O deputado Fernando Francischini (PSDB), autor do relatório que pedia a abertura de processo disciplinar contra o colega Valdemar Costa Neto (PR-SP) lamentou na quarta-feira (28) a decisão do Conselho de Ética que arquivou o pedido do processo.
Com 16 votos favoráveis contra dois, os deputados decidiram não realizar as investigações contra o deputado, que era suspeito de quebra de decoro parlamentar por suposto envolvimento em irregularidades no Ministério dos Transportes.
"Acabamos de fazer uma pizza gigante aqui dentro, com voto combinado. Infelizmente perde o povo brasileiro, infelizmente a imagem do parlamento brasileiro sai novamente desgastada. Aquelas 600 vassouras que estavam lá fora tinham de ter sido cravadas aqui dentro da Câmara dos Deputados. Infelizmente essa é a sensação que fica. Estávamos tentando fazer um trabalho técnico, mas qualquer trabalho aqui seria rejeitado", disse o deputado.
O relatório de Francischini foi rejeitado em voto aberto. Diante da decisão, o conselho deixa de investigar as denúncias que recaíam sobre o deputado, suspeito de envolvimento no suposto esquema de superfaturamento de obras e de cobrança de propina nos Transportes.
Embora tenha tido seu relatório arquivado, Francischini afirmou: "Saio com a sensação de ter cumprido a minha missão com esse relatório, que tentava combater a corrupção no país, mas infelizmente esta não é a posição de todos os deputados aqui", afirmou.
O deputado garantiu que vai recorrer da decisão do Conselho. "Eu já estou recolhendo assinaturas de Parlamentares que, assim como eu, querem moralizar o Parlamento brasileiro", afirmou. (Com informações do G1)
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29 de set. de 2011
18 de jul. de 2011
Casal poderoso entrou na mira de uns e outros
Bastou chegarem à posição de destaque na política paranaense para ambos se transformarem em vidraça.
Com telhado de vidro, como acontece com todos os políticos, tanto Gleisi Hoffmann quanto Paulo Bernardo se viram de repente encostados contra a parede pela turma do PR, que andou fazendo ameaças e assoprando à imprensa algumas situações envolvendo os dois ministros do governo Dilma.
Revelando detalhes de doações de campanha de Gleisi e de um comportamento condenável que teria sido feito por Paulo Bernardo, o PR deixou no ar sua vingança pelo desembarque do ex-ministro Alfredo Nascimento e acusações que atingiram o tal de Luiz Antonio Pagot, do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), que deixou no ar as suspeitas de que iria jogar merda no ventilador, o que não aconteceu quando de seu depoimento na última terça-feira (12).
Paulo Bernardo tirou de letra a situação, inclusive negando-se a aceitar qualquer acordo com Roberto Requião (PMDB), que amarelou e de repente voltou atrás em suas acusações contra o ministro das Comunicações.
Tendo em vista a projeção do casal paranaense e petista Gleisi e Paulo Bernardo, fica claro que não terão vida fácil em Brasília, onde o time do PR, comandado por Valdemar Costa Neto, e a turma de Requião, estão dispostos a causarem tumultos quando alguma coisa surgir envolvendo os nomes dos dois ministros paranaenses.
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