Quase um ano após deixar a Presidência da República, Lula admitiu nesta semana que ainda não “desencarnou” do cargo. Após se reunir com sua sucessora e "cria" política, Dilma Rousseff, em um hotel na zona sul de São Paulo, o ex-presidente, que luta contra um câncer na laringe, deu uma rápida declaração aos jornalistas que o aguardavam no saguão do hotel. “Estou desencarnando ainda”, afirmou.
A frase faz referência a uma declaração que Lula fez no início deste ano, de que ficaria longe dos assuntos do governo para poder “desencarnar” do cargo. (Folha.com)
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7 de dez. de 2011
30 de nov. de 2011
Boni confirma aquilo que muita gente desconfiava: a Globo ajudou Collor em 89
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| Boni |
Após 22 anos de especulações, histórias e estórias, enfim Boni confirmou que, naquele debate de 14 de dezembro de 1989, ele e a emissora de Roberto Marinho realmente favoreceram o candidato alagoano, à época conhecido como "O caçador de Marajás", Fernando Collor.
Para beneficiar Collor, que representaria os trejeitos almofadados de uma autoridade enquanto Lula, com aquela barba e erros de português, seria a voz do povo, segundo o criador do Padrão Globo de Qualidade, foi necessário tornar o candidato do PRN mais acessível à população.
"Então nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor com uma 'glicerinazinha' e colocamos as pastas todas que estavam ali com supostas denúncias contra o Lula - mas as pastas estavam inteiramente vazias ou com papéis em branco.", disse Boni, explicando as artimanhas que podem ter preocupado e desarticulado o candidato derrotado e, por consequência, mudado a história política do país.
O posicionamento imparcial da emissora no último debate presidencial foi decisivo na vitória do candidato Collor naquelas eleições, cujo mandato encerrou-se através de impeachment em 1992.
Questionado sobre os acontecimentos do passado, o hoje senador Collor (PTB-AL), o qual virou aliado do ex-presidente Lula, afirma que Boni "despirocou", "viajou na maionese", embora não negue que mantinha boas relações com o "Doutor" Roberto Marinho, falecido em 2003.
17 de nov. de 2011
Lula se antecipa à quimioterapia e corta a barba e o cabelo
Chamado de “sapo barbudo” pelo saudoso adversário político Leonel Brizola em campanha do passado, Luiz Inácio Lula da Silva surpreendeu o país nesta semana.
Ao aparecer com sua esposa Marisa Letícia cortando a barba que era sua identificação desde os tempos de liderança metalúrgica e o cabelo, o ex-presidente da República se antecipou às imagens que mais a frente seriam inevitáveis.
Por conta do uso da quimioterapia contra o câncer na laringe, Lula sentiria a queda dos cabelos e da barba, e por isso tomou a iniciativa de tirá-los a aparecer com a nova imagem, "carequinha", com a qual os brasileiros devem se acostumar durante o seu tratamento.
16 de nov. de 2011
O de ontem, o de hoje e o de amanhã?
Dilma Rousseff visitou na quinta-feira passada o ex-presidente Lula, em São Bernardo do Campo. Acompanhava a presidente o ministro da Saúde Alexandre Padilha, que passa incólume em meio a tantas denúncias envolvendo comandantes de pastas ministeriais. Dizem nos bastidores do poder que nesta foto estão o ex, o atual e o futuro presidente da República. Com a resposta o tempo e a oposição.
7 de nov. de 2011
Gostem dele ou não, deixem o Lula em paz
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| Lula, Guido Mantega e Dilma Rousseff |
E nesse caso, Lula é uma pessoa comum como as outras, a doença o está provando.
A diferença é que se tratando de uma figura pública a imprensa o transforma em motivo para amplas reportagens e até especulações que querem saber sobre a agressividade e o grau de perigo pelos quais passa o ex-presidente e seu futuro.
É hora de deixar Lula em paz, enfrentando com seus médicos e familiares o drama causado por esta situação.
Ela deve ficar restrita ao drama familiar, sem extravasar diariamente na imprensa como se buscassem transformá-lo, agora numa reedição do saudoso ex-vice-presidente José Alencar, que virou exemplo de uma luta destemida contra o câncer, passando sempre mensagens de otimismo que tomavam conta da imprensa.
Assim como passaram a respeitar o drama de Reinaldo Gianecchini e de Hebe Camargo, figuras públicas que já deixaram de frequentar diariamente as páginas da imprensa por causa da doença, deixem Lula e seus familiares curtirem sozinhos este momento de preocupação.
Explorar em excesso o drama pessoal do ex-presidente é minimizar o que ocorre todos os dias com milhões de brasileiros na mesma, ou talvez até em pior situação que Lula.
Solidarizando com o ser humano que vive este momento, vamos nos unir em oração pedindo forças ao mesmo e aos familiares, assim como de todos aqueles que vivem idênticas situações, sem qualquer outra intenção que objetive unicamente transformar em manchetes e reportagens sensacionalistas um momento que qualquer um de nós está exposto em algum instante de nossas existências.
14 de out. de 2011
SUPERFATURAMENTO NA REPAR: Escracho nacional merece uma investigação especial
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| Dilma, Lula e Requião na inauguração da obra denunciada pelo TCU |
Deputado Fernando Francischini (PSDB), que vem se destacando por uma atuação competente na Câmara Federal, anunciou nesta semana a necessidade de urgentes medidas para esclarecer em todos os seus detalhes a reportagem denúncia que a revista Época publicou na última semana, a propósito de contratos da Petrobras com empreiteiras, com destaque para a Refinaria Getúlio Vargas, ou Refinaria do Paraná (Repar), em Araucária, no Paraná.
Demonstrando que a Polícia Federal investiga contratos da estatal com empresas que teriam promovido superfaturamento flagrado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) dando ao país um prejuízo estimado que atinge R$ 1,4 bilhão de reais, a reportagem que foi um escracho completo, deixa no ar que, infelizmente, isso virou um caso de polícia.
Mesmo para os elásticos padrões da Petrobras, que está acostumada ao pagamento bem maior do que deveria com as empreiteiras, os auditores do TCU ficaram surpresos com a ousadia de tais exageros, sem chance agora de ocorrer o mesmo que aconteceu quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou no circuito e impediu que houvesse paralisação de obras nesta refinaria onde vinha ocorrendo, claramente, desperdício de dinheiro público.
Provocando a abertura de um inquérito policial, experientes auditores do TCU, foram surpreendidos com aquilo que encontraram em contratos da ordem de R$ 8,6 bilhões em obras de reforma e modernização da Repar.
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| Refinaria Getúlio Vargas (Repar) |
Lembram daquela festa ocorrida em Araucária no dia 12 de março de 2010?
Pois é, aquela badalação que o presidente Lula permitiu fosse realizada ao usar do direito de veto retirando os empreendimentos da Petrobras da lista de obras bloqueadas pelo Congresso Nacional, virou hoje uma triste imagem para o governo federal.
Nada menos que sete contratos da Repar foram levantados como contendo irregularidades com suspeita de superfaturamento, enquanto o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, defendia que os parâmetros usados pelo TCU eram inadequados para avaliar os contratos denunciados.
E em dezembro de 2010 a Comissão de Orçamento do Congresso Nacional aprovou a continuidade das obras na Repar, tendo os deputados sido convencidos de que os serviços das empreiteiras estavam muito adiantados para serem agora paralisados.
De acordo com levantamento, cinco dos sete contratos estavam com mais de 60% das obras executadas, e a desculpa técnica para justificar a não paralisação das obras foi que estava em um porcentual baixo, como disseram os deputados da Comissão do Orçamento do Congresso que iam liberando o “carvão”, ou o “cascaio”, como diz o Ratinho, fazendo vistas grossas às denúncias do TCU mais uma vez.
Esse porcentual “tão baixo”, como disseram, era da ordem de apenas R$ 739,3 milhões, o que demonstra para os brasileiros em geral como nós, os simples mortais, estamos mesmo distantes de certos políticos brasileiros.
E as obras continuaram, até que...
Até que a Polícia Federal entrou firme nesta parada e o delegado Felipe Eduardo Hideo Hayashi colocou a investigação de forma mais severa em cinco contratos de reforma da refinaria que somam R$ 7,5 bilhões.
Só para se ter uma ideia do absurdo, segundo relatório do TCU estes contratos com um consórcio de sete empreiteiras estão R$ 1,4 bilhões acima do valor de mercado.
Até abril do ano passado os pagamentos indevidos somaram nada menos que R$ 499 milhões, estando entre as beneficiadas empreiteiras, entre outras, a Camargo Corrêa, a Odebrecht e a Mendes Júnior, pródigas, aliás, em todos os tempos como doadoras de campanhas políticas.
A reforma da refinaria em Araucária foi iniciada em 2006, portanto há cinco anos, e os contratos para as obras e compra de equipamentos começaram a ser fiscalizados pelo TCU em maio de 2008.
Um ano depois, em 2009, os auditores do TCU apresentaram um relatório em que apontaram “graves irregularidades” nas licitações e preços, sendo recomendado ao Congresso Nacional que bloqueasse o pagamento para as obras da Repar e mais outros dois empreendimentos da Petrobras.
E veio a votação do Orçamento de 2010, quando o Congresso aprovou as recomendações do TCU suspendeu o pagamento de verbas às empreiteiras.
O presidente Lula, contudo, usou do seu poder de veto e em janeiro de 2010 retirou os empreendimentos da Petrobras da lista de obras bloqueadas pelo Congresso, e mostrando quem mandava no momento veio até o Paraná, no dia 12 de março, inaugurando parte das novas instalações da Repar.
Nessa ocasião, inclusive, falando à imprensa, o presidente Lula que foi ovacionado pelos trabalhadores presentes à solenidade, defendeu o seu veto dizendo: “Se tem de fazer investigação, que se faça. Mas não vamos deixar que trabalhadores fiquem desempregados porque alguém suspeita que alguma coisa está acontecendo”.
Claro que, aquelas alturas em termos políticos, Lula conquistou a todos com seu poder de decisão, embora a maioria não soubesse quase nada do que realmente estava ocorrendo, isto é, que o TCU tinha sobras de razões para alertar quanto às irregularidades na Repar.
E a Petrobras, alicerçada no próprio comportamento do presidente da República que desmoralizava a atuação do TCU, manteve-se em posição cômoda, chegando inclusive a emitir nota oficial onde dizia que relatório de alerta daquele órgão era apenas preliminar e, portanto, não havia nenhuma decisão definitiva, o que mantinha todas as empreiteiras muito tranquilas.
Entre os cinco contratos investigados pela Polícia Federal, contudo, só para se ter uma ideia a respeito, estava o maior deles que foi estabelecido entre a Petrobras e o consórcio CCPR-Repar, formado por Camargo Corrêa e Promon Engenharia, em torno de R$ 2,4 bilhões de reais, cujos levantamentos do TCU identificaram preços contratados em R$ 633 milhões acima dos valores de mercado.
Além deste, para exemplificar ainda mais, a reportagem da revista Época lembra também de contrato da Petrobras com o Consórcio Conpar, formado por Odebrechet, OAS e UTC Engenharia, no valor de R$ 1,8 bilhão, e que estaria segundo o TCU com preço acima de R$ 233 milhões acima do mercado, enquanto o contrato com consórcio Interpar, que é liderado pela Construtora Mendes Júnior, somando R$ 2,2 bilhões, foi levantado pelo TCU que estava com um sobrepreco de apenas R$ 408 milhões.
Na atualidade, baseado naquilo que o TCU em maio de 2011 se manifestou retirando a recomendação para que as obras na Repar fossem paralisadas, mantendo, contudo, o diagnóstico de que os contratos das empreiteiras que atuam nesta obra em Araucária, foram firmados acima dos preços de mercado.
Fechando a reportagem da revista Época, e que levou o deputado Fernando Francischini a se manifestar na Câmara Federal, um quadro que tira as dúvidas quanto ao que se denunciou, mostrando para onde vão os milhões de reais da Petrobras para as diversas empreiteiras que atuam na Repar, em Araucária.
E agora?
Para nós, contribuintes brasileiros e simples mortais que muitas vezes são comparados a maridos traídos, isto é, os últimos a saberem, resta apenas esperar, esperar e esperar.
Mas esperar o quê?
Que um dia, na recaída dos deputados e senadores em Brasília haja uma ação mais contundente para cobrar abusos e deboches da ordem destas diversas estripulias aqui denunciadas e avalizadas pelo próprio presidente da República na época, Luiz Inácio Lula da Silva.
11 de out. de 2011
Francischini pede apuração de superfaturamento de R$ 1,4 bi em obra da Petrobras
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| Dilma e Lula durante visita à Repar, em 2010 |
A Polícia Federal investiga o caso. O foco está em cinco contratos com grandes construtoras que somam R$ 7,5 bilhões. Para o tucano, a denúncia é de “enorme gravidade”. “Chegou o momento de passar a limpo a relação das empreiteiras e obras com o governo e as empresas públicas. Temos que verificar e alguém precisa ser responsabilizado. Não adianta só indicar o superfaturamento. Queremos saber onde foi parar esse dinheiro e quem vai devolvê-lo aos cofres públicos”, destacou. De acordo com a revista, caso as suspeitas se confirem a Petrobras terá simplesmente jogado fora esta montanha de dinheiro.
Francischini lembrou que a obra já teve indícios de irregularidades apontados pelo TCU. Segundo “Época”, em 2009 o tribunal recomendou ao Congresso que bloqueasse o pagamento para as obras da Repar. Na votação do Orçamento de 2010, os parlamentares aprovaram a suspensão do repasse de verbas, mas o então presidente Lula retirou os empreendimentos da Petrobras da lista de obras bloqueadas pelo Congresso. O petista e a hoje presidente Dilma Rousseff inclusive estiveram na obra depois de liberar dinheiro barrado a pedido do TCU.
“Uma empresa como a Petrobras não pode refutar a importância dos relatórios do tribunal de contas e as reivindicações de paralisação. Essa obra teve intervenção política na liberação da obra. Estão envolvidas as mesmas empreiteiras investigadas pela Polícia Federal em várias operações com cruzamento em doações para campanha eleitoral”, ressaltou o tucano.
Auditores ficaram surpresos com tamanho desmando
- A reforma foi iniciada em 2006. Os contratos para as obras e a compra de equipamentos começaram a ser fiscalizados pelo TCU em maio de 2008. Um ano depois, o tribunal apontou “graves irregularidades” nas licitações e nos preços e recomendou ao Congresso que bloqueasse o pagamento para as obras, mas o então presidente Lula agiu para impedir essa suspensão.
- Com base em uma nova auditoria, no ano passado os técnicos recomendaram outra vez ao Legislativo a suspensão dos pagamentos para sete contratos da Repar. Segundo “Época”, os mais experientes auditores se surpreenderam com o que encontraram ao examinar os contratos de R$ 8,6 bilhões das obras de reforma e modernização da refinaria. “De acordo com os relatórios técnicos, os preços pagos a algumas das maiores empreiteiras do país são exagerados até para os elásticos padrões da Petrobras”, diz trecho da matéria. (Alessandra Galvão e Laize de Andrade)
5 de out. de 2011
O CHEFE: Livro-bomba devassa governo Lula
Ivo Patarra, jornalista que tentou editar um livro de escândalos sobre o governo Lula e teve a recusa de pelo menos duas editoras de renome que não quiseram se envolver com o vespeiro, ocupa hoje páginas da internet divulgando sua polêmica obra.
Trata-se do livro O Chefe, que em 21 capítulos conta do governo Lula, o qual o escritor considera o mais corrupto de nossa história, passando por etapas que vão de um acordo criminoso entre Lula e José Alencar em 2002, revelando detalhes do Mensalão, escândalos do cartão corporativo, dos Correios, dos repasses milionários para ONGs, das traquinagens familiares envolvendo Genival, o Vavá, até explodir no final com revelações que são de estarrecer, embora muita coisa seja conhecida em seus primeiros detalhes.
Vendido pela internet ao preço de R$ 54, e também disponível para leitura no site www.escandalodomensalao.com.br, o livro, a exemplo daquele Honoráveis Bandidos, contando a história do Sarney, e Memórias das Trevas, sobre ACM, é uma verdadeira bomba que a liberdade de imprensa ainda permite se faça conhecer.
Trata-se do livro O Chefe, que em 21 capítulos conta do governo Lula, o qual o escritor considera o mais corrupto de nossa história, passando por etapas que vão de um acordo criminoso entre Lula e José Alencar em 2002, revelando detalhes do Mensalão, escândalos do cartão corporativo, dos Correios, dos repasses milionários para ONGs, das traquinagens familiares envolvendo Genival, o Vavá, até explodir no final com revelações que são de estarrecer, embora muita coisa seja conhecida em seus primeiros detalhes.
Vendido pela internet ao preço de R$ 54, e também disponível para leitura no site www.escandalodomensalao.com.br, o livro, a exemplo daquele Honoráveis Bandidos, contando a história do Sarney, e Memórias das Trevas, sobre ACM, é uma verdadeira bomba que a liberdade de imprensa ainda permite se faça conhecer.
28 de set. de 2011
Fruet e a adoção de práticas petistas
Gustavo Fruet ainda não se filiou a um partido da base do PT, mas já está adotando suas práticas. Avisa que vai fazer o anúncio da filiação a sua nova legenda, o PDT, na sede da Universidade Federal do Paraná, na Praça Santos Andrade. O uso de um prédio público para um evento de política partidária é um exemplo acabado do patrimonialismo (a falta de distinção entre o que é público e o que é privado), que o próprio Fruet seria o primeiro a condenar nos tempos em que questionava o PT e sua prática de usar o Estado como um instrumento dos interesses do partido.
Hoje Fruet mudou de lado e suas práticas também mudaram. Político que conta com a simpatia entusiasmada de Lula, de Dilma, de Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, Fruet tem hoje como mentor político o deputado José Dirceu em quem descobriu uma inesperada afinidade. Foi Dirceu que recomendou que deixasse o anúncio de sua nova filiação partidária para a última hora, para faturar o interesse da mídia com o suspense e levar seus eleitores a assimilar com maior facilidade sua metamorfose ideológica. Mas não foi Dirceu quem sugeriu o uso de um prédio público para fazer anúncio político-partidário. Essa iniciativa é do próprio Fruet e mostra que ele já está bastante afinado com os novos companheiros. (Fábio Campana)
Hoje Fruet mudou de lado e suas práticas também mudaram. Político que conta com a simpatia entusiasmada de Lula, de Dilma, de Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, Fruet tem hoje como mentor político o deputado José Dirceu em quem descobriu uma inesperada afinidade. Foi Dirceu que recomendou que deixasse o anúncio de sua nova filiação partidária para a última hora, para faturar o interesse da mídia com o suspense e levar seus eleitores a assimilar com maior facilidade sua metamorfose ideológica. Mas não foi Dirceu quem sugeriu o uso de um prédio público para fazer anúncio político-partidário. Essa iniciativa é do próprio Fruet e mostra que ele já está bastante afinado com os novos companheiros. (Fábio Campana)
19 de set. de 2011
Cadê o grande programa de biocombustível do Lula?
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| Biocombustível ficou só na conversa |
Forças contrárias ajudaram “multis” e verdes
Entraram as “multis” do petróleo no esquema, os ambientalistas que não querem a expansão de lavoras etc. Etc. E o sonho acabou.
Veio a descoberta do pré-sal
No final do governo do Lula, ele mudou o foco do biocombustível, para o petróleo do pré-sal, com a mesma festança que fez no arquivado biocombustível. Já tinha cardeal do Governo gastando por conta a grana do pré-sal. Agora o ministro de Minas e Energia declarou que o país pode contar com receitas do petróleo do pré-sal daqui a uns 15 ou 20 anos. Ué, pela festança eu pensei que a grana iria jorrar ainda neste ano de 2011. No governo Lula, a festança foi permanente. Era a sua marca registrada. Agora veio a realidade e o “show já terminou”... (Lineu Tomass)
8 de ago. de 2011
Notinhas do dia 8/08
"Novo Aníbal Curi"
O verdadeiro sonho de Valdir Rossoni (PSDB) é se tornar o “Aníbal Cury” da política paranaense nesta década. Tentando dominar sua região, o que já começou com a eleição do seu filho Rodrigo Rossoni (PSDB) como prefeito em Bituruna, e de olho gordo em União da Vitória e General Carneiro, já traçou os planos. Quer ser candidato a primeiro- secretário na próxima eleição da Mesa Executiva da Assembleia, trabalhando a favor de Plauto Miró Guimarães Filho (DEM) para presidente, e iniciando assim um período que pretende estender, como aconteceu com Aníbal, por um bom tempo, o seu poder de fogo político. Como pretensão e caldo de galinha cada um toma o quanto pode, vamos engolir mais essa...
Nesse projeto, aliás, estaria contido também um motivo de preocupação para Plautinho, que desejaria ser candidato a prefeito de Ponta Grossa em 2012. Em uma manobra política, contudo, pode abrir mão se realmente concordar com o projeto político de Rossoni que pretende um vai e volta entre os dois por muitos anos. Mas como dizia Garrincha: “é preciso combinar com os outros”.
“Tem bandido na trincheira”. Esse foi o recado que já deram àqueles que cuidam da área política do prefeito Luciano Ducci (PSB). Tem gente que se diz companheira, atua em regional e com cargo no município, mas que desde já deixa transparecer que anda fazendo campanha para adversário da reeleição. Um típico comportamento mal agradecido que é inaceitável quando o desempenho é de quem está cuspindo no prato que come diariamente; O tal de fogo amigo precisa ser mais bem observado.
O fato de ter sido um bom constituinte, bom ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), no Ministério da Justiça e ultimamente no Ministério da Defesa, não lhe dava o direito de se transformar simplesmente em um linguarudo. Essa foi a imagem que deixou em Brasília Nélson Jobim. Desembarcou do Ministério da Defesa porque sentiu que não era tão respeitado e ouvido quando do tempo de Lula, que lhe deu muita corda. Se queria sair tudo bem, mas nunca desta forma, isto é, dando coices até nas paredes.
Chato de galocha
Desmancha rodas, é a imagem que pegou de vez no senador Roberto Requião (PMDB), em Brasília. Por todos os cantos do Congresso Nacional a aproximação do dito cujo, sem perder o respeito, dá ensejo para que os participantes de qualquer roda olhem atravessado, torçam o nariz e saiam de fininho. Dono da verdade, naquele estilo irônico e debochado, Requião se tornou, segundo disse um interlocutor conhecido do Planalto, “um velho chato”. O pior em que não se deu conta disso.
Supremo
Processos polêmicos que vinham sendo aguardados fossem colocados em pauta ainda este mês vão continuar repousando nas gavetas do STF. Tudo por causa da licencia médica do ministro Joaquim Barbosa, que continua se recuperando de cirurgia no quadril e deve completar, pelo menos, 140 dias de afastamento. A ministra Ellen Gracie vai se aposentar e deixa o Supremo sete anos antes de completar 70 anos, quando a aposentadoria seria compulsória, abrindo assim um espaço que até ser recomposto vai arrastar importantes e decisivas situações em processos.
Esta história de que política vem das bases é mesmo coisa do passado. Nomes são impostos hoje com a maior cara de pau por parte de certas cúpulas partidárias. Em São Paulo, só para se dar um exemplo, o PT que antes fazia aquela pregação das bases está agora sendo obrigado a engolir o nome do ministro da Educação, Fernando Haddad, como pré-candidato à Prefeitura paulistana. É o nome preferido de Lula e por isso o PT tem que ajoelhar e rezar. A principal revoltada com tal situação é Marta Suplicy, que já recebeu um recado: “Relaxa e goza”.
Dr. Rosinha, uma flor que nem todos os meios políticos gostam de cheirar, anunciou que uma candidatura própria do PT às próximas eleições em Curitiba se faz necessária porque, do contrário, Gustavo Fruet (sem partido) dança na disputa com Luciano Ducci, estratégia na qual vem trabalhando a fim de emplacar o seu nome como candidato do partido. Entendendo que com essa conversa mole de terceira via vai ajudar o seu partido para ir ao segundo turno ou, na pior das hipóteses, ajudar Fruet indiretamente, Dr. Rosinha já está sendo visto por uns e outros como um chato.
Sei...
Deixando no ar um gosto de que a mesmice vinha atrapalhando sua repercussão, o colunista Celso Nascimento vem sendo justificado por uns e outros de que escrevendo somente três vezes por semana tem assuntos diferenciados e analisa de modo mais completo a realidade. Um jeito de desconversar quando indagam sobre as verdadeiras razões da mudança que ocorreu na área editorial do jornalão do saudoso Chiquinho. As mudanças ainda não deram ao público o recado que uns e outros esperavam.
Falando e faturando alto
Para se ter ideia de como Lula anda faturando neste ano só com palestras por todo o país e no exterior, basta dizer que ele já fez nada menos que 15 papos e conversas fiadas como ex-presidente da República que deixa uns e outros emocionados de ouvir seus conselhos, histórias e piadas pagando de R$ 200 a R$ 300, por palestra. Mil reais, fique bem entendido.
5 de ago. de 2011
Para Lula, Jobim foi muito deselegante com Dilma e ministros
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva considerou "deselegante" a atitude do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, que criticou colegas de ministério em uma entrevista à revista Piauí. "Não é correto fazer críticas sobre outros ministros, não é elegante", afirmou Lula. "Se ele não falou para ela (Dilma) da entrevista à revista e ela ficou sabendo, realmente cria uma situação constrangedora para ele, que não falou, e para ela. Foi muito deselegante", disse. Jobim pediu demissão do ministério ontem e foi substituído por Celso Amorim.
Lula considerou "excepcional" o trabalho de Jobim no Ministério da Defesa. Para ele, porém, é um "erro histórico" achar que o ex-ministro foi indicação sua. "A presidente Dilma se reunia com meus ministros muito mais do que eu. Os ministros eram mais amigos dela do que meus amigos", afirmou, explicando que cada proposta que chegava à sua apreciação era discutida antes várias vezes com Dilma, então ministra da Casa Civil.
A demissão de Jobim
O ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), entregou sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff na noite de quinta-feira. Sua situação se tornou insustentável no governo após declarações dadas à revista Piauí em que teria considerado a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, "muito fraquinha" e dito que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, "sequer conhece Brasília". Jobim negou ter feito as críticas e disse que as informações seriam "parte de um jogo de intrigas". Mas, segundo fontes, Dilma já havia decidido demitir o ministro caso ele não abandonasse o cargo por conta própria. Para seu lugar, a presidente escolheu o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.
A situação de Jobim à frente da pasta já vinha se deteriorando por outras declarações à imprensa que geraram mal-estar no governo. Em uma entrevista, ele afirmou ter votado no tucano José Serra, principal adversário de Dilma, nas eleições presidenciais do ano passado. No início de julho, em uma cerimônia em homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) - de quem ele foi ministro da Justiça entre 1995 e 1997 - no Senado Federal, ele citou o dramaturgo Nelson Rodrigues dizendo que "os idiotas perderam a modéstia". A fala foi interpretada como uma insatisfação do ministro com sua situação no governo. Mais tarde, contudo, ele disse que se referia a jornalistas. (Terra)
1 de jun. de 2011
Notinhas diárias 1/06
PEC 300, o retorno
Policiais militares e bombeiros, inclusive os paranaenses, voltaram a carga ontem, passados quase 15 meses da votação do primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição 300/08, que cria o piso nacional para ambas as categorias. Representantes de vários Estados foram a Brasília ontem para acompanhar o lançamento de uma frente parlamentar em defesa da PEC 300, com a intenção de pressionar o governo para concluir a votação da matéria. Eles ficam também hoje para retomar a pressão sobre a Câmara Federal. A Comissão de Segurança Pública da Casa realiza audiência pública para discutir a proposta de piso salarial nacional para policiais e bombeiros dos Estados. Parada desde março de 2010, a votação da PEC 300 deveria ser reiniciada, conforme acordo com o governo, depois da eleição de outubro do ano passado. Mas, desde então, o governo tem adiado a votação do segundo turno. Explica-se: o Palácio do Planalto resiste porque o texto da PEC prevê a criação de um fundo, abastecido com dinheiro da União, para bancar o aumento salarial dos policiais e bombeiros e, além disso, os governadores pressionam pela não-aprovação. O deputado paranaense Osmar Serraglio (PMDB), vice-líder do governo na Câmara, explica que muitos Estados terão dificuldades com a elevação das folhas de pagamento.
Em sonhos
Conforme a PEC 300, o salário inicial dos praças aumenta para R$ 3,5 mil e para R$ 7 mil o dos oficiais. Atualmente, a média nacional é de R$ 1.814,96. Esses valores seriam provisórios até a aprovação de uma lei complementar estabelecendo critérios para o reajuste salarial. No Paraná sequer a PEC estadual aprovada em 2010, restabelecendo o subsídio aos PMs, que aumentaria os salários, foi cumprida.
Na prática
Na verdade, os governadores estão interpretando de forma equivocada essa questão da PEC 300. “O que nós desejamos através dela é criar um fundo constitucional, ou seja, para que a União transfira recursos para os Estados, para complementar as folhas de pagamento. Portanto, não há problema para os governadores, o fundo socorrerá quem precisar”, afirma o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, deputado Mendonça Prado (DEM-SE).
Pela raiz
Tão simples o projeto de lei que obriga o governo do Estado a divulgar dados do mapa da violência, mas rejeitado já na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, na reunião de ontem. A proposta do deputado tucano Mauro Moraes, relatada pelo deputado Fernando Scanavaca (PDT), teve parecer contrário, por considerar que a divulgação dos dados poderia gerar gastos ao Poder Executivo. Gastos com um software e cds para encaminhar aos deputados?
Não fica assim
Moraes adiantou que vai entrar com recurso na CCJ, e no plenário da Casa. O que se comenta a propósito é que o governo estadual não quer divulgar esses índices e por isso teria pressionado para o projeto não sair sequer da CCJ. Se for isso, é muito diferente do que o secretário de Segurança Pública tinha dito aos deputados, de que iria liberar os dados.
C’est fini
Com a votação e aprovação ontem através de duas sessões seguidas do projeto de lei que disciplina a cessão de servidores efetivos para gabinetes, comissões e incluiu também a cessão para órgãos do Executivo, o presidente da Assembleia, deputado Valdir Rossoni (PSDB), anunciou que era o fim das mudanças administrativas que planejou adotar.
Lula aqui
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou sua participação na Marcha da Economia Solidária, que acontece no próximo dia 9 de junho, em Curitiba e reunirá cerca de mil catadores e catadoras de materiais recicláveis. Com um abre-alas deste porte, todo esse povo será bem visto e recebido.
Pelo social
A concentração será no centro da capital e às 16h30 está marcada caminhada até o Palácio das Araucárias, onde o Movimento Nacional dos Catadores entregará pauta de reivindicação ao governador. A marcha integra as atividades da Semana Mundial do Meio Ambiente e do Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.
Agora foi
Finalmente a Comissão de Constituição e Justiça se resolveu quando ao projeto do deputado Caito Quintana (PMDB), que garante aos servidores estaduais a indicação de companheiro do mesmo sexo como dependente para fins previdenciários. Na reunião de ontem teve parecer favorável aprovado. O único voto contrário na CCJ foi do pastor Edson Praczyk (PRB) e uma abstenção, do deputado Nereu Moura (PMDB).
Fantasma
Ontem a Promotoria de Justiça de Proteção do Patrimônio Público de Umuarama ingressou com ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito da cidade de Maria Helena, Osmar Trentini. O Ministério Público acusa o prefeito e outras 12 pessoas de fraude em licitação e pagamentos irregulares para a contratação de serviços de telefonia a empresas-fantasma.
Todos juntos
O desfalque nos cofres municipais chegou a R$ 109.802,80 (valores atualizados até março de 2011). Os fatos teriam sido realizados entre 2005 e 2008. Além de Trentini são requeridos servidores municipais, empresas privadas e sócios.
Suspeita
Há “fortes indícios de que as empresas teriam sido criadas com a exclusiva finalidade de fraudar licitações e desviar dinheiro público, conforme verificado pelo próprio Tribunal de Contas em inspeção externa em vários municípios da região, inclusive em Umuarama”, segundo o promotor Fabio Hideki Nakanishi, responsável pela ação.
Apuração
Para averiguar essa questão foi aberto um inquérito civil na Promotoria. O MP requer liminarmente a indisponibilidade de bens dos réus, como garantia do ressarcimento do prejuízo causado ao erário de Maria Helena, além da condenação por ato de improbidade, o que pode levar a sanções como a perda do mandato e dos direitos políticos, entre outras. (Roseli Valério)
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