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26 de set. de 2011

Governo ainda quer um imposto para custear a Saúde

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT), admite que o governo ainda quer a criação de um imposto para financiar investimentos em saúde e arrecadar mais R$ 45 bilhões por ano. A expectativa do Palácio do Planalto é que o tributo seja aprovado em 2012, apesar das dificuldades previstas por causa das eleições municipais.

"É uma coisa complicada, sim", disse Ideli sobre a criação de um imposto em época de eleição. "Mas todos os governadores acham, e nós concordamos, que o principal tema da eleição de 2012 será a saúde. Não dá para fazer o debate de forma demagógica, dizendo: 'Ah, vamos resolver'. Resolver de onde, cara pálida? A presidenta Dilma chamou os governadores, o Congresso e disse: 'Não façam maquiagem. Se vocês querem que a saúde tenha evolução de patamar, de atendimento, vai ter de mexer. E não serei eu, sozinha, que vou fazer isso'."

As declarações da ministras foram feitas cinco dias após a Câmara ter aprovado a Emenda 29 - que define os gastos com saúde para União, Estados e municípios. Mas Ideli reiterou que o dispositivo não resolve o problema, porque não indica de onde virão os recursos. Para ela, a comissão acertada entre os governadores e o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), poderá resgatar projetos de lei que criam base de cálculo para a nova versão da CPMF, o imposto do cheque extinto em 2007. “Nós já colocamos o dedo na ferida.”

A Câmara aprovou o projeto que regulamenta a Emenda 29, mas não incluiu a base de cálculo para a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). "Apesar de estar criada a contribuição, a alíquota terá, obrigatoriamente, de ser fixada por lei. A comissão que o Marco Maia formou com os governadores deixa uma porta aberta para o debate." (Agência Estado)

5 de ago. de 2011

Para Lula, Jobim foi muito deselegante com Dilma e ministros


Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva considerou "deselegante" a atitude do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, que criticou colegas de ministério em uma entrevista à revista Piauí. "Não é correto fazer críticas sobre outros ministros, não é elegante", afirmou Lula. "Se ele não falou para ela (Dilma) da entrevista à revista e ela ficou sabendo, realmente cria uma situação constrangedora para ele, que não falou, e para ela. Foi muito deselegante", disse. Jobim pediu demissão do ministério ontem e foi substituído por Celso Amorim.

Lula considerou "excepcional" o trabalho de Jobim no Ministério da Defesa. Para ele, porém, é um "erro histórico" achar que o ex-ministro foi indicação sua. "A presidente Dilma se reunia com meus ministros muito mais do que eu. Os ministros eram mais amigos dela do que meus amigos", afirmou, explicando que cada proposta que chegava à sua apreciação era discutida antes várias vezes com Dilma, então ministra da Casa Civil.


A demissão de Jobim

O ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), entregou sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff na noite de quinta-feira. Sua situação se tornou insustentável no governo após declarações dadas à revista Piauí em que teria considerado a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, "muito fraquinha" e dito que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, "sequer conhece Brasília". Jobim negou ter feito as críticas e disse que as informações seriam "parte de um jogo de intrigas". Mas, segundo fontes, Dilma já havia decidido demitir o ministro caso ele não abandonasse o cargo por conta própria. Para seu lugar, a presidente escolheu o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.

A situação de Jobim à frente da pasta já vinha se deteriorando por outras declarações à imprensa que geraram mal-estar no governo. Em uma entrevista, ele afirmou ter votado no tucano José Serra, principal adversário de Dilma, nas eleições presidenciais do ano passado. No início de julho, em uma cerimônia em homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) - de quem ele foi ministro da Justiça entre 1995 e 1997 - no Senado Federal, ele citou o dramaturgo Nelson Rodrigues dizendo que "os idiotas perderam a modéstia". A fala foi interpretada como uma insatisfação do ministro com sua situação no governo. Mais tarde, contudo, ele disse que se referia a jornalistas. (Terra)



28 de jun. de 2011

PSDB pedirá convocação de Ideli Salvatti para esclarecer participação no escândalo dos aloprados


O PSDB vai protocolar nesta terça-feira (28) requerimentos de convocação da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para esclarecer as denúncias da revista Veja. Segundo reportagem, ela teria participado de negociações para a compra de falso dossiê, na corrida eleitoral de 2006, contra o então candidato ao governo de São Paulo, José Serra, no escândalo dos aloprados.

O partido vai convidar ainda o secretário do Ministério da Educação, Carlos Abicalil. A revista aponta ligação entre ele, que teria atuado na fabricação de um dossiê semelhante no Mato Grosso, e a petista. Os documentos serão apresentados às comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Segurança Pública da Câmara. O deputado Luiz Fernando Machado (PSDB-SP) pede a apuração imediata dos fatos. “Vejo com preocupação que o núcleo central do governo, que trabalha na antessala da Presidência, esteja envolvido na compra de dossiê. Isso fere o princípio claro da democracia em um processo de disputa eleitoral. Aqueles que forem partícipes precisam prestar esclarecimentos à sociedade”, condenou.

A denúncia é grave. Existem gravações que incriminam essas pessoas e merecem explicação. A população cobra a elucidação do caso. O nosso papel é apurar esses fatos e esclarecê-los”, acrescentou Reinaldo Azambuja (PSDB-MS). O deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) reprovou a suposta participação de mais um ministro de Dilma Rousseff no esquema. “É triste a gente ver a imprensa apresentar documentos indicadores de que a corrupção aumenta a cada dia”, criticou.Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, defendeu Ideli e afirmou que há uma tentativa de atingir a colega e a gestão Dilma. O petista foi apontado pela Veja como um dos “mentores” do forjado dossiê contra Serra. As declarações de Mercadante foram rechaçadas. “O governo quer tapar o sol com a peneira e encobrir os fatos. Isso desestabiliza o Executivo e cria uma certa conivência. A oposição vai insistir e buscar todos os esclarecimentos necessários”, declarou Gomes de Matos. (Andressa Galvão - Diário Tucano)


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