Mostrando postagens com marcador RICARDO BARROS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RICARDO BARROS. Mostrar todas as postagens

22 de dez. de 2011

BALANÇO 2011: A eleição do ano


Bem que Ricardo Barros tentou chegar à presidência da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), comprometendo a imagem do governo Beto Richa em uma campanha que imaginou venceria muito fácil.

Rodrigo Rocha Loures, contudo, preparou bem o terreno e colocou em seu lugar Edson Campagnolo que disparou tranquilo com uma vitória esmagadora em cima do adversário que deixou por algum tempo a secretaria de estado onde estava estacionado.

Derrotado, Ricardo Barros voltou para integrar o governo.

29 de nov. de 2011

Ricardo Barros cotado para o Ministério das Cidades

Surgem boatos de que Ricardo Barros, hoje secretário de Indústria e Comércio do governo Beto Richa, em breve abandonará o cargo.

Vice-presidente nacional do PP, o ex-deputado estadual teria sido sondado pela presidente Dilma Rousseff para ir desempenhar função em Brasília, mais precisamente no Ministério das Cidades, pasta pertencente à cota de seu partido e cujo mandatário, Mário Negromonte, está com a cabeça a prêmio desde aquele escândalo de Cuiabá e o documento forjado para aumentar o valor de uma obra para a Copa de 2014 em 700 milhões de reais.

Mas quem pensa que o marido da deputada federal Cida Borguetti voltará ao Planalto Central para ocupar a cadeira principal do referido ministério está enganado, pois o papo é de que Barros ocuparia um posto de segundo escalão, daqueles que a gente até esquece existir.

Será que trocar uma secretaria estadual por uma posição subalterna em escala federal é um bom negócio?

Ricardo Barros e o PP, pelo jeito, acreditam que sim. (Com informações de Ângelo Rigon)

25 de nov. de 2011

Difícil de convencer

Carlos Lupi deu o exemplo.

Explicou, explicou e explicou, mas jamais convenceu.

A história de sua carona em aviãozinho pago por empresário pegou na veia.
No Paraná tivemos caso parecido.

E por mais que Luiz Cláudio Romanelli, secretário de Trabalho, e Ricardo Barros, secretário de Indústria, Comércio e Mercosul, expliquem sobre a carona que pegaram em avião da Pro Tork, empresa que está fazendo negócio com o governo estadual, jamais conseguirão convencer.

Esse é o tipo de situação que desgasta todo um governo por conta da mancada de dois dos seus integrantes.

Embora tentem minimizar o ocorrido, claro que uns e outros, e não apenas a oposição, vão olhar para Romanelli e Ricardo Barros com desconfiança e imaginando muito mais do que aconteceu durante o voo em que conversaram sobre os interesses da empresa - com o Paraná, é claro.

30 de ago. de 2011

André Vargas escracha o secretário Ricardo Barros


O ex-prefeito de Maringá, ex-deputado federal, ex-candidato a senador e ex-candidato a presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), Ricardo Barros (PP), que voltou a se acomodar no governo Beto Richa (PSDB) na Secretaria de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, volta às manchetes por conta da manifestação do deputado federal petista André Vargas.

O parlamentar, secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, eximiu o casal Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, que estão sendo fritados semanalmente, da responsabilidade pela liberação de verbas para a empreiteira Sanches Tripoloni, beneficiadas por obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Pelo twitter, o deputado do PT jogou uma verdadeira batata quente no colo de Ricardo Barros, acusando-o diretamente de ter sido o negociante com a citada empreiteira.

Por conta da presença do seu irmão, Silvio Barros II (PP), à frente da prefeitura de Maringá, o deputado André Vargas faz a ligação de Ricardo Barros com os negócios que envolveram a polêmica obra do contorno de Maringá e que está, ainda, sob suspeita.

16 de ago. de 2011

Novo presidente da Fiep já sai cutucando...



Não demorou para Edson Campagnolo mandar um recado curto e grosso ao governo paranaense.

Em uma de suas primeiras entrevistas, o eleito presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) criticou o comportamento do adversário derrotado, Ricardo Barros, dizendo que sofreu desgastes na campanha por conta de seu comportamento usando o nome do governo estadual.

Disse com todas as letras que Ricardo Barros “ forçou a barra”.

A posse do novo presidente da Fiep será no dia 3 de outubro, e a entidade que representa 42 mil industriais paranaenses, os quais geram cerca de 800 mil empregos no estado, com um orçamento da ordem de R$ 420 milhões, pretende exercer um papel de suma importância, inclusive no âmbito político, como aconteceu na administração de Rocha Loures, que conseguiu, eleger um filho como deputado federal pelo PMDB, “Rodriguinho” Rocha Loures, na legislatura 2007-2011.

Edson Campagnolo mandou um recado nas entrelinhas dessa entrevista após eleito dizendo que o governo deveria escolher alguém com perfil industrial para o cargo de secretário da Indústria e Comércio, alfinetando assim a presença de Ricardo Barros naquele cargo.

Beto Richa (PSDB) já tentou amenizar a situação de risco que envolve politicamente o governo com a Fiep e já tem bombeiros escalados para apagar possível incêndio com a futura administração da entidade.

4 de ago. de 2011

Edson Campagnolo vence eleição na Fiep

Edson Campagnolo (Gilson Abreu)

Por volta das 20hs de ontem foi divulgado que o industrial Edson Luiz Campagnolo foi eleito o novo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Candidato da chapa de situação, denominada Fiep Independente, Campagnolo recebeu 69 votos, contra 21 votos do candidato da chapa Nova Fiep, o secretário estadual licenciado da Indústria e Comércio licenciado, ex-deputado federal Ricardo Barros.

Campagnolo substituirá Rodrigo da Rocha Loures, que presidiu a entidade por dois mandatos nos últimos oito anos. A posse do novo presidente está prevista para 3 de outubro. A nova diretoria ficará à frente da entidade até 2015. Depois de perder a eleição para o Senado em 2008, Barros terá de amargar mais esta derrota.


29 de jul. de 2011

Reta final da disputada eleição na Fiep mostra as ações da contra-informação


Eleição que se preze tem sempre muita fofoca e notícias plantadas na imprensa por parte dos concorrentes.

Depois de um ambiente calmo que parecia caminhar para uma tranquila eleição, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) vem registrando um tumultuado ambiente onde se espalham as notícias dos dois lados da disputa em uma velocidade capaz de surpreender os concorrentes à presidência desta instituição empresarial.

Com um orçamento invejável e superior a muitos municípios paranaenses e brasileiros, e um poder político capaz de causar mudanças importantes no cenário das decisões em altos escalões do estado, a Fiep, que tem na atualidade como seu presidente Rodrigo Rocha Loures, passa por um momento de intensa expectativa.

Suspensas, por acordo, todas as ações que procuravam impugnar uma ou outra chapa concorrente, a eleição se encaminha para a reta final, e que nesta última semana promete ficar ainda mais agitada até o momento em que os 99 votantes forem às urnas para escolher a chapa vitoriosa.

A primeira chapa registrada é da situação, encabeçada por Edson Campagnolo, enquanto a oposição concorre em chapa comandada por Ricardo Barros.

A entrada do ex-secretário de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul do governo Beto Richa (PSDB) nesta disputa, deixando o cargo que vinha ocupando no governo paranaense, foi o instrumento para que a campanha da Fiep ficasse a cada dia mais agitada.

Dos dois lados, os esquadrões da contra-informação tratam de esparramar notícias que são plantadas na imprensa, motivando não apenas os eleitores, mas o empresariado em geral que se interessa em relação à Fiep.

Como aconteceu no tempo em que José Gomes Carvalho, o saudoso Carvalhinho, era o homem forte da Fiep, e foi atacado de frente por Rodrigo Rocha Loures que era seu adversário e se tornou presidente da entidade, agora se espalham as notícias de situações preocupantes em relação à atual administração, inclusive com manifestação do próprio Conselho Fiscal da entidade que fez divulgar carta onde questiona várias situações da atual diretoria.

Leia o que diz a carta do Conselho Fiscal dada a conhecimento público nesta semana:

Ilmo Sr.

Rodrigo da Costa Rocha Loures
Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná
Curitiba – PR
Na condição de membro titular do Conselho Fiscal da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, com o objetivo de dar o melhor cumprimento possível às atribuições contidas na letra “a” do parágrafo único do Art. 28 do Estatuto Social da entidade, vem solicitar informações e documentos adicionais para a realização das análises necessárias à elaboração de parecer a ser submetido ao Conselho de Representantes.
Nossa solicitação funda-se no fato denos demonstrativos sintéticos que nos foram enviados e o parecer da auditoria UHI Moreira – Auditores, se mostrarão insuficientes ou omissos em alguns aspectos fundamentais para viabilizar uma análise adequada.
Os principais pontos que requerem justificativas, explicações e documentos adicionais se referem são os seguintes:
1- Nota explicativa das despesas de R$ 2.000.096,84 (dois milhões, noventa e seis mil reais e oitenta e quatro centavos) que apresentou aumento de mais de 60% (sessenta por cento) das despesas com Comunicação Social – Mídia- sobre o Orçamento aprovado, gasto considerado extraordinário e que não foi objeto de consulta ao conselho fiscal conforme previsto na letra “b” do parágrafo único do artigo 28 do estatuto social
2- Nota explicativa dos motivos para a redução de 32% (trinta e dois por cento) na conta de Apoio a Sindicatos Filiados com despesas totais realizadas de R$ 319.122,88 (trezentos e dezenove reais, cento e vinte e dois reais e oitenta e oito centavos).
3- Nota explicativa dos motivos para a redução de 18% (dezoito por cento) das despesas orçadas para investimentos em Assistência Sindical com despesas realizadas de R$ 336.529,42 (trezentos e trinta e seis mil, quinhentos e vinte e nove reais e quarenta e dois centavos).
4- Nota explicativa das despesas de R$ 1.777.280,74 (um milhão, setecentos e setenta e sete mil, duzentos e oitenta reais e setenta e quatro centavos) na conta Gabinete da Presidência representando um aumento de 23% (vinte e três por cento) do valor originalmente orçado.
5- Nota explicativa das despesas na conta Gerência Executiva de R$ 728.745,56 (setecentos e vinte e oito mil, setecentos e quarenta e cinco reais e cinqüenta e seis centavos) que representou aumento de 18% (dezoito por cento) da despesa prevista no Orçamento da entidade
6- Nota explicativa e copia dos contratos e documentos fiscais que justifiquem o Aumento de 284% (duzentos e oitenta e quatro por cento) na conta eventos que tinha orçamento previsto de R$ 450.000,00 (quatrocentos e cinqüenta mil reais) tendo sido efetivamente realizadas despesas na ordem de R$ 1.729.256,38 (um milhão, setecentos e vinte nove mil, duzentos e cinqüenta e seis reais e trinta e oito centavos).
7- Nota explicativa dos motivos para a redução de 35% (trinta e cinco por cento) das despesas orçadas para a conta Conselhos Temáticos, que tinha orçamento previsto de R$ 830.850,00 (oitocentos e trinta mil, oitocentos e cinqüenta centavos) e apresentou gastos realizados de R$ 543.948,14 (novecentos e quarenta e três mil, novecentos e quarenta e oito reais e quatorze centavos).
8- Copia dos comprovantes fiscais e contratos com empresas fornecedoras de serviços, nota explicativa das despesas de R$ 4.887.063,39 (quatro milhões, oitocentos e oitenta e sete mil, sessenta e três reais e trinta e nove centavos) que importou um aumento na ordem de 58% (cinqüenta e oito por cento) do valor originalmente orçado. Solicita-se ainda demonstrativo de resultados e efetivo interesse associativo das despesas efetivadas nas contas
- Comunicação Social – Mídia R$ 2.000.096,84
-Eventos R$ 1.729.256,38
-Comunicação Social R$ 588.248,24
-Promoção e Marketing R$ 371.609,23
-Cerimonial – Eventos R$ 197.852,70
—————————
R$ 4.887.063,39
9- Cópia do relatório da Auditoria Independente contratada e respectivos documentos contábeis que analisou o passivo consolidado da FAMEC – Faculdade Metropolitana de Curitiba, de R$ 4.197.173,00 (quatro milhões, cento e noventa e sete mil, cento e setenta e três rais) que é controlada pela FIEP. Tal solicitação responde a manifestações feitas pelos Conselheiros José Canisso e Wilson Thiesen, consignadas nas Ata da Assembléia Geral Ordinária realizada em 24 de setembro de 2010, e que teve como resposta manifestação do Diretor Tesoureiro Sr. Evaldo Kosters que “a aquisição foi realizada no ano de dois mil e dez, sendo contabilizada no ativo e por conseqüência tal fato será demonstrado quando da apresentação do Balanço de 2010.”(texto extraído da ata da referida assembléia).
10- Nota explicativa do aumento na provisão para Contingências Trabalhistas na ordem de 122,50 % (cento e vinte e dois por cento) , passando de R$ 207.500,00 (duzentos e sete mil reais) para R$ 461.700,00 (quatrocentos e sessenta e um mil e setecentos reais).
Urbano Rampazo


Até o momento da eleição, dia 3 de agosto, certamente muitas, ainda, serão as notícias que envolvendo as duas chapas concorrentes estarão chegando a público em torno desta disputa que hoje extrapolou as fronteiras empresariais e chegou a toda a sociedade paranaense.


26 de jul. de 2011

Situação e oposição garantem que vencem a eleição na FIEP

É natural, dizem, quando o objetivo é passar ao público que vai votar, um otimismo que em certos momentos parece exagerado.

Na eleição para a nova administração da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), cujo pleito será realizado dia 3 de agosto, situação e oposição percorrem o estado em busca dos votos decisivos que possam garantir uma conquista mais uma vez consagradora.

Com um orçamento que faz inveja a muitos municípios paranaenses, e um poder de representatividade que se equivale a cargo político, a eleição na FIEP foi sempre motivo de disputa intensa, seja de modo direto ou nos bastidores.

Projetada por ações que fazem a área industrial creditar cada vez mais a importância desta representatividade, a FIEP terá pela frente neste início de agosto uma disputa das mais acirradas.

De um lado a situação, encabeçada pelo atual presidente Rodrigo Rocha Loures, que colocou toda sua força de representação na chapa encabeçada por Edson Campagnolo, enquanto na oposição o ex-prefeito de Maringá e ex-deputado federal, além de ex-secretário do governo Beto Richa, comanda um grupo que tenta mudar os rumos do que vem sendo traçado no comando da entidade.

A força de ex-presidentes, como Mario de Mari, que foi responsável pelo comando da FIEP de 1968 a 1974, no tempo em que a entidade engatinhava em termos de representatividade, está sendo lembrada nesta campanha com a possibilidade de alavancar companheiros do passado que tenham condições de influir nos resultados desta eleição.

Rodrigo Rocha Loures coloca em jogo o prestígio que conquistou no comando da FIEP nos últimos anos, tendo sido responsável, inclusive, pelo sepultamento da imagem de José Carlos Gomes Carvalho, embora para muita gente o saudoso e polêmico Carvalhinho continue sempre lembrado como a figura que mais se destacou na luta pela projeção da entidade nos últimos tempos.

Ricardo Barros, candidato a presidente na chapa da oposição, deixou o cargo de secretário de Indústria e Comércio quando sentiu patinar a campanha de Carlos Walter, companheiro que apoiava e que abandonou na metade do caminho, apresentando-se como terceiro candidato.

Foi o que bastou para que o sindicalista sentindo-se traído passasse para o outro lado renunciando a candidatura e colocando mais um elemento no caldeirão eleitoral da FIEP que ferve cada vez mais.

Pelos números que um e outro lado estão passando ao público, ambos vão vencer as eleições do dia 3 de agosto, embora a verdadeira situação só fique realmente clara quando os votos forem contados na disputa direta das duas chapas inscritas para concorrer a este disputado pleito.

Ricardo Barros, que arrastou para esta situação a imagem do governador Beto Richa, que o apóia, continua dizendo que são 30 votos ainda em disputa para definir o resultado de uma eleição onde a situação continua se dizendo tranquila e certa da vitória.

Entre um e outro, Edson Campagnolo e Ricardo Barros, permanece, contudo, o clima de incerteza, pois eleição nunca se ganha na véspera conforme uns e outros possam imaginar.

Na FIEP, esta situação não é diferente e os dois principais envolvidos tratam de correr, com seus padrinhos, Rodrigo Rocha Loures e Beto Richa, em busca dos votos decisivos para esta eleição do próximo dia 3 de agosto.


20 de jul. de 2011

Uma eleição com reflexo político


De um lado o ex-prefeito de Maringá, ex-deputado federal e ex-secretário da Indústria e Comércio, Ricardo Barros. Do outro, Edson Campagnolo, empresário da região de Maringá.

Dois lutadores que vão se enfrentar nas urnas em agosto vindouro, num pleito que embora seja de caráter representativo de uma entidade empresarial, tem nítidos contornos e reflexos políticos que se farão sentir ao longo do tempo.

Já faz um bom tempo, aliás, que não acontece uma disputa tão forte na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), cujo orçamento representa um verdadeiro tesouro para aqueles que vão dirigi-la e que poderão proporcionar um programa de obras e realizações capazes de projetar uma administração nesta área.

O empresariado paranaense na área industrial vive dias de intensa agitação com esta eleição que já teve alguns lances que a identificaram politicamente como disputa não apenas de grupos mas de interesses evidentemente políticos como já aconteceu em outras oportunidades.

Voltando no tempo, recordemos o saudoso José Carlos Gomes Carvalho, o Carvalhinho, que chegou à presidência da FIEP e ganhou enorme repercussão a sua administração na entidade, oportunidade em que politicamente ligou-se ao time de Jaime Lerner.

Na última eleição que estava para disputar, contudo, e que repentinamente abandonou, viu o então governador da época, Roberto Requião, arregaçar as mangas e partir decisivamente para o apoio ao candidato Rodrigo Rocha Loures, que acabou ganhando a eleição.

Foi um início conturbado da nova administração, com denúncias contra o novo presidente seguido de um tempo em que entrou em rota de colisão com o seu apoiador Roberto Requião, desvinculando-se politicamente do mesmo embora seu filho, Rodriguinho, se mantivesse ligado ao citado político e se elegendo deputado federal.

Vencido seu tempo ,Rodrigo Rocha Loures resolveu pendurar as chuteiras, como dizem, e escolheu um companheiro de diretoria, Edson Compagnolo, para sucedê-lo.

Foi então que veio, do lado de lá, o recado de que o novo governo paranaense teria interesse em eleger para a presidência da FIEP, um nome que lhe fosse mais intimamente ligado, já que politicamente isto traz frutos no futuro junto à classe empresarial.

Ricardo Barros, ex-deputado federal que havia perdido uma eleição para senador no ano passado, mas se aproximara de Beto Richa, passou a ter seu nome especulado para a FIEP tão logo assumiu cargo no governo do PSDB.

Depois de marchas e contramarchas finalmente o ex-prefeito de Maringá colocou-se como candidato à presidência da FIEP e tratou de montar a sua chapa.

Dizendo que pregava o consenso para chapa única anunciou inicialmente seu apoiamento para o sindicalista Carlos Walter, ao qual abandonou no meio do caminho ganhando com isso o apontamento de traidor e lançando-se candidato.

Aqui começa o imbróglio. Um imbróglio político que poderá ter reflexos futuros.

Se Ricardo Barros vencer, tudo bem, vai bater no peito e naturalmente se sentir que ganhou por competência na disputa. Mas, se perder...

E ai justamente é que mora o perigo.

Se perder não vão dizer que foi uma vitória de Campagnolo e seu apoiador Rodrigo Rocha Loures.

Vão explorar, naturalmente, como, aliás, é comum na política, a derrota do grupo de Beto Richa que apóia francamente a chapa de Ricardo Barros na eleição para a FIEP.

Uma derrota política de Beto Richa a esta altura, é negativa sob todos os pontos de vista, mas está no contexto, gostem ou não. Por isso, além da responsabilidade em vencer, Ricardo Barros tem mais uma responsabilidade, evitar o desgaste do seu padrinho-político nesta empreitada.

Uma derrota política a esta altura pode ser, inclusive, a pá de cal para a sepultura do ex-prefeito, ex-deputado, ex-candidato a senador e ex-secretário de estado, Ricardo Barros.

Uma identificação que poderá interromper, sem dúvida, promissora carreira política, levando-o ao perigo de ser lembrado futuramente apenas como “marido da deputada Cida Borghetti”.



4 de jul. de 2011

ELEIÇÃO NA FIEP: Candidato da oposição se diz traído por Ricardo Barros


“Jamais!” Essa foi a resposta contundente dada à imprensa pelo candidato Carlos Walter, que em nome do Sindimetal entrou na parada para disputar a presidência da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). Lançado nesta parada com o apoio do então secretário da Indústria e Comércio, Ricardo Barros, o maringaense julgava que tudo estava nos conformes até que...

Até que, de repente, não mais que de repente, com a conversa de que deseja chapa única e de consenso para a disputa da nova diretoria da FIEP, Ricardo Barros, que havia tentado se reunir com os dois candidatos, da situação e da oposição, saiu à imprensa anunciando que vai disputar a presidência da entidade.

Tal pronunciamento pegou de surpresa Carlos Walter, que se julgou traído por Ricardo Barros, que, a princípio, havia manifestado pleno apoio à sua candidatura.

O secretário, inclusive, licenciou-se do governo para concorrer a esta disputa que acontecerá em agosto, surgindo de imediato a manifestação de uns e outros no sentido de que Carlos Walter abandone a disputa.

“Jogar a toalha? Jamais!”, respondeu o empresário que mantém a intenção de disputar esta parada, mesmo sabendo que o secretário, naturalmente, terá o apoio do governo, apoio este antes anunciado para Carlos Walter, mesmo que indiretamente.

Edson Campagnolo, o candidato da situação, apoiado francamente por Rodrigo Rocha Loures, sente-se ainda mais entusiasmado com a entrada de Ricardo Barros nesta parada por entender que a divisão de votos na oposição vai favorecer sua campanha.


17 de jun. de 2011

ESCRACHO NA COMUNICAÇÃO Rádio e televisão é o negócio com que todo político sonha



Em outros tempos o rádio já foi mais cobiçado. Hoje é a TV que se tornou a menina dos olhos. Político que é político sabe o quanto é importante ser dono de rádio e televisão. Dá uma garantia de poder que muitos nem imaginam.

Basta ver a relação que a Gazeta do Povo escrachou na última segunda-feira, dando nomes aos bois. Uma revelação que em 45 tópicos de emissoras de rádio e televisão apontou gente que muitos nem sabiam que eram tão chegados em um negócio desses. Por ser uma matéria de utilidade pública, já que o povo precisa ficar sabendo, reprisamos a matéria que, sem dúvida, teve enorme repercussão.

Leia com atenção. Veja quem é quem neste universo de rádios e televisão em nosso estado. Isso sem terem sido mencionados os donos de emissoras de televisão como o Joel Malucelli e a turma da RPC-Gazeta que não aparecem neste listão por não serem políticos. Apesar da letra miúda, vale a pena ler os nomes e as empresas em que estes políticos estão abraçados.



Como se vê, bastante gente conhecida. E muitos que você nem sabia que eram donos de rádio, como é o caso do Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), citado como sócio da Rádio Band B, ao lado de Maria Aparecida da Silva Martins, a mulher do ex-deputado estadual Luiz Carlos Martins (PDT), que por sinal perdeu a última eleição. João Elísio Ferraz de Campos, muita gente nem lembrava que é o dono da Caiobá FM. E Orlando Pessuti (PMDB), o Pessutão, dono de emissora de rádio em sua região, Ivaiporã.

São nada menos que 54 emissoras de rádio das 355 registradas no Ministério das Comunicações, cujos donos são políticos ou parente de político, caso do deputado Waldyr Pugliesi (PMDB), do ex-deputado federal Ricardo Barros (PP) e sua esposa, Cida Borghetti (PP). Toda essa gente tem emissora de rádio ou é sócio em algum destes veículos de comunicação.

O próprio ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que vem tentando corrigir essa situação das concessões que sempre acabavam nas mãos dos políticos, surpreendeu-se quando viu tantos nomes de políticos e conhecidos paranaenses com o comando de emissoras de rádio em nosso estado.

Paula Pimentel Mussi, que é filha de Luiz Mussi e esposa de Alexandre Curi (PMDB), é dona de rádio e confirma que com seu pai responde por quatro emissoras em diferentes pontos do estado. Até a sogra do parlamentar, Yvone Pimentel Mussi, está encaixada como sócia em uma emissora, a Fundação Exclusiva Educativa.

Sem dúvida, lendo e relendo esta listinha a gente não apenas mata a curiosidade, mas chega à conclusão de que rádio, ainda, é um bom negócio. Principalmente porque na hora de buscar verbas oficiais nossos políticos sempre levam enorme vantagem em relação aos simples mortais que são donos de rádios por este Paraná afora.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...