Mostrando postagens com marcador SECRETARIA DA SAÚDE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SECRETARIA DA SAÚDE. Mostrar todas as postagens

24 de out. de 2011

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS: Novo secretário de Saúde leva ripada de conselheira

Adilson Stuzata, recém-nomeado por Ivan Rodrigues, passou um “sufoco” em reunião do Conselho de Saúde


Adilson Stuzata
Em reunião extraordinária do Conselho de Saúde com o novo secretário de Saúde do município, realizada na quarta-feira (dia 19) no plenarinho da Câmara de Vereadores, os conselheiristas cobraram uma “urgente tomada de posição” do prefeito Ivan Rodrigues sobre os gravíssimos problemas do setor.

A conselheirista Claudiane, que também compõe a Comissão de Fiscalização do Conselho de Saúde, foi enfática na crítica aos “pontos de estrangulamento” da Saúde em São José dos Pinhais, destacando entre eles “o volume dos contratos com dispensa de licitação”, exibindo para tanto um exemplar de Impacto PR com o resumo dos “contratos emergenciais”, que passam dos R$ 100 milhões.

Claudiane destacou os casos de empresas de construção civil que montam cooperativas de saúde, sem nenhuma experiência, e fecham milionários contratos sem licitação. A conselheirista citou um relatório de 2009 denunciando tais casos, “e até agora a Prefeitura nada explicou”.

Indo além, sempre colhendo dados de uma agenda repleta de informações, Claudiane revelou estranheza para com certas “cooperativas” com capital social de R$ 100 mil que faturam “contratos sem licitação” de até R$ 10 milhões. O que todos sabem é que, ocorrendo qualquer contratempo, estas empresas de ocasião não têm patrimônio algum que lhes garantam um imprevisto.

Na sequência, a conselheirista apontou “casos de morte de seres humanos por falta de remédios básicos, ressaltando que “vem faltando nos hospitais até mesmo esparadrapo e gazes”, enquanto as cooperativas recém-montadas levam milhões e milhões de reais.

“Precisamos saber o que está sendo feito com os recursos da Saúde”, cobrou Claudiane, para desespero do secretário Adilson Stuzata, que, sem traquejo para tais provações, deu sinais de estar mal, quase apoplético, confuso e inseguro nas “explicações” gaguejadas sem convicção.

Os populares presentes à reunião perceberam o vexame de Stuzata e tentaram colher dele ao menos uma promessa de que levaria as reclamações diretas ao prefeito Ivan Rodrigues, mas nem disso conseguiram obter uma posição afirmativa do secretário, que apenas resfolegava, muito aturdido.


A voz do povo

A reportagem de Impacto PR apurou que é unânime, na população, a crítica ao amadorismo do atual prefeito Ivan Rodrigues, particularmente sobre os graves problemas da saúde pública, que ele toca “com a barriga”, acreditando que fazendo sucessivos “contratos emergenciais” com “ágeis cooperativas”, pode atender com rapidez toda a demanda nos hospitais e postos, mas tal orientação tem se revelado um fiasco, pois se vão milhões de reais, às centenas, e a Saúde vai cada vez pior.

O maior questionamento na cidade sobre o paradeiro da dinheirama passado às cooperativas, que, já se sabe, são 5 (cinco) que se revezam no “abraço” aos contratos milionários, e em torno delas giram 6 nomes, que se revezam como “contadores”, diretores”, etc. Ou seja, tratar-se-ia um grupelho que viria montando as famigeradas cooperativas, tão intrigantemente prestigiadas pelo prefeito Ivan Rodrigues.

14 de out. de 2011

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS: Saúde depauperada mobiliza Tribunal de Contas do Paraná

Descaso com doentes vira manchete na TV Globo; TC pede explicações à Prefeitura por “diferença” de R$ 37,8 milhões nos gastos de 2010


Com o sugestivo título “Frenesi na Saúde: 10 empresas ‘abraçaram’ R$ 104.007.146,63” sem licitação, o Impacto PR (16 a 22.9.2011) denunciou à opinião pública o voluntarismo do prefeito Ivan Rodrigues, cuja administração errática e perdulária vem arrepiando o povo sãojoseense, que, atônito, não sabe o que é feito da dinheirama repassada à meia dúzia de “cooperativas”, enquanto faltam remédios básicos, e até ataduras e esparadrapos, no Hospital São José e nos postos de pronto atendimento.

Entretanto, fingindo que não há problema algum, o prefeito Ivan Rodrigues continua “impávido colosso”, como "arrogante Paxá", indiferente ao desespero da população, tendo nomeando e demitindo a 5 (cinco) vezes a cúpula da Saúde, e por fim nomeando “interinamente”, agora, um advogado do PT, Adilson Stuzatta para “tocar” a importantíssima secretaria no máximo “até o dia 31 de dezembro”.

Sintoma da verdadeira bagunça reinante na Secretaria de Saúde, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná entrou em ação para apurar as discrepâncias entre recursos desembolsados pelo Município (até 2010) e efetivamente aplicados na Saúde, cujas diferenças chegam a R$ 37.856.797,53 (trinta e sete milhões, oitocentos e cinquenta e seis mil, setecentos e noventa e sete reais e centavos) O total geral movimentado passa dos 189 milhões, incluindo os valores “com” e “sem” licitação.



A “bagunça” é tão tremenda que até a sempre “comedida” a RPC (TV Globo no Paraná) passou a denunciar a precariedade da saúde no município, com, pacientes morrendo à míngua nos hospitais.


Prefeitura passa “batata-quente” ao Conselho de Saúde, que reage

Desde que assumiu a Prefeitura em 2009, o prefeito Ivan Rodrigues “implementou” sua visão pessoal na Secretaria de Saúde, com pressa de “acertar as coisas por lá”. Movido por esse “ideal”, ele extinguiu os “morosos” processo de licitação para compras de remédios e contratação de profissionais da área, contratando “cooperativas” recém-criadas, para alegadamente, “agilizar os procedimentos”.

O Conselho Municipal de Saúde passou a ser ignorado, e não teve o direito de se manifestar nem sobre a esdrúxula Lei 1.807/2011, pela qual o quadro de conselheiros foi estupidamente ampliado sem precisão, “apenas para facilitar o controle do prefeito na entidade”. Assim, vergado ao peso de mais de 40 conselheiros, sofrendo contínua sabotagem, a ponto de não receber recursos da Prefeitura para comprar “tonner e outros insumos” imprescindíveis à sua atuação, o CSM está quase inoperante.

Contudo, sem nenhuma cerimônia, ao ser acionada pelo Tribunal de Contas, a Prefeitura tentou “jogar a bata-quente” para o Conselho de Saúde (ofício 466/2011) que, com dignidade, reagiu em longo expediente “Ao Secretário”, com cópia ao promotor de Justiça Divonzir Borges (Ofício 103/2011), ao próprio prefeito Ivan Rodrigues, ao presidente da Câmara Municipal e ao Conselho Estadual de Saúde.




O Ofício 100/2011 do Conselho ao Secretário de Saúde, longo, não pode ser aqui reproduzido, mas, em breves palavras, teve, entre os “considerandos”: ...“a falta de apoio administrativo, operacional e econômico, financeiro e de recursos humanos e materiais...; a falta de estrutura deste Conselho desde o início desta gestão...; as leis recém-criadas, à revelia do Conselho...; o fracasso da 9ª. Conferência Municipal de Saúde, prejudicada pelo Coordenador-Geral, Agenor Cheutchuk, indicado pela Secretaria Municipal de Saúde (Nota do Redator: “homem de confiança” do prefeito Ivan Rodrigues)...; que os Conselheiros Natos não conseguiram tomar posse para completar seu mandato até 2012 (N. do R.: as “novas leis” ditadas pelo atual prefeito atropelaram os velhos conselheiros)”, e por aí foi.




Denúncia do CMS chega ao TC

No embalo da indignação contra as manobras do prefeito Ivan Rodrigues, o Conselho Municipal de Saúde encaminhou longo ofício ao Tribunal de Contas, denunciando os graves problemas que solapam a Saúde municipal, e pedindo providências para tal situação.

Praticamente “gritando” contra tanto descaso, o CMS alerta: “Por certo, a melhor forma de tornar qualquer órgão inoperante é deixá-lo sem recursos materiais para desempenhar suas atribuições legais” (...) Logo, pede-se providências a este Tribunal, que solicite informações ao Município de São José dos Pinhais sobre os recursos que devem ser repassados” ao CMS. Com a palavra, Ivan Rodrigues.

10 de out. de 2011

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS: “Desaba” a quarta secretária, e Saúde vira “casa de mãe-joana”

“Dr. Allan”, Miguel Galoski, Armando Raggio e Izabel já passaram pela Secretaria de Saúde, agora entregue pelo prefeito Ivan Rodrigues a um advogado do PT


Adilson Stuzatta
Como se em confirmação da matéria estampada pelo Impacto PR na edição de 23 a 29 passados, em que os vereadores Onildo e Carlos Machado, por vias transversas, “meteram a ripa” no prefeito, criticando severamente a (ex) secretária da Saúde, Izabel Cristina Martins Coelho, e o descaso generalizado para com pacientes, alguns em fase terminal, entregues ao deus-dará, a falta de remédios e a bagunça reinante, Ivan Rodrigues a demitiu, sem dó nem piedade, sumariamente.

A “degola” de Izabel sucedeu durante “inesperada” visita de Ivan Rodrigues aos vereadores, por volta das 10 horas de quarta-feira, quando o alcaide foi questionado, inclusive, pela sempre dinâmica vereadora Lúcia Stocco, que, no seu jeito direto de enfrentar problemas, perguntou se a nomeação da agora ex-secretária se dera “por causa da simpatia do vereador Bira do Banco do PT por ela”.

Foi demais para os devaneios políticos de Ivan Rodrigues, que alimenta a esperança de ter Lúcia Stocco como sua parceira na tentativa de reeleição, tanto que a convenceu a sair do DEM e se filiar ao seu partido, o PSD. Outros vereadores engrossaram as críticas, e Ivan agiu rápido, demitindo a secretária, mas com tanta vontade que pelo menos dois parlamentares interpretaram o gesto como “caso pensado”, em que, muito esperto, ele deu a impressão de estar atendendo ao conjunto da vereança.


“Interino” é nomeado

Retornando da Câmara Municipal à Prefeitura, Ivan Rodrigues resolveu, também num repente, a sucessão da chorosa Izabel: convocou para seu lugar, como “secretário interino até 31 de dezembro” próximo, o advogado Adilson Stuzatta, do PT, considerado “o pássaro mais sagaz da floresta”, já bem acomodado na Administração Municipal, como “Secretário do Trabalho”.
Por conta dessa outra inesperada nomeação, os vereadores quedaram-se deprimidos: “O Adilson até agora não disse a que veio na inoperante Secretaria do Trabalho”. “O que é que ele vai conseguir fazer na Saúde, com toda aquela confusão?”, indaga outro inconformado vereador, aflito.


Quatro já tombaram

Indicação do DEM para a administração que iniciava em 2009, o médico Allan Bundt foi nomeado para a Saúde, e bateu o recorde de brevidade no cargo: em 26 dias ele “entrou em parafuso”, e saiu da secretaria “profundamente magoado” com a “desconsideração”.
Foi então que o prefeito Ivan Rodrigues “tomou para si” o desafio de “acertar a Saúde”, e lá se internou, com (à época) seu pupilo Miguel Galoski, que, chefe de Gabinete, foi nomeado interino. Miguel, dizem, se esforçou, “mas não deu”, e Ivan decidiu que, mais uma vez, “mudar era preciso”.

O advogado Rochinha indicou Armando Raggio, ex-secretário estadual de Saúde. Imbuído do seu talento, Raggio imprimiu uma gestão descentralizada, técnica, profissional e popular, mas com isso contrariou interesses que enveredavam pelos “contratos emergenciais”, de remédios e de pessoal.

Queixando-se de sabotagem velada em seu trabalho, Raggio “saltou fora”, levando seu braço direito (Luiz) que gerenciava toda a ação da Saúde, articulada com o SUS. Constam que o ex-secretário teria guardado, “por precaução”, cópias de todos os documentos sobre “milhõe$” movimentados.

Sempre improvisando, o prefeito Ivan Rodrigues nomeou a desconhecida e “estranha ao meio” Izabel Martins, que, atropelando vereadores, e demonstrando explicitamente total falta de gosto com a labuta, encerrou sua aventura na Saúde antes mesmo do fim das lamúrias por sua nomeação.


Uma risível tacada

Agora, superando-se num voluntarismo pueril, a ponto de ser tachado de “menino despreparado e birrento”, Ivan Rodrigues nomeou Adilson Stuzatta “com prazo de validade”, ou seja, a interinidade do causídico na Saúde deve ir até o “Réveillon”, sem prejuízo do seu dinamismo na “Secretaria do Trabalho”, onde, por sorte, eis que ninguém é de ferro, não precisa fazer nadinha.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...