Foi um ano político atípico, como são todos em que o governante inicia o seu primeiro ano, fazendo depois dos 365 dias um balanço do que aconteceu e o que deixou de acontecer para quem inicia um governo.
Beto Richa e Dilma Rousseff a esta altura já começaram, certamente, a fechar o balanço, e até o dia 31 de dezembro vão passar a régua e contabilizar os resultados do primeiro ano de governo, traçando planos para 2012 que está chegando mais desafiador do que nunca.
O Paraná e o Brasil mudaram e não apenas Beto e Dilma sentiram essa mudança, pois os paranaenses e brasileiros viveram em 2011 uma série de situações que nos colocam frente a um quadro que nos desafia para o futuro sem direito a volta.
Beto Richa chegou trazendo a esperança para um governo que teve período de transição, depois dos paranaenses viverem sete anos e pouco a administração Roberto Requião, cujos resultados nestes dois novos mandatos deixaram claro que os eleitores jamais deveriam ter cometido o erro de uma nova chance ao truculento político do Bigorrilho.
Orlando Pessuti veio para um período de transição e, ao contrário de se acomodar quietinho no cumprimento de uma tarefa administrativa, se imaginou com um final de mandato todo seu quando na verdade foi apenas um coadjuvante, deixando na imagem final uma foto defronte um Palácio Iguaçu que reinaugurou, mas cujas obras ainda não terminaram.
E Beto Richa desembarcou em um Paraná esperançoso de um governo sem atropelos e com planos reais de administrar um estado onde a falta de diálogo havia sido uma constante nos últimos oito anos.
Errou, de início, ao não ter logo no discurso de posse, exposto a verdadeira situação em que recebia o estado, fazendo o estilo protocolar de deixar para mais tarde a verdadeira exposição que os paranaenses deveriam ter ficado sabendo desde que se virou a página do termo de posse cuja solenidade, mais uma vez, foi aquela velha conhecida dos tapinhas nas costas e sorrisos amarelos que disfarçavam o constrangimento de quem sabia o que estava assumindo, pois já tinha sentido nas entrelinhas que o verdadeiro retrato do Paraná era muito diferente daquele que lhe fora apresentado.
E aquilo que se previa aconteceu.
Pouco tempo depois os paranaenses caíram na realidade, e mal começavam as cobranças das promessas de campanha, Beto Richa se obrigava a expor números e situações que enfrentaria, pelo menos no primeiro ano de governo, muito mais com habilidade e diálogo do que com a experiência administrativa que trazia de forma brilhante por ter sido prefeito de Curitiba.
E começou costurando uma aliança política que fez desembarcar em seu governo gente estranha que já vinha se arrastando junto com o governo anterior e que ganhou cobiçados cargos e situações para “vender” o seu apoiamento.
Este é, aliás, um capítulo a parte que identificou plenamente traidores de Requião e Pessuti que também acreditaram em muitos que os acompanharam e “mamaram”, desculpem a expressão, em seus anos de governo.
Foi um ano difícil, sem dúvida, ajeitando situações financeiras e planos que só poderão ser viabilizados depois que o caixa do Tesouro Estadual estiver plenamente saneado de situações criadas nos últimos tempos, em que foram consideradas comprometedoras.
Aliás, também neste caso abrimos mais um parênteses, já que a tal Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que promete cobranças enérgicas, pelo menos no caso do Paraná deixou um saldo que não se justifica, pois Requião e Pessuti deixaram compromissos pendentes, o que não poderia ter ocorrido.
O ano de 2011 está se encerrando e, Beto Richa, por enquanto, ainda surfa nas ondas de uma popularidade que conquistou junto aos paranaenses que aguardavam mudanças radicais no estado e que ainda são devedoras.
Uma coisa, contudo, é digna de registro.
O Paraná já mudou e a temporada de diálogo, quando homens públicos se entendem e junto com o empresariado e a população somam esforços no sentido de realmente transformar o Paraná, fecha o ano com uma nova imagem.
O ano que está chegando é aquele que realmente poderá propiciar cobranças quanto a promessas e planos de governo que até 2014 deverão estar, pelo menos, em pleno andamento.
E vamos à imagem de Dilma Rousseff e seu primeiro ano de governo que está sendo concluído.
Imagem que herdou de um presidente popular cujos erros administrativos foram sempre superados por um discurso que embalou os sonhos de que o Mensalão foi apenas uma denúncia política e que o mundo se deslumbrou com aquele que nunca na história desse país tanto realizou em favor do seu povo.
Participante do governo Lula que fechou seus oito anos de mandato com uma imagem mais favorável do que todos aqueles que o antecederam, Dilma Rousseff não apenas herdou situações e compromissos do governo anterior como ficou com a mala de alguns ministros que chegaram de encomenda e se borraram de cara porque imaginaram que este bolo não teria fim e as moscas permaneceriam a sua volta por muito e muito tempo.
E o ano se perdeu com sobras anteriores sendo administradas enquanto a imagem de Dilma Rousseff ia se consolidando com simpatia, mas sendo cobrada a cada instante por alguns acompanhantes que arrastou consigo quando virou presidente, ou presidenta.
Por enquanto, sete ministros já caíram e outros ainda permanecem sob suspeita, deixando claro que só mesmo uma limpa completa na imagem política do passado poderá lhe permitir uma identificação com os brasileiros de que seu governo não é apenas uma continuação.
Se todas as mudanças ministeriais ainda previstas forem concretizadas, quem sabe Dilma Rousseff possa realmente iniciar o seu próprio governo com cara e atos que identifiquem estar o país se preparando para uma arrancada que o próprio mundo em crise lhe propicia na condição de emergente.
Lula por enquanto cuida da saúde e de recompor a imagem de “sapo barbudo” que um dia Leonel Brizola dizia ser difícil de engolir, embora mais tarde estivesse lado a lado.
É sabido por todos que o ex-presidente vai continuar com a máxima influência neste governo, assim como o próprio Zé Dirceu, que ainda mantém descaradamente ligações petistas que deixam claro o papel partidário que Dilma Rousseff terá que administrar antes de pensar em sua própria identidade política.
Claro que já deu sinais de mudança e isso fica evidente no diálogo hoje que mantém, entre outros, com Beto Richa, governante do PSDB, situação que causa arrepios em sua base aliada, principalmente aquela xiita que não aceita imagens da presidente em sorrisos com um governador de outro partido.
Dilma, nesse aspecto, mostra que está sabendo separar as coisas e já estendeu a seus ministros, principalmente Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, que seu governo será, de fato, em alto nível no que diz respeito à convivência política, doa a quem doer.
Diante desses dois quadros, um no plano estadual e outro nacional, só nos resta, como simples mortais, manter viva a esperança de que tanto o Paraná quanto o Brasil abram os horizontes de 2012 com a confirmação de nossas esperanças. (Luiz Fernando Fedeger / foto - Roberto Stuckert)
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22 de dez. de 2011
BALANÇO 2011: As escolhas do ano
Presença que fora confirmada no ano passado tão logo Dilma Rousseff foi eleita presidente do Brasil, a escolha de Paulo Bernardo para ministro das Comunicações foi um verdadeiro prêmio a quem sempre atuou com muita competência no governo federal.
A escolha da senadora Gleisi Hoffmann é que surpreendeu os paranaenses e brasileiros quando foi chamada para ocupar a Casa Civil, função melindrosa do governo e onde vem tendo um desempenho que chama a atenção até dos mais pessimistas quando souberam de sua indicação para o posto.
Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, sem dúvida, representam as escolhas destaque deste ano em termos políticos para o Paraná e o Brasil.
16 de dez. de 2011
Episódios de censura promovidos no governo Beto Richa mancharam a imagem da administração neste primeiro ano
Tudo começou com os 75 dias de censura ao Blog do Esmael, do jornalista Esmael Morais, que desde a eleição de 2010 foi perseguido por revelações feitas em torno do caixa dois que deu processo, seguindo em 2011 com um bloqueio que levou “perdigueiros” escalados a viajar até os Estados Unidos para impedir a provedora de manter o citado blog em funcionamento.
Mais recentemente, outro episódio de censura que deixou imagem comprometedora. Desta vez o recado curto e grosso foi para a apresentadora de rádio e TV Joice Hasselmann, a quem obrigaram a tirar férias fora de hora e voltar mais calminha porque incomodava o governo e a Assembleia Legislativa. A situação chegou a tal ponto que no seu blog bloquearam todas as notícias que faziam referências ao “brimo Luiz Abi Antoun, mais conhecido como “El Turco”, considerado a Eminência Parda do atual governo paranaense.
Se tal já não fosse o suficiente para comprometer a imagem do governo Beto Richa, veio o episódio na TV E-Paraná, quando um “iluminado auto-censor” resolveu cortar um discurso da presidente Dilma Rousseff quando veio ao nosso estado trazer recursos federais. A mancada rendeu co-co-ri-có que deixou o Ministério das Comunicações no contrapé.
E fechando o círculo o registro da colocação na geladeira de Cláudia Queiroz, jornalista da E-Paraná que estava de licença do programa E-Manhã, às 8h30, e quando desejou voltar foi impedida pelo fato de que seu nome ficou muito exposto na mídia com os episódios que a envolveram como esposa de João Cláudio Derosso, companheiro abandonado pelos tucanos.
E assim caminha a humanidade, como dizem...
Mais recentemente, outro episódio de censura que deixou imagem comprometedora. Desta vez o recado curto e grosso foi para a apresentadora de rádio e TV Joice Hasselmann, a quem obrigaram a tirar férias fora de hora e voltar mais calminha porque incomodava o governo e a Assembleia Legislativa. A situação chegou a tal ponto que no seu blog bloquearam todas as notícias que faziam referências ao “brimo Luiz Abi Antoun, mais conhecido como “El Turco”, considerado a Eminência Parda do atual governo paranaense.
Se tal já não fosse o suficiente para comprometer a imagem do governo Beto Richa, veio o episódio na TV E-Paraná, quando um “iluminado auto-censor” resolveu cortar um discurso da presidente Dilma Rousseff quando veio ao nosso estado trazer recursos federais. A mancada rendeu co-co-ri-có que deixou o Ministério das Comunicações no contrapé.
E fechando o círculo o registro da colocação na geladeira de Cláudia Queiroz, jornalista da E-Paraná que estava de licença do programa E-Manhã, às 8h30, e quando desejou voltar foi impedida pelo fato de que seu nome ficou muito exposto na mídia com os episódios que a envolveram como esposa de João Cláudio Derosso, companheiro abandonado pelos tucanos.
E assim caminha a humanidade, como dizem...
7 de dez. de 2011
Eles não se conformam
Tem petista que não se conforma com o trânsito fácil que o tucano Beto Richa vem tendo em Brasília junto ao governo Dilma Rousseff.
Nesta semana, mais um encontro do governador com a ministra Gleisi Hoffmann mostrou que o Paraná voltou aos tempos da política em alto nível e sem as baixarias dos tempos de Roberto Requião (PMDB).
Que alguns petistas apoiavam, é claro.
Nesta semana, mais um encontro do governador com a ministra Gleisi Hoffmann mostrou que o Paraná voltou aos tempos da política em alto nível e sem as baixarias dos tempos de Roberto Requião (PMDB).
Que alguns petistas apoiavam, é claro.
29 de nov. de 2011
O sonho de Osmar continua
Desde o final da campanha, quando não conseguiu emplacar uma vitória para governador, Osmar Dias (PDT) continua sonhando.
Aguardava um convite de Dilma para algum ministério, mas este não veio.
Teve que se contentar com um cargo de diretor do Banco do Brasil que garante, pelo menos, um bom salário.
Politicamente, claro, é um zero a esquerda.
Por isso, Osmar Dias continua sonhando.
Ainda mais que o representante do PDT no ministério está mais por baixo que sovaco de serpente.
Imaginando que na chegada de 2012 possa vir um convite para ocupar algum ministério, Osmar continua sonhando com Dilma Rousseff e aquelas palavras mágicas, embora jure, de pés junto, que tal possibilidade não passe de intriga da oposição.
Então tá bom...
Aguardava um convite de Dilma para algum ministério, mas este não veio.
Teve que se contentar com um cargo de diretor do Banco do Brasil que garante, pelo menos, um bom salário.
Politicamente, claro, é um zero a esquerda.
Por isso, Osmar Dias continua sonhando.
Ainda mais que o representante do PDT no ministério está mais por baixo que sovaco de serpente.
Imaginando que na chegada de 2012 possa vir um convite para ocupar algum ministério, Osmar continua sonhando com Dilma Rousseff e aquelas palavras mágicas, embora jure, de pés junto, que tal possibilidade não passe de intriga da oposição.
Então tá bom...
25 de nov. de 2011
Mário Negromonte, ministro das Cidades, é a bola da vez
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| Dilma e Mário: o "beijo da morte" |
A denúncia do Estado de S. Paulo a respeito de irregularidades em projeto para a Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá, onde um documento teria sido adulterado para elevar o custo da obra em R$ 700 milhões, tudo feito com o respaldo do Ministério das Cidades, colocou na marca do pênalti o responsável pela pasta, o baiano Mário Negromonte, da cota do PP.
Diz a reportagem que Luiza Vianna, com autorização do chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto, adulterou o parecer técnico que vetava a mudança do projeto do governo de Mato Grosso de trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um veículo leve sobre trilhos (VLT). Com essa mudança, o valor da obra subiu de R$ 500 milhões para R$ 1,2 bilhão.
Era o que Dilma Rousseff esperava para, no ano que vem, quando da reforma ministerial, "convidá-lo a se retirar" do ministério, isso se ele não cair até o fim do ano, antes mesmo de outro ministro envolvido em problemas do tipo, Carlos Lupi (PDT), do Trabalho, que respira aliviado pelo surgimento de alguém para "dividir as atenções" da mídia e da oposição.
Dilma já deu o "beijo da morte" em Negromonte, e seu tempo como ministro está com os dias contados - e de Lupi também.
Com tais mudanças, a presidenta espera um 2012 com menos escândalos na Esplanada dos Ministérios.
Se terá exito, só o tempo, e os novos ministros, dirão...
18 ministérios basta
Dilma Rousseff afirmou nesta semana que gostaria de ter apenas 18 ministérios em seu governo, número que ela acredita ser o suficiente. Atualmente são 39, entre ministérios, secretarias e órgãos com status ministerial.
Ao saber do desejo presidencial de reduzir o número de pastas, certo político peemedebista foi incisivo: "Tudo bem, desde que a metade fique pra gente..."
Ao saber do desejo presidencial de reduzir o número de pastas, certo político peemedebista foi incisivo: "Tudo bem, desde que a metade fique pra gente..."
23 de nov. de 2011
Quem será o próximo eliminado no Big Brother Brasília?
Embora o ambiente esteja parecendo contornado em termos de problemas com o PDT e seu ministro amoroso, Carlos Lupi, a expectativa continua.
Tem gente garantindo que o próximo, ou os próximos paredões, só acontecerão em 2012 com uma reforma ministerial mais ampla.
De olho neste novo BBB e seu paredão estão PT e PMDB, partidos sempre prontos para mais e mais cargos...
Tem gente garantindo que o próximo, ou os próximos paredões, só acontecerão em 2012 com uma reforma ministerial mais ampla.
De olho neste novo BBB e seu paredão estão PT e PMDB, partidos sempre prontos para mais e mais cargos...
11 de nov. de 2011
Idealizado por Hauly, Dilma sanciona reajuste do Supersimples
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| Luiz Carlos Hauly, relator do projeto do Supersimples |
Dilma agiu a tempo porque estudos apontavam que muitas das 5,6 milhões de empresas que hoje estão nesse sistema especial de tributação se encontravam na eminência de serem excluídas a partir de janeiro de 2012. Sinal de que estavam faturando um pouco mais.
De acordo com Hauly, um dos mentores do Supersimples quando estava no Congresso, a medida vai beneficiar 230 mil micro e pequenas empresas e 90 mil empreendedores individuais no Estado, responsáveis por gerar milhares de empregos.
Hauly corrigiu informações anteriores sobre o número de beneficiados no Paraná, bem maior do que o noticiado pelo Sebrae. “Ao longo dos últimos 16 anos, o segmento tem tido benefícios fiscais e de crédito, resultado do trabalho conjunto da União, Estados, municípios e do Congresso Nacional, por intermédio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa", explicou.
O Supersimples reúne seis tributos federais (IRPJ, IPI, PIS/PASEP, Cofins, CSLL e o INSS patronal), além do ICMS estadual e do ISS cobrado pelos municípios. (Roseli Valério)
9 de nov. de 2011
PDT diz que abandona governo se Lupi cair sem provas
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| Carlos Lupi |
"Com o ministro Lupi, sai o PDT. O ministro Lupi não tem substituto. Confiamos tanto que assim colocamos a nossa posição", disse Queiroz.
Na reunião que manteve com a bancada, Lupi pediu apoio dos pedetistas para que defendam o partido e distribuiu um dossiê com cópias dos convênios que estão sendo alvo de denúncia e quais medidas foram adotadas para investigação.
Reportagem da edição desta semana da revista Veja afirma que três servidores e ex-servidores do Ministério do Trabalho estavam envolvidos num esquema de cobrança de propinas que revertia recursos para o caixa do PDT.
No sábado, ao saber da denúncia, o ministro afastou temporariamente o servidor Anderson Alexandre dos Santos nesta terça abriu sindicância para apurar as denúncias.
Lupi é presidente do PDT, mas está afastado oficialmente da presidência do partido por conta de sua posição de ministro.
Após conseguir o apoio da maioria da bancada, já que alguns parlamentares do PDT pediram formalmente que a Procuradoria Geral da República apure as denúncias da revista, o ministro se sentiu à vontade inclusive para duvidar de uma possível saída do governo a pedido da presidente Dilma Rousseff."Duvido que ela faça (isso)", disse Lupi.
"A presidente Dilma me conhece há 30 anos... Para me tirar (do ministério) só abatido à bala, e com bala forte porque sou pesadão... Te garanto que não acontecerá (uma demissão)", afirmou o ministro.
Segundo ele, na conversa que teve com a presidente na segunda-feira, Dilma quis saber se ele se defenderia até o fim. "E eu disse que até o último minuto da minha vida", contou o ministro.
Uma fonte familiarizada com a situação, que pediu para não ter seu nome revelado, disse à Reuters que a presidente questionou Lupi sobre sua capacidade de resistência porque está cansada de perder ministros por conta de denúncias publicadas pela mídia.
Segundo relato dessa fonte, a presidente confia que o ministro é capaz de resistir e, dessa forma, ela conseguiria evitar a saída do sétimo ministro em pouco mais de dez meses de governo.
Seis ministros já deixaram o governo Dilma desde junho, cinco deles em meio a denúncias de irregularidades --Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo) e Orlando Silva (Esporte). (Reuters)
31 de out. de 2011
Qual será o próximo ministro a cair?
No site do jornal paulista Estadão, uma enquete pergunta aos leitores quem será o próximo ministro do governo Dilma Rousseff a cair. Desde que Antonio Palocci se foi, a média de demissões no ministério da presidente foi de um ministro a cada 23 dias. Neste ritmo, ainda dá tempo de cair mais três ministros este ano. O último foi o do Esporte, Orlando Silva.
As opções são Afonso Florense, do Desenvolvimento Agrário; Alexandre Padilha, da Saúde; Ana Holanda, da Cultura; Carlos Lupi, do Trabalho; Fernando Haddad, da Educação; e Mário Negromente, das Cidades. Bom para os do Paraná, Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, Paulo Bernardo, das Comunicações e Gilberto Carvalho, da presidência da República, que não aparecem na listagem. Os cinco que caíram eram oriundos do governo Lula. (Roseli Valério)
As opções são Afonso Florense, do Desenvolvimento Agrário; Alexandre Padilha, da Saúde; Ana Holanda, da Cultura; Carlos Lupi, do Trabalho; Fernando Haddad, da Educação; e Mário Negromente, das Cidades. Bom para os do Paraná, Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, Paulo Bernardo, das Comunicações e Gilberto Carvalho, da presidência da República, que não aparecem na listagem. Os cinco que caíram eram oriundos do governo Lula. (Roseli Valério)
27 de out. de 2011
Efeito dominó
Se alguém tinha, ainda, alguma dúvida de que o governo Dilma Rousseff não tem nada a ver com o governo Lula, chegou finalmente à conclusão definitiva.
Os dois governos são diferentes, e muito.
Esta nova imagem da Presidência da República, onde uns e outros pudessem imaginar estaria sentada uma figura política orquestrada por Luiz Inácio Lula da Silva, cujo poder político não se pode menosprezar, desmente quem esperou ver no Poder apenas um companheiro, como dizem no PT.
A partir do momento em que, no dia 7 de junho último, Antonio Palocci deixou de ser o ministro-chefe da Casa Civil, abriram-se novos horizontes.
Surpreendido por reportagens-denúncias que escracharam o homem forte que era Palocci, cujo enriquecimento considerado ilícito ao não conseguir justificar um aumento em vinte vezes do seu patrimônio entre 2006 e 2010, o primeiro ministro que caiu deixou no ar a mensagem de que Dilma Rousseff não iria perdoar quem quer que fosse.
Caiu no abismo das denúncias, desde que comprovadas, estende-se o tapete e o ministro ou ministra, seja lá quem for ou cargo outro que ocupe no primeiro escalão, desembarca.
Dilma Rousseff não admite qualquer comportamento suspeito, principalmente de corrupção, e o ministro Orlando Silva, o sexto a cair, sentiu nesta semana o peso da decisão presidencial.
Antes dele e depois de Palocci caíram também Alfredo Nascimento, dos Transportes, Wagner Rossi, da Agricultura e Pedro Novais, do Turismo, todos denunciados por atos de corrupção que envolviam seus ministérios.
Nelson Jobim também desembarcou do Ministério da Defesa, não por corrupção, mas por ser bocudo, como dizem popularmente.
Ficou claro, com a saída de Orlando Silva do Ministério do Esporte, que o Brasil, realmente, está vivendo novos tempos.
Se o efeito dominó já causou estragos suficientes só o tempo poderá responder esta expectativa, de nada adiantando uns e outros buscarem nas costas largas da imprensa a desculpa para as decisões presidenciais que não se coadunam com este tipo de comportamento gerado pela corrupção.
Os dois governos são diferentes, e muito.
Esta nova imagem da Presidência da República, onde uns e outros pudessem imaginar estaria sentada uma figura política orquestrada por Luiz Inácio Lula da Silva, cujo poder político não se pode menosprezar, desmente quem esperou ver no Poder apenas um companheiro, como dizem no PT.
A partir do momento em que, no dia 7 de junho último, Antonio Palocci deixou de ser o ministro-chefe da Casa Civil, abriram-se novos horizontes.
Surpreendido por reportagens-denúncias que escracharam o homem forte que era Palocci, cujo enriquecimento considerado ilícito ao não conseguir justificar um aumento em vinte vezes do seu patrimônio entre 2006 e 2010, o primeiro ministro que caiu deixou no ar a mensagem de que Dilma Rousseff não iria perdoar quem quer que fosse.
Caiu no abismo das denúncias, desde que comprovadas, estende-se o tapete e o ministro ou ministra, seja lá quem for ou cargo outro que ocupe no primeiro escalão, desembarca.
Dilma Rousseff não admite qualquer comportamento suspeito, principalmente de corrupção, e o ministro Orlando Silva, o sexto a cair, sentiu nesta semana o peso da decisão presidencial.
Antes dele e depois de Palocci caíram também Alfredo Nascimento, dos Transportes, Wagner Rossi, da Agricultura e Pedro Novais, do Turismo, todos denunciados por atos de corrupção que envolviam seus ministérios.
Nelson Jobim também desembarcou do Ministério da Defesa, não por corrupção, mas por ser bocudo, como dizem popularmente.
Ficou claro, com a saída de Orlando Silva do Ministério do Esporte, que o Brasil, realmente, está vivendo novos tempos.
Se o efeito dominó já causou estragos suficientes só o tempo poderá responder esta expectativa, de nada adiantando uns e outros buscarem nas costas largas da imprensa a desculpa para as decisões presidenciais que não se coadunam com este tipo de comportamento gerado pela corrupção.
25 de out. de 2011
O metrô curitibano já dá muito que falar
Nem poderia ser diferente.
Beto Richa (PSDB) respondeu com um gesto que não deixa a menor dúvida.
Muita gente ficou com dor de cotovelo pelo ato recentemente registrado quando a presidenta Dilma Rousseff (PT) veio a Curitiba e avalizou o projeto do metrô curitibano, inclusive dando substancial fonte de recursos para a empreitada, na ordem de R$ 1 bilhão.
Mas não foram apenas os recursos que motivaram uns e outros a procurar chifre na cabeça de cavalo.
Da bronca, ocupando espaços de uma parte da imprensa interessada em tumultuar, por parte de uns e outros que buscaram até no comportamento da TV Educativa um meio de alicerçar comentários contra o governador Beto Richa, até a escolha do local que evitou muitos papagaios de pirata, uma série de situações que tentaram, a todo custo, dar mais importância as picuinhas políticas do que a obra em si e o momento especial que viveu Curitiba e o Paraná nos últimos dias.
Com o discurso de Dilma Rousseff e suas entrevistas, destacando o projeto do metrô curitibano como um dos melhores já apresentados no país nos últimos tempos, senão o melhor segundo fez questão de destacar, além da manifestação que elogiou Curitiba no aspecto urbanístico lembrando o ex-prefeito Jaime Lerner e o sistema de transporte, as viúvas do PT e do saudosismo não se conformaram e passaram a semana agitando parte da imprensa.
Pai
Se tudo isso não bastasse, outdoors foram espalhados pela cidade em uma tentativa subjetiva de passar eleitorado curitibano, que vai eleger novo prefeito em 2012, uma imagem do “pai” da importante obra que está se tornando realidade apesar de muitos não acreditarem.
Ratinho Júnior (PSC), deputado federal não fez mais do que a sua obrigação como representante de Curitiba e do Paraná no Congresso Nacional, lutando por projeto relacionado ao metrô curitibano, tratou logo de espalhar goela abaixo dos curitibanos uma imagem que, no fundo, no fundo, ficou parecendo mais uma homenagem do dito cujo ao atual prefeito e governador que concretizaram essa iniciativa.
Sem conseguir surfar na onda de popularidade que Dilma Rousseff colheu para si, evitando inclusive que a própria ministra Gleisi Hoffmann pudesse confundir a cabecinha dos curitibanos e paranaenses com qualquer alusão às eleições de 2014, Ratinho Júnior queria na verdade deixar registrado que se não fosse ele este R$ 1 bilhão que a Dilma Rousseff veio trazer, não teria a sua mão na alça da mala de dinheiro que vai garantir a grande arrancada para este importante projeto.
É por essas e outras que Beto Richa, em sua alusão de dor de cotovelo foi muito feliz, empurrando goela abaixo dos apressadinhos uma mensagem clara e objetiva de que a hora é de trabalho e não de picuinhas políticas.
Beto Richa (PSDB) respondeu com um gesto que não deixa a menor dúvida.
Muita gente ficou com dor de cotovelo pelo ato recentemente registrado quando a presidenta Dilma Rousseff (PT) veio a Curitiba e avalizou o projeto do metrô curitibano, inclusive dando substancial fonte de recursos para a empreitada, na ordem de R$ 1 bilhão.
Mas não foram apenas os recursos que motivaram uns e outros a procurar chifre na cabeça de cavalo.
Da bronca, ocupando espaços de uma parte da imprensa interessada em tumultuar, por parte de uns e outros que buscaram até no comportamento da TV Educativa um meio de alicerçar comentários contra o governador Beto Richa, até a escolha do local que evitou muitos papagaios de pirata, uma série de situações que tentaram, a todo custo, dar mais importância as picuinhas políticas do que a obra em si e o momento especial que viveu Curitiba e o Paraná nos últimos dias.
Com o discurso de Dilma Rousseff e suas entrevistas, destacando o projeto do metrô curitibano como um dos melhores já apresentados no país nos últimos tempos, senão o melhor segundo fez questão de destacar, além da manifestação que elogiou Curitiba no aspecto urbanístico lembrando o ex-prefeito Jaime Lerner e o sistema de transporte, as viúvas do PT e do saudosismo não se conformaram e passaram a semana agitando parte da imprensa.
Pai
Se tudo isso não bastasse, outdoors foram espalhados pela cidade em uma tentativa subjetiva de passar eleitorado curitibano, que vai eleger novo prefeito em 2012, uma imagem do “pai” da importante obra que está se tornando realidade apesar de muitos não acreditarem.
Ratinho Júnior (PSC), deputado federal não fez mais do que a sua obrigação como representante de Curitiba e do Paraná no Congresso Nacional, lutando por projeto relacionado ao metrô curitibano, tratou logo de espalhar goela abaixo dos curitibanos uma imagem que, no fundo, no fundo, ficou parecendo mais uma homenagem do dito cujo ao atual prefeito e governador que concretizaram essa iniciativa.
Sem conseguir surfar na onda de popularidade que Dilma Rousseff colheu para si, evitando inclusive que a própria ministra Gleisi Hoffmann pudesse confundir a cabecinha dos curitibanos e paranaenses com qualquer alusão às eleições de 2014, Ratinho Júnior queria na verdade deixar registrado que se não fosse ele este R$ 1 bilhão que a Dilma Rousseff veio trazer, não teria a sua mão na alça da mala de dinheiro que vai garantir a grande arrancada para este importante projeto.
É por essas e outras que Beto Richa, em sua alusão de dor de cotovelo foi muito feliz, empurrando goela abaixo dos apressadinhos uma mensagem clara e objetiva de que a hora é de trabalho e não de picuinhas políticas.
19 de out. de 2011
Será? Romário pode substituir Orlando Silva no Ministério dos Esportes
A placa de substituição de Orlando Silva está prestes a ser erguida pela presidenta Dilma Rousseff. As inúmeras denúncias contra o ministro do Esporte tornam insustentável sua permanência na pasta, apesar dele negar veementemente tudo que está sendo dito contra si e o ministério, e de contar, por enquanto ,com o apoio da base aliada no Congresso Nacional.
Dilma sinaliza a mudança há tempos, pois a presidenta teve que ser convencida por muita gente para manter Orlando Silva, que é do PCdoB, em seu ministério quando da composição de nomes na transição do governo Lula para o atual governo. Acabou engolindo Orlando, não por simpatia, mas para manter a relação com o partido aliado.
Mas se Orlando Silva pensava que teria o apoio da presidenta nesse momento que está na mira da imprensa e da oposição, a coisa não é bem assim.
Nas últimas horas foi anunciado que a Presidência da República passará a fazer o meio de campo do governo brasileiro com a Fifa nas questões da Copa de 2014, função que era do ministro até o início da semana, numa mostra de que o governo não vê com muito bons olhos o comportamento a onda de denúncias contra o responsável por um setor tão importante, principalmente por estar envolvendo questões não apenas esportivas, mas também econômicas.
Desprestigiado com a chefa da nação, Orlando Silva está num beco sem saída. Tanto que, dizem, a presidenta estaria esperando um pedido de demissão, o qual aceitaria sem pestanejar.
Com o nome na marca do pênalti, surgiu um nome capaz de satisfazer os interesses do governo no trato com a Fifa e no comando do esporte nacional: Romário. Isso mesmo, corre nos bastidores de Brasília que o ex-jogador e hoje deputado federal pelo PPS fluminense poderia substituir Orlando Silva no Ministério dos Esportes.
Parlamentar de primeiro mandato, o "baixinho" está pegando firme em relação aos gastos para a Copa, e também a Olimpíada de 2016, mostrando desenvoltura em contestar as "todapoderosas" Fifa e CBF, comportamento este visto com bons olhos pela presidenta.
Ainda é boato, mas esta substituição teria tudo para mudar o jogo político e esportivo de nosso país.
Dilma sinaliza a mudança há tempos, pois a presidenta teve que ser convencida por muita gente para manter Orlando Silva, que é do PCdoB, em seu ministério quando da composição de nomes na transição do governo Lula para o atual governo. Acabou engolindo Orlando, não por simpatia, mas para manter a relação com o partido aliado.
Mas se Orlando Silva pensava que teria o apoio da presidenta nesse momento que está na mira da imprensa e da oposição, a coisa não é bem assim.
Nas últimas horas foi anunciado que a Presidência da República passará a fazer o meio de campo do governo brasileiro com a Fifa nas questões da Copa de 2014, função que era do ministro até o início da semana, numa mostra de que o governo não vê com muito bons olhos o comportamento a onda de denúncias contra o responsável por um setor tão importante, principalmente por estar envolvendo questões não apenas esportivas, mas também econômicas.
Desprestigiado com a chefa da nação, Orlando Silva está num beco sem saída. Tanto que, dizem, a presidenta estaria esperando um pedido de demissão, o qual aceitaria sem pestanejar.
Com o nome na marca do pênalti, surgiu um nome capaz de satisfazer os interesses do governo no trato com a Fifa e no comando do esporte nacional: Romário. Isso mesmo, corre nos bastidores de Brasília que o ex-jogador e hoje deputado federal pelo PPS fluminense poderia substituir Orlando Silva no Ministério dos Esportes.
Parlamentar de primeiro mandato, o "baixinho" está pegando firme em relação aos gastos para a Copa, e também a Olimpíada de 2016, mostrando desenvoltura em contestar as "todapoderosas" Fifa e CBF, comportamento este visto com bons olhos pela presidenta.
Ainda é boato, mas esta substituição teria tudo para mudar o jogo político e esportivo de nosso país.
14 de out. de 2011
SUPERFATURAMENTO NA REPAR: Escracho nacional merece uma investigação especial
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| Dilma, Lula e Requião na inauguração da obra denunciada pelo TCU |
Deputado Fernando Francischini (PSDB), que vem se destacando por uma atuação competente na Câmara Federal, anunciou nesta semana a necessidade de urgentes medidas para esclarecer em todos os seus detalhes a reportagem denúncia que a revista Época publicou na última semana, a propósito de contratos da Petrobras com empreiteiras, com destaque para a Refinaria Getúlio Vargas, ou Refinaria do Paraná (Repar), em Araucária, no Paraná.
Demonstrando que a Polícia Federal investiga contratos da estatal com empresas que teriam promovido superfaturamento flagrado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) dando ao país um prejuízo estimado que atinge R$ 1,4 bilhão de reais, a reportagem que foi um escracho completo, deixa no ar que, infelizmente, isso virou um caso de polícia.
Mesmo para os elásticos padrões da Petrobras, que está acostumada ao pagamento bem maior do que deveria com as empreiteiras, os auditores do TCU ficaram surpresos com a ousadia de tais exageros, sem chance agora de ocorrer o mesmo que aconteceu quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou no circuito e impediu que houvesse paralisação de obras nesta refinaria onde vinha ocorrendo, claramente, desperdício de dinheiro público.
Provocando a abertura de um inquérito policial, experientes auditores do TCU, foram surpreendidos com aquilo que encontraram em contratos da ordem de R$ 8,6 bilhões em obras de reforma e modernização da Repar.
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| Refinaria Getúlio Vargas (Repar) |
Lembram daquela festa ocorrida em Araucária no dia 12 de março de 2010?
Pois é, aquela badalação que o presidente Lula permitiu fosse realizada ao usar do direito de veto retirando os empreendimentos da Petrobras da lista de obras bloqueadas pelo Congresso Nacional, virou hoje uma triste imagem para o governo federal.
Nada menos que sete contratos da Repar foram levantados como contendo irregularidades com suspeita de superfaturamento, enquanto o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, defendia que os parâmetros usados pelo TCU eram inadequados para avaliar os contratos denunciados.
E em dezembro de 2010 a Comissão de Orçamento do Congresso Nacional aprovou a continuidade das obras na Repar, tendo os deputados sido convencidos de que os serviços das empreiteiras estavam muito adiantados para serem agora paralisados.
De acordo com levantamento, cinco dos sete contratos estavam com mais de 60% das obras executadas, e a desculpa técnica para justificar a não paralisação das obras foi que estava em um porcentual baixo, como disseram os deputados da Comissão do Orçamento do Congresso que iam liberando o “carvão”, ou o “cascaio”, como diz o Ratinho, fazendo vistas grossas às denúncias do TCU mais uma vez.
Esse porcentual “tão baixo”, como disseram, era da ordem de apenas R$ 739,3 milhões, o que demonstra para os brasileiros em geral como nós, os simples mortais, estamos mesmo distantes de certos políticos brasileiros.
E as obras continuaram, até que...
Até que a Polícia Federal entrou firme nesta parada e o delegado Felipe Eduardo Hideo Hayashi colocou a investigação de forma mais severa em cinco contratos de reforma da refinaria que somam R$ 7,5 bilhões.
Só para se ter uma ideia do absurdo, segundo relatório do TCU estes contratos com um consórcio de sete empreiteiras estão R$ 1,4 bilhões acima do valor de mercado.
Até abril do ano passado os pagamentos indevidos somaram nada menos que R$ 499 milhões, estando entre as beneficiadas empreiteiras, entre outras, a Camargo Corrêa, a Odebrecht e a Mendes Júnior, pródigas, aliás, em todos os tempos como doadoras de campanhas políticas.
A reforma da refinaria em Araucária foi iniciada em 2006, portanto há cinco anos, e os contratos para as obras e compra de equipamentos começaram a ser fiscalizados pelo TCU em maio de 2008.
Um ano depois, em 2009, os auditores do TCU apresentaram um relatório em que apontaram “graves irregularidades” nas licitações e preços, sendo recomendado ao Congresso Nacional que bloqueasse o pagamento para as obras da Repar e mais outros dois empreendimentos da Petrobras.
E veio a votação do Orçamento de 2010, quando o Congresso aprovou as recomendações do TCU suspendeu o pagamento de verbas às empreiteiras.
O presidente Lula, contudo, usou do seu poder de veto e em janeiro de 2010 retirou os empreendimentos da Petrobras da lista de obras bloqueadas pelo Congresso, e mostrando quem mandava no momento veio até o Paraná, no dia 12 de março, inaugurando parte das novas instalações da Repar.
Nessa ocasião, inclusive, falando à imprensa, o presidente Lula que foi ovacionado pelos trabalhadores presentes à solenidade, defendeu o seu veto dizendo: “Se tem de fazer investigação, que se faça. Mas não vamos deixar que trabalhadores fiquem desempregados porque alguém suspeita que alguma coisa está acontecendo”.
Claro que, aquelas alturas em termos políticos, Lula conquistou a todos com seu poder de decisão, embora a maioria não soubesse quase nada do que realmente estava ocorrendo, isto é, que o TCU tinha sobras de razões para alertar quanto às irregularidades na Repar.
E a Petrobras, alicerçada no próprio comportamento do presidente da República que desmoralizava a atuação do TCU, manteve-se em posição cômoda, chegando inclusive a emitir nota oficial onde dizia que relatório de alerta daquele órgão era apenas preliminar e, portanto, não havia nenhuma decisão definitiva, o que mantinha todas as empreiteiras muito tranquilas.
Entre os cinco contratos investigados pela Polícia Federal, contudo, só para se ter uma ideia a respeito, estava o maior deles que foi estabelecido entre a Petrobras e o consórcio CCPR-Repar, formado por Camargo Corrêa e Promon Engenharia, em torno de R$ 2,4 bilhões de reais, cujos levantamentos do TCU identificaram preços contratados em R$ 633 milhões acima dos valores de mercado.
Além deste, para exemplificar ainda mais, a reportagem da revista Época lembra também de contrato da Petrobras com o Consórcio Conpar, formado por Odebrechet, OAS e UTC Engenharia, no valor de R$ 1,8 bilhão, e que estaria segundo o TCU com preço acima de R$ 233 milhões acima do mercado, enquanto o contrato com consórcio Interpar, que é liderado pela Construtora Mendes Júnior, somando R$ 2,2 bilhões, foi levantado pelo TCU que estava com um sobrepreco de apenas R$ 408 milhões.
Na atualidade, baseado naquilo que o TCU em maio de 2011 se manifestou retirando a recomendação para que as obras na Repar fossem paralisadas, mantendo, contudo, o diagnóstico de que os contratos das empreiteiras que atuam nesta obra em Araucária, foram firmados acima dos preços de mercado.
Fechando a reportagem da revista Época, e que levou o deputado Fernando Francischini a se manifestar na Câmara Federal, um quadro que tira as dúvidas quanto ao que se denunciou, mostrando para onde vão os milhões de reais da Petrobras para as diversas empreiteiras que atuam na Repar, em Araucária.
E agora?
Para nós, contribuintes brasileiros e simples mortais que muitas vezes são comparados a maridos traídos, isto é, os últimos a saberem, resta apenas esperar, esperar e esperar.
Mas esperar o quê?
Que um dia, na recaída dos deputados e senadores em Brasília haja uma ação mais contundente para cobrar abusos e deboches da ordem destas diversas estripulias aqui denunciadas e avalizadas pelo próprio presidente da República na época, Luiz Inácio Lula da Silva.
Ducci, Beto e Dilma e as obras do metrô
Embora a oposição insista em aliar o nome de Gleisi Hoffmann (PT), hoje ministra-chefe da Casa Civil, como uma das responsáveis pela liberação de recursos para o metrô curitibano, objetivando plantar imagem política para o futuro, a grande verdade é que ficaram bonito na fotografia, de fato, o prefeito Luciano Ducci (PSB) e o governador Beto Richa (PSDB), que lado a lado com Dilma Rousseff (PT) são hoje as autoridades que identificam esta empreitada de vulto.
Motivando papagaios de pirata que tentaram até decidir o local de uma solenidade onde a presidente da República daria o recado que uns e outros querem porque querem tirar os méritos do prefeito de Curitiba e do governador do Paraná, fica claro, neste caso, que as questões de estado estão acima das picuinhas políticas com as quais se procura envolver esta obra.
Esta foi uma semana de marchas e contra marchas, especulações e muita fofoca, tudo por conta do anúncio presidencial quanto aos recursos para as obras do metrô curitibano, uma das primeiras chamadas grandes obras na área do transporte e infraestrutura que envolve o governo federal com a liberação de recursos.
Fruto de um entendimento entre governantes, que neste ano de 2011 prosperou mais do que nunca, principalmente depois que o Paraná encerrou o ciclo bocudo das desavenças políticas plantado por Requião no estado em dois mandatos, a liberação de recursos federais, na ordem de 45% do total, representam a confirmação de uma empreitada que terá o restante dos recursos por conta do governo Beto Richa e da Prefeitura de Curitiba, comandada por Luciano Ducci.
Procurando misturar política com questão de governo, o deputado federal André Vargas (PT) foi um dos porta-vozes dos papagaios de pirata que pretenderam aparecer no ombro da situação, especulando, até, que um encontro de Dilma com Gustavo Fruet (PDT) sinalizaria desde já o início da campanha para 2012 com o governo e o Partido dos Trabalhadores entrando desde já com apoio, todos de olho, de fato, na campanha de 2014, quando pretendem Gleisi Hoffmann batendo de frente com Beto Richa, que mal iniciou seu mandato e já é dado como certo pelos adversários como candidato à reeleição.
Nem o companheiro de Gleisi, o ministro das Comunicações Paulo Bernardo, foi tão afoito quanto outros petistas nesta busca de um gancho do metrô curitibano com articulações políticas, certo de que três anos de antecedência é tempo demais para desgastar e criar clima desesperado quando o Brasil na atualidade só quer saber do governo Dilma que também, a exemplo de Beto Richa, mal está começando a trabalhar.
Para os mais otimistas é até possível que a Copa de 2014 mostre os primeiros km e estações do metrô curitibano prontos, embora o funcionamento da primeira linha como foi planejado só tenha reais condições de se completar dois anos mais tarde.
Esquecendo que o mais importante a esta altura é a confirmação de recursos, que chegam a R$ 2.250 bilhões, mais ou menos, está claro que o anúncio desta semana, com Ducci, Beto e Dilma, está muito acima do que imaginaram uns e outros com a clara intenção de empurrar goela abaixo às eleições municipais de 2012 e as eleições estaduais de 2014, no plano estadual e federal.
11 de out. de 2011
Francischini pede apuração de superfaturamento de R$ 1,4 bi em obra da Petrobras
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| Dilma e Lula durante visita à Repar, em 2010 |
A Polícia Federal investiga o caso. O foco está em cinco contratos com grandes construtoras que somam R$ 7,5 bilhões. Para o tucano, a denúncia é de “enorme gravidade”. “Chegou o momento de passar a limpo a relação das empreiteiras e obras com o governo e as empresas públicas. Temos que verificar e alguém precisa ser responsabilizado. Não adianta só indicar o superfaturamento. Queremos saber onde foi parar esse dinheiro e quem vai devolvê-lo aos cofres públicos”, destacou. De acordo com a revista, caso as suspeitas se confirem a Petrobras terá simplesmente jogado fora esta montanha de dinheiro.
Francischini lembrou que a obra já teve indícios de irregularidades apontados pelo TCU. Segundo “Época”, em 2009 o tribunal recomendou ao Congresso que bloqueasse o pagamento para as obras da Repar. Na votação do Orçamento de 2010, os parlamentares aprovaram a suspensão do repasse de verbas, mas o então presidente Lula retirou os empreendimentos da Petrobras da lista de obras bloqueadas pelo Congresso. O petista e a hoje presidente Dilma Rousseff inclusive estiveram na obra depois de liberar dinheiro barrado a pedido do TCU.
“Uma empresa como a Petrobras não pode refutar a importância dos relatórios do tribunal de contas e as reivindicações de paralisação. Essa obra teve intervenção política na liberação da obra. Estão envolvidas as mesmas empreiteiras investigadas pela Polícia Federal em várias operações com cruzamento em doações para campanha eleitoral”, ressaltou o tucano.
Auditores ficaram surpresos com tamanho desmando
- A reforma foi iniciada em 2006. Os contratos para as obras e a compra de equipamentos começaram a ser fiscalizados pelo TCU em maio de 2008. Um ano depois, o tribunal apontou “graves irregularidades” nas licitações e nos preços e recomendou ao Congresso que bloqueasse o pagamento para as obras, mas o então presidente Lula agiu para impedir essa suspensão.
- Com base em uma nova auditoria, no ano passado os técnicos recomendaram outra vez ao Legislativo a suspensão dos pagamentos para sete contratos da Repar. Segundo “Época”, os mais experientes auditores se surpreenderam com o que encontraram ao examinar os contratos de R$ 8,6 bilhões das obras de reforma e modernização da refinaria. “De acordo com os relatórios técnicos, os preços pagos a algumas das maiores empreiteiras do país são exagerados até para os elásticos padrões da Petrobras”, diz trecho da matéria. (Alessandra Galvão e Laize de Andrade)
10 de out. de 2011
Dilma vem a Curitiba para confirmar verba para o metrô
Esta semana promete ser agitada em Curitiba, com a presença confirmada da presidenta Dilma Rousseff.
No retorno de sua viagem à Europa esta deverá ser uma de suas primeiras viagens pelo país, trazendo para os curitibanos e paranaenses ótimas notícias conforme as previsões.
A chefe da nação, que certamente estará ao lado dos ministros paranaenses Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, vai anunciar o volume de recursos que o governo federal vai destinar para as obras do metrô de Curitiba que começa a se tornar uma realidade sonhada há muito tempo.
Ao lado do governador Beto Richa estará o prefeito Luciano Ducci, estando em detalhes finais a agenda de Dilma em Curitiba para o dia 13 de outubro.
No retorno de sua viagem à Europa esta deverá ser uma de suas primeiras viagens pelo país, trazendo para os curitibanos e paranaenses ótimas notícias conforme as previsões.
A chefe da nação, que certamente estará ao lado dos ministros paranaenses Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, vai anunciar o volume de recursos que o governo federal vai destinar para as obras do metrô de Curitiba que começa a se tornar uma realidade sonhada há muito tempo.
Ao lado do governador Beto Richa estará o prefeito Luciano Ducci, estando em detalhes finais a agenda de Dilma em Curitiba para o dia 13 de outubro.
30 de set. de 2011
Adiada vinda de Dilma a Curitiba
Adiada a viagem da presidente Dilma Rousseff a Curitiba. Agora, reza a lenda que ela deve vir entre os dias 10 e 14 de outubro para anunciar os recursos para a obra do metrô. A visita estava prevista inicialmente para esta sexta-feira (30), mas foi adiada. O valor total da construção do metrô será de 2 bilhões e 200 milhões de reais.
28 de set. de 2011
Fruet e a adoção de práticas petistas
Gustavo Fruet ainda não se filiou a um partido da base do PT, mas já está adotando suas práticas. Avisa que vai fazer o anúncio da filiação a sua nova legenda, o PDT, na sede da Universidade Federal do Paraná, na Praça Santos Andrade. O uso de um prédio público para um evento de política partidária é um exemplo acabado do patrimonialismo (a falta de distinção entre o que é público e o que é privado), que o próprio Fruet seria o primeiro a condenar nos tempos em que questionava o PT e sua prática de usar o Estado como um instrumento dos interesses do partido.
Hoje Fruet mudou de lado e suas práticas também mudaram. Político que conta com a simpatia entusiasmada de Lula, de Dilma, de Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, Fruet tem hoje como mentor político o deputado José Dirceu em quem descobriu uma inesperada afinidade. Foi Dirceu que recomendou que deixasse o anúncio de sua nova filiação partidária para a última hora, para faturar o interesse da mídia com o suspense e levar seus eleitores a assimilar com maior facilidade sua metamorfose ideológica. Mas não foi Dirceu quem sugeriu o uso de um prédio público para fazer anúncio político-partidário. Essa iniciativa é do próprio Fruet e mostra que ele já está bastante afinado com os novos companheiros. (Fábio Campana)
Hoje Fruet mudou de lado e suas práticas também mudaram. Político que conta com a simpatia entusiasmada de Lula, de Dilma, de Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, Fruet tem hoje como mentor político o deputado José Dirceu em quem descobriu uma inesperada afinidade. Foi Dirceu que recomendou que deixasse o anúncio de sua nova filiação partidária para a última hora, para faturar o interesse da mídia com o suspense e levar seus eleitores a assimilar com maior facilidade sua metamorfose ideológica. Mas não foi Dirceu quem sugeriu o uso de um prédio público para fazer anúncio político-partidário. Essa iniciativa é do próprio Fruet e mostra que ele já está bastante afinado com os novos companheiros. (Fábio Campana)
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