Os vereadores de Sarandi, município com cerca de 85 mil habitantes no norte paranaense, foram pra lá de generosos ao darem a si mesmos um aumentozinho de apenas 45%.
O aumento de salário foi aprovado nesta semana pela Câmara Municipal, e a partir de 2012 cada um dos nobres edis vai ganhar R$ 7.980,00 por mês.
Além dos vereadores, o prefeito local, Carlos de Paula (PDT), também foi honrado com um aumento e vai receber a “mixaria” de R$ 19.800,00 a partir de janeiro.
Enquanto isso, nas empresas particulares, será que os trabalhadores comuns, que são simples mortais, já se garantiram com um aumento salarial nesse nível para 2012?
Convenhamos, nossos políticos estão cada vez mais caras de pau.
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23 de nov. de 2011
21 de nov. de 2011
FOZ DO IGUAÇU: Vereadores querem mais vagas na Câmara Municipal
Apesar da assinatura de 22 mil moradores de Foz do Iguaçu e da participação das principais entidades da chamada sociedade organizada contra o aumento no número de vagas na Câmara Municipal, os vereadores decidiram retomar a discussão do projeto que havia sido arquivado na época de maior pressão. Para rebater, cerca de 20 entidades de Foz se mobilizam agora no “Fórum pela Moralização da Política” para contestar o argumento da direção da Câmara de que 18 partidos políticos são a favor da ampliação do número de vereadores.
Através do Fórum foi anunciado o lançamento de uma nova campanha, com outdoors espalhados em pontos estratégicos e de grande circulação em Foz do Iguaçu, em protesto à manobra de retomar a discussão que já havia sido arquivada juntamente com o projeto de Emenda à Lei Orgânica que aumentava de 15 para 21 vereadores.
No início de agosto passado, o projeto foi retirado pelo autor, vereador Hermógenes de Oliveira (PMDB), que está reapresentando-o novamente. Oliveira diz que atende ao abaixo-assinado encaminhado por 18 partidos políticos, mas ele próprio propôs uma audiência pública para o próximo dia 28. Representantes das entidades que estão no Fórum definiram que participarão da audiência.
As entidades querem ainda que além de não aumentar o número de vereadores, seja reduzido o percentual que a prefeitura é obrigada a repassar para a Câmara Municipal a título de orçamento próprio. O projeto de Foz do Iguaçu tem respaldo legal, a ampliação das vagas é permitida devido ao aumento da população de acordo com o censo do IBGE. Para os moradores e as entidades do Fórum, porém, “é imoral”.
Na última reunião, que transformou a mobilização no Fórum, somaram-se à Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (ACIFI), OAB/Foz e Iguassu Convention, as seguintes entidades: Igreja Católica; quatro lojas maçônicas de Foz do Iguaçu; sindicatos como o Sindilojas, Secovi, Sescap, Sincofoz e Sinduscon; Conselhos Regionais de Contabilidade e Administração; Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABHI); Centro Cultural Beneficente Islâmico e Conselho Municipal de Turismo e o Conselho do Jovem Empreendedor. (Roseli Valério)
Através do Fórum foi anunciado o lançamento de uma nova campanha, com outdoors espalhados em pontos estratégicos e de grande circulação em Foz do Iguaçu, em protesto à manobra de retomar a discussão que já havia sido arquivada juntamente com o projeto de Emenda à Lei Orgânica que aumentava de 15 para 21 vereadores.
No início de agosto passado, o projeto foi retirado pelo autor, vereador Hermógenes de Oliveira (PMDB), que está reapresentando-o novamente. Oliveira diz que atende ao abaixo-assinado encaminhado por 18 partidos políticos, mas ele próprio propôs uma audiência pública para o próximo dia 28. Representantes das entidades que estão no Fórum definiram que participarão da audiência.
As entidades querem ainda que além de não aumentar o número de vereadores, seja reduzido o percentual que a prefeitura é obrigada a repassar para a Câmara Municipal a título de orçamento próprio. O projeto de Foz do Iguaçu tem respaldo legal, a ampliação das vagas é permitida devido ao aumento da população de acordo com o censo do IBGE. Para os moradores e as entidades do Fórum, porém, “é imoral”.
Na última reunião, que transformou a mobilização no Fórum, somaram-se à Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (ACIFI), OAB/Foz e Iguassu Convention, as seguintes entidades: Igreja Católica; quatro lojas maçônicas de Foz do Iguaçu; sindicatos como o Sindilojas, Secovi, Sescap, Sincofoz e Sinduscon; Conselhos Regionais de Contabilidade e Administração; Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABHI); Centro Cultural Beneficente Islâmico e Conselho Municipal de Turismo e o Conselho do Jovem Empreendedor. (Roseli Valério)
9 de nov. de 2011
GUARATUBA: Paulo Araújo impõe censura também para fotografias na Câmara
O presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Araújo (PSC), instituiu a censura de imagens para os jornalistas, corta declarações do site oficial e reclama que foi censurado na inauguração do Hospital Municipal de Guaratuba.
A censura de imagens da Câmara foi imposta na sessão de segunda-feira (31). Araújo chegou a interromper a leitura da ordem do dia para proibir este repórter de tirar fotografias durante a sessão. O vereador afirmou que só os jornalistas “cadastrados” poderiam fazer imagens.
Para não interromper os trabalhos, o repórter dirigiu-se a um funcionário e lembrou a ele que já havia feito o cadastro na semana anterior, sendo inclusive o único profissional que se submeteu a nova determinação de Araújo. Constrangido, o funcionário explicou que aquele cadastramento não vale mais. Para poder fazer a cobertura das sessões, os jornalistas devem preencher novo cadastro a cada semana, até pelo menos três horas antes do início da sessão, que começa às 20h.
A medida não atinge a todos. Na segunda-feira, familiar de um dos policiais militares homenageados pela Câmara tirou fotos à vontade, como sempre foi costume da Câmara Municipal de Guaratuba. O funcionário orientado a fazer cumprir a determinação do presidente chegou a abordar a cidadã para informar da proibição, mas foi desautorizado pelo assessor de Comunicação, que disse que ela poderia bater fotos livremente.
A proibição para os repórteres tirarem fotos sequer foi comunicada à imprensa. A fala de Araújo proibindo o Correio do Litoral de bater fotos inclusive foi cortada do resumo da sessão que é publicado no site da Câmara.
A censura de imagens para a imprensa se soma à proibição dos jornalistas pisarem no “cercadinho” dos vereadores, mesmo após as sessões. Paulo Araújo se nega a prestar qualquer informação ao Correio do Litoral.com. Ele exige que as informações sejam solicitadas por ofício para que ele possa analisar se irá responder ou não.
Araújo diz que foi “censurado”
Nenhum projeto foi votado na sessão de segunda-feira. O único acontecimento foi a homenagem prestada oficiais, sargentos e soldados da Polícia Militar. Alguns vereadores ocuparam o maior tempo da sessão para reclamar as pessoas em situação de rua, chamados de “mendigos” no texto da Câmara. A inauguração do Hospital Municipal de Guaratuba e a sinalização da barra da baía foi o outro assunto do dia.
Paulo Araújo encerrou os trabalhos reclamando que foi barrado no palanque montado durante a inauguração do hospital e que teve a palavra “censurada” durante a festa. O líder da prefeita Evani Justus na Câmara, Ilson Rhoden Fleck (PR), rebateu: “Presidente, nós subimos juntos no palanque e fomos barrados inicialmente pelo Cerimonial do Governo do Estado, que foi quem organizou a solenidade”, disse Fleck. A reclamação de Araújo consta do texto publicado no site oficial, mas a explicação de Fleck foi cortada. (Gustavo Aquino – Correio do Litoral)
A censura de imagens da Câmara foi imposta na sessão de segunda-feira (31). Araújo chegou a interromper a leitura da ordem do dia para proibir este repórter de tirar fotografias durante a sessão. O vereador afirmou que só os jornalistas “cadastrados” poderiam fazer imagens.
Para não interromper os trabalhos, o repórter dirigiu-se a um funcionário e lembrou a ele que já havia feito o cadastro na semana anterior, sendo inclusive o único profissional que se submeteu a nova determinação de Araújo. Constrangido, o funcionário explicou que aquele cadastramento não vale mais. Para poder fazer a cobertura das sessões, os jornalistas devem preencher novo cadastro a cada semana, até pelo menos três horas antes do início da sessão, que começa às 20h.
A medida não atinge a todos. Na segunda-feira, familiar de um dos policiais militares homenageados pela Câmara tirou fotos à vontade, como sempre foi costume da Câmara Municipal de Guaratuba. O funcionário orientado a fazer cumprir a determinação do presidente chegou a abordar a cidadã para informar da proibição, mas foi desautorizado pelo assessor de Comunicação, que disse que ela poderia bater fotos livremente.
A proibição para os repórteres tirarem fotos sequer foi comunicada à imprensa. A fala de Araújo proibindo o Correio do Litoral de bater fotos inclusive foi cortada do resumo da sessão que é publicado no site da Câmara.
A censura de imagens para a imprensa se soma à proibição dos jornalistas pisarem no “cercadinho” dos vereadores, mesmo após as sessões. Paulo Araújo se nega a prestar qualquer informação ao Correio do Litoral.com. Ele exige que as informações sejam solicitadas por ofício para que ele possa analisar se irá responder ou não.
Araújo diz que foi “censurado”
Nenhum projeto foi votado na sessão de segunda-feira. O único acontecimento foi a homenagem prestada oficiais, sargentos e soldados da Polícia Militar. Alguns vereadores ocuparam o maior tempo da sessão para reclamar as pessoas em situação de rua, chamados de “mendigos” no texto da Câmara. A inauguração do Hospital Municipal de Guaratuba e a sinalização da barra da baía foi o outro assunto do dia.
Paulo Araújo encerrou os trabalhos reclamando que foi barrado no palanque montado durante a inauguração do hospital e que teve a palavra “censurada” durante a festa. O líder da prefeita Evani Justus na Câmara, Ilson Rhoden Fleck (PR), rebateu: “Presidente, nós subimos juntos no palanque e fomos barrados inicialmente pelo Cerimonial do Governo do Estado, que foi quem organizou a solenidade”, disse Fleck. A reclamação de Araújo consta do texto publicado no site oficial, mas a explicação de Fleck foi cortada. (Gustavo Aquino – Correio do Litoral)
1 de nov. de 2011
GUARATUBA: Vergonha! Presidente da Câmara institui “cercadinho” dos vereadores e aprova novo aumento
Desde segunda-feira (24) os cidadãos estão proibidos de cruzar o muro que separa o plenário do espaço reservado ao público na Câmara Municipal de Guaratuba após as plenárias. A medida foi instituída pelo presidente Paulo Araújo (PSC) para impedir acesso da imprensa, mas atinge a todos. Nenhum vereador contestou a decisão.
Além de criar o “cercadinho”, apelido dado pelas poucas pessoas presentes à reunião desta segunda, Araújo exigiu que todos os jornalistas que quisessem fazer perguntas aos vereadores preenchessem um cadastro antes da sessão. Mesmo com o cadastro, eles não poderiam cruzar o cercadinho, nem depois da sessão encerrada.
Algumas pessoas que não atuam na imprensa também tiveram que se identificar na entrada da Câmara. Um funcionário dirigia-se a cidadãos escolhidas a dedo pelo presidente e informava que eles deveriam preencher uma ficha se quisessem conversar com os vereadores.
“Casa da mãe Joana”
As novidades foram adotadas antes da sessão, mas só foram formalizadas pelo presidente no final. Araújo lamentou que “os incidentes ocorridas no dia 17” tenham repercutido na imprensa de todo o país. Ele se referia à notícia da agressão que cometeu contra este repórter.
Lendo dispositivos do Regimento Interno da Câmara que nunca foram utilizados, o presidente disse que tem poder de polícia e que pode mandar prender e determinar que funcionários “usem a força” contra as pessoas se sentir que sofreu desacato à sua autoridade. A declaração pode ser o primeiro reconhecimento disfarçado de que houve “uso da força” na agressão que ele mesmo cometeu.
Os demais vereadores ouviram as ordens do presidente em silêncio respeitoso. Alguns baixaram a cabeça e não a levantaram nem quando Araújo, em voz solene, concluiu: “Aqui não é a casa da mãe Joana”.
Regimento oculto
Os artigos lidos por Araújo, assim como o próprio Regimento Interno da Câmara, não são divulgados para o público. Sequer consta do site oficial da Câmara.
O site também não publica o resultado das votações. Nos textos sobre as sessões, escondido no link “Plenárias”, são informados apenas os expedientes recebidos, as proposições (indicações de obras e serviços) e um resumo editado da fala dos vereadores na “Palavra Livre” e nas “Considerações Finais”.
O resultado das votações e o conteúdo dos projetos também não constam das “atas resumidas” lidas e votadas no início das plenárias.
Notícia escancarada
Uma exceção foi a votação do aumento do salário dos próprios vereadores. O aumento foi votado a portas fechadas na quarta-feira (20), na sala de reuniões, num canto do prédio cujo acesso está restrito desde a semana passada. Também aconteceu pela manhã ao invés da noite, como é costume.
O aumento de 11,79%, proposto pelo próprio presidente, elevou seus ganhos mensais para R$ 6.148,45 e para R$ 4.136,23 aos vereadores sem cargo na Mesa Diretora. O aumento é retroativo ao dia 1º de outubro.
Araújo fez tudo para esconder o assunto e chegou a votar na segunda-feira (17) um parecer favorável ao projeto, sem citar o número nem o conteúdo. A votação não conta da “ata resumida” nem do texto publicado no site. A reação violenta contra a tentativa de este repórter esclarecer o assunto acabou por provocar a divulgação do aumento salarial dos vereadores de Guaratuba na imprensa de todo o país.
Em virtude disto, a leitura da ata da sessão reservada acabou informando que o aumento foi aprovado por unanimidade. De forma inédita, o nome de todos os vereadores que a aprovaram foram lidos em plenário. (Gustavo Aquino - Correio do Litoral)
Além de criar o “cercadinho”, apelido dado pelas poucas pessoas presentes à reunião desta segunda, Araújo exigiu que todos os jornalistas que quisessem fazer perguntas aos vereadores preenchessem um cadastro antes da sessão. Mesmo com o cadastro, eles não poderiam cruzar o cercadinho, nem depois da sessão encerrada.
Algumas pessoas que não atuam na imprensa também tiveram que se identificar na entrada da Câmara. Um funcionário dirigia-se a cidadãos escolhidas a dedo pelo presidente e informava que eles deveriam preencher uma ficha se quisessem conversar com os vereadores.
“Casa da mãe Joana”
As novidades foram adotadas antes da sessão, mas só foram formalizadas pelo presidente no final. Araújo lamentou que “os incidentes ocorridas no dia 17” tenham repercutido na imprensa de todo o país. Ele se referia à notícia da agressão que cometeu contra este repórter.
Lendo dispositivos do Regimento Interno da Câmara que nunca foram utilizados, o presidente disse que tem poder de polícia e que pode mandar prender e determinar que funcionários “usem a força” contra as pessoas se sentir que sofreu desacato à sua autoridade. A declaração pode ser o primeiro reconhecimento disfarçado de que houve “uso da força” na agressão que ele mesmo cometeu.
Os demais vereadores ouviram as ordens do presidente em silêncio respeitoso. Alguns baixaram a cabeça e não a levantaram nem quando Araújo, em voz solene, concluiu: “Aqui não é a casa da mãe Joana”.
Regimento oculto
Os artigos lidos por Araújo, assim como o próprio Regimento Interno da Câmara, não são divulgados para o público. Sequer consta do site oficial da Câmara.
O site também não publica o resultado das votações. Nos textos sobre as sessões, escondido no link “Plenárias”, são informados apenas os expedientes recebidos, as proposições (indicações de obras e serviços) e um resumo editado da fala dos vereadores na “Palavra Livre” e nas “Considerações Finais”.
O resultado das votações e o conteúdo dos projetos também não constam das “atas resumidas” lidas e votadas no início das plenárias.
Notícia escancarada
Uma exceção foi a votação do aumento do salário dos próprios vereadores. O aumento foi votado a portas fechadas na quarta-feira (20), na sala de reuniões, num canto do prédio cujo acesso está restrito desde a semana passada. Também aconteceu pela manhã ao invés da noite, como é costume.
O aumento de 11,79%, proposto pelo próprio presidente, elevou seus ganhos mensais para R$ 6.148,45 e para R$ 4.136,23 aos vereadores sem cargo na Mesa Diretora. O aumento é retroativo ao dia 1º de outubro.
Araújo fez tudo para esconder o assunto e chegou a votar na segunda-feira (17) um parecer favorável ao projeto, sem citar o número nem o conteúdo. A votação não conta da “ata resumida” nem do texto publicado no site. A reação violenta contra a tentativa de este repórter esclarecer o assunto acabou por provocar a divulgação do aumento salarial dos vereadores de Guaratuba na imprensa de todo o país.
Em virtude disto, a leitura da ata da sessão reservada acabou informando que o aumento foi aprovado por unanimidade. De forma inédita, o nome de todos os vereadores que a aprovaram foram lidos em plenário. (Gustavo Aquino - Correio do Litoral)
27 de out. de 2011
MATINHOS: Depois de ser ameaçado pelo prefeito Dalmora, vereador Márcio do Hospital pede proteção à Justiça
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| Márcio do Hospital |
De acordo com as informações do B.O., no dia anterior, por volta das 18h, o vereador teria recebido uma ligação telefônica de Dalmora, onde o mesmo (em viagem pela Itália) afirmava ter lido a matéria sobre o Cemitério Municipal de Matinhos, publicada na semana passada pelo blog Nosso Litoral.
Revoltado com as críticas, Dalmora passou a fazer ameaças ao vereador e sua família, afirmando que, assim que chegasse à cidade, iria pegar cabeça por cabeça dos envolvidos na denúncia, sendo que a do vereador seria a primeira.
Segundo o vereador, Dalmora teria associado ele às denúncias, pelo simples fato de seu pai e seu irmão trabalharem no Cemitério.
Ao tentar argumentar, o vereador foi interrompido pelo prefeito que, como se não bastasse, mandou que o mesmo calasse a boca e continuou com as ameaças. “Cale a boca! Quem manda aqui sou eu! Na sexta-feira eu te pego!”, disse Dalmora. Depois disso, o vereador teria desligado o celular.
A verdade é que não é de hoje que Márcio vem sendo ameaçado pelo prefeito. Por ser o único vereador a fazer oposição na Câmara, Márcio já teve todos os seus assessores exonerados. Segundo ele, Dalmora teria dado ordens ao presidente da Câmara para que cortasse todos os benefícios possíveis de seu gabinete.
No dia 12 de agosto deste ano, Dalmora teria ido ainda mais longe ao dar de dedo no vereador e afirmar que se ele não parasse de fazer oposição, pegaria ele e sua família, um por um. Na ocasião, todos os outros vereadores estariam presentes.
Segundo o vereador, enquanto hoje ele trabalha sem nenhum assessor, o gabinete do presidente da Câmara, Sandro Moacir Braga (DEM), o Sandro do Gás, conta com 15 assessores. Ainda de acordo com ele, nem a metade dos assessores de Sandro comparecem na Câmara, porém, todos recebem seus salários rigorosamente.
Como se não bastasse, o vereador ainda conta que Sandro não tem comparecido às sessões da Câmara, e que já existe uma movimentação de outros vereadores na intenção de afastar o vereador da presidência da Casa. No entanto, todas as iniciativas são frustradas graças à influência de Dalmora, que é quem manda naquela Casa de Leis hoje.
Preocupado com a situação, esta semana, o vereador Márcio deve procurar a Justiça de Matinhos para fazer um pedido de proteção a ele e sua família. Confira abaixo o Boletim de Ocorrência registrado pelo vereador:
26 de out. de 2011
GUARAPUAVA: Vereador é preso com a boca na botija recebendo parte do salário de funcionário
Ademir Strechar (PMDB), presidente da Câmara de Guarapuava, foi preso ontem em flagrante no momento em que recebia no gabinete da presidência parte do vencimento de um de seus funcionários.
O vereador é acusado de se apropriar salário de funcionários da Câmara, os quais recebiam do próprio Ademir os cheques, que eram descontados no banco e a metade do valor era entregue em espécie ao parlamentar.
A prisão foi feita pelo GAECO, que encontrou com o vereador a quantia de 12 mil reais, além de holerites de outros servidores que possivelmente também tinham seus salários "descontados". De acordo com investigações, o esquema ilegal funcionava desde 2009.
O vereador é acusado de se apropriar salário de funcionários da Câmara, os quais recebiam do próprio Ademir os cheques, que eram descontados no banco e a metade do valor era entregue em espécie ao parlamentar.
A prisão foi feita pelo GAECO, que encontrou com o vereador a quantia de 12 mil reais, além de holerites de outros servidores que possivelmente também tinham seus salários "descontados". De acordo com investigações, o esquema ilegal funcionava desde 2009.
População pode fiscalizar tempo na fila dos bancos
O vereador Professor Galdino (PSDB) protocolou proposição que prevê a criação de mecanismos para a população fiscalizar o cumprimento da lei que estipula tempo máximo de espera nas filas das agências bancárias. A proposta do vereador é que, nos bilhetes de senha de atendimento, o horário seja impresso de forma mecânica e em conformidade com o horário de Brasília; outro bilhete deve ser entregue no momento do atendimento no caixa, para que o cliente possa comprovar o tempo de espera para o atendimento.
No texto ainda ficam estipuladas outras condicionais para garantir o cumprimento da lei. De acordo com a proposta, os bancos devem fixar, em locais de fácil visualização, os tópicos da lei, especificando o seu número, o tempo de permanência na fila, o órgão fiscalizador, o número telefônico para possíveis denúncias, dentre outras informações. O texto também estabelece que o horário impresso no bilhete de senha de atendimento deve estar em conformidade com o horário de Brasília, cabendo ao cliente, caso sinta-se lesado, a possibilidade de denunciar.
Fiscalização
Para Galdino, o principal objetivo das sugestões é fazer com que a população saiba do texto da lei e conheça as formas de fiscalizar o seu cumprimento. É uma proposta para dar ao cidadão toda a independência necessária para que ele exerça sua cidadania, completou Galdino.
A assessoria do vereador Professor Galdino percorreu diversos bancos e constatou que alguns não fornecem bilhete com horário e outros fornecem o horário adiantado. Já vínhamos trabalhando em um projeto semelhante desde o ano passado e acredito que essa proposta é ótima, mas pode ser ainda melhor. Se criarmos mecanismos de o cidadão controlar o cumprimento da lei, estabeleceremos o espaço de respeito mútuo entre os bancos e os clientes. Do contrário, a fiscalização dessa lei fica muito complicada e corremos o risco de perder os benefícios que o projeto apresenta, justificou Galdino.
24 de out. de 2011
GUARATUBA: Presidente da Câmara agride e ameaça prender jornalista
O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratuba, Paulo Éder de Araújo (PSC), agrediu o jornalista Gustavo Aquino, do Correio do Litoral, na última segunda-feira (17), enquanto este tentava obter informações sobre o projeto de aumento do salário dos vereadores.
Paulo Araújo apresentara um projeto de resolução para conceder reajuste salarial de 11,79% para os vereadores e de 10,8% para os servidores do Legislativo. Na sessão de segunda-feira (17) foi aprovado parecer das comissões sobre a proposta. O presidente encaminhou desta forma a votação: “Em discussão parecer das comissões de Justiça e Redação e de Finanças e Orçamento ao projeto de resolução... em votação... aprovado”. Não foram lidos os conteúdos do projeto e dos pareceres.
Após o término da sessão, o repórter dirigiu-se a Araújo para perguntar que projeto estava sendo discutido e qual o conteúdo dos pareceres. O presidente disse para o repórter procurar a Assessoria de Comunicação. O repórter então foi buscar informações com o presidente da Comissão de Finanças, Ilson Rhoden “Fleck” (PR). Enquanto aguardava Fleck atender outras pessoas, procurou Araújo novamente, que já havia saído da Câmara, retornado, e circulava no espaço destinado ao público:
“– Presidente, você não vai mesmo me dizer que projeto foi votado? É o do reajuste dos vereadores, né?”, insistiu o repórter.
“– Não falo mais com você depois do que você escreveu na Gazeta do Povo”, respondeu Araújo.
“– Correio do Litoral, presidente. Eu não trabalho na Gazeta do Povo. Trabalho no Correio do Litoral.com...”
“– Mas você escreveu pra Gazeta... E se insistir eu lhe dou voz de prisão por desacato. Eu não tenho medo da imprensa. Aqui eu sou autoridade!”, vociferou Araújo.
De acordo com Aquino, a ameaça não pareceu ser séria, “de tão despropositada”.
“– Então me prenda”, disse o repórter, dando as costas ao presidente e se dirigindo ao vereador Fleck.
Foi aí que entrou em cena o assessor de Comunicação da Câmara, Edson Luiz Gomes:
“– Para você se dirigir ao presidente você tem que fazer cadastro na Diretoria Geral, disse o assessor ao repórter.”
“ Que bobagem; Mas só posso fazer isto quando a Câmara abrir, amanhã. Agora me deixe trabalhar porque eu preciso informar os leitores que projeto misterioso é esse que está sendo votado, respondeu o repórter.”
“– Você é um idiota!”, disse o assessor.
“– O quê? Eu estou fazendo uma reportagem, e vou publicar esta sua ‘declaração’”, rebateu Aquino.
“– Se você publicar isto você vai se ferrar, reagiu o assessor.”
Araújo veio então em direção ao repórter e disse para ele se retirar da Câmara.
“– Retirem ele à força”, disse Araújo, se dirigindo aos funcionários que acompanhavam a situação de longe.
“– Chame a PM”, completou Edson Luiz Gomes.
Como os funcionários relutavam em “usar a força”, Araújo agarrou o braço do repórter e deu alguns puxões.
“– Ô presidente, você está me machucando”, disse o repórter.
“– Retire ele”, disse Araújo, chamando um dos funcionários pelo nome e segurando o braço do repórter com mais força.
“- Vamos Gustavo, é melhor...” afirmou educadamente o funcionário.
Araújo então soltou o braço do repórter e este se retirou da Câmara acompanhado até a porta por um funcionário.
Do lado de fora da Câmara, o jornalista pode então realizar seu trabalho. Fleck concedeu entrevista e confirmou que se tratava do aumento do subsídio dos vereadores. O vereador explicou que o Departamento Jurídico deu parecer favorável ao projeto e as duas comissões votaram “pela legalidade” da proposta, sem entrar no mérito da conveniência do aumento salarial.
O projeto de resolução que aumenta os salários da Câmara votado em sessão extraordinária, na quarta-feira (19), terá um aumento retroativo ao início de outubro para valer para o próximo pagamento.
Paulo Éder Araújo, que recebe R$ 5.500,00, terá o salário aumentado para R$ 6.148,45. O vice-presidente, passará para R$ 5.030,55; o 1º secretário, R$ 4.806,97, a 2ª secretária, R$ 4.695,18; e os demais vereadores, R$ 4.136,23. (Gustavo Aquino - Correio do Litoral)
3 de out. de 2011
MATINHOS: Dalmora quer garantir apoio para a eleição em 2012?
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| Dalmora: "Essa eleição nem Deus me tira" |
Para o cargo de vereador, o salário aprovado pelos nobres pares passa de cerca de R$ 3 mil para R$ 5.900,00, com exceção do presidente, que passa a ganhar R$ 8 mil. Para o vice-prefeito, o salário fixado também é de R$ 8 mil. Para os cargos de secretário municipal, o novo salário passa a ser de R$ 4.960,00. Já o próximo prefeito ganhará R$ 14.800,00.O mais estranho em tudo isso seria o interesse do prefeito Eduardo Dalmora (PDT) em aprovar os salários de uma Legislatura a qual ainda não foi definida. No entanto, a justificativa ficou bem clara em seu discurso, quando Dalmora afirmou com convicção que será reeleito. Como se não bastasse a arrogância de suas palavras, ao garantir que está acima da vontade do povo, Dalmora ainda afrontou todas as religiões ao concluir seu pronunciamento dizendo: “Essa eleição nem Deus me tira”.
Enquanto isso, no último dia 25 de agosto, cerca de 10 mil pessoas foram às salas de aula para disputar cargos públicos com salários de R$ 545. Assim caminha a administração do prefeito Eduardo Antonio Dalmora, que deve piorar ainda mais nesse último ano. Podem acreditar! (Nossolitoral.wordpress.com)
26 de ago. de 2011
CAMPO LARGO: Vergonha! Vereador Nelsão “Zidane” retorna à Câmara Municipal
Com a liberação do juiz Eduardo Novacki, através de uma liminar concedida na última terça-feira (23), o vereador Nelson Silva de Souza (PMDB), vulgo Nelsão da Força Sindical, que imitou em plenário a cabeçada dada por Zidane em Materazzi na final da Copa de 2006, retorna à cadeira de vereador após a suspensão de sua cassação. Nelsão foi cassado por quebra de decoro parlamentar no início deste mês por ter agredido, em 21 de março, o vereador Wilson de Andrade (PSB).Para completar a atitude realizada por Nelsão dentro da Câmara Municipal e vista por todos os presentes à sessão, ele alega que o vídeo da agressão, divulgado em todos os sites da região metropolitana e que ajudou na cassação, foi alterado a fim de prejudicá-lo.
Além disso, ainda neste mês de agosto, também conhecido como “mês do cachorro louco”, Nelsão “Zidane” foi afastado por uma associação de moradores de Campo Largo.
Triste fim de carreira política para um afilhado e seguidor do estilo rompante do padrinho, o ex-governador Roberto Requião (PMDB).
20 de jul. de 2011
Derosso defende a legalidade dos contratos
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| João Cláudio Derosso |
Em entrevista à rádio Banda B, O presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba e prefeito em exercício, João Cláudio Derosso (PSDB), disse que não vê problema algum a Câmara e Vereadores ter firmado contratos de comunicação e publicidade com a empresa Oficina da Notícia, de sua mulher Claudia Queiroz Guedes.
Desde 2006, os contratos já renderam R$ 30,1 milhões, por causa de aditivos contratuais, e agora estão sendo investigados pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas. “Na época ela não era minha esposa. A lei é vaga em relação a isso, há juristas que não vem problemas e outros que vêem. O que não poderia era ela ser uma funcionária da Casa”, disse.
Derosso afirmou também que há possibilidade da documentação usada para as denúncias terem sido manipuladas. “Ela era funcionária, mas foi exonerada no dia 1º de maio e o contrato foi assinado no dia 8”, afirmou.
Para tentar amenizar os ânimos, seria convocada uma reunião entre o líder do governo, João do Suco e da Oposição, Algaci Túlio, que chegou a propor a rescisão do contrato. “Ele faz essa proposta, pois ele está na oposição. Quem vai analisar todos os contratos é o Tribunal de Contas”, disse.
Sobre a possibilidade das denúncias terem cunho político, Derosso acredita nessa hipótese. “Muitas pessoas não tem o que apresentar. Meu nome é lembrado pelo próprio partido e agora começam essas coisas, pois não há nada a falar da Câmara, que é considerada modelo em todo país”, concluiu. (Julio Cesar Lima e Denise Mello)
13 de jul. de 2011
Vereadores de Curitiba cobram R$ 35 milhões para Linha Verde
Os vereadores de Curitiba defendem a manutenção da emenda de R$ 35 milhões para a construção de trecho da Linha Verde Sul. Eles reforçaram aos deputados federais do Paraná que intercedam junto ao governo federal para impedir o remanejamento das verbas. “Os recursos estavam previstos em emenda coletiva, suprapartidária, e a mudança de forma unilateral causou indignação aos 38 vereadores”, diz o presidente da Câmara de Vereadores, João Cláudio Derosso (foto) (PSDB).
Derosso lembra que, além da importância da obra para o desenvolvimento, incremento das atividades socioeconômicas e a revitalização urbanística e ambiental, Curitiba e região metropolitana representam 30% da população do Paraná. O vice-presidente Tico Kuzma (PSB) destaca os avanços para todo o estado, uma vez que será um importante elo. “Pedimos consideração com a cidade de Curitiba”, afirma o líder do prefeito, João do Suco (PSDB).
De acordo com a prefeitura, não há nenhum impedimento legal que venha a inviabilizar o repasse de recursos federais à obra e que possa sujeitar o cancelamento da emenda. Os R$ 35 milhões estavam destinados para a extensão da Linha Verde Sul, no trecho de dois quilômetros entre a Rua Isaac Ferreira da Cruz até o Contorno Leste.
No traçado está prevista a implantação de dez pistas de rolamento, duas para canaletas exclusivas para o transporte coletivo, seis para o sistema viário (três em cada sentido) e duas vias locais de passagem (uma em cada sentido), ciclovias, além de iluminação renovada, paisagismo e calçadas. Também a ampliação da trincheira da Avenida Nossa Senhora do Sagrado Coração e a implantação de uma nova trincheira na Rua João Chede. A extensão da Linha Verde Sul corresponderá ao final da transformação urbana da antiga BR-116 dentro dos limites de Curitiba e ao elo de uma futura ligação com os municípios de Fazenda Rio Grande e Mandirituba. (Fábio Campana)
17 de jun. de 2011
Câmara Municipal de Curitiba realiza Audiência Pública contra Legalização da Maconha nesta sexta-feira
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| Vereador Pastor Valdemir |
Nesta sexta-feira (dia 17 de junho), às 15h, será realizada na Câmara Municipal de Curitiba uma audiência pública contra a legalização da maconha. De iniciativa do vereador Pastor Valdemir Soares (PRB), o evento pretende conscientizar sobre os problemas gerados pelo consumo e comércio ilegal de drogas, além de defender a proibição de eventos que façam apologia ao uso de entorpecentes.
Recentemente, foi proibida pela Justiça da capital uma manifestação que pretende a legalização da droga, conhecida como “Marcha da Maconha”. Essa passeata foi vetada pela terceira vez em Curitiba graças à forte atuação de parlamentares que compartilham dos mesmos ideais do pastor.
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