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9 de jun. de 2011

Notinhas do dia 09/06

Estrela solitária

Gleisi Hoffmann (Foto - Joka Madruga)


A mulher acabou de ser empossada no cargo de ministra da Casa Civil e o PT paranaense já está todo assanhado. No bojo ainda da repercussão da grande virada na carreira política da petista Gleisi Hoffmann, que se despediu ontem do Senado para assumir o cargo, a líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, deputada Luciana Rafagnin saiu logo afirmando que o partido já raciocina com a tese de Gleisi vir a ser o nome petista na disputa em 2014 para o governo do Estado. Mas isso já era considerado antes, houve uma mudança nos planos quando a cúpula petista cerca de dez dias atrás pediu a senadora que ela disputasse a prefeitura de Curitiba, em 2012. Parece que o PT do Paraná agora se resume a um único nome. “Gleisi já era um nome forte, pela expressiva votação que teve para o Senado, agora se consolida como uma certeza que temos para a disputa ao governo”, disse Luciana. “Gleisi já mostrou sua capacidade técnica, política e administrativa. Estamos confiantes no sucesso do seu trabalho e na projeção que esse espaço vai proporcionar a ela”, declarou Luciana. A deputada ainda se disse orgulhosa da escolha de Gleisi para ministra-chefe da Casa Civil “pelo fato de ser paranaense, petista, defensora do nosso projeto para o país e, especialmente, por ser mulher”.


Assopra...

O senador Requião fez um pronunciamento em que elogiou a escolha de Gleisi Hoffmann para a Casa Civil. “A Gleisi foi minha parceira de coligação, teve meu voto, é minha amiga pessoal e eu tenho certeza que para o Paraná a sua ida para a Casa Civil será muito boa”, afirmou. Requião lembrou que Gleisi, assim como ele, conhece pessoalmente todos os prefeitos do Paraná e que isto facilitará o contato das administrações municipais com o governo Federal.


E morde

Requião foi além. Comentou a saída do ex-ministro Antonio Palocci, fazendo críticas ao enriquecimento rápido que ele teve ao atuar como consultor de empresas privadas. Para Requião, Palocci sempre foi o defensor dos grandes capitais. “A queda do ministro Palocci foi muito boa para o Brasil. Ele estava fazendo ‘consultoria’. Tudo indicava que ele estava intermediando interesses privados diante do Estado”, disse.


Richa elogia

O governador Beto Richa (PSDB) também elogiou o novo status da petista. “O Paraná sai fortalecido com essa escolha. A senadora Gleisi Hoffmann tem todas as condições de representar bem e defender com muita determinação os interesses do Estado no governo federal. Esperamos continuar tendo com a nova ministra uma relação muito positiva para o Paraná. Pessoalmente, desejo sucesso à nova ministra”, afirmou o sempre diplomático tucano.


Rossoni idem

“A autofagia que persistia no Paraná está saindo do Estado. A torcida é para que todos do Paraná que possam ter cargos no governo Federal tenham”, comentou ontem, sem grande inspiração, o presidente da Assembléia, Valdir Rossoni (PSDB), sobre a nomeação de Gleisi para o ministério. “Em conjunto será possível fazer um grande trabalho para o Paraná”, arrematou, também de forma pouco inspirada.


Bonitona

Ainda de Gleisi: no discurso ontem na tribuna do Senado antes de ser empossada como ministra, ela agradeceu o apoio dos senadores e foi paparicada, mas rejeitou o rótulo de “trator” do Executivo no Senado, conferido a ela pelo líder da oposição, Demóstenes Torres (DEM-GO). Ao menos fisicamente ela está longe de lembrar um trator. Do monte de mulheres ministras, Gleisi é a única bonita e charmosa.


Bom espaço

Com Gleisi Hoffmann na chefia da Casa Civil, passam de nove para dez ministras no governo Dilma. A carreira de Gleisi como paranaense é impressionante: é a primeira senadora eleita e a primeira mulher paranaense a ocupar o cargo mais importante de um governo federal, pasta responsável pela articulação de todos os ministérios.


Lula-qui?

Era para o ex-presidente Lula estar em Curitiba nesta quinta-feira para participar da Marcha de Mobilização dos Catadores de Materiais Recicláveis. Mas com esse tempo, pousar no aeroporto e participara de caminhada só para político em campanha.


Má sorte

Parece que nem o tempo ajuda os mais pobres. Faz parte do evento, após a marcha, a entrega de documento ao governador Richa solicitando atendimento de várias reivindicações e a aprovação de projeto de lei proibindo incineração de resíduos sólidos no Paraná. Lula não tem outros compromissos agendados aqui.


Grande dia

No fim tudo acabou mais ou menos bem para Orlando Pessuti com a aprovação pelo Banco Central e a publicação ontem, no Diário Oficial da União, de seu nome para o Conselho de Administração do BNDES. O ex-governador se encontrava em Brasília ontem com Sergio Souza, que substituirá Gleisi no Senado, participando da posse da nova ministra. O novo senador como se viu é aliado número um de Pessuti.


Carli Filho

O julgamento do recurso do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, vai ser analisado pelo Tribunal de Justiça no próximo dia 16. Carli Filho, acusado de matar dois jovens em um acidente de trânsito em 2009, já teve decisão do juiz para ser levado a Júri Popular e sua defesa tentar evitar isso.


Apenas trânsito

O advogado de Carli Filho quer o caso sendo analisado como um delito de trânsito e não como crime doloso, quando há intenção de matar. Como a situação está se complicando, a defesa do ex-deputado está nas mãos do advogado criminalista René Ariel Dotti, uma sumidade jurídica no Paraná. O julgamento do recurso será pela Primeira Câmara do Tribunal de Justiça do Paraná.


2 de jun. de 2011

Notinhas do dia 02/06

Atrás do prejuízo 


Dia seguinte à decisão pela suspensão das aposentadorias concedidas a ex-governadores do Paraná, eles se articulam para recorrer da decisão. Mário Pereira, Jaime Lerner, Roberto Requião e Orlando Pessuti não receberam anteontem (dia em saiu o pagamento do funcionalismo) os R$ 24,5 mil que recebiam de aposentadoria. Procurados, preferiram não comentar o assunto. Os benefícios foram definitivamente cancelados pelo governo estadual na segunda-feira 30, à noite, após a Procuradoria Geral do Estado rejeitar as defesas apresentadas pelos interessados no processo administrativo aberto em março, por determinação do governador Beto Richa (PSDB). Os advogados do quarteto devem entrar com recursos pedindo a revisão da decisão. Mário Pereira optou por entrar com recurso administrativo já na próxima semana, alegando entre outras coisas que o benefício já teria se tornado um direito adquirido. Enquanto isso, na Assembleia Legislativa o deputado Mauro Moraes (PSDB), autor de uma PEC que pretendia extinguir a aposentadoria de viúvas de ex-governadores e de ex-governadores (votado e rejeitado em 14 de abril passado), confirma que irá reapresentar a proposta. Mas desta vez, a lei exige 33 assinaturas de deputados apoiando a PEC, o mesmo número para a sua aprovação.


Não desta vez                            

Maurício Requião não se deu bem. Em menos de 24 horas o Tribunal de Justiça recusou seu pedido de liminar que pedia a anulação do ato da Mesa Executiva da Assembleia que cancelou sua indicação para conselheiro do Tribunal de Contas. No pedido, Maurício alegava que há decisão favorável à sua nomeação também da 5ª Câmara Cível do próprio TJ.


STF decide  

O juiz substituto José Macedo Filho, que avaliou o pedido, entendeu que a questão está sob responsabilidade do Supremo Tribunal Federal. Maurício demorou tanto a tentar impedir o processo de indicação na Assembleia e, pelo visto, ainda o fez de forma equivocada. Mas ele vai deve recorrer para que a ação seja avaliada pelos desembargadores da 5ª Câmara Cível.


Eu não!

Ontem a deputada Luciana Rafagnin (PT) subiu à tribuna na sessão da Assembleia para “defender” a senadora Gleisi Hoffmann (PT), que nega que ter sugerido o afastamento do ministro Antonio Palocci do governo federal. Defender de quem ou de que, a propósito? “Falei há pouco com a nossa senadora e ela me garantiu que em nenhum momento pediu o afastamento do ministro Palocci. Pediu, sim, esclarecimento dos fatos”, Gleisi teria explicado a deputada.


‘Bateu’ bem

Boa de briga quando provocada, Luciana também se mostrou indignada com as provocações feitas pelo deputado Élio Rusch (DEM), quando este perguntou de que lado se posicionaria a bancada petista, se do lado da senadora ou do ministro. Luciana não deixou barato e rebateu: “Em nenhum momento vi Vossa Excelência aqui preocupado em esclarecer os fatos do ‘mensalão’ do DEM ou os inúmeros escândalos de corrupção nos oito anos do governo FHC”, disparou.


Mal na foto

Sobre o “lado” da bancada do seu partido, a líder do PT na Assembleia respondeu ao democrata: “Nós somos a favor da verdade, de que os fatos sejam esclarecidos e a favor do desenvolvimento do Brasil com justiça social”. E mais não disse porque Rusch deixou por isso mesmo.


Ele, de novo

“Quem não deu uma mentirinha até hoje? Como diz o Cazuza, ‘mentiras sinceras’. Ele mentiu, mas foi leal a quem mandou que instalasse o aparelho”. Declaração curiosa do deputado Fabio Camargo (PTB), sobre a voz de prisão dada pelo deputado Marcelo Rangel (PPS), presidente da CPI das Espionagens, ao ex-diretor administrativo da Assembleia, Francisco Ricardo Neto.


Paladino

“Mentirinha”? Mentir para uma CPI, que tem amplos poderes é desrespeito, é grave. Mas o petebista questionou a prisão, que acredita não trazer benefício. “É difícil olhar no olho do grande e dizer ‘você está preso’. Com o pequeno é fácil”, reforçou Camargo. “Manda chamar o chefe do chefe do chefe e aí sim, faz o que tem de fazer, manda prender”, sugeriu.


Paladino 2

Para Camargo, o ex-diretor ficaria por algumas horas e seria solto no final da tarde. “Não serão algumas horas que farão ele falar quem é a pessoa que realmente está por trás de tudo e enriqueceu ilicitamente na Assembleia”, disse o petebista. Disse ainda que iria ao Distrito Policial para ver se o ex-funcionário precisava de algum tipo de ajuda.


Todos contra

Depois de contestar a prisão do ex-funcionário antigo da Casa e acusar Rangel de precipitação e falta de humildade, Camargo se irritou quando Rangel tentou questioná-lo sobre a falta de prisões dos “peixes grandes” da CPI das Falências que Camargo preside. Vários deputados pediram apartes ao petebista, nenhum deles a favor da iniciativa de Rangel.


Polêmica

“Qualquer coisa vamos queimar a praça de pedágio”. A declaração é do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot, em uma reunião com prefeitos, deputados federais e lideranças, em Cascavel. A BR-277 atravessa o Paraná e é uma das mais importantes do Estado.


O trecho

Ocorre que o pedido pela duplicação do trecho entre Medianeira e Cascavel, na região Oeste, é antigo. São 70 km por onde passam turistas que vão a Foz do Iguaçu e caminhões que levam a safra até o Porto de Paranaguá. Nos últimos dois anos, foram mais de dois mil acidentes no trecho com 84 mortes.


Foi mal   

A ABCR, Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, condenou, em nota, a atitude de Pagot e afirmou que a declaração dele é uma incitação a desobediência civil. Ainda mais pelo cargo que ele ocupa. (Roseli Valério)


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