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18 de nov. de 2011

Pepe Richa descarta prorrogação dos contratos do pedágio

Pepe Richa
“Por enquanto, nem pensar”. Esta foi a declaração do secretário de Infraestrutura e Logística do governo Beto Richa, seu irmão Pepe Richa, falando à rádio CBN em entrevista nesta semana, jogando um balde de água fria na prorrogação de contratos para as concessionárias do pedágio que estão atualmente em vigor e com data de encerramento em 2021. 

Pepe Richa declarou que o momento atual é bem diferente daquele que deu ensejo aos contratos dos pedágios feitos no governo Jaime Lerner com as concessionárias, citando em especial a inflação da época e deixando claro que em hipótese alguma existe hoje disposição nesse sentido. 

O secretário que vem cuidando do diálogo com as concessionárias, depois de suspender há seis meses as ações do governo que tramitavam na Justiça, diz que o diálogo mantido atualmente com as mesmas facilita uma baixa das tarifas e permite que, pelo menos, exista hoje um clima mais tranquilo para defender os interesses dos usuários, o que não acontecia nos tempos de Requião & Pessuti. 

Descartando totalmente a prorrogação dos contratos, que já vinha sendo falada nos bastidores, o governo Beto Richa animou até mesmo alguns opositores que ficam por ora sem discurso, pelo menos no que diz respeito à suposta prorrogação.


20 de jul. de 2011

E o pedágio, como vai?


Vai bem, obrigado.

Por enquanto, pelo menos, sem maiores problemas e sem conhecimento público do que vem sendo feito pelo governo Beto Richa que através seu irmão e secretário, Pepe Richa, andou propondo uma trégua de 180 dias até que se resolva pelo diálogo uma possível baixa das escorchantes tarifas do pedágio mediante, quem sabe, uma prorrogação de contratos até 2037.

No maior sigilo, o diário das concessionárias com o governo vem se arrastando sem que ninguém tenha conhecimento do que acontece entre quatro paredes, onde governo e pedágio preparam o prato feito que será oferecido aos paranaenses depois de 180 dias de um papo que continua para os usuários sendo o mais furado possível.

Enquanto isso...

Enquanto o diálogo entre governo e concessionárias não permite que se fique sabendo o que está sendo decidido a portas fechadas, várias entidades se reuniram nesta semana e reafirmaram posição contra qualquer prorrogação de contratos na forma como vem sendo especulado através da imprensa.

Até quando vai durar a presente situação ninguém sabe, pois o irmão do governador, que é o encarregado dos diálogos, assessorado naturalmente por quem entende de pedágio, caso de Maurício Ferrante, um dos que idealizou contratos do governo com as concessionárias no tempo do Lerner, se mantém calado como se visse o pedágio passar pela sua janela e sem maior preocupação.

Lembre-se, ainda, que o deputado Fábio Camargo (PTB) fez proposição nesta semana para um plebiscito a fim de que os paranaenses em geral se manifestem a respeito do assunto pedágio que é dos mais polêmicos.

A matéria em questão foi encaminhada à Procuradoria Jurídica da Assembleia para um pronunciamento a respeito do assunto.


21 de jun. de 2011

Notinhas do dia 21/06

Família super

Para as votações das supersecretarias da Família e Infra-estrutura, que serão comandadas por Fernanda Richa e José Richa Filho, mulher e irmão do governador Beto Richa (PSDB), criticadas pela oposição na Assembléia Legislativa, que considera a concentração de muito poder nas mãos de uma família, o líder do governo na Casa, deputado Ademar Traiano (PSDB), afiou o discurso. Os dois projetos de lei do governo propondo uma reforma administrativa que abrange quatro secretarias de Estado foram aprovados e alteram as denominações e as atribuições de pastas nas áreas do transporte, assistência social, do trabalho e da justiça. Os projetos retornam hoje ao plenário da Casa, que será transformado em Comissão Geral. Na falta de outro argumento para contestar a oposição, Traiano usou como exemplo o casal Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, ambos ministros petistas, de governo apoiado pelos peemedebistas. O contra-ataque do tucano atinge os partidos de oposição ao governo do Estado. Traiano diz estranhar o questionamento desses deputados sobre as nomeações de Fernanda e Pepe Richa para o comando das duas secretarias. Se a oposição avalia que é muito poder para os Richa, “o que dizer do casal Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, que controlam dois dos mais importantes Ministérios da República?”, pergunta. O tucano diz que não faz nenhum questionamento de valor, que apenas considera que quando existe competência para o exercício de cargos públicos, “eventuais parentescos não devem se constituir em impedimento”.


Dois pesos...

Este era o mesmo argumento do ex-governador Roberto Requião (PMDB) para justificar sua mulher e seus irmãos em cargos de primeiro escalão no governo paranaense. E pelo qual passou os sete anos e pouco que esteve no poder sendo criticado dia sim dia também por tucanos, democratas, mais o PPS e o PSB, partidos que hoje apóiam o governo atual e agora acham que a iniciativa de Richa está correta.


Duas medidas

Os deputados estaduais aprovaram reajuste salarial para os três Poderes e mais o Tribunal de Contas do Estado. Só decidiram complicar quando chegou a vez do Ministério Público Estadual. Ontem, o projeto de lei de autoria da Procuradoria-Geral da Justiça, seria votado em primeira discussão, foi retirado de pauta por cinco sessões.


Ora, pois

O adiamento da votação foi solicitado pelo líder da oposição, Ênio Verri (PT) e por Traiano, líder do governo. “Precisamos desfazer dúvidas em relação ao percentual de reajuste. Para isso, vamos convidar o Procurador-Geral da Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, para prestar esclarecimentos”, explicou o presidente Valdir Rossoni (PSDB).


Os detalhes

A proposição dispõe sobre a recomposição anual dos vencimentos dos servidores, ativos e inativos, do quadro de pessoal e do quadro de oficiais da promotoria do Ministério Público do Paraná no percentual de 11,55%. De acordo com o MPE, esse percentual “representa o resultado do somatório do IPCA e do IBGE (acumulado; relativo ao período compreendido entre os meses de maio de 2010 e abril de 2011 - de 6,5%) e maio de 2007 e abril de 2008 (5,04%).


Não convence

Na justificativa o órgão acrescenta: “Cumpre esclarecer, em relação a este último índice, que não foi o mesmo concedido na época oportuna porquanto o Ministério Público, em razão de dificuldade orçamentária e financeira, provia defasada reposição anual na remuneração dos seus servidores”. O reajuste é retroativo a 1º de maio. O que os deputados querem saber mais? Retirar por cinco sessões é um exagero.


Más notícias

O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), depois de viagem oficial ao exterior, retomou ontem suas funções já tratando de um problema sério que ocorreu enquanto esteve ausente. É que o Tribunal de Contas do Estado considerou irregular a decisão da prefeitura de Curitiba de rescisão unilateral do contrato de operação de radares com a empresa Consilux.


A considerar

Por causa do parecer do TCE, o prefeito da capital pode ser responsabilizado por improbidade administrativa – sujeito a sanções como suspensão dos direitos políticos, perda do mandato, indisponibilidade dos bens e ressarcimento dos cofres públicos. A não ser que ele pague o ônus do desgaste político de recuar e retomar o contrato, como sugere o TCE, a saída para a questão parece complicada.


Enrascada

A situação do prefeito é desconfortável, é candidato à reeleição em 2012 e por conta desse imbróglio dos radares pode até ser declarado inelegível, e ter que devolver os R$ 1 milhão já pagos à empresa no mês passado, por causa do rompimento do contrato determinado por ele após as denúncias envolvendo a Consilux em Curitiba.


Arquivo

Ducci fez o que se esperava dele na época (e que lhe foi cobrado), quando rescindiu o contrato com a empresa após reportagem levada ao ar em março pelo Fantástico da Rede Globo, em que o então diretor da Consilux, Heterley Richter Júnior, afirmava que a empresa pagava propina para obter contratos de operação de radares. E dizia ainda que multas envolvendo políticos e apadrinhados já teriam sido apagadas.


Da política

Nesta semana é que a Urbs, autarquia que gerencia o transporte e o trânsito de Curitiba, irá responder as dúvidas do TCE constantes no relatório da Comissão Especial que recomendou a anulação da suspensão do contrato com a Consilux. A missão será provar que a rescisão foi acertada, embora a própria Urbs não tenha encontrado irregularidades na licitação ou na operação dos radares. Ou seja, Ducci se precipitou, agiu como político.


Em dinheiro

Em função da rescisão, a prefeitura de Curitiba pagou em dia 16 de último, R$ 1 milhão à Consilux, sendo R$ 76, 7 mil de lucros cessantes pelo que a empresa deixaria de faturar com a rescisão e mais de R$ 988 mil pela manutenção dos equipamentos no período remanescente do contrato. Outros R$ 6,5 milhões referentes a danos emergentes, de acordo com dados oficiais, seriam pagos em parcelas mensais.


Bem dispostos

Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades nos portos de Paranaguá e Antonina pretendiam se reunir na quarta-feira pela manhã, na Assembléia Legislativa, mas irão fazer hoje mesmo a reunião, para deixar para depois do feriadão.


Como sempre

É que na sessão de ontem os deputados decidiram, por acordo de lideranças, antecipar a sessão da quarta-feira que seria no período da tarde para o período da manhã, a partir das 9 horas. Eles não mudam mesmo. Na semana passada, a Assembleia realizou sessões de votação apenas na segunda e terça-feira. Na quarta-feira, foi “interiorizada”, sem pauta.


Para começar

Os membros da CPI dos Portos precisam discutir e votar requerimentos como o de visita aos portos, que deve ocorrer antes do recesso legislativo de julho, e o pedido para que a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) repasse à Comissão documentos relativos às licitações e aditivos contratuais dos últimos anos e ainda sobre o volume de ações trabalhistas que envolvem a autarquia.


A conferir

Diz o presidente da CPI, deputado Douglas Fabrício (PPS), que a intenção é não parar o trabalho durante o recesso. “Por isso queremos obter os documentos da APPA e do Ministério Público Federal o mais rápido possível, para que sejama analisados pela equipe técnica da Comissão e os deputados durante a primeira quinzena de julho”, prometeu. (Roseli Valério)


Quando é que vão mesmo ocupar o reinaugurado Palácio Iguaçu?

Interminável reforma do Palácio Iguaçu: seria cômico se não fosse trágico

Ao que tudo indica, ninguém sabe, ou não quer, por enquanto, responder essa pergunta.

Depois de quase seis meses reinaugurado, o Palácio Iguaçu continua fechado - ou melhor, em obras da reforma.

Orlando Pessuti (PMDB) deu as ordens, o secretário de Obras Júlio Araujo, que havia sobrado do governo de Roberto Requião (PMDB), tratou de decorar o prédio velho, colocando até vidros verdes para ficar mais moderno, e deu por acabada a sua tarefa.

Orlando Pessuti, Regina Pessuti e Chitãozinho e Xoxoró. O Palácio Iguaçu foi reinaugurado, mas...

Tanto que Orlando Pessuti, na maior cara de pau, até inaugurou o “novo” Palácio Iguaçu com uma festa de fogos e show sertanejo.

Lá dentro, contudo, as coisas ainda caminhavam sem conclusão.

E veio a posse do novo governador.

Empurraram goela abaixo dos paranaenses que a solenidade de transmissão do cargo seria no Palácio Iguaçu.

Uma mentira que nem o ex nem o novo governador tiveram coragem de desmentir em público.

E criou-se um cenário supimpa defronte o novo Palácio Iguaçu, pois lá dentro não dava para entrar.

Nessa hora o Requião deveria estar presente para dar uma bronca daquele tipo que deu em público para cima do secretário Celso Caron quando entrou pela primeira vez no Palácio das Araucárias, dizendo poucas e boas sobre a merda que ficou o local onde o mesmo se abrigaria por pouco tempo.

Entretanto, não comeu enrolado, derrubou paredes e deixou as coisas ao seu gosto, por mais que tivesse completado uma grande cagada, esta é a verdade.

Dali em diante o tempo passou, obras de reforma do Palácio Iguaçu foram apressadas, e, até hoje, não foram concluídas.

Mas, afinal, o que está faltando?

Já era hora do irmão do governador, que abraçou também a área de Obras Públicas, dizer alguma coisa.

Pepe Richa, como é que é?

Quando é que vão abrir o novo “ponto de encontro” da política e administração paranaense?

O que é que está faltando?

Tem algum enfeite que foi importado e ainda não chegou?

Como é que ficam os paranaenses que acreditaram que o Palácio Iguaçu estava pronto e o Beto Richa de imediato não escrachou o sucessor mostrando a realidade.

Governador Bento Munhoz da Rocha Netto e o presidente Café Filho na inauguração do Palácio Iguaçu, em 19 de dezembro de 1954 (Foto do livro "Palácio Iguaçu: coragem de realizar de Bento Munhoz da Rocha Netto", de Jair Elias dos Santos Júnior)


Pobre Bento Munhoz da Rocha Netto, vê na eternidade seu sonho abandonado.

Ou será que não está abandonado e tem gente trabalhando lá dentro?

Mas o que é mesmo que está faltando?

Móveis antigos ou modernos?

Quadros ou lustres?

Afinal, quando é que será mesmo reinaugurado de novo o Palácio Iguaçu?

Por favor, avisem logo para dar tempo de todos os paranaense comprarem o nariz de palhaço para comparecerem à solenidade de reinauguração do dito cujo.


7 de jun. de 2011

Notinhas do dia 07/06

115 se recusam

Ontem (6) o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni (PSDB) junto com o primeiro-secretário, deputado Plauto Miró Guimarães (DEM), anunciaram o saldo das disposições funcionais dos servidores da Casa que estavam sem função. Um total de 180 funcionários da Assembleia (não eram 170 da última vez? Apareceram mais desta agora no “balanço”), estava nesta situação devido à extinção de alguns setores da Casa, reza a lenda. Se bem que o próprio Rossoni disse que fantasmas que não apareciam na Assembleia, depois das mudanças feitas pela atual direção, se viram forçados a ir todos os dias. Para ficar vagando pelos corredores, mas garantem presença através do novo controle também imposto por Rossoni e Plauto. Apresentado pelo primeiro-secretário, que é quem “administra” a Casa, viu-se que foi pífio o resultado do esforço para os tais servidores efetivos irem trabalhar em órgãos do governo do Estado. Dos agora 180, apenas 18 servidores aceitaram a transferência, sem desligamento do Legislativo, e outros 47 foram cedidos para os gabinetes, comissões permanentes ou lideranças partidárias da Assembleia. Ao fim das contas a “sobra” é de 115 funcionários de carreira que, de acordo com o deputado Plauto Miró, a partir desta semana estão em disponibilidade, com corte das gratificações e redução salarial.


Vão encarar

Em outras palavras: Rossoni e Plauto não vão recuar quanto ao ato oficial da Mesa Executiva sobre a polêmica redução de salário dos servidores que não aceitaram trabalhar em outro órgão.  “A redução salarial é significativa”, afirmou Plauto. Mas, ainda uma vez, insiste: “Espero que nos próximos dias esses servidores (os 115) possam se adequar à nova situação da Assembleia e encontrar um trabalho no Executivo”, disse.


Aero-Rossoni

Aberto mesmo ontem o processo de licitação para serviços de fretamento de uma aeronave para a Assembleia Legislativa paranaense. Oficialmente ela ficará à disposição da Mesa Executiva, por disso, os deputados que quiserem usar o avião, só poderão fazê-lo em nome da Presidência da Casa. Por conta do fretamento do avião, já está sendo chamado de Aero-Rossoni.


Faz sentido    

O presidente da Assembleia, alias, alegou que o chefe do Legislativo precisa de agilidade para estar presente a eventos importantes no Estado. “Seria muito fácil eu pedir a um amigo um avião emprestado. Mas aí eu ficaria devendo favores, e o presidente de um Poder não pode dever favores”, justificou Rossoni.


Os números

O edital determina o preço máximo do quilômetro voado em seis reais e ainda estabelece um adicional de 500 reais em caso de espera de mais de quatro horas. Noves fora, os deputados vão poder viajar (em tese) até 41 mil e 600 quilômetros por ano, o equivalente a uma volta completa no planeta. E o custo anual pode chegar a R$ 250 mil.


Luxo em carros

A escolha da empresa que vai prestar o serviço será decidida dia 20 deste mês. E mais uma: a presidência da Assembleia também abriu licitação para o aluguel de nove carros de luxo, que devem servir para a segurança da Mesa Executiva. O gasto mensal pode atingir cerca de 33 mil reais.


Valter Pagliosa
Do erotismo...

Foi para frente a história do ex-chefe do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) de Cascavel, Valter Pagliosa, ator de filme erótico. Ele foi à Justiça com ação pedindo que o governo do Paraná o indenize por danos morais. O valor solicitado é de R$ 1 milhão. A grana é boa, como se vê.


À Justiça

De acordo com Pagliosa, ele não teve a oportunidade de se defender antes da exoneração. Mas a questão também aqui volta a ser polêmica. Cargo em comissão é de livre nomeação e exoneração, o governo não precisa justificar, pondera-se. Por outro lado, questiona-se que um ato de discriminação do atual governo não deve levar o contribuinte, vindo dos cofres públicos o pagamento da indenização, a pagar a conta.


Quem paga?

Se Pagliosa vencer a ação, a tese é de que a indenização deverá ser paga pelo presidente do IAP que o exonerou ou pelo atual governador, que é o chefe do Executivo, e não pelo Estado. Quem defende esta tese tem argumento legal.


Quem paga II?

Baseia-se no artigo 37 da Constituição Federal: “As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”.


Arquivo

Mas, enfim, o governo do Estado ainda não foi notificado da ação e por isso não vai se manifestar sobre o assunto. Pagliosa foi exonerado do cargo em abril deste ano, quando se tornou pública sua participação na filmagem de um filme erótico, há cerca de cinco anos, em Cascavel.


Um e outro

Na época, Pagliosa disse primeiro que pediu o afastamento do cargo porque sua participação no filme estava “causando muita polêmica”. Para, no dia seguinte, o chefe da Casa Civil do governo, Durval Amaral, afirmar que a exoneração tinha sido solicitada pelo presidente do IAP, chefe de Pagliosa.


Diz ele

Desempregado, Pagliosa disse que é por causa deste episódio. Garante que não pretendia processar o governo do Paraná, mas mudou de ideia com as ofensas, ironias e sátiras que foi vítima pela internet. Um dos argumentos da defesa é que a ação de registro da Agência Nacional de Cinema (Ancine) mostra que a classificação do filme é erótica e não pornográfica, como o governo sugeriu.


CPI política

Instalada no final de tarde de ontem, depois da sessão, a CPI do Porto de Paranaguá, da Assembleia Legislativa. A Comissão Parlamentar de Inquérito será presidida pelo deputado Douglas Fabrício (PPS). Essa CPI tem a pretensão de ir mais a fundo nas investigações da Operação Dallas, que apura desvios de dinheiro no porto de Paranaguá durante as administrações do governo Roberto Requião (PMDB).


De maldades

“Aproveito para esclarecer que não sou funcionário da ALEP. Estou licenciado e sem vencimentos da Emater do qual sou concursado”, postou em seu twitter o ex-governador Orlando Pessuti (PMDB). “Não sei se é maldade de alguns tantas informações inveridicas que semeiam. Sou veterinário concursado do Emater e não tenho cargo na Alep”, ajuntou. Semana passada foi noticiado que Pessuti era funcionário do Legislativo. Apenas sua mulher, Regina, é servidora da Casa.


Reajuste TCE

Depois do governo do Estado, da Assembleia e do Tribunal de Justiça, agora o Tribunal de Contas encaminhou para exame dos deputados estaduais projeto que aplica aos vencimentos básicos de seus funcionários ativos e inativos o reajuste de 6,5%, mesmo percentual dos outros órgãos.


De Richa Filho

Este é um dos projetos a serem apreciados hoje pela CCJ da Assembleia. Também será votado o projeto do governo que faz alterações em secretarias de Estado e cria a supersecretaria que já é comandada por José Richa Filho. A pauta da CCJ tem 42 proposições, a grande maioria remanescente da última reunião, realizada dia 31 de maio.


Meio ambiente

Na sessão plenária de amanhã, a Assembleia fará a entrega solene do Prêmio Qualidade de Vida Ambiental do Paraná a lideranças e representantes de empresas e entidades que se destacaram na promoção de ações socioambientais no Paraná. A proposição foi do deputado Elton Welter (PT). (Roseli Valério)


3 de jun. de 2011

Notinhas do dia 03/06

Bola da vez


Se o deputado Marcelo Rangel (PPS), presidente da CPI das Espionagens da Assembleia Legislativa estava certo ou não ao mandar prender o ex-diretor administrativo da Casa, Francisco Ricardo Neto, são outros quinhentos, mas o fato é que no final da noite de anteontem, algumas horas depois de ter sido detido, ele foi liberado pelo COPE. Como tinha previsto, aliás, o deputado Fábio Camargo (PTB), que em discurso no plenário acusou Rangel de “covardia”, entre outros ataques, por ter determinado a prisão do ex-diretor. O advogado do ex-diretor, Marden Esper, disse que “a cena” foi uma ação exclusiva para a imprensa que acompanhava a reunião da CPI, tanto que Rangel estaria usando maquiagem inclusive por causa de fotos e filmagens. Além de Camargo, pouco depois, em plenário, Rangel ouviu quieto mais críticas dos deputados Rasca Rodrigues e Roberto Accioli, do PV e de Nereu Moura (PMDB). Poderia ter defendido sua iniciativa, mas não o fez. Camargo, que é advogado e “bateu” mais, propôs a Rangel que ambos debatessem a questão em plenário, mas este declinou. Rangel disse estar certo que a medida não tinha sido arbitrária, mas legal.


Falar é fácil

Sugerir é fácil, achar uma forma de viabilizar a coisa é que são elas. Eis que ontem o deputado Mauro Moraes (PSDB), “defendeu” que os ex-governadores paranaenses devolvam os valores recebidos “indevidamente”. Não indicou, porém, de que forma se poderá cobrar a devolução do que foi pago.


Ainda não
       
Moraes se apressa em dizer que as aposentadorias são consideradas inconstitucionais. Não são, o Supremo Tribunal Federal ainda não julgou o mérito das ações ajuizadas pela OAB nacional. O deputado acha que o dinheiro deve retornar ao Paranarevidência, fundo responsável pelo gerenciamento previdenciário do funcionalismo público estadual.


De novo              
                               
“Quem recebeu indevidamente este beneficio sequer contribuiu com o fundo”, comenta, acertadamente Moraes. Para o deputado, a soma das aposentadorias pagas a quem, de acordo com a Justiça não tem direito ao beneficio, pode aliviar as contas do Paranaprevidência. De novo: qual Justiça? O Supremo é a maior e definitiva instância.


Mixaria

Que a devolução do que foi pago aos quatro ex-governadores – no caso seriam cinco, porque teria de incluir o tucano Álvaro Dias – pode aliviar as contas do Paranaprevidência, “que pode encontrar dificuldades no futuro para arcar com aposentadorias de quem de fato contribuiu”, diz o deputado, é um exagero. É só comparar: o rombo estimado no Paranaprevidência é de R$ 3,5 bilhões.   


A conferir

Reza a lenda que a CPI dos Portos de Paranaguá e Antonina será instalada na Assembleia Legislativa na próxima segunda-feira. Proposta pelo deputado Douglas Fabrício (PPS) a CPI pretende apurar irregularidades principalmente no terminal de Paranaguá. Pelos cálculos da Polícia Federal, R$ 8 milhões foram desviados do Porto de Paranaguá nos últimos anos.


Os primeiros  
        
O porto continua sendo investigado pela PF, em operação conjunta com a Receita Federal sobre possíveis fraudes em contratos de prestação de serviço e desvios de cargas. O deputado Fabrício defende que todas as informações sejam amplamente divulgadas à população. Segundo ele, os ex-superintendentes do porto Eduardo Requião e Daniel Lúcio de Oliveira devem ser os primeiros a ser ouvidos pela CPI.


Certo ele

O governador Beto Richa (PSDB) mantém a diplomacia. Ontem recebeu integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Ouviu e falou. E prometeu pouco, talvez para ganhar a confiança do povo cabreiro do MST com um governo tucano.


Eles idem

Para resumir, pediram ao governador melhores condições de produção nos assentamentos e desenvolvimento social. O MST reivindica que é preciso gerar programas estaduais para as agroindústrias para poder agregar valor aos produtos comercializados pelas mais de 20 mil famílias assentadas.


Tem fila

Reunião da executiva nacional do PT ontem preferiu lavar as mãos quanto à crise envolvendo o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. Os dirigentes não vão apoiar publicamente o ministro, mas também não pedirão sua cabeça. Enquanto isso, dois nomes ligados ao Paraná surgem, no PT nacional, como possíveis substitutos de Palocci na Casa Civil: Paulo Bernardo, ministro das Comunicações e Gilberto Carvalho, titular da Secretaria-Geral do governo Dilma Rousseff.


Falou... 
  
Desafetos internos de Paulo Bernardo foram que fizeram vazar a informação de que a senadora paranaense Gleisi Hoffmann (PT) pedira a saída de Palocci em um almoço oferecido a Lula, em Brasília, na semana passada. Deu certo a tentativa de constrangimento, já que Gleisi é mulher de Bernardo.


Não falou

Gleisi telefonou para Palocci para desfazer o que chamou de “intriga” com o objetivo de atingir Bernardo. A senadora teria dito no almoço com Lula, que perguntou ao ex-presidente até que ponto valia “queimar gordura” para defender Palocci por causa de um projeto pessoal do ministro, se ele não dava explicações sobre a evolução do seu patrimônio.


Diz ela

Para Palocci e para a imprensa, Gleisi negou ter pedido a saída do ministro. “Eu participei de uma reunião fechada na minha casa com a bancada do PT e defendi que nós tivéssemos todos os esclarecimentos sobre a situação de um fato pessoal que estava afetando o governo. Não defendi a saída do ministro Palocci”, reafirmou ontem. E disse ter certeza que Palocci vai dar “todas as explicações e esclarecimentos nos fóruns competentes”.


Cautela   

Todos querendo saber no que vai dar e o presidente do Conselho de Ética da Assembleia, deputado pastor Edson Praczyk (PRB), se finge de morto. Não fala com a imprensa sobre o desdobramento do conflito entre os deputados Tadeu Veneri (PT) e Stephanes Junior (PMDB).


Gaveta?

O máximo que Praczyk concedeu foi afirmar que a questão está sendo analisada por três advogados. Por conta disso (e ao que parece pelo desejo de empurrar com a barriga para ver se a coisa se resolve sozinha), ainda não há uma previsão de quando o Conselho vai se reunir para analisar o caso.


Acusações    

O próprio presidente da Assembleia, deputado Valdir Rossoni (PSDB), admitiu que atrasou o processo na expectativa que a situação se resolvesse apenas entre os dois deputados. A história começou em 2 de maio, quando Stephanes Junior foi à tribuna e, entre desaforos, acusou Veneri de “embolsar” quase R$ 150 mil em verbas para despesas de gabinete no final de 2006. O petista encaminhou o caso ao Conselho.


Mais prejuízo

Depois do insucesso essa semana do irmão Maurício no Tribunal de Justiça do Paraná quanto à questão da vaga de conselheiro do Tribunal de Contas, agora foi a vez do próprio Roberto Requião (PMDB) se dar mal. Foi condenado pelo TJ a pagar R$ 60 mil de indenização por danos morais à publicitária Cila Schulmann, ligada ao grupo de Jaime Lerner.


O episódio

Cila processou Requião por acusações feitas em reunião da “escolinha” de governo, durante seu último mandato, transmitida pela Rádio e TV Educativa, sobre um suposto desvio de recursos públicos durante o governo Lerner.


A denúncia

Na tal “escolinha” Requião disse que José Richa Filho (irmão do atual governador), quando foi diretor no DER, teria dado um jeito de desviar R$ 10 milhões para caixa de campanha. Requião acusou que Cila teria sido intermediária no negócio. (Roseli Valério)


2 de jun. de 2011

Diretor-geral do DNIT recomenda tacar fogo nas praças de pedágio


“Chega, vamos dar um basta. O oeste merece muito mais”.

Mais que um grito de alerta, foi um desabafo que vinha sendo contido há muito tempo e explodiu quando o novo governo paranaense, admitindo um acordo com as concessionárias do pedágio, ameaçou um acordo capaz de prorrogar contratos.

Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), nem parecia uma autoridade quando transformou a tribuna que ocupava na 3ª Assembleia da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (AMOP), em Cascavel, na última terça-feira (31), jogando merda no ventilador.

“É preciso gritar, invadir ou queimar praças de pedágio. A hora é de ousadia”, disse ele em alto e bom som, pouco se preocupando com a repercussão de seu discurso feito perante prefeitos, deputados, lideranças empresariais da região e outros que se faziam presentes em evento público.

A reação, como era natural, foi imediata.

A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), que tem no seu comando João Chiminazzo Neto, reagiu dizendo que tal pronunciamento era um claro incentivo à desobediência civil e como tal deverá motivar, pelo menos, um pronunciamento das autoridades judiciárias.

O desdobramento de tal situação fez lembrar, como era natural, a disposição do governo Beto Richa (PSDB) que deu uma trégua de 180 dias para negociar com as concessionárias uma possível redução de tarifas, quando estas nada ofereceram em troca, pedindo, inclusive, a suspensão de ações do estado em andamento na Justiça só para concordar em sentar à mesa das negociações, deixando a clara impressão que estão com a faca e o queijo na mão.

O esgotamento da paciência, que em outras ocasiões já explodiu através de caminhoneiros, sem terras e outras classes unidas com invasões às praças de pedágio se torna agora mais ameaçador por conta deste discurso explosivo e que não deixou a menor dúvida quanto ao espírito de revolta dos usuários de nossas rodovias.

Reclamando a duplicação de um trecho de apenas 70 km entre Cascavel e Medianeira, que em apenas dois anos já causou mais de dois mil acidentes com 84 mortes, Pagot disse aquilo que muitos usuários tinham vontade de dizer nos últimos tempos, irritados com as abusivas tarifas que são cobradas em todo o estado e sem um retorno convincente por parte das concessionárias.

Refletindo claramente “a mistura de medo com instinto de sobrevivência” que domina aqueles que viajam pela BR-277, conforme bem disse um usuário desta rodovia, o diretor-geral do DNIT que é natural da região e sentiu na carne os efeitos desta cômoda situação das concessionárias que apenas prometeram, mas jamais cumpriram o retorno em obras dos contratos mantidos com o governo paranaense, deixou claro que o próprio governo federal deve examinar com urgência os contratos de pedágio em nosso estado e no país.

Recentemente a senadora Gleisi Hoffmann (PT) recomendou ao governo um exame da situação reclamada pelos usuários das rodovias paranaenses em relação ao pedágio, e viu as providências serem tomadas com uma recomendação ao Tribunal de Contas da União para que examine com cuidado os contratos do pedágio, especialmente no que se refere à taxa de lucros que absurdamente mete a mão no bolso dos usuários para compensar as concessionárias que nada dão em troca, senão o mínimo que representa verdadeiro deboche.

Seja ou não um ato de desobediência civil recomendar que sejam queimadas as praças do pedágio, a verdade é que partindo do diretor geral do DNIT tal pronunciamento calou fundo nos usuários de nossas rodovias que já estavam com o saco cheio, ainda mais depois daquele papo do governo Beto Richa da prorrogação de contratos, algo que representa mais um senhor presente às concessionárias que atuam no Paraná.

E agora?



O LADO CONFORTÁVEL DAS CONCESSIONÁRIAS DO PEDÁGIO

Enquanto os usuários reclamam os empresários nadam de braçadas...


Não é em vão o chio dos usuários de nossas rodovias em relação ao pedágio, agravado agora com a manifestação do diretor-geral do DNIT, Luiz Afonso Pagot, que recomendou até que sejam invadidas e queimadas as praças de pedágio caso não sejam atendidas as reivindicações daqueles que estão cansados de pagar, pagar, e pagar altas taxas de pedágio sem nada, ou muito pouco, receber de parte daqueles que nadam de braçadas em um mar de prosperidade.

Alcançando um faturamento que fez suas arrecadações subirem nada menos que 238% nos últimos nove anos, sem precisar de nenhum milagreiro do tipo Palocci que multiplica patrimônio vinte vezes em quatro anos, as concessionárias do pedágio vivem confortável situação já que seu “negócio” só não é mais lucrativo que o tráfico de drogas, mas superando até mesmo o lucro dos banqueiros.

Com correções de tarifas que triplicaram desde o início das concessões, as empresas do setor tiveram um aumento de 185% em taxas, fazendo lembrar que em 2001 começaram faturando anualmente R$ 355 milhões e hoje mergulham, tal qual Tio Patinhas na piscina de dinheiro, em faturamento da ordem de R$ 1,2 bilhão.

E olha que em tais cálculos, publicados nesta semana pela Gazeta do Povo, não estão registrados os resultados dos dois anos de início da concessão do pedágio, de 1998 a 2000, quando elas mal começavam a mergulhar em lucros inimagináveis por conta do verdadeiro presente recebido do governo Lerner e avalizado durante os governos Requião-Pessuti.

Justamente quando imaginavam que o prometido governo de mudanças de Beto Richa iria colocar um paradeiro nesta vergonhosa situação, eis que o irmão do governador, José Richa Filho, o Pepe Richa, em pronunciamento como secretário dos Transportes jogou balde de água fria nos usuários de nossas rodovias ao anunciar um “acordo” que facilita somente as concessionárias e deixa os paranaenses como bobos da corte que ainda tinham esperança de um bate-pronto capaz de receber uma contrapartida a altura do que os empresários do setor solicitaram e que foi a suspensão de processos.

Repassando ao público os custos do pedágio, por causa do tráfego pesado que circula por nossas rodovias, a atual situação paranaense está a exigir urgentes providências, sendo o maior obstáculo a taxa de retorno das concessionárias que não pretendem reduzir o lucro de jeito nenhum já que há muitos anos nadam de braçada no Paraná.

Nesta dança dos números, as concessionárias paranaenses já arrecadaram nada menos que R$ 7,6 bilhões em 12 anos de contrato, fazendo apenas R$ 2,3 bilhões de investimentos em nossas rodovias e anunciando uma despesa operacional da ordem de R$ 3,2 bilhões.

Enquanto no Rio Grande do Sul o faturamento de todas as empresas de pedágio rendeu R$ 422 milhões em 2010, no Paraná só uma empresa faturou mais ou menos essa quantia, sendo que somadas todas as concessionárias o faturamento do ano passado foi da ordem de R$ 1,2 bilhão.


Acordo

Pepe Richa, todo entusiasmado, tentou a princípio convencer os usuários das rodovias que estava fazendo um grande negócio com o tal acordo que deu trégua às concessionárias suspendendo os processos contra as mesmas por 180 dias, discutindo nesse tempo a redução de tarifas, quando o próprio governo sentiu os reflexos deste anúncio que chegaram ao público de forma negativa.

Perdendo a paciência com a facilidade das concessionárias que deitam e rolam em termos de cumprimento dos contratos no que diz respeito a obras, o discurso do diretor-geral do DNIT, nesta semana, foi uma resposta mais contundente ao governo paranaense em relação a esta nova facilidade concedida aos empresários do setor que nadam de braçada na dinheirama que rende o pedágio paranaense.

Uma situação que na verdade o governo federal vai decidir, pois tudo dependerá do seu aval e não de qualquer acordo que possa o governo paranaense fazer com as concessionárias, o que deixa o assunto, como se fiz, para chegar a um furo mais embaixo.

Se politicamente o novo governo imaginou faturar em popularidade junto aos usuários de nossas rodovias, o tiro saiu pela culatra porque já começou, mais do que nunca, a desgastar consideravelmente a imagem de Beto Richa perante aqueles que continuam custeando as absurdas tarifas do pedágio em nosso estado.


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