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21 de nov. de 2011

PONTA GROSSA: TCE mantém reprovação das contas do ex-prefeito Jocelito Canto

Jocelito: Inelegível em 2012
Por cinco votos a um, os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) negaram Recurso de Revista protocolado pelo ex-prefeito de Ponta Grossa, Jocelito Canto, na tentativa de reformar a decisão que julgou irregulares as contas de 2000 do Poder Executivo.

Entre as irregularidades apontadas no Parecer Prévio 90/01, votado e aprovado em julho de 2001 pelo Tribunal Pleno, estão incorreções e inconsistências nos demonstrativos de execução patrimonial, ausência de documentos essenciais à análise das contas; a incoerência contábil no resgate da dívida fundada e o não atingimento do índice mínimo de 25% em gastos com educação, conforme previsto no artigo 212 da Constituição Federal. Foi constatado o uso dos recursos da educação em outras finalidades e subvenção irregular ao Operário Ferroviário Esporte Clube, no valor de R$ 60.000,00.

Havia inconsistência nos saldos bancários e não foram prestados esclarecimentos sobre os atos que implicaram em renúncia de receita, motivação e medidas de compensação, conforme dispõe o artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal. O parecer do Ministério Público de Contas no. 9496/01, emitido na época, sugeriu uma auditoria no município “em razão da situação caótica das contas apresentadas, devendo ser buscada a responsabilização dos administradores públicos”.

Além do Executivo, foram mantidas as desaprovações das contas do Legislativo Municipal, da Fundação Municipal de Assistência à Pessoa Portadora de Deficiência, da Fundação Educacional, da Fundação Municipal Pronto Socorro e do Fundo Municipal de Assistência Social de Ponta Grossa. (TCE-PR)


24 de out. de 2011

PONTA GROSSA: Marcelo Rangel e Plauto lideram sucessão municipal

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Marcelo Rangel e Plauto Miró
Se as eleições à prefeitura de Ponta Grossa fossem hoje haveria segundo turno entre os deputados Marcelo Rangel, do PPS, e Plauto Miró Guimarães, do DEM.

Este é o resultado da mais recente pesquisa feita pela Paraná Pesquisas, que mostra Rangel com 23,96% das intenções de votos e Plauto com 23,05%.

O petista Péricles de Mello é o terceiro colocado, com 19,42%.

Em outro cenário, com um número menor de candidatos, Rangel tem 33,03%, Plauto, 27,95%, e Péricles, 25,05%.

Se a disputa fosse apenas entre Rangel e Plauto, o deputado do PPS teria 44,65% e o democrata 42,47%

A pesquisa foi feita entre os dias 12 e 16 de outubro ouvindo 551 eleitores.

A pesquisa espontânea, no entanto, mostra que a maioria 70,24% não sabe ainda em quem irá votar nas eleições de 7 de outubro do ano que vem.

Mas mostra também que Plauto e Rangel têm o mesmo percentual: 3.09%.

O ex-deputado Jocelito Canto, hoje no PMDB, é o mais lembrado pelos eleitores (5,26%). O prefeito Pedro Wosgrau, do PSDB, que não pode concorrer, vem em segundo, com 4,36%, o mesmo percentual de Péricles de Mello. (Roseli Abrão)

27 de set. de 2011

Promotor Fuad Faraj pede providências à Justiça: “Hospital Regional de Ponta Grossa é meramente cenográfico”

Ação civil pública impetrada pelo promotor Fuad Faraj, de Ponta Grossa, em uma peça que detona com o governo do Estado, o do PMDB e o atual do PSDB, pede providências à Justiça a respeito do funcionamento do Hospital Regional de Ponta Grossa denominado Wallace Tadeu de Mello e Silva, onde foram investidos R$ 60 milhões e o funcionamento, segundo ele, é como o de um posto de saúde na periferia distante. Faraj diz que o hospital é meramente cenográfico.

O hospital, inaugurado em 31 de março de 2010, último dia do mandato do então governador Roberto Requião (PMDB), filho do homenageado com o nome, em tese passou a funcionar em 1 de abril, “data que revela, num simbolismo misterioso e caprichoso, a marca de seu destino e a índole de seu caráter”, aponta o promotor. 

Citando tudo o que não existe no hospital, o promotor pede concessão de liminar, para determinar que o Estado do Paraná seja compelido a, no prazo de 30 dias, tomar todas as medidas administrativas que lhe cabem com a finalidade alocar os recursos humanos necessários e de realizar o provimento de todos os cargos para o pleno funcionamento do Hospital Regional de Ponta Grossa.

Caso a liminar seja concedida e não cumprida, Faraj pede imposição de multa diária de R$ 1.000,00 ( mil reais), a qual será revertida ao Fundo Municipal de Saúde de Ponta Grossa. E que fazem os deputados estaduais da região dos Campos Gerais, os aliados que não usaram do suposto prestígio junto ao governo e o petista que não se indignou verdadeiramente, não protestou?

Fácil imaginar o porque da falta de empenho dos deputados dos Campos Gerais (de Ponta Grossa são três): os aliados do governo tucano não devem querer se indispor de fato e nem criar uma saia justa. O deputado do PT foi aliado de Requião e depois de Orlando Pessuti, que passou o mandato-tampão sem tomar as providências agora pedidas pelo promotor. (Roseli Valério)

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