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23 de dez. de 2011

LONDRINA: Abandonado, Jardim Botânico pode virar foco do mosquito da dengue

Luiz Eduardo Cheida
O Jardim Botânico de Londrina (Zona Sul) está abandonado há meses. O que seria uma área de lazer está fechada há mais de um ano. O Estado iria investir R$ 20 milhões com a construção de estufas, auditório com capacidade para 400 pessoas, oito jardins temáticos, sanitários, administração, praça de alimentação, etc. A construtora vencedora da licitação deixou os serviços meses depois e ninguém sabe dizer qual é a empresa.

Com o abandono total das obras do Jardim Botânico, uma ameaça é iminente: proliferação dos mosquitos da dengue nos espelhos d’água, sujos, abaixo do normal e água parada.

O idealizador do projeto, deputado estadual, Luiz Eduardo Cheida (PMDB), disse estar inconformado e que "isso é injustificável". Informou que já demonstrou o problema ao governador Beto Richa (PSDB), que lhe prometeu reinício das obras no primeiro trimestre de 2012 e, que o secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly disse que tem orçamento e verba para a obra. (Naym Libos)

12 de dez. de 2011

LONDRINA: Casamento ou namoro?

De repente, eis que surge na Chácara de Antonio Belinati, no Distrito do Espírito Santo, o prefeito Barbosa Neto para uma “visita de cordialidade”. Belinati se antecipou e disse a jornalistas que nada foi discutido sobre coligação ou eleição de 2012. Quem acredita nisso? Futebol é que não. Barbosa Neto é corintiano e Tio Bila, palmeirense. (Naym Libos)

8 de dez. de 2011

LONDRINA: Morre personagem-chave do “Processo Comurb”

Na lembrança de um fato político-policial-judiciário do final dos anos 90, que envolveram o ex-prefeito de Londrina, Antônio Belinati, o registro de que faleceu no último dia 25 de novembro um dos personagens constantes no escândalo envolvendo o Companhia Municipal de Urbanização de Londrina (Comurb), o chamado “Processo Comurb”, que fez Eduardo Alonso de Oliveira jogar merda no ventilador complicando a vida de muita gente. 

A morte de Arion Cruz Santos, o Kiko, depois de luta contra o câncer, leva para a sepultura mais uma testemunha-chave daquele rumoroso processo que chegou a levar para a cadeia o ex-prefeito Belinati. 

Arion Cruz Santos era funcionário da Esteio Engenharia e Aerolevantamentos S/A, empresa que juntamente com a Edificadora Vêneto Ltda tiveram decisiva participação nas maracutais denunciadas na época e que culminaram com algumas prisões. 

Em 2001, por conta de denúncias envolvendo a campanha de 1998, foi decretada a prisão preventiva de Antônio Belinati, esposo da então vice-governadora Emília Belinati, bem como de Wilson Mandelli e Rubens Pavan, já falecido, que foi preso no desembarque de uma viagem no aeroporto de Congonhas, quando era o presidente da Sercomtel, registrando-se na época o desaparecimento de Casemiro Zavenrucha e Gino Anzolini Neto, sobrinho do ex-prefeito Belinati, em um processo cabeludo que envolveu, inclusive, o doleiro Beto Yosef. 

Impacto PR, que na época contou em detalhes todo o processo da Comurb que Eduardo Alonso com exclusividade entregou através de nosso semanário causando enormes estragos, lembra do fato com o registro da morte de um dos envolvidos

24 de nov. de 2011

LONDRINA: 15% de preferência em pesquisa é muito ou pouco para Barbosa Neto?

Barbosa Neto
Embora ainda estejamos distantes do pleito, levantamento feito pela Paraná Pesquisa a pedido do Jornal de Londrina demonstra que a disputa municipal em Londrina será acirrada.

Na dianteira da preferência popular aparece o secretário estadual da Fazenda, Luiz Carlos Hauly (PSDB), com 21%, seguido de perto pelo vereador Marcelo Belinati (PP), com 19%. Se a eleição fosse hoje, disputariam o segundo turno.

Em terceiro lugar está o atual prefeito de Londrina, Homero Barbosa Neto (PDT), que, apesar da série de denúncias e escândalos envolvendo seu nome e sua administração, foi indicado por 15% do universo pesquisado. Barbosa ainda não sabe se vai tentar a reeleição, algo improvável de acontecer se levarmos em consideração o cenário atual. Mas como na política tudo é possível...

A expectativa geral é de que Barbosa Neto se lance candidato por não ter nada a perder, afinal o pior que pode lhe acontecer é perder a eleição. 

Mas há também a possibilidade de ele não poder se candidatar em 2012. Vai que a coisa fica ainda mais complicada para o prefeito e, por exemplo, a Justiça o torna inelegível. Tudo pode acontecer, e como a maré de Barbosa não está das melhores...

No comentário pelas ruas da cidade, a opinião está dividida: enquanto alguns vêm como uma derrota de Barbosa a terceira posição na pesquisa, outros entendem que ele ainda tem, e terá, condições de se reerguer e fazer frente na sucessão a qual pretende barrar Hauly e Belinati de sentarem em sua cadeira.

Com os 15% obtidos nesse levantamento, uma coisa é certa. Barbosa pode afirmar que alguém ainda confia nele em Londrina sem correr o risco de levar os ouvintes às gargalhadas.


17 de nov. de 2011

LONDRINA: Barbosa Neto tenta censurar blog por causa de foto-montagem

A advogada do prefeito Barbosa Neto (PDT) enviou carta ao blog Paçoca com Cebola tentando censurar o jornalista Cláudio Osti em função da foto-montagem onde o alcaide (que vive uma maré...) aparece com um machado na mão. Leia o teor da carta:

“Tomamos conhecimento hoje da charge publicada em seu blog, onde foi realizada uma montagem com foto do Prefeito Barbosa Neto.
A liberdade de expressão possui limites e não pode ser exercida sem a indispensável responsabilidade, jamais devendo ser tolerado o abuso.
A possibilidade de criticar é inerente a um Estado Democrático, na qual há inegável direito, Porém, toda e qualquer crítica – e você como jornalista tem o dever de saber – não pode passar dos limites éticos indispensáveis, sob pena de configurar simples ofensa pela ofensa.
Visar intencionalmente expor a Autoridade Pública ao ridículo, como materializado pela charge apontada, é conduta avessa ao jornalismo e transcende os limites da crítica, caracterizando, assim, ato vedado pelo ordenamento. Essa forma de crítica não encontra amparo legal constitucional sob o manto da liberdade de imprensa. Ao revés, sujeita seu autor a duras penas na esfera cível e criminal.
As denominadas críticas de humorísticas, também não servem para mascarar ou justificar conduta que seja deliberadamente ofensiva a outrem. A roupagem humorística não constitui salvo-conduto contra a infringência proposital a direitos da personalidade. Na lição de Cláudio Luiz Bueno de Godoy, “a deformação ou distorção de fatos a fim de, sob roupagem humorística, atingir a pessoa satirizada, pode ser dado como indicativo dessa mensagem injuriosa que o humor esconde” (A liberdade de imprensa e os direitos da personalidade. 2ª. Ed. Atlas, 2008, p. 93-94).
Pelo exposto, nos termos da fundamentação apresentada, notificamos Vossa Senhoria para que retire de seu blog até as 10 horas do dia 16/11/2011, a charge postada, bem como proceda a retração nesse mesmo blog, publicando o conteúdo dessa notificação, sob pena de responder pelo ato ofensivo nas esferas cível e criminal. Cláudia Rodrigues – advogada (OAB/PR 18.012)-p.p. Prefeito Barbosa Neto”

Por não concordar com a censura e os argumentos da carta pendido a retirada da gozação, embora respeite o direto de o prefeito reclamar, a foto-montagem continuará no blog, afirma Cláudio Osti, lembrando ainda que Barbosa Neto deveria pensar duas vezes antes de tentar censurar alguém, afinal também é jornalista.

9 de nov. de 2011

LONDRINA: Antônio Belinati tem as contas da campanha de 2010 reprovadas pelo TRE

Reprovada por unanimidade no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, a prestação de contas da última campanha eleitoral do ex-prefeito de Londrina e ex-deputado estadual Antônio Belinati (PP). As contas são referentes a 2010, quando ele não se elegeu na disputa por uma vaga na Assembléia. Na verdade Belinati desistiu da campanha por causa da Lei do Ficha Limpa, temeroso de que seria barrado. (Roseli Valério)

28 de out. de 2011

LONDRINA: Aprovada CEI que pode cassar Barbosa Neto

Indício de propina complica (ainda mais) a vida do prefeito


A história política de Barbosa Neto (PDT) vai ficando a cada dia mais suja que pau de galinheiro, foi a expressão popular ouvida no calçadão de Londrina, diante das denúncias e acusações que já explodiram contra o alcaide, sua esposa e principais auxiliares da administração municipal.

Retrato da moralidade que entrou na Prefeitura prometendo uma limpeza completa, cercou-se de auxiliares que foram gradativamente complicando sua vida, ao ponto de empurrarem para o abismo a própria imagem da esposa, Ana Laura Lino, apanhada no contrapé de uma situação que até hoje gera comentários na cidade.

Se Brasília teve um dia “anão do orçamento”, Londrina ganhou um “baiano do orçamento” na figura do ex-chefe de gabinete Fábio Góes que agora é citado diretamente como “a mão da propina” que está acusado como aquele que supostamente recolheu dinheiro de empresários de Londrina para pagar propina para pelo menos um dos dois ex-deputados federais fluminenses, Léo Vivas (PRB) e Vinicius Carvalho (PTdoB), denunciados ao Ministério Público Federal como encarregados de “ um senhor negócio”.

Esta suspeição mais o esquema de corrupção com ONGs que sucederam ao Centro Integrado de Apoio Profissional (CIAP) de Dinocarme de Oliveira, hoje preso, e que complicaram a vida dos Institutos Gálatas e Atlântico, motivaram a aprovação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) que, através de 11 votos e cinco abstenções, tornou realidade uma investigação que promete ir a fundo em todas as estripulias envolvendo a administração Barbosa Neto à frente da Prefeitura Municipal de Londrina.


Histórias

São muitas, e não é de hoje, as histórias e estórias que complicam a imagem do atual prefeito de Londrina, Barbosa Neto, que chegaram a arrastar até mesmo sua esposa, Ana Laura Lino e vários auxiliares de sua administração, todos suspeitos de envolvimentos em situações de corrupção e improbidade administrativa.

A recente revelação de “um senhor negócio” como se falou amplamente, levantando as suspeitas de que o ex-chefe de gabinete da Prefeitura, Fábio Góes, teria sido o intermediário dos acertos de recebimento de dinheiro de empresários de Londrina e entrega da propina para que os ex-deputados fluminenses Léo Vivas e Vinicius Carvalho incluíssem no orçamento da União deste ano R$ 18,5 milhões em repasses à cidade paranaense.

Os indícios de propina despertaram o interesse do Ministério Público Federal que suspeitou quanto à “generosidade” dos dois ex-deputados fluminenses que destinaram a Londrina emendas orçamentárias em valor quatro vezes maior ao total de emendas apresentadas por sete deputados paranaenses entre 2008 e 2011.

Em desdobramento a Operação Anti-sepsia, no qual a Polícia Federal já havia levantado desvios de verbas na área de saúde, que complicou inicialmente o CIAP, presidido por Dinocarme de Oliveira, atualmente preso por negócios de milhões que motivaram ações da Justiça Federal contra o mesmo e vários outros denunciados.

Sucedendo ao CIAP, os Institutos Gálatas e Atlântico também se tornaram motivo de investigações, com as denúncias envolvendo inclusive a esposa do prefeito Barbosa Neto, que foi escrachada por causa de uma denúncia feita em depoimento ao Ministério Público Estadual que completava os resultados de investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) no desvio de recursos da área da saúde, denuncia esta do conselheiro municipal de saúde e funcionário público municipal, Marcos Ratto.

Na época, Petrônio Cardoso, advogado de Marcos Ratto, disse claramente que “o papel de maior importância está centrado na esposa do prefeito”, informando ao Ministério Público Estadual a influência de Ana Laura Lino na contratação do Instituto Atlântico, presidido por Bruno Valverde, com quem a primeira-dama de Londrina tinha uma relação muito estreita como se revelou na época.

Ana Laura Lino, a mulher do prefeito, se dizia abertamente, embora não fosse Secretária Municipal da Saúde, era que mandava e desmandava na área da saúde de Londrina.


Esquemas

A estreita relação do prefeito Barbosa Neto com esquemas suspeitos de corrupção vem de longa data e o próprio alcaide admitiu que Dinocarme de Oliveira, o “dono” do CIAP, que mais tarde explodiu em grande escândalo que o levou à prisão, teria sido doador de sua campanha quando candidato a deputado federal.

Reportagem publicada pelo Correio Brasiliense em 30 de junho de 2008 escrachou Laurano Ribeiro Lopes, ex-assessor de Barbosa Neto, à época deputado federal, que teria testemunhado negociações entre Barbosa, sua esposa Ana Laura e Dinocarme, as quais seriam resultado da assinatura de um convênio de R$ 3 milhões entre o CIAP e o Ministério do Trabalho, via Projovem, no final de 2007.

Histórias e estórias envolvendo o prefeito, esposa e outros, chegaram a motivar, inclusive, uma prisão na casa do deputado federal Alex Canziani (PTB), que foi aliado de Barbosa Neto no primeiro turno de eleições em Londrina, conforme acusação de extorsão em flagrante que teria sido armado por Barbosa Neto.

Com a recente revelação de um esquema de propina que teria gerado o pagamento a dois ex-deputados federais pelo negócio de emendas orçamentárias da ordem de R$ 18,5 milhões para a administração de Londrina, volta a cobrir a Prefeitura local com o manto da corrupção, motivando a ação do Ministério Público Federal em busca da verdade.


Reportagem

Nesta semana Londrina voltou às manchetes não apenas através da Gazeta do Povo e do Jornal de Londrina, mas explorado por outros veículos de comunicação do estado, uma nova e escandalosa denúncia que sujam, ainda mais, o já borrado pau de galinheiro onde estaria pendurado o prefeito alvo de tantas suspeitas.

Barbosa Neto diz que as suspeitas não são verdadeiras, pois se tratou, digamos, de “camaradagem” de ex-deputados, seus amigos dos tempos em que era deputado federal que teriam feito uma “gentileza” destinando emendas orçamentárias para este ano a favor de Londrina na ordem de R$ 18,5 milhões.

Denunciada a suspeita situação, que identificou indícios de propina, e da grossa, envolvendo esta ação entre Barbosa Neto e os ex-deputados Leo Vivas e Vinicius Carvalho, ficou claro que a tal “importação de recursos” não teria sido saído de graça.

Nessa cortesia com o chapéu alheio estaria a suspeita do pagamento de uma propina de R$ 925 mil, assunto de investigação por parte do Ministério Público Federal.

Vivas e Carvalho, os dois generosos deputados amigos de Barbosa Neto, são ligados à Igreja Universal do Reino de Deus, sendo o primeiro bispo e o segundo pastor.


Propina

Para pagar esta gentileza parlamentar, as reportagens desta semana revelaram que o ex-chefe de gabinete Fábio Góes, que em Londrina já vem chamado de “baiano do orçamento”, em alusão aos “anões do orçamento” de triste memória em Brasília, é o principal denunciado nesta história toda, por ter sido supostamente quem recolheu o dinheiro junto a empresários londrinenses para pagar as emendas.

Em maio último, o empresário Wilson Vieira contou ao GAECO este senhor negócio, dando conta de que os R$ 925 mil da propina teriam sido repassados em duas vezes, dinheiro que foi colocado nas mãos de um tal JB, que seria assessor do ex-deputado Leo Vivas.

As emendas foram apresentadas em 25 de novembro e o pagamento da propina teria acontecido em dezembro, em duas parcelas, sendo que no depoimento Wilson Vieira deu conta de ter acompanhado Fábio Góes em uma das entregas e na segunda parcela foi ele mesmo o portador da “mixaria”, chegando ao detalhe de que deu ao assessor de Vivas um cheque de R$ 70 mil de sua empresa.

Depois deste primeiro depoimento ao GAECO, Wilson Vieira, em nova revelação, agora no Ministério Público Federal, contou que um cheque de R$ 40 mil de sua empresa, que fora solicitado por Fábio Góes, foi depositado na conta de Bruno Valverde, da ONG Instituto Atlântico, mas voltou por falta de fundos, sendo que Valverde teria repassado R$ 20 mil para o ex-chefe de gabinete de Barbosa Neto, o “baiano do orçamento”, Fábio Góes.

A mudança de alguns termos das declarações de Wilson Vieira, inclusive em relação ao valor de cheque de sua empresa que no GAECO disse que era de R$ 70 mil e no Ministério Público Federal abaixou para R$ 40 mil, foram justificadas pelo mesmo com a explicação de “estar sendo coagido a prestar as declarações”, explicando que teria sido o esgotamento físico de tantas horas de depoimento no GAECO que o levariam a assinar qualquer coisa.


Inquérito

Enquanto a Prefeitura de Londrina informou através de uma nota que desistiu de tentar liberar estes recursos provenientes das polêmicas emendas que geraram a suspeita e indícios de propina que complicam a já desgastada imagem do prefeito Barbosa Neto, vários outros lances que deixam no ar um esquema criminoso que teria sido registrado com testemunhas na própria Prefeitura, envolvendo Bruno Valverde, Wilson Vieira, Fábio Góes, que acumulava além da chefia de gabinete também a Secretaria do Planejamento, o publicitário Ruy Nogueira e a primeira-dama Ana Laura Lino.

Fábio Góes, que seria o responsável por esta armação toda, entrou de férias na Prefeitura de Londrina em 6 de junho, dia que o MP apresentou as denúncias da Operação Anti-sepsia onde o mesmo estava sob suspeita.

Voltando das férias em 25 de junho, acabou deixando a Secretaria de Planejamento dias depois desse retorno, tendo sido então denunciado pelo Ministério Público por conta de todos estes esquemas e situações suspeitas de corrupção e improbidade administrativa.
Depois de quatro hortas de paralisações, articulações e debates, na última terça-feira (25) a Câmara Municipal de Londrina conseguiu aprovar o relatório da CEI que investigou as relações entre agentes públicos e OSCIPS que mantinham contratos na saúde pública de Londrina.

Com essa decisão, e o relatório assinado pela vereadora Sandra Graça (PP) sugerindo a abertura de uma Comissão Processante que pode chegar à cassação do mandato do prefeito Barbosa Neto, agitam-se os meios políticos locais e a cidade sente nas ruas a discussão das matérias que explodindo vão revelando um estado de coisas que mancha sobremaneira a imagem de Londrina.

E agora?

Barbosa Neto parece estar se acostumando com a atual situação que desde o ano passado vem colocando-o no centro de denúncias e revelações escandalosas, conseguindo com muito jogo de cintura empurrar com a barriga, como se diz, uma punição mais rigorosa que possa causar o impedimento de cumprir o mandato de prefeito até o final de 2012.

Será que conseguirá se manter prefeito de Londrina?

21 de out. de 2011

LONDRINA: Vereador denunciado por corrupção envolvendo a empresa Centronic

Jacks Dias
O vereador Jacks Dias (PT), então secretário de Gestão Pública do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT), foi denunciado por corrupção passiva, nesta semana, pelo GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. O petista teria recebido um total de R$ 157,5 mil, em duas parcelas. Nilso Rodrigues de Godoes, dono da empresa Centronic, que tem sede em Curitiba e seu representante em Londrina, Paulo Iora, foram denunciados por corrupção ativa.


Londrina é uma “teta”

Não é à toa que dizem que em Londrina é fácil “negociar”. A Centronic, de Curitiba, foi contratada para prestar serviços de vigilância em prédios públicos. Um mês depois da assinatura do contrato, em 2006, a Centronic foi declarada inidônea pela Prefeitura de Curitiba. Assim sendo, a inidoneidade impediria a empresa de contratar com o setor público, mas só foi descoberta pelas autoridades municipais no final de 2009, já na gestão de Barbosa Neto (PDT). O contrato, porém, só foi rompido no meio do ano passado.


Bens bloqueados

Entre outros bens, uma casa em condomínio de alto padrão de propriedade do vereador Jacks Dias, avaliada em R$ 700 mil, adquirida recentemente, foi bloqueada pela Justiça para garantir o ressarcimento.


Vargas defende

Companheiro não abandona companheiro. Defende sempre. O deputado federal André Vargas (PT) já havia defendido o vereador petista Jacks Dias, das acusações na TV-Tarobá de Londrina. “Jacks já foi denunciado várias vezes e não provaram nada. São coisas de ano eleitoral”. Ah, ta bom, deputado. E o pior é que o povão acredita. (Naym Libos)


14 de out. de 2011

LONDRINA: Pesquisa aponta “Belinatis” na frente para 2012

Antônio e Marcelo Belinati lideram a preferência popular
Plagiando a cantiga de ninar do elefante, “um Belinati incomoda muita gente; dois Belinati incomodam muito mais”, tirando sono dos petistas que querem eleger Márcia Lopes prefeita de Londrina em 2012, e dos tucanos que insistem com Luiz Carlos Hauly, derrotado várias vezes em confronto direto com Antônio Belinati (PP). Só conferir os números da pesquisa de opinião pública da Rádio Paiquerê/AM, que aponta Antônio Belinati em primeiro, com 12,3% se as eleições fossem hoje. Numa segunda amostragem, saindo o tio Bila, entrando o sobrinho, Marcelo Belinati (PP), também venceria com 12,9%;


Quadro atual

A Paiquerê/AM em parceria com o Portinari Instituto de Pesquisa divulgou sua pesquisa envolvendo 750 entrevistados, 12,3% escolheriam Antônio Belinati (PP), Barbosa Neto (PDT) teria 3,6% dos votos, Luiz Carlos Hauly (PSDB) 3,4%, Marcia Lopes (PT) 3,1%, Cheida (PMDB) 3%, Padre Roque, 1,9%, Marcelo Belinati, (PP), 1,7%, Canziani (PTB) 1,6%, Alexandre Kireff (PSD) 1,3%, Tercílio Turini (PPS) 1,1%, e Carlos Camargo (PSC) 1,1%. – 52,3% não saberiam em quem votar. Num segundo estímulo – cenário dois da estimulada -, com candidatos diferentes, Marcelo Belinati (sobrinho do Antônio) estaria em primeiro, com 12,9% dos votos, Hauly teria 11,3%, Barbosa Neto 5,9%, Márcia Lopes 5,6%, Turini 5,1%, Cheida 4,4%, Kireff 3,1%, Padre Roque 2% e Marcelo Teodoro 1,1%. Entre brancos e nulos, 12,7% e 35,9% não saberiam em quem votar.


Rejeição

O índice de rejeição apontou empate entre Antônio Belinati (PP) e Luiz Carlos Hauly (PSDB), 18,6%; 2,1% para Luiz Eduardo Cheida (PMDB), 1,3% para Márcia Lopes (PT), 1,3% para Alex Canziani (PTB) e 0,7% para Marcelo Belinati (PP). (Naym Libos)

11 de out. de 2011

LONDRINA: Vai se definindo o quadro de candidatos à prefeitura em 2012

Segundo maior colégio eleitoral paranaense, Londrina tem sempre uma eleição das mais disputadas e em 2012 não será diferente pelo quadro que desde já vem se antecipando.

Embora a definição dos concorrentes só ocorra em meados do próximo ano, desde já estão nas ruas alguns nomes que foram especulados até aqui e que tem tudo para realmente formarem o quadro da disputa em outubro do próximo ano.

Depois das intensas especulações em torno dos nomes de Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Marcelo Belinati (PP) e Luiz Carlos Hauly (PSDB), mais Márcia Lopes que entrou na roda com toda disposição, correu para pegar o mesmo bonde o ex-vereador e suplente de deputado estadual Tercílio Turini (PPS), que confirmou nesta semana que vai colocar seu nome ao partido para tentar disputar a prefeitura em 2012.

Um quadro que vai se definindo e tem tudo para agitar ainda mais a política londrinense, onde a sucessão de Homero Barbosa Neto (PDT), sensivelmente desgastado, é a garantia de que o atual prefeito não terá a menor influência nas próximas eleições, tudo dependendo do que cada candidato conseguir conquistar por conta própria a cobiçada prefeitura da segunda maior cidade paranaense.


4 de out. de 2011

LONDRINA: Quadro da disputa sucessória vai se congestionando

Marcelo Belinati (PP), Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Luiz Eduardo Cheida (PMDB) foram os primeiros nomes que as pesquisas promoveram como candidatos a candidatos para as eleições municipais de Londrina em 2012.

Até que Márcia Lopes, petista, ex-vereadora e ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no governo Lula, foi apoiada e vestiu o uniforme de candidata, sendo picada pela mosca azul e se entusiasmando com a ideia de disputar a eleição municipal.

Para aqueles que imaginavam mais uma vez a união PT-PMDB para as disputas do próximo ano, tendo Luiz Eduardo Cheida um integrante do PT como vice em uma chapa de peso, a decisão de Márcia Lopes de colocar-se, desde já, como pré-candidata às eleições de 2012 foi um autêntico balde de água fria.

Respaldada pelo entusiasmo de seu irmão, o petista Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, e também de Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil e de Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, a ex-ministra viu reforçada ainda mais sua pretensão quando o deputado André Vargas, que disputou pelo PT em 2008 esse mesmo cargo, disse com todas as letras que “Márcia Lopes é o melhor quadro político-administrativo para Londrina, pois esta candidatura é para vencer, unifica o PT e mobiliza as pessoas de bem da cidade”.

Agora, como dizem, só falta combinar com o eleitor, o que motivará uma campanha das mais intensas do PT em Londrina, o segundo maior colégio eleitoral paranaense e onde o governo Beto Richa terá o maior interesse em conquistar uma vitória para os tucanos com Luiz Carlos Hauly, atual secretário da Fazenda.

27 de set. de 2011

PT confirma ex-ministra Marcia Fortes como candidata em Londrina

O Partido dos Trabalhadores confirmou no último domingo a candidatura da ex-ministra Márcia Lopes à prefeitura de Londrina nas eleições de 2012.

Márcia foi vereadora em Londrina entre 2001 e 2004, e ocupou o cargo de ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no último ano do governo Lula. Ela é irmã do secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

Segundo o presidente do diretório municipal do PT, Sidnei Santos, o partido já começa a costurar as alianças para a disputa do ano que vem, priorizando partidos que já compõem a base do governo federal.

Uma das bandeiras da campanha deve ser a acensão da mulher na política, tendo como exemplo a presidente Dilma Rousseff. “Este crescimento é um fato consumado no Brasil, é uma tendência natural e a população tem simpatia por isso. Mas claro que só o fato de ser mulher não basta, é preciso ter história e competência”, resumiu. (Bonde)

2 de set. de 2011

Justiça Federal condena réus do Caso CIAP

Dinocarme e Elzira: condenados!
A 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba, através do juiz federal Sergio Fernando Moro, assinou na segunda-feira (29) a sentença condenatória da ação penal contra dirigentes e associados do Centro Integrado e Apoio Profissional (CIAP). A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal, em março de 2008, e condenou 12 dos 16 acusados por peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Esta Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) denominada CIAP prestou serviços de qualificação para a Secretaria do Trabalho do governo peemedebista de Roberto Requião e Orlando Pessuti.

No documento, o juiz conclui que o CIAP, por ser uma OSCIP e não poder ter fins lucrativos, apropriou-se e lavou recursos públicos federais recebidos para execução de programas públicos de saúde e de educação no Paraná, Maranhão e Rio de Janeiro. Ao todo, o peculato e a lavagem de dinheiro somam R$ 28.399.657,74, entre janeiro de 2003 e abril de 2010.

A investigação foi realizada pela Polícia Federal, com participação da Controladoria Geral da União e da Receita Federal, e provou que eram sacados cerca de R$ 150 mil por mês da conta do CIAP, desviados para o dirigente da entidade, Dinocarme Aparecido Lima. Também eram desviados valores a empresas e pessoas ligadas ao grupo.

A sentença decretou o confisco de bens seqüestrados, avaliados em mais de R$ 20 milhões. As penas fixadas variam entre cinco e 17 anos.

Os réus também receberam a proibição cautelar de trabalharem em OSCIPs ou entidades que receberam valores do Poder Público. Também não podem exercer cargo ou função, por concurso ou comissionados, na Administração Pública, direta ou indiretamente, ou que envolvam gestão de recursos públicos.

O magistrado afirmou que “a prisão preventiva deveria ser decretada” e “que os acusados deveriam responder presos a fase eventual de apelo (...) Entretanto, a jurisprudência não tem sido rigorosa, via de regra, com o crime de colarinho branco, adotando postura diferente”. E completou: “se não é o caso de impor a prisão preventiva, é imperativo a imposição de medidas cautelares”.

Os condenados podem recorrer da sentença.


Censura

A OSCIP comandada por Dinocarme tentou censurar o jornal Impacto PR na eleição de 2008 por este denunciar as ligações da CIAP com o então candidato a prefeito de Londrina, Homero Barbosa Neto (PDT), e as estreitas relações que existia entre eles, inclusive para voarem juntos em avião da CIAP.


Absolvidos

Foram absolvidos Maria Aparecida Carricondo de Arruda Leite, Alexandra Laitano, Francisco de Assis Oliveira e Alexandre Pontes Martins por falta de provas.


Réus e penas a que foram condenados

Dinocarme Aparecido Lima: 17 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado
Elzira Vergínia Mariani Guides: 15 anos e nove meses de reclusão em regime fechado
José Ancioto Neto: 15 anos e nove meses de reclusão em regime fechado
Fernando José Mesquita: 15 anos e nove meses de reclusão em regime fechado
Vergínia Aparecida Mariani: 14 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado
José Roberto de Lima: oito anos, sete meses e 15 dias de reclusão em regime fechado
Sergio Ricardo de Lima: oito anos, sete meses e 15 dias de reclusão em regime fechado
Said Yusuf Abu Lawi: seis anos e quatro meses de reclusão em regime semiaberto
Juan Carlos Monastério de Mattos Dias: cinco anos, sete meses e 15 dias de reclusão em regime semiaberto
Laura Maria Cury Martinelli: cinco anos, sete meses e 15 dias de reclusão em regime semiaberto
Antônio José Viana Neto: oito anos e três meses de reclusão em regime fechado
Valmir de Arruda Leite: seis anos e oito meses de reclusão em regime semiaberto
Ação Penal Nº 2008.70.00.004777-7 (PR)
(Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ PR)


3 de ago. de 2011

LONDRINA: MP-PR propõe ação contra prefeito e secretários por fraude em licitação

Município contratou empresa que daria curso para guardas municipais, mas aulas foram ministradas pela PM


A Promotoria de Justiça de Proteção do Patrimônio Público de Londrina apresentou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito da cidade, Homero Barbosa Neto, os então secretários municipais de Defesa Social e de Gestão Pública, Benjamin Zanlorenci Junior e Marco Antonio Cito, o técnico de gestão pública Wagner Fernandes Lemes Trindades e o empresário Cleiton Severino Dias, proprietário da empresa Delmondes & Dias Ltda. - ME. Todos são acusados de participar da realização de uma licitação fraudulenta para a contratação de curso de capacitação para a Guarda Municipal. De acordo com a ação, a fraude consistiu na criação de um objeto falso - o curso em questão já estava sendo prestado pela Polícia Militar 50 dias antes da contratação da empresa.

Os responsáveis pelo caso são os promotores de Justiça Renato de Lima Castro e Leila Schimiti Voltarelli. Uma eventual condenação por ato de improbidade pode resultar em sanções como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, proibição de contratar com o poder público, devolução dos valores supostamente gastos indevidamente ao erário e multa. A empresa Delmondes & Dias, “vencedora” da licitação, teria recebido R$ 303 mil pelo serviço, sendo que teria repassado R$ 124.082,74 aos PMs que efetivamente realizaram o curso e “embolsado” o restante - R$ 192.735,02. A Promotoria de Justiça requer a devolução desse valor aos cofres públicos, devidamente reajustado. (Roseli Valério)


3 de jun. de 2011

LUIZ CARLOS HAULY, O BODE EXPIATÓRIO: Culpado de plantão!

Pepe Richa, Reinaldo de Almeida César, César Silvestri, Marcelo Cattani, Cássio Taniguchi, Michele Caputo, Flávio Arns

Podem até tentar desmentir e dizer que é tudo invenção da oposição ou daqueles que estão descontentes por alguns interesses já contrariados mal iniciou o novo governo.

O ambiente político-administrativo do estado do Paraná, contudo, vai deixando um cenário de preocupação diante dos fatos que se revelam em busca do culpado de plantão, aquele que na verdade estaria sendo o responsável por um estado de coisas que se transformou em verdadeiro muro de reclamações e desculpas.

De prefeitos à imprensa, de companheiros a adversários o comentário é um só: "o governo está mal... não está fazendo nada... Beto precisa acordar para a realidade... Quem está enterrando o Beto, mal começou o governo?".

E a resposta, claro, que vai sendo colhida por todo o interior e mesmo na capital, é uma só: “O CULPADO É O HAULY!”

Secretário das Finanças do Paraná, a quem cabe a responsabilidade maior de cuidar pelo equilíbrio econômico-financeiro do governo, Luiz Carlos Hauly (PSDB) vem aceitando calado a condição de bode expiatório exposto às desculpas mais esfarrapadas que se fazem ouvir por todos os cantos.

É secretário desta ou daquela pasta desculpando-se junto ao muro das reclamações com o nome de Luiz Carlos Hauly, citado direta ou indiretamente nas entrelinhas ou até nas falas irônicas de uns e outros, como se o dito cujo estivesse sentado em cima da chave do cofre onde fica toda a dinheirama do governo paranaense capaz de resolver tantas situações já reclamadas.

Vencido o prazo em que o argumento foi a desculpa de uma herança maldita recebida dos governos Roberto Requião (PMDB) e Orlando Pessuti (PMDB), era preciso encontrar um novo motivo para jogar a responsabilidade em relação às muitas reivindicações que já se fazem por alguns cantos.

Beto Richa (PSDB) certamente não vem sentindo tão de perto o estado de coisas que o cerca e pode levá-lo a uma situação perigosa nos próximos meses quando será preciso colocar em ação uma operação de resgate de sua imagem, futuro sombrio que já se avizinha em algumas áreas por todo o Paraná.

Prefeitos companheiros e atuantes da última campanha, sejam vereadores ou lideranças políticas destacadas, já falam nas entrelinhas, comentários e reuniões que o governo Beto só está se preocupando com os adversários que cada vez mais chegam perto do Poder como se tivessem vencido eleições.

Foi assim, por exemplo, quando souberam de uma reunião mais íntima de Beto com prefeitos amigos do deputado Alexandre Curi (PMDB) que abertamente não esteve na campanha de Richa mas atuou de mangas arregaçadas neste empenho.

Seus prefeitos certamente não estão reclamando do governo, mas em contrapartida há gente que foi de palanque na última campanha e que se sente menosprezado e já fala abertamente.

Com a imprensa começando a fazer cobranças e Beto Richa se mantendo à distância e até se irritando quando lhe fazem perguntas que o colocam em uma verdadeira saia justa, como aconteceu naquela resposta ríspida a respeito de um helicóptero, o ambiente vai ficando cada vez mais estranho e fechando um cerco que pode explodir a qualquer instante em situação totalmente desagradável.

Prova da preocupação maior são as desculpas dos diversos secretários que volta e meia lembram o nome de Luiz Carlos Hauly, o secretário da Fazenda, como dizem, e que seria o grande responsável por impedi-los de atender as reivindicações em geral.

Hauly tem as costas largas e, por enquanto, vem aceitando calado tal situação, embora a condição de bode expiatório necessite urgentemente ser esclarecida.

Sem o choque de gestão que Beto Richa prometeu e que precisa cobrar com urgência do secretariado, sem meias palavras e cara a cara com a verdade, Hauly vai continuar como o bode expiatório de uma situação que passou a fase do caixa em baixa deixado pelos governos anteriores.

Daqui para frente a criatividade e a competência precisam de fato serem colocadas na ordem do dia do governo Beto Richa, antes que acabe sobrando para o próprio, que certamente não está sabendo muito bem do que se passa a suas costas.

Blindado por interessados em lhe mostrar apenas o lado dourado das coisas, Beto Richa precisa ser alertado de que Luiz Carlos Hauly não pode mais ser usado como bode expiatório de uma situação de falta de competência de uns e outros que ainda não conseguiram justificar o porquê de terem sido escolhidos para integrar este governo de mudanças.

A imprensa, cujo papo da área de comunicação vem sendo cobrado de forma mais convincente, já deixou claro que aguardar até setembro ou outubro com as desculpas burocráticas manjadas não vai resolver em nada esta falta de divulgação do que o governo vem fazendo, se é que está realmente fazendo alguma coisa.

Usar Luiz Carlos Hauly como bode expiatório pode ter sido a princípio uma boa estratégia, já que muitos conhecem seu rigor e o zelo com as finanças públicas, mas entender por muito tempo esta condição para desculpar a incompetência exige o quanto antes que se justifique o prometido choque de gestão.






Candidato natural às eleições municipais de 2012 em Londrina, Luiz Carlos Hauly poderá ter na oposição o caldo engrossado pelas atuais circunstâncias que o colocam como o bode expiatório de uma situação de inércia que já está sendo reclamada em relação ao novo governo paranaense.

Preocupados que as desculpas possam continuar até perto do final de ano, tanto prefeitos, imprensa e demais interessados que desejam ver a ação do governo, foi iniciada uma verdadeira caça às bruxas a fim de encontrar quem realmente tem culpa nesta fase de desgaste da imagem do governador Beto Richa e que a qualquer momento poderá render o corte de algumas cabeças em sua administração.

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