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21 de dez. de 2011

MATINHOS: Rádio Comunitária vai ser investigada por fazer campanha eleitoral

Zezinho Silva, locutor e presidente da Rádio Ativa FM
De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), uma Rádio Comunitária não pode ser usada por partido político, religião ou empresário. No entanto, em Matinhos, a Rádio Ativa FM, de responsabilidade da Associação de Moradores do Bairro Tabuleiro, vem funcionando contra todos os princípios da Lei, deixando de atender a população e tornando-se uma extensão do gabinete do prefeito Eduardo Dalmora (PDT).

A verdade é que, apesar de todos os problemas sociais escancarados pela cidade, o presidente da Rádio e locutor, José da Silva Neto, mais conhecido como Zezinho Silva, insiste em divulgar notícias que estão bem longe de se tornar realidade e, o pior, proíbe que os ouvintes façam qualquer tipo de reclamação contra a administração municipal.

Enquanto as ruas estão tomadas por buracos e pelo lixo, enquanto crianças morrem por negligência no atendimento do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, enquanto faltam medicamentos na farmácia municipal, enquanto falta iluminação pública nos bairros, pela boca de Zezinho, tudo vai muito bem, obrigado.

Antes de publicar essa matéria, nossa equipe telefonou para a Rádio pedindo que fizessem um apelo pelos moradores da Av. Brasil, no Bairro Bom Retiro, por causa da falta de iluminação no local. Na ocasião, fomos instruídos a ligar para o setor público responsável. Ao informarmos que já havíamos procedido dessa maneira, a resposta foi de que nada poderia ser feito, pois a Rádio é comunitária e só divulga vagas de emprego, doações e blá, blá, blá…

Quem ouve a Rádio diariamente, principalmente no período da manhã, sabe muito bem que tudo não passa de mentira, e que a resposta dada só serve para calar a voz da população. 

Na semana passada, por exemplo, ao rasgar elogios à atual administração, em troca do dinheiro que recebe mensalmente e do emprego angariado pelo seu filho através da primeira-dama, o locutor matinal chegou a dizer em alto e bom som que o atual prefeito já estaria reeleito.

Vale lembrar que diversas denúncias contra a rádio e o locutor já foram protocoladas no Ministério Público do Estado do Paraná, e que a ANATEL já tem conhecimento do que vem acontecendo em Matinhos. (Nosso Litoral)

13 de dez. de 2011

MATINHOS: Prefeito administra mal e gasta um milhão de reais em enfeites de Natal


Quem descer a Serra para passar o fim de ano no litoral paranaense, mais precisamente em Matinhos, vai se assustar com a quantidade de enfeites natalinos espalhados pelo centro da cidade. Em 2009, quando a Prefeitura Municipal decidiu investir, pela primeira vez, dinheiro público em pisca-pisca e papai-noel, foram gastos cerca de R$ 300 mil, sem consulta popular e sem licitação. Na época, sob o (des)comando da primeira-dama, Eunice Viganó, tratores chegaram no local derrubando parque, barco e outros espaços de lazer gratuitos oferecidos para a população.

No ano seguinte, como se não bastassem os R$ 300 mil gastos anteriormente, a Prefeitura resolveu ampliar um pouco mais a decoração, e meteu a mão no bolso do contribuinte para retirar outros R$ 200 mil, sem dó e piedade. À exemplo de 2009, os enfeites natalinos ficaram cerca de dois meses expostos e, depois, foram amontoados em um barracão da Prefeitura, onde fica armazenada a merenda escolar do município que, se somada, não chegava nem na metade do valor gasto com a decoração.

Mas este ano o prefeito Eduardo Dalmora (PDT) foi muito além, e decidiu gastar de uma vez só, a bagatela de R$ 500 mil. A novidade, foi um trenzinho instalado bem no meio da Praça, e que segundo as más línguas, só vai servir para carregar ele e sua equipe para bem longe da cidade, após outubro do ano que vem.

Apesar de, para os turistas, o local estar bastante atraente, para os moradores, tudo não passa de dinheiro jogado fora, ou melhor, usado para tentar passar uma imagem da cidade, bem distante da realidade a qual ela vem vivendo nesses últimos três anos, marcados pela falta de médicos no hospital e nos postos de saúde; pela falta de medicamentos; pelos buracos nas ruas; pelo lixo tomando conta dos bairros; pelas promessas não cumpridas; pelo histórico de perseguição contra adversários políticos, eleitores da oposição e empresários de negócios concorrentes da família Dalmora; pelos escândalos de corrupção e fraudes em licitações; enfim, pela ditadura.

Para o ano que vem, a exemplo de Hitler, o prefeito Eduardo Dalmora deve substituir a estrela, no topo da árvore, por uma suástica, em comemoração aos quatros de uma administração que deve deixar cicatrizes, mas não saudades. (Nosso Litoral)

28 de nov. de 2011

MATINHOS: Denúncias de enriquecimento ilícito através de licitações atingem o prefeito Dalmora

Eduardo Dalmora
Se, para a maioria da população matinhense, a administração do prefeito Eduardo Antonio Dalmora (PDT) não vai deixar saudades, para alguns, ela vai deixar muito mais do que isso. É o caso do publicitário Eliel Matias Lourenço que, além de ter ocupado cargo em comissão desde o primeiro dia de mandato, recentemente, foi vencedor de uma licitação que custou meio milhão de reais para os cofres públicos.

De acordo com o Diário Oficial do Município de Matinhos, a empreiteira W.E. teria vencido um pregão presencial com valor máximo global de R$ 567.080,OO (quinhentos e sessenta e sete mil e oitenta reais), para a limpeza de bocas-de-lobo/bueiros da cidade. Apesar de o valor ser bem alto, o que mais chamou a atenção nesse caso, é o fato de a empresa pertencer à pessoa de Eliel Lourenço, uma vez que, além de não ter declarado bens ao TRE nas eleições de 2008 (quando foi candidato a vereador pela coligação que ajudou a eleger o prefeito Dalmora), o mesmo também nunca trabalhou no ramo de limpeza urbana, ou seja, não possui atestado de capacitação técnico-operacional.

De acordo com a Lei, para participar de um certame, a empresa precisa apresentar documentos que comprovem sua aptidão para o desempenho da atividade compatível com o objeto da licitação. Entre eles está a indicação de suas instalações, do aparelhamento; do pessoal técnico adequado, além de atestados fornecidos por pessoas jurídicas (de direito público ou privado) para quem a empresa já tenha prestado serviços anteriormente.

Essa semana nossa equipe recebeu diversas denúncias com relação ao assunto, entre elas, a de que a empresa teria sede própria em um número da Rua Rolândia, no bairro Bom Retiro, onde estivemos pessoalmente e encontramos uma residência particular, sem placas de identificação comercial, a não ser um adesivo colado nas portas de um carro estacionado em frente ao local. Como se não bastasse, segundo informações de pessoas envolvidas no chuncho, a W.E. não possui os maquinários necessários para a prestação de serviços e, além disso, teria apresentado atestados de capacitação técnico-operacional fornecido através de esquema feito com pessoas jurídicas para as quais ela nunca trabalhou.

Mas não foi só a W.E. quem pagou para conseguir esses documentos. Os sócios, Ronaldo Nivaldo Dina e Cláudio Amarante, donos da R.N. Dina, empresa que ganhou um milhão de reais da Prefeitura Municipal de Matinhos, em 2009, para realizar serviços de limpeza e conservação, também foram obrigados a oferecer parte do dinheiro ganho, para que outros empresários da cidade confirmassem uma experiência que, até então, não existia.

O vigilante, Nai, e o motorista, Claudinho do Super-Rede (como são conhecidos), também foram candidatos pela coligação de Dalmora em 2008. Na declaração de bens feita pelos dois à Justiça Eleitoral, Nai possuía apenas um terreno com casa, no valor de R$ 40 mil, além de uma moto (125c Mod 2008), no valor de R$ 4 mil. Claudinho declarou uma casa de alvenaria de R$ 50 mil, um automóvel Saveiro ano 95 de R$ 10 mil e um automóvel Saveiro ano 93 de R$ 8 mil. Ou seja, nenhum dos dois era proprietário de qualquer empresa que fosse.

Vale lembrar que, das declarações de bens feitas em 2008 pra cá, ou seja, em apenas três anos, todos os três envolvidos no esquema de fraudes em licitações já adquiriram automóveis, imóveis e empresas de valores consideráveis. A mais recente delas é a loja de materiais de construção inaugurada na Rua Nossa Senhora Aparecida, no bairro Mangue Seco, de propriedade do ex-entregador de compras do mercado da família do prefeito. Uma prova clara e concreta do enriquecimento ilícito feito através do dinheiro público. (Nosso Litoral)

16 de nov. de 2011

MATINHOS: Dalmora perde dinheiro do PAC e culpa governo do estado


Enquanto, no último dia 28 de outubro, o atual inquilino do Paço Municipal de Matinhos, Eduardo Dalmora (PDT), e o deputado estadual Mauro Moraes (PSDB) cantavam, a população matinhense dançava com a descoberta de que o sonho de revitalização da orla de Matinhos/Caiobá está cada vez mais longe de se tornar realidade.

A notícia partiu da capital do estado, onde outro parlamentar (em bronca com o prefeito) confessou que não existe dinheiro nenhum disponível para a realização da obra, e que todas as promessas que Dalmora continua fazendo não passam de conversa fiada.

Segundo informações, em 2009, o Governo Federal havia liberado R$ 11 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no entanto, na época, a Prefeitura não deu a contrapartida e, hoje, a verba teria voltado para Brasília, seu lugar de origem.

Como se não bastasse, já sabendo da notícia há muito tempo, Dalmora continua empurrando a situação com a barriga, na tentativa de enganar a população, já pensando nas eleições do ano que vem. Para tirar o seu da reta, a saída do alcaide tem sido jogar a culpa da sua incompetência em cima do governador Beto Richa, como já tem feito com outros problemas enfrentados pela população matinhense, como o caos na Saúde Pública que ele não utiliza; os problemas de alagamento que ele jura ter acabado; os buracos nas ruas que a Range Rover dele não sente; o lixo, o mato e os entulhos que na frente da casa dele não têm, entre outras coisas piores.

Esta semana, uma faixa foi pendurada em um salão de beleza frequentado diariamente em horário de expediente pelo projeto de primeira-dama, Eunice Viganó. A faixa, que teria sido confeccionada a mando dela e do marido, convida a população para participar de uma manifestação pela realização das obras que eles mesmos deixaram que suas respectivas incompetências levassem embora.

Uma das desculpas usadas pelo casal DalVig, para tentar esconder a cagada, é a de que as obras ainda não teriam saído do papel porque o Governador é do partido do ex-prefeito e atual secretário Especial do Litoral, Francisco Carlim dos Santos (Xiquinho) e aliado político do mesmo.

Mas, se siglas partidárias fazem diferença no assunto, cabe perguntar ao prefeito o “por quê?” as obras não começaram em 2010, quando o então governador Roberto Requião era aliadíssimo de Dalmora, prova esta vista nas eleições do ano passado, quando o prefeito de Matinhos arregaçou as manguinhas para ajudar a eleger o companheiro ao Senado Federal.

Por essa e outras respostas, nós e toda a população matinhense continuamos no aguardo. Porém, parece que a Lei dentro da Prefeitura de Matinhos agora é, “silêncio total”, uma vez que se a coisa já está ruim, quando eles abrem a boca fica ainda pior. (Nosso Litoral)


8 de nov. de 2011

MATINHOS: Ministério Público vai investigar viagem internacional de Dalmora

Eduardo Dalmora e família "on ice"
No último dia 21 de outubro, o Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR) recebeu denúncia referente aos crimes de responsabilidade e infrações político-administrativas cometidas pelo prefeito de Matinhos, Eduardo Antonio Dalmora (PDT).

As acusações dizem respeito a uma viagem internacional que o mesmo teria feito no início do mês de outubro de 2011, sem autorização da Câmara Municipal, conforme determina a Lei Orgânica do Município.

A denúncia, que já havia sido feita por diversos veículos de comunicação do estado, foram respondidas por Dalmora através de uma autorização concedida em “sessão especial” que permitiria, ao longo dos quatro anos (2009/2012), realizar, por ano, até quatro viagens internacionais de quinze dias.

De acordo com a denúncia protocolada no MP-PR e, recebida pela nossa equipe através de e-mail, a autorização é ilegal, uma vez que inexiste “sessão especial” no Regimento Interno da Câmara. Como se não bastasse, mesmo que a autorização “guarda-chuva” servisse para alguma coisa, só serviria para mascarar uma situação e permitir o deslocamento sem que a comunidade tivesse ciência.

Ainda de acordo com a denúncia, o prefeito já teria realizado inúmeras outras viagens semelhantes ao longo de seu mandato, todas com objetivo particular/turístico, sem que tivesse havido a devida transmissão de cargo, além do fato de o prefeito receber seus proventos em caráter integral, sem que tenha sido descontado os dias faltantes.

Uma vez que todas as irregularidades cometidas por Eduardo Antonio Dalmora contrariem os Art. 35 e 69 da Lei Orgânica do Município, são dignas das penas previstas no Art. 76, que inclui a cassação de mandato.

A denúncia pede a abertura de inquérito de natureza civil e criminal contra o prefeito; além de informações da Polícia Federal referentes às viagens internacionais que o prefeito tenha realizado desde 2009, com as datas de saída e retorno; e outras informações que devem ser apresentadas pela Prefeitura Municipal de Matinhos. (Nosso Litoral)

31 de out. de 2011

MATINHOS: Puxadinho do prefeito vira caso de Justiça

Os moradores do Edifício Costa Allegra, sediado na Av. Atlântica do balneário de Caiobá, em Matinhos, procuraram a equipe do Nosso Litoral para denunciar as arbitrariedades de um casal de vizinhos que tem dado dor de cabeça para o condomínio.

Segundo informações, os proprietários do apartamento 3A, o Sr. Eduardo Antonio Dalmora e a Sra. Eunice Viganó, teriam construído uma cobertura de chapas lisas para promover sombra em sua sacada principal, que fica de frente para o mar.

Além desta, no terraço descoberto localizado nos fundos do imóvel, teriam feito também uma obra que se comunica com o ambiente interno da edificação.

Aparentemente, não existe nenhum problema na construção do “puxadinho” do casal. No entanto, o caso foi parar na Justiça depois que um laudo pericial de engenharia e arquitetura constatou que as obras ofereciam riscos para os condôminos.

No dia 15 de janeiro deste ano, em Assembléia Ordinária do condomínio, ficou decidido por maioria de votos que ambas as reformas deveriam ser demolidas. Na ocasião, apenas a Sra. Eunice Viganó votou contra a decisão, porém, assim mesmo, o Sr. Eduardo Antonio Dalmora comprometeu-se a solucionar o problema, solicitando um prazo de quinze dias.

Em 18 de janeiro, o condomínio notificou por escrito a Sra. Eunice Viganó sobre a decisão. No entanto, a mesma respondeu a notificação alegando não ter legitimidade jurídica para recebê-la, visto que o imóvel seria da DalVig – Administração de Imóveis Próprios Ltda – empresa da qual ela atua como sócia e administradora.

Diante da tentativa de impasse, o condomínio notificou-a na pessoa de sua empresa, o que não fez diferença nenhuma já que Eunice permaneceu irredutível quanto a sua decisão pessoal.

Já com objetivo de entrar com um processo judicial contra ela, o condomínio requereu junto à Prefeitura Municipal de Matinhos uma certidão relativa ao alvará de construção das obras realizadas no imóvel. De acordo com a Constituição Federal, a Prefeitura de Matinhos teria quinze dias para despachar o requerimento, fato este que não aconteceu até hoje.

Para o síndico, Egídio J. Novacki, da omissão da Prefeitura, extrai-se a certeza de que as obras infringem não apenas o Código Civil, mas também as normas e posturas do município, uma vez que elas tenham sido realizadas sem a presença de um engenheiro.

De acordo com o laudo pericial feito pela Leite Ferreira – Engenharia Ltda – as modificações construtivas realizadas pelo casal Dalmora/Viganó, ou Dalvig, descaracterizam a fachada, desvalorizam o imóvel, ameaçam sua solidez e ainda colocam em risco a segurança dos demais moradores e até mesmo de usuários da via pública.

Segundo o documento, os novos telhados estão sujeitos a serem arrancados pelo vento juntamente com a estrutura que os sustentam, podendo serem arremessados tanto para a outra torre da edificação como para a via pública, causando danos pessoais e materiais incalculáveis.


Como se não bastasse, os vizinhos ainda reclamam de uma capela construída pelo casal dentro do edifício, e o pior de tudo, do esquema de segurança particular montado no interior do imóvel, para atender exclusivamente à família.

Segundo alguns moradores, diversos condôminos já tiveram problemas para entrar no prédio por causa dos seguranças do prefeito e de sua esposa. Muitos deles ainda temem que o uso de armas de fogo por parte dos seguranças possa causar problemas ainda maiores.

Com relação ao processo 4890/11, movido pelo Condomínio Edifício Costa Allegra contra a Dalvig, ou seja, contra a Sra. Eunice Viganó, a Juíza Danielle Guimarães da Costa determinou, no último dia 3 de outubro, que no prazo de trinta dias sejam desfeitas todas as obras realizadas pelo casal, e estabeleceu multa diária no valor de mil reais pelo descumprimento.

Confira alguns detalhes do laudo pericial:




27 de out. de 2011

MATINHOS: Depois de ser ameaçado pelo prefeito Dalmora, vereador Márcio do Hospital pede proteção à Justiça

Márcio do Hospital
No último dia 13 de outubro, o vereador Márcio José do Nascimento (PSDB), o Márcio do Hospital, esteve presente na Delegacia de Polícia de Matinhos para registrar um Boletim de Ocorrência contra o prefeito Eduardo Antonio Dalmora (PDT).

De acordo com as informações do B.O., no dia anterior, por volta das 18h, o vereador teria recebido uma ligação telefônica de Dalmora, onde o mesmo (em viagem pela Itália) afirmava ter lido a matéria sobre o Cemitério Municipal de Matinhos, publicada na semana passada pelo blog Nosso Litoral.

Revoltado com as críticas, Dalmora passou a fazer ameaças ao vereador e sua família, afirmando que, assim que chegasse à cidade, iria pegar cabeça por cabeça dos envolvidos na denúncia, sendo que a do vereador seria a primeira.

Segundo o vereador, Dalmora teria associado ele às denúncias, pelo simples fato de seu pai e seu irmão trabalharem no Cemitério.

Ao tentar argumentar, o vereador foi interrompido pelo prefeito que, como se não bastasse, mandou que o mesmo calasse a boca e continuou com as ameaças. “Cale a boca! Quem manda aqui sou eu! Na sexta-feira eu te pego!”, disse Dalmora. Depois disso, o vereador teria desligado o celular.

A verdade é que não é de hoje que Márcio vem sendo ameaçado pelo prefeito. Por ser o único vereador a fazer oposição na Câmara, Márcio já teve todos os seus assessores exonerados. Segundo ele, Dalmora teria dado ordens ao presidente da Câmara para que cortasse todos os benefícios possíveis de seu gabinete.

No dia 12 de agosto deste ano, Dalmora teria ido ainda mais longe ao dar de dedo no vereador e afirmar que se ele não parasse de fazer oposição, pegaria ele e sua família, um por um. Na ocasião, todos os outros vereadores estariam presentes.

Segundo o vereador, enquanto hoje ele trabalha sem nenhum assessor, o gabinete do presidente da Câmara, Sandro Moacir Braga (DEM), o Sandro do Gás, conta com 15 assessores. Ainda de acordo com ele, nem a metade dos assessores de Sandro comparecem na Câmara, porém, todos recebem seus salários rigorosamente.

Como se não bastasse, o vereador ainda conta que Sandro não tem comparecido às sessões da Câmara, e que já existe uma movimentação de outros vereadores na intenção de afastar o vereador da presidência da Casa. No entanto, todas as iniciativas são frustradas graças à influência de Dalmora, que é quem manda naquela Casa de Leis hoje.

Preocupado com a situação, esta semana, o vereador Márcio deve procurar a Justiça de Matinhos para fazer um pedido de proteção a ele e sua família. Confira abaixo o Boletim de Ocorrência registrado pelo vereador:




25 de out. de 2011

MATINHOS: Prefeitura contrata empresa do chefe de Gabinete David Pancotti para instalar placas de sinalização

David Pancotti
No mínimo estranho…

O que leva um cidadão em sã consciência, após ocupar um cargo de diretor geral do Departamento de Trânsito do Paraná – DETRAN/PR, ganhando um salário superior a R$ 10 mil por mês, querer ocupar um cargo de chefe de Gabinete em um município do litoral paranaense, ganhando cerca de um terço do salário anterior?

Esta é uma pergunta que toda a população de Matinhos gostaria de fazer, e que só o coronel David Antônio Pancotti poderia nos responder. Interessada no assunto, a equipe do Nosso Litoral foi atrás de maiores informações sobre as ações do atual chefe de Gabinete do prefeito Eduardo Antônio Dalmora e encontrou caroço no angu, linguiça na farofa e por aí vai. Vamos aos fatos…

Recentemente, a Prefeitura de Matinhos investiu cerca de R$ 150 mil em “placas indicativas com nomes e locais de órgãos públicos, bem como indicando a saída da cidade pela rodovia e vicinais”.

Segundo o site oficial do município, as placas estão sendo colocadas principalmente nas avenidas do centro da cidade e visam garantir uma melhor localização dos diversos órgãos públicos, balneários, delegacia, rodoviária entre outros. Até aí tudo bem.

Ainda de acordo com o site, a empresa contratada pela Prefeitura é especializada nesse serviço e as placas ficaram em pontos estratégicos, sendo confeccionada dentro dos padrões. Propaganda da empresa? Calma!

Como muitos já sabem, a verba usada na aquisição das placas veio do Governo Federal, graças ao empenho de Pancotti, o chefe de Gabinete. No entanto, o que ninguém sabe, é que o mesmo é sócio da empresa contratada para a colocação das placas. Tá explicado?

A exemplo da época em que respondia pelo DETRAN/PR no governo Requião, Pancotti volta a utilizar de cargos públicos em benefício próprio. Em dezembro de 2010, com recursos do Governo do Estado, ele usou sua empresa para fazer a instalação de placas de sinalização em Guaratuba.

Em março de 2009, Pancotti deu dor de cabeça para a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, quando os deputados tiveram que pedir informações sobre o órgão que, até então era de sua responsabilidade.

Entre as principais preocupações estavam os contratos com as empresas terceirizadas para realizar todo o tipo de serviço. Inclusive o credenciamento de clínicas privadas para a realização de exames médicos e, claro, de placas de sinalização.

Como se não bastasse, em 2007, Pancotti foi acusado de nomear filhos de dirigentes públicos da Casa Civil e outros órgãos estaduais no DETRAN/PR como troca de favores. Na época, o departamento ficou conhecido como a “Creche do Pancotti”. (Nosso Litoral)

20 de out. de 2011

MATINHOS: Dalmora viaja sem autorização da Câmara e pode ter o mandato cassado

O prefeito de Matinhos, Eduardo Antonio Dalmora, viajou sem autorização da Câmara Municipal contrariando o que determina a Lei Orgânica do Município.

Segundo informações, Dalmora teria viajado para a Itália por motivos particulares. Junto com ele, teria embarcado, também, o presidente da Câmara, Sandro Moacir Braga.

Mesmo sabendo da irregularidade, o prefeito se sentiu no direito de assinar um decreto< às escondidas, dando plenos poderes ao vice Gentil Rodrigues Arzão.

No entanto, se a ausência do prefeito era para ser mantida em sigilo, ela tornou-se pública quando, no último dia 5, já no comando do município, o vice-prefeito foi vítima de um acidente automobilístico de grandes proporções. Na ocasião, ao ser entrevistado pelo G1 PR, o Chefe de Gabinete, David Antônio Pancotti, falou sobre o estado de saúde de Gentil, mas não respondeu as perguntas referentes a viagem de Dalmora. Ainda de acordo com Pancotti, o “prefeito em exercício” estaria despachando de dentro do hospital.

O que ocorre é que, como o afastamento de Dalmora não foi autorizado pelo Legislativo, Gentil não poderia responder oficialmente como prefeito. Caso ele tenha assinado qualquer ato ou tomado qualquer decisão que envolva ações da Prefeitura, Dalmora pode ter o mandato cassado automaticamente.

Apesar de os assessores do prefeito negarem que ele tenha passado o cargo para o vice durante sua ausência, diversos veículos de comunicação do estado noticiaram o acidente de Gentil se referindo a ele como “prefeito em exercício” ou “prefeito interino”, baseados nas informações repassadas pelo Chefe de Gabinete, que confirmou a transferência do cargo.

De acordo com informações, Dalmora teria se ausentado com base em uma autorização concedida pela Câmara Municipal no início de seu mandato (2009) e que teria validade de quatro anos, o que, vale lembrar, é inconstitucional.

Por ter abandonado a cidade e o povo que o elegeu, Dalmora deverá responder processo por crime de responsabilidade.

Vale destacar que, nem mesmo o acidente de Gentil e a incapacidade do mesmo em conduzir o município por causa de seu estado de saúde foram suficientes para trazer o prefeito de volta ao Brasil, já que o mesmo só retornou ao município no último dia 14.

O ítem XI do Art. 35 da Lei Orgânica do Município de Matinhos, diz que é atribuição da Câmara Municipal autorizar ao prefeito a ausentar-se do município por mais de dez dias e do país por qualquer prazo. (Nosso Litoral)

17 de out. de 2011

MATINHOS: Um médico por casa, não? Um ônibus por aluno, sim!

Mais uma ideia genial de Dalmora
De acordo com o Art. 69 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os municípios devem aplicar 25% da receita resultante de impostos, compreendidas as transferências constitucionais, na manutenção e desenvolvimento do ensino público.

No entanto, em Matinhos, o prefeito Eduardo Dalmora (PDT) deixou de seguir as normas e, este ano, não gastou nada nem próximo do valor referido, o que lhe causaria grandes problemas futuramente, caso não tivesse tido a ideia genial de gastar o que ainda faltava, tudo de uma vez só.

O mesmo já havia acontecido em 2009, quando o inquilino do Paço Municipal foi obrigado a gastar R$ 2.409.118,89 (dois milhões, quatrocentos e nove mil, cento e dezoito reais e oitenta e nove centavos), na compra de 840 netbooks, 25 notebooks, e mais meia dúzia de projetores multimídias e outros equipamentos de informática, tudo para driblar a Justiça.

Este ano a ideia é outra. Em reunião recente, no auditório da Prefeitura, Dalmora afirmou em alto e bom som que irá comprar dez ônibus escolares novinhos em folha. Segundo ele, dois, dos veículos novos, deverão ser usados pelo programa ”Ondas do Saber”, criado na gestão passada pelo ex-prefeito Xiquinho (Surf na Escola).

Mas, se o prefeito vive dizendo que o transporte escolar em Matinhos é modelo para outros municípios e que a frota é suficiente para atender todos os alunos, por que comprar mais ônibus? Pelo que parece, já que não conseguiu cumprir ”um médico por casa”, Dalmora resolveu mudar a promessa para ”um ônibus por aluno”. Haja motorista! (Nosso Litoral)

3 de out. de 2011

MATINHOS: Dalmora quer garantir apoio para a eleição em 2012?

Dalmora: "Essa eleição nem Deus me tira"
Enquanto em municípios como Guaratuba e Maringá a população foi consultada a respeito do aumento no número de vereadores, em Matinhos, através de sessão secreta realizada na Câmara no último dia 24 de agosto, os vereadores aprovaram, a mando do atual inquilino do Paço Municipal, a criação de duas novas cadeiras na Casa, além da Lei 1472/2011 que estipula os novos salários para o Executivo e Legislativo, que passarão a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2013.

Para o cargo de vereador, o salário aprovado pelos nobres pares passa de cerca de R$ 3 mil para R$ 5.900,00, com exceção do presidente, que passa a ganhar R$ 8 mil. Para o vice-prefeito, o salário fixado também é de R$ 8 mil. Para os cargos de secretário municipal, o novo salário passa a ser de R$ 4.960,00. Já o próximo prefeito ganhará R$ 14.800,00.

O mais estranho em tudo isso seria o interesse do prefeito Eduardo Dalmora (PDT) em aprovar os salários de uma Legislatura a qual ainda não foi definida. No entanto, a justificativa ficou bem clara em seu discurso, quando Dalmora afirmou com convicção que será reeleito. Como se não bastasse a arrogância de suas palavras, ao garantir que está acima da vontade do povo, Dalmora ainda afrontou todas as religiões ao concluir seu pronunciamento dizendo: “Essa eleição nem Deus me tira”.

Enquanto isso, no último dia 25 de agosto, cerca de 10 mil pessoas foram às salas de aula para disputar cargos públicos com salários de R$ 545. Assim caminha a administração do prefeito Eduardo Antonio Dalmora, que deve piorar ainda mais nesse último ano. Podem acreditar! (Nossolitoral.wordpress.com)

23 de set. de 2011

MATINHOS: Hotel do prefeito tem desconto de 77% no IPTU?

O IPTU em Matinhos já foi alvo de bastante polêmica em março de 2010, quando o Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR) questionou o cálculo feito pela Prefeitura. Na época, o reajuste para o Imposto Predial e Territorial Urbano no município chegou a 300%, deixando muitos proprietários de imóveis descontentes.

Em uma entrevista concedida à Gazeta do Povo, o prefeito Eduardo Dalmora (PDT) afirmou ter sido eleito para acertar a cidade e disse não estar fazendo nada além disso. Em sinal de apoio, o presidente da Câmara, Sandro Moacir Braga, reforçou o discurso do prefeito dizendo que havia imóveis de R$ 400 mil registrados com valor de R$ 70 mil ou R$ 80 mil.

Um ano e seis meses depois, parece que ainda tem coisa errada no “acertar a cidade” do prefeito. Recentemente, a equipe do Nosso Litoral vem recebendo várias denúncias referentes a um suposto esquema de facilitamento, por parte da Prefeitura Municipal, com relação ao pagamento de IPTU de um imóvel na Rua Augusto Blitzkow, em Caiobá, onde está instalado um empreendimento milionário da família Dalmora, o Caiobá Praia Hotel.

Segundo informações, o valor total do IPTU pago por Dalmora não passaria de R$ 35.127,27. Porém, o que mais incomoda nessa história, é que outros proprietários de hotéis da cidade têm pago valores bem mais altos, por imóveis, digamos, bem mais baixos. Vale lembrar que, enquanto esses hotéis cobram de R$ 70 à R$ 120 por uma diária durante a temporada, o hotel do prefeito não hospeda ninguém por menos de R$ 700 por dia.


IPTU do hotel de Eduardo Dalmora

Interessada no assunto, nossa equipe foi atrás de maiores informações e acabou descobrindo que só neste “ledo engano”, Dalmora estaria economizando aproximadamente R$ 108 mil por ano. Um valor que poderia estar sendo usado para “acertar a cidade”, como ele mesmo disse, mas que só tem acertado a sua própria vida.

Como podemos ver no carnê do IPTU, o hotel do prefeito teria uma área de 2.000 m² construída, em cima de um terreno de 8.150 m², o que não precisa ser nenhum doutor no assunto para saber que está errado. Saindo do que está no papel para a realidade, as medidas estariam totalmente invertidas, sendo 8.150 m² o tamanho da área construída, e 2.000 m² as proporções do terreno.

Se não fosse essa ajudinha, desde que comprou o hotel, o prefeito já deveria ter pago cerca de R$ 401 mil para o município. No entanto, até hoje ele não desembolsou mais que R$ 87 mil, ou seja, apenas 23% do valor.


De acordo com informações, a notícia já chegou na Justiça através de uma denúncia que pede a correção dos dados e o pagamento, com juros, dos valores que o prefeito Eduardo Dalmora deve ao município. (Nossolitoral.wordpress.com)

Obs: Pela metragem colocada no carnê do hotel do prefeito Dalmora, observa-se que ele poderia ser o proprietário do Morro do Boi, afinal 8.150,00 m2 englobaria toda a redondeza do hotel. Com relação às cobranças de IPTU, será que não existe uma diminuição do custo do m2 na área da propriedade do prefeito, o que facilitaria um valor reduzido em relação a outros imóveis no centro da cidade?



Mirante no Morro do Boi, investimento para quem?

A notícia que circulou esta semana seria de que o prefeito Eduardo Dalmora conseguiu junto ao ministro do Turismo, Luiz Barretto, a construção de um mirante no Morro do Boi, orçado em R$ 600 mil e que o projeto vai dar uma nova cara a uma das atrações turísticas mais famosas da praia de Caiobá. O interessante da notícia é que a atração turística ficaria instalada bem ao fundo do hotel cujo proprietário coincidentemente é Eduardo Dalmora.

Será que essa obra resolveria os problemas enfrentados pela população com relação a toda infra-estrutura que falta no município para temporada, ou seria mais um investimento que favorecia o hotel do prefeito?

19 de set. de 2011

MATINHOS: Ex-vereador confirma crimes eleitorais cometidos por Dalmora

Koringa escracha Eduardo Dalmora em depoimento à Polícia Federal


Koringa: Muitos sabiam dos fatos, mas ter coragem de contar...
Apesar de vir sendo investigado pela Polícia Federal (PF) desde 2009, Dalmora parece ter um pouco mais de “sorte” que os colegas, pois, como todos sabem, foi ele o responsável pelo maior esquema de crime eleitoral da história de Matinhos. No entanto, o que poucos sabiam, é que alguém tivesse tido coragem de contar isso para a PF e assinar em baixo. Mas teve.

Na última semana a equipe do Nosso Litoral teve acesso à cópia de um depoimento prestado à PF no dia 15 de julho de 2010, pelo ex-vereador Sebastião João dos Santos, mais conhecido como Koringa. Ele foi candidato pelo PPS, partido que fazia parte da coligação que ajudou a eleger o atual prefeito e, além de confessar, contou detalhes de como funcionava a distribuição de medicamentos, cestas básicas, combustível, além de outras vantagens financiadas por Dalmora durante a campanha.


A distribuição de combustíveis

Em 2008, Koringa era proprietário de um posto de combustível que ficava localizado na Avenida Roque Vernalha, no Centro da cidade. Segundo ele, só lá foram distribuídos aproximadamente 40 mil litros de combustível, sendo um dos lugares que menos distribuiu.

Ainda de acordo com ele, quando o combustível também favorecia sua campanha, a coligação de Dalmora pagava a metade do valor referente. Porém, quando o combustível era para outros candidatos, a coligação pagava o valor integral.

Além do Auto Posto Koringa, a distribuição de combustível em favor da coligação de Dalmora também era feita em, pelo menos, mais três postos, pertencentes aos empresários Mário Gonçalves da Costa e Adalto Mendes Lüders, ambos colaboradores da campanha do prefeito.

Depois das eleições, logo que Dalmora assumiu o cargo, Adalto venceu uma licitação da Prefeitura, passando a ser fornecedor exclusivo de combustível para o município. Na ocasião, o empresário levou R$ 800 mil dos cofres públicos, em retribuição dos serviços prestados para Eduardo Dalmora durante a campanha.


A distribuição de dinheiro no dia da eleição


Dalmora: Complicado
Em seu depoimento para a Polícia Federal, Koringa também confessa que existiu distribuição de dinheiro em espécie no dia da eleição e, afirma com certeza que as distribuições favoreciam a campanha eleitoral do candidato a prefeito Eduardo Dalmora.


A cena se repete

Faltando menos de um ano para o início da campanha eleitoral de 2012, Dalmora parece não se intimidar com as investigações da Polícia. Só essa semana, nossa equipe foi procurada por quatro pré-candidatos a vereadores que afirmam ter recebido oferta em dinheiro, por parte do prefeito, para que abandonem os partidos de oposição e ingressem em partidos da sua base aliada.

O caso mais recente foi do mecânico Pinheiro, da Vila Nova. Segundo ele, Dalmora o procurou e ofereceu pessoalmente, combustível e R$ 20 mil para sua campanha, caso ele deixasse seu atual partido para se filiar no PT.

Se em 2008 as acusações já eram sérias, agora eles se tornam ainda pior, uma vez que existem fortes indícios de que o dinheiro utilizado para financiar a compra de votos e candidatos para 2012 esteja saindo dos cofres da Prefeitura.

Com tudo o que aconteceu no passado e volta a acontecer agora, se a Polícia Federal não mostrar um resultado em breve, só existem duas explicações: Ou a Justiça é falha, ou como diz o prefeito: “Para o povo é a lei, não para o rei”. (Nossolitoral.wordpress.com)

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