento para o metrô curitibano deverá ter uma resposta até o final deste mês, destacando que o diálogo entre o prefeito Luciano Ducci e Gleisi Hoffmann vem sendo dos melhores nesse sentido.

Nesta empreitada, 200 milhões de reais virão de investimento do estado, 150 milhões de reais por parte da prefeitura, 700 milhões de reais já garantidos pelo governo federal e mais 500 milhões de reais que serão buscados na parceria público-privada, daí o motivo do pedido de mais 400 milhões de reais solicitados por Luciano Ducci para fechar a conta dessa realização que tornará Curitiba uma das melhores cidades do país e do mundo em termos de transportes.

13 de set. de 2011

PMDB & PSDB: Deputados estaduais amanhã em Brasília para se explicarem

Um grupo vai chegar antes de Orlando Pessuti, que vai pedir manifestação formal da cúpula sobre adesão a governo Richa


 Enquanto o ex-governador Orlando Pessuti vai participar do maior evento deste ano do PMDB – a ser realizado a partir de quinta-feira em Brasília – para pedir que o comando nacional tome uma posição oficial sobre a adesão da bancada estadual paranaense ao governo tucano de Beto Richa, alguns desses deputados peemedebistas pretendem se antecipar a ele e estarão na capital federal já nesta quarta-feira. A manobra pode evitar que a questão seja tratada no evento nacional do partido e o risco de uma proibição formal.

De acordo com o líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado Caíto Quintana, estão previstas reuniões na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, com o senador Roberto Requião (PMDB), com o vice-presidente da República, peemedebista Michel Temer e o presidente nacional do partido, senador Valdir Raupp (RO) e a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

O primeiro compromisso dos deputados será um encontro com o presidente da Comissão Mista do Orçamento do Congresso Nacional. “Vamos discutir com o senador Vital do Rêgo (PB), sobre o Orçamento Impositivo”, disse Nereu Moura, que é presidente da Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa. “Em breve vamos receber a peça orçamentária do Governo do Estado, para o exercício de 2012. Nossa intenção é buscar uma forma de mudar a execução orçamentária”.

Na opinião de Moura, “do jeito que está hoje, o governador promove remanejamento de verbas sem precisar de autorização. O Orçamento Impositivo cria barreiras e os recursos são investidos naquele fim como foi aprovado pelos deputados”. Também amanhã os deputados estaduais irão se reunir com Michel Temer e Valdir Raupp.

Com o vice-presidente da República e o presidente nacional do partido os deputados vão informar os motivos que levaram a bancada do PMDB a se alinhar ao governo do Estado. Ignorando o gradativo afastamento no Paraná entre PMDB e PT, Moura avalia que a participação na base aliada “não muda em nada” a relação entre os dois partidos.


Requião e Gleisi

O outro encontro dos deputados será com o senador Requião, uma das principais lideranças do partido no Estado e que, como Pessuti, criticou a adesão ao governo de Richa. “O interesse dos deputados é fortalecer o PMDB. Vamos trabalhar conjuntamente para o Requião se entender com o Pessuti, que também é uma grande liderança nossa. Esta divisão entre os dois não é boa para o partido”, afirma Moura.

Na quinta-feira, eles terão uma audiência com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Oficialmente será para tratar das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Paraná e discutir a questão das rodovias federais, “que estão em condições bastante precárias e em alguns trechos intransitáveis”, diz Nereu Moura.

A adesão dos 12 deputados ao governo do PSDB no Paraná, o maior adversário do PT, deve ser abordada. A ministra Gleisi, virtual candidata ao governo do Estado pelo PT em 2014 e que irá disputar contra a reeleição de Beto Richa, tem interesse em manter o PMDB como aliado. Além de Caíto Quintana e Nereu Moura, os deputados Alexandre Curi e Ademir Bier fazem parte do grupo. (Roseli Valério)

26 de ago. de 2011

Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann na fritura

A ampla repercussão da escolha de dois nomes do Paraná para integrar o seu Ministério vem levando a presidenta Dilma Rousseff a enfrentar uma verdadeira batalha a fim de, com jogo de cintura, minimizar a “fritura” que vem sofrendo, através da imprensa, o casal Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, e Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil.

Enquanto uns e outros dizem que o tiroteio é “fogo amigo”, vindo da própria trincheira do partido a que pertencem, o PT, hipótese que o deputado estadual Ênio Verri contraria, a verdade é que não tem passado semana sem que o casal paranaense seja lembrado, de forma negativa, e escrachado em vários órgãos de imprensa.

O próprio colunista Gilberto Di Pierro, o Giba Um, entendeu que o casal está sendo fritado em fogo brando desde que o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antonio Pagot, desembarcou do cargo deixando no ar acusações que envolveriam Paulo Bernardo.

Nesta semana a revista Época pegou no contrapé o ministro das Comunicações, dizendo que o mesmo teria usado aviões da empreiteira Sanches Tripoloni, beneficiárias de obras do PAC, enquanto sua companheira Gleisi Hoffmann teria recebido doação de R$ 510 mil para sua última campanha.

Por aqui, dizem existirem petistas que andam alimentando o fogo para esta fritura, preocupados com o entusiasmo do chamado Casal 20 em apoiar a candidatura de Gustavo Fruet (sem partido) e sepultando uma candidatura própria do PT para as eleições municipais de 2012.

Roberto Jefferson, aquele que denunciou o mensalão mas confirmou um jabaculê de R$ 4 milhões recebidos pelo seu PTB, partido que preside hoje nacionalmente, disse à imprensa que o ministro Paulo Bernardo está no paredão do Big Brother da Esplanada, preocupando Dilma para saber quem vai colocar para fora do governo, brincando até que daqui a pouco vamos ouvir a mensagem: “Para eliminar o ministro Pedro Novais (Turismo) aperte 1; para eliminar Mário Negromonte (Cidades) aperte 2; para eliminar o ministro Paulo Bernardo aperte 3, e para eliminar a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) aperte 4...” e assim por diante.

A continuar a fritura do casal Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, a qualquer momento poderemos ter novidades direto do planalto central.

24 de ago. de 2011

Oposição quer fazer de Paulo Bernardo o ministro da vez


Os tucanos pediram à Presidência sua demissão por causa de suposto favorecimento a uma empreiteira do Paraná no governo Lula



Depois da queda de quatro ministros do governo petista de Dilma Rousseff, a investida nos últimos dias tem sido contra o paranaense Paulo Bernardo, atualmente na pasta das Comunicações. Ontem o líder do PSDB na Câmara Federal, Duarte Nogueira, protocolou representação no Conselho de Ética da Presidência da República para que o colegiado investigue a conduta de Bernardo e suas viagens no avião de uma construtora com sede em Maringá. No documento, a oposição pede advertência e demissão do ministro.

Marcada com antecedência uma audiência publica com Paulo Bernardo para ontem numa comissão da Câmara dos Deputados para discutir a implantação da rádio digital no País, ele teve de enfrentar vários questionamentos de parlamentares da oposição sobre a denúncia de ter usado uma aeronave da empresa que tem contratos com o governo federal e obras no Paraná.

De acordo com a oposição, a empreiteira, Construtora Sanches Tripoloni, teria aumentado em 600% o faturamento nos governos Lula e Dilma Rousseff. Bernardo era ministro do Planejamento no governo Lula e teria defendido a inclusão de uma obra da empreiteira no PAC, o que em tese garante liberação de recursos mais facilmente a obra. Para evitar constrangimentos na audiência das rádios, a bancada petista blindou o ministro paranaense. Mas após falar sobre radiodifusão, deputados tucanos, do PPS e do DEM fizeram sucessivas perguntas a Bernardo sobre sua relação com a Sanches Tripoloni.


Doações

Paulo Bernardo respondeu a várias questões, mas a oposição não ficou satisfeita, entendeu que ele não esclareceu em que condições se deram as caronas no avião da construtora. Ele voltou a afirmar que são falsas as denúncias de uso irregular do avião e que tanto suas viagens quanto às de sua esposa, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, foram regulares. “Eu sou obrigado a responder sobre informações dadas em off a jornalistas, mas não há qualquer prova contra a qual eu possa argumentar”, disse.

A empreiteira e seus sócios teriam doado mais de R$ 500 mil para a campanha de Gleisi ao Senado, em 2010, mas Bernardo afirmou que a informação tem sido usada de forma leviana, pois a mesma empresa fez doações para o comitê do PSDB nacional e estadual, e para diversos senadores eleitos. Confirmou que conhece os sócios da empresa, e declarou que pegou carona em muitos aviões durante suas campanhas anteriores, mas que, na condição de ministro, costuma andar em aviões de carreira.

Quanto ao crescimento da Sanches Tripoloni, Bernardo sugeriu que os deputados da oposição fizessem uma comparação com 20 ou 30 empresas do setor de construção, e garantiu que encontrariam crescimento semelhante. “Nós não tínhamos investimento, e as empresas cresceram junto com a decisão do governo de investir”, afirmou. E ocorreu em função do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a liberação de recursos ficava garantida, e após a entrega de uma obra havia um prazo de 15 dias para o pagamento final das empreiteiras, segundo o ministro. A obra de Maringá citada nas denúncias foi autorizada pelo governo federal em função de emenda ao Orçamento da bancada paranaense, não através de sua iniciativa, disse. (Roseli Valério)

23 de ago. de 2011

Gleisi nega uso de avião de empreiteira

Ontem a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, divulgou nota oficial na qual nega ter usado aviões de particulares ou de empresas na campanha eleitoral do ano passado em que foi vitoriosa. “Durante minha campanha eleitoral ao Senado, utilizei para deslocamentos avião fretado, com contrato de aluguel firmado”, garantiu Gleisi.

A nota da ministra veio em resposta a reportagem da revista Época do último final de semana, segundo a qual ela e seu marido, o ministro das Comunicação Social, Paulo Bernardo, teriam utilizado aeronave da empreiteira de Maringá, Sanches Tripoloni, durante a campanha. Bernardo, em 2010, tinha cargo ainda mais importante, ministro do Planejamento.


5 de ago. de 2011

Para Lula, Jobim foi muito deselegante com Dilma e ministros


Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva considerou "deselegante" a atitude do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, que criticou colegas de ministério em uma entrevista à revista Piauí. "Não é correto fazer críticas sobre outros ministros, não é elegante", afirmou Lula. "Se ele não falou para ela (Dilma) da entrevista à revista e ela ficou sabendo, realmente cria uma situação constrangedora para ele, que não falou, e para ela. Foi muito deselegante", disse. Jobim pediu demissão do ministério ontem e foi substituído por Celso Amorim.

Lula considerou "excepcional" o trabalho de Jobim no Ministério da Defesa. Para ele, porém, é um "erro histórico" achar que o ex-ministro foi indicação sua. "A presidente Dilma se reunia com meus ministros muito mais do que eu. Os ministros eram mais amigos dela do que meus amigos", afirmou, explicando que cada proposta que chegava à sua apreciação era discutida antes várias vezes com Dilma, então ministra da Casa Civil.


A demissão de Jobim

O ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), entregou sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff na noite de quinta-feira. Sua situação se tornou insustentável no governo após declarações dadas à revista Piauí em que teria considerado a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, "muito fraquinha" e dito que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, "sequer conhece Brasília". Jobim negou ter feito as críticas e disse que as informações seriam "parte de um jogo de intrigas". Mas, segundo fontes, Dilma já havia decidido demitir o ministro caso ele não abandonasse o cargo por conta própria. Para seu lugar, a presidente escolheu o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.

A situação de Jobim à frente da pasta já vinha se deteriorando por outras declarações à imprensa que geraram mal-estar no governo. Em uma entrevista, ele afirmou ter votado no tucano José Serra, principal adversário de Dilma, nas eleições presidenciais do ano passado. No início de julho, em uma cerimônia em homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) - de quem ele foi ministro da Justiça entre 1995 e 1997 - no Senado Federal, ele citou o dramaturgo Nelson Rodrigues dizendo que "os idiotas perderam a modéstia". A fala foi interpretada como uma insatisfação do ministro com sua situação no governo. Mais tarde, contudo, ele disse que se referia a jornalistas. (Terra)



26 de jul. de 2011

Notinhas do dia 26/07

PT nas eleições    
                                            
Uma reunião de petistas na próxima quinta-feira 28 entre o deputado federal Ângelo Vanhoni, o diretor geral da Usina de Itaipu, Jorge Samek, o presidente estadual do PT paranaense, deputado Ênio Verri e a presidente do diretório de Curitiba, Roseli Isidoro, além de outras lideranças do Estado, vai discutir as eleições de 2012 em relação ao partido. Como nada está definido ainda nos demais partidos da base do governo federal petista, a avaliação de algumas lideranças é de que a candidatura própria em Curitiba e nas principais cidades do Estado por ora prevalece sobre a possibilidade de alianças. Mas agora ou mais tarde, os petistas terão de reavaliar uma praxe nos casos de candidatura própria, que é a realização das famosas prévias. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é contra a realização de prévias no PT para a escolha de candidatos às prefeituras, em 2012, e já trabalha para evitar a prática. Para Lula, o modelo com voto dos filiados, tradicional no partido, deixa sequelas na disputa e mais atrapalha do que ajuda nos atuais costumes políticos pragmáticos da legenda. O ex-presidente está viajando pelo País para articular candidaturas e alianças com o PT. Em Curitiba, dois deputados se lançaram pré-candidatos a prefeito e agora Vanhoni, surgido do nada, parece estar se interessando também. Se a tese de Lula prevalecer, o partido terá de decidir sem prévias, se definir de outra maneira.


De momento 

Vanhoni já foi três vezes candidato a prefeito de Curitiba, o que não quer dizer muita coisa já que apenas uma vez disputou o segundo turno, quando foi apoiado pelo PMDB em peso, tendo a frente o atual senador Roberto Requião. Vanhoni diz que ainda não definiu se irá disputar a indicação, mas acha que, neste momento, o PT deve cogitar mesmo uma candidatura própria nas eleições de 2012.


Na primavera 

Sem Gleisi Hoffmann, que teria o consenso para a disputa em Curitiba, agora ministra da Casa Civil, sua candidatura está descartada. Mas a discussão sobre candidatura própria se mantém, segundo Vanhoni. Na prática, somente a partir do inicio de outubro, quando o processo de novas filiações estará encerrado, na capital e noutras cidades o PT e partidos terão um quadro mais claro para a eleição do ano que vem.


Tabuleiro

“Até lá, saberemos em que partido estará o Gustavo Fruet e se o deputado Ratinho será mesmo candidato. Neste momento, não temos nada concreto”, observa Vanhoni, referindo-se a dois pré-candidatos fortes em Curitiba. E até o PMDB, que em tese tem a pré-candidatura do ex-deputado Rafael Greca, o quadro atual não é definitivo. “O PMDB também é uma incógnita, tudo pode mudar”, avalia o petista.


Sem medo...

Falando na ministra da Casa Civil, ela diz que é enganosa a impressão de que ela tem “medo” das broncas da presidente Dilma Rousseff. “Quem diz isso não conhece a nossa relação”, afirma Gleisi. “Tenho muita consideração, ainda mais por ela ser a presidenta do nosso país. Mas, se tivesse medo de algo na minha vida, eu não estaria aqui hoje”.


De ser feliz

A ministra paranaense diz que Dilma é “firme nas cobranças”, mas que a relação entre ambas é de “muito respeito”. Gleisi diz ainda que não pretende vestir o figurino de “Dilma da Dilma”. “Falou-se muito nisso. Mas seria muita pretensão minha”, comenta Gleisi.
                                              

Pendura   

Mais uma conta “pendurada” pelo governo de Requião agora está sendo cobrada do governo do Estado. A dívida é de R$ 3,06 milhões, cobrada por causa da cessão de servidores do Tribunal de Contas do Estado, de 2006 a junho de 2010.


Pendura 2

Segundo informação do TCE, é praxe cessões de funcionários de um órgão para outro, desde que o órgão de origem faça o ressarcimento posterior. Mas o governo de Requião não fez o repasse ao final do período de quatro anos, levando o TCE a cobrar agora os recursos. Eram oito os servidores cedidos para a Casa Civil do governo. (Roseli Valério)


18 de jul. de 2011

Casal poderoso entrou na mira de uns e outros



Bastou chegarem à posição de destaque na política paranaense para ambos se transformarem em vidraça.

Com telhado de vidro, como acontece com todos os políticos, tanto Gleisi Hoffmann quanto Paulo Bernardo se viram de repente encostados contra a parede pela turma do PR, que andou fazendo ameaças e assoprando à imprensa algumas situações envolvendo os dois ministros do governo Dilma.

Revelando detalhes de doações de campanha de Gleisi e de um comportamento condenável que teria sido feito por Paulo Bernardo, o PR deixou no ar sua vingança pelo desembarque do ex-ministro Alfredo Nascimento e acusações que atingiram o tal de Luiz Antonio Pagot, do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), que deixou no ar as suspeitas de que iria jogar merda no ventilador, o que não aconteceu quando de seu depoimento na última terça-feira (12).

Paulo Bernardo tirou de letra a situação, inclusive negando-se a aceitar qualquer acordo com Roberto Requião (PMDB), que amarelou e de repente voltou atrás em suas acusações contra o ministro das Comunicações.

Tendo em vista a projeção do casal paranaense e petista Gleisi e Paulo Bernardo, fica claro que não terão vida fácil em Brasília, onde o time do PR, comandado por Valdemar Costa Neto, e a turma de Requião, estão dispostos a causarem tumultos quando alguma coisa surgir envolvendo os nomes dos dois ministros paranaenses.


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