O nascimento de um novo partido político no país marcou, sem dúvida, uma nova presença no cenário de disputa entre as lideranças nacionais.
O Partido Social Democrata (PSD) nasceu pelas mãos do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e tem no Paraná o comando do deputado federal Eduardo Sciarra, e em termos municipais, em Curitiba, do deputado estadual Ney Leprevost, prometendo nas eleições de 2012 marcar presença de forma destacada.
Com a terceira maior bancada na Câmara Federal, o PSD foi o destaque político deste ano.
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22 de dez. de 2011
28 de nov. de 2011
PSD paranaense apresenta planos para 2012
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| Eduardo Sciarra |
Apostam na eleição de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores nos 367 municípios onde o PSD está organizado, nas eleições de 2012. Nada modesto, como primeiro passo, o PSD pretende atingir a marca dos 50 mil filiados até abril, enquanto se organiza em diretórios municipais em todo o Paraná como forma de viabilizar decisões colegiadas e democráticas durante o processo eleitoral.
A frase é batida, mas é das primeiras lições da política. “Partido que não disputa eleição não cresce, não tem futuro”, é o que tem dito o presidente do PSD paranaense, deputado federal Eduardo Sciarra, nos encontros regionais da legenda. De segunda-feira até hoje foram realizados três dos sete previstos. O último será dia 10 de dezembro, em Curitiba.
Sciarra conta que o PSD no Paraná conseguiu se estruturar com chapas completas de pré-candidatos a vereador em 367 municípios. Na maioria deles, também há pré-candidatos a prefeito ou a vice-prefeito. Até a data de criação do PSD no Paraná, no final de setembro, foram reconhecidas pela Justiça Eleitoral nove mil filiações. “Agora temos que ampliar as nossas bases nos municípios obtendo o maior número de filiados possível”, diz o presidente do partido. (Roseli Valério)
1 de set. de 2011
PSD registrado no Paraná se prepara para disputar 2012
Mas ainda falta aprovação do registro em três outros Estados para TSE julgar e confirmar ou não a nova legenda
Os políticos paranaenses já comprometidos com o Partido Social Democrático, PSD, comemoraram ontem a aprovação por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral no Paraná (TRE-PR) do registro da legenda no Estado. O parecer do Ministério Público junto ao TRE e o voto do relator, juiz Luciano Carrasco, apontaram que o partido cumpriu todo o rito jurídico e processual necessário, não levando em consideração as tentativas de impugnação. O voto do relator foi seguido pelos demais cinco membros do pleno.
Com a decisão a Justiça paranaense, o PSD já conta com seis registros aprovados nos Estados, faltando apenas mais três para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possa julgar o registro definitivo do novo partido organizado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. No Paraná as principais referências do PSD são o presidente do diretório estadual, deputado federal Eduardo Sciarra, o ex-ministro Alceni Guerra e em Curitiba, o o deputado estadual Ney Leprevost, presidente do diretório municipal.
Embora a intenção do PSD seja de apoiar a reeleição do prefeito Luciano Ducci (PSB), dependendo dos resultados de sua administração até março de 2012, Leprevost, deputado mais votado de Curitiba, afirma que não descarta a possibilidade de ser candidato a prefeito na eleição do ano que vem. "O partido nasce com musculatura suficiente para enfrentar as eleições municipais do ano que vem em diversos municípios”, comentou Sciarra sobre a participação do PSD no pleito de 2012.
Em números
Para o deputado Sciarra, o surgimento do PSD é em função de os partidos políticos não terem avançado no ritmo em que a sociedade mudou nos últimos anos. "Por isso, o PSD tem atraído tantas lideranças, porque é preciso criar partidos mais próximos do que quer e pede a sociedade moderna”, afirmou. Até agora, no entanto, os nomes já conhecidos do PSD são de políticos vindos de partidos como o PP e o DEM que fazem parte do universo político há anos.
O partido, segundo Sciarra, deverá estar organizado em 90% dos municípios paranaenses até o final de setembro. Até agora o PSD já está presente em 342 municípios do Estado, sendo 22 diretórios municipais constituídos e 320 comissões provisórias sendo estruturadas. “Apesar dos opositores, que são movidos por mágoas e sentimentos negativos, o PSD se espalha por todo o país”, afirmou. Segundo ele, o partido já está organizado em 25 estados e no Distrito Federal.
Quanto aos demais Estados, Sciarra, disse que aguarda “com serenidade” a decisão, os TRE's devem julgar os pedidos de registro feitos em mais seis Estados, inclusive. “Então, devemos atingir com folga os nove Estados necessários”, previu o dirigente. (Roseli Valério)
Os políticos paranaenses já comprometidos com o Partido Social Democrático, PSD, comemoraram ontem a aprovação por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral no Paraná (TRE-PR) do registro da legenda no Estado. O parecer do Ministério Público junto ao TRE e o voto do relator, juiz Luciano Carrasco, apontaram que o partido cumpriu todo o rito jurídico e processual necessário, não levando em consideração as tentativas de impugnação. O voto do relator foi seguido pelos demais cinco membros do pleno.
Com a decisão a Justiça paranaense, o PSD já conta com seis registros aprovados nos Estados, faltando apenas mais três para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possa julgar o registro definitivo do novo partido organizado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. No Paraná as principais referências do PSD são o presidente do diretório estadual, deputado federal Eduardo Sciarra, o ex-ministro Alceni Guerra e em Curitiba, o o deputado estadual Ney Leprevost, presidente do diretório municipal.
Embora a intenção do PSD seja de apoiar a reeleição do prefeito Luciano Ducci (PSB), dependendo dos resultados de sua administração até março de 2012, Leprevost, deputado mais votado de Curitiba, afirma que não descarta a possibilidade de ser candidato a prefeito na eleição do ano que vem. "O partido nasce com musculatura suficiente para enfrentar as eleições municipais do ano que vem em diversos municípios”, comentou Sciarra sobre a participação do PSD no pleito de 2012.
Em números
Para o deputado Sciarra, o surgimento do PSD é em função de os partidos políticos não terem avançado no ritmo em que a sociedade mudou nos últimos anos. "Por isso, o PSD tem atraído tantas lideranças, porque é preciso criar partidos mais próximos do que quer e pede a sociedade moderna”, afirmou. Até agora, no entanto, os nomes já conhecidos do PSD são de políticos vindos de partidos como o PP e o DEM que fazem parte do universo político há anos.
O partido, segundo Sciarra, deverá estar organizado em 90% dos municípios paranaenses até o final de setembro. Até agora o PSD já está presente em 342 municípios do Estado, sendo 22 diretórios municipais constituídos e 320 comissões provisórias sendo estruturadas. “Apesar dos opositores, que são movidos por mágoas e sentimentos negativos, o PSD se espalha por todo o país”, afirmou. Segundo ele, o partido já está organizado em 25 estados e no Distrito Federal.
Quanto aos demais Estados, Sciarra, disse que aguarda “com serenidade” a decisão, os TRE's devem julgar os pedidos de registro feitos em mais seis Estados, inclusive. “Então, devemos atingir com folga os nove Estados necessários”, previu o dirigente. (Roseli Valério)
18 de jul. de 2011
Notinhas do dia 18/07
Golpe de mestre
Bem fez o governador Beto Richa (PSDB) em não ter nenhuma pressa para definir quem iria comandar o Escritório de Representação do Paraná em Brasília. Esta carta na manga serviu para uma grande jogada política com a recente nomeação do ex-deputado federal e ex-ministro Alceni Guerra, ex-DEM também para chefiar a “sucursal” do governo paranaense na capital federal. É que Alceni Guerra é um dos caciques do PSD, o partido em vias de criação pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab. O ex-ministro é liderança nacional e local do PSD, um dos seus fundadores. Com sua participação no governo Richa, aproxima seu partido em âmbito estadual do PSDB e, por extensão, da candidatura à reeleição do prefeito de Curitiba Luciano Ducci (PSB), aliado número um do governador. Como o PSD está sendo formado no Paraná por parlamentares importantes do DEM, prefeitos e vereadores de vários partidos, desta miscelânea vai nascer forte e competitivo. Será um aliado nada desprezível já para as eleições municipais de 2012 e deve crescer em tamanho e importância até as eleições de 2014, o maior objetivo de Richa, que mata dois coelhos com uma só cajadada. E, de quebra, fez uma boa escolha para o Escritório do Paraná, que deve apresentar bons resultados depois da atividade pífia das chefias nos oito anos do governo peemedebista.
Insistência
É sabido que o governador havia convidado anteriormente Alceni Guerra para chefiar o Escritório de Representação, por coincidência quando o ex-ministro havia se decidido a sair do DEM e articulava junto com o deputado federal Eduardo Sciarra, que vai presidir o PSD no Paraná, a organização do partido no Estado e ajudava Kassab em outras regiões.
A crise
Na época Alceni pediu para pensar, sem um não definitivo. Agora ele justifica que aceitou ocupar o cargo porque existe uma crise e o Escritório do Paraná precisa de chefia para contornar a situação com a bancada federal do Estado. Trata-se do cancelamento sem consulta aos demais colegas, pelo deputado Fernando Giacobo (PR), de uma emenda coletiva.
A função
Experiente, o ex-ministro destaca que não pretende interferir nos assuntos dos deputados federais, que são autônomos e independentes quanto à atuação parlamentar. Ao Escritório que representa o governo do Paraná, caberá articular e indicar ministérios e órgãos para captação de recursos federais para o Estado.
Para emendas
Em particular, as fontes de recursos para projetos previstos nas emendas dos Estados ao orçamento da União que exigem uma contrapartida dos governos estaduais para que efetivamente sejam viabilizados. Isso exige trânsito e diálogo com os órgãos federais e a bancada federal, experiência que Alceni tem de sobra.
Convenções
Sábado e domingo de muita atividade política em Curitiba. Ontem o Democratas fez sua convenção municipal, hoje é a vez do PMDB. Este, aliás, fará convenções na capital e em mais 102 municípios paranaenses. Mas o imbróglio mesmo é em Curitiba por conta da intransigência do senador Roberto Requião quanto ao retorno de Gustavo Fruet ao partido.
Democratas
Para a convenção do DEM estava tudo acertado previamente ara confirmar o apoio à reeleição do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB). Com mais de um ano de antecedência o DEM se insere na coligação governista para as eleições de 2012. O acordo inclui a nomeação por Ducci do deputado estadual Osmar Bertoldi para a Secretaria Especial de Habitação. Em troca o DEM elege Bertoldi presidente para garantir o apoio ao prefeito.
PMDB
Quanto ao PMDB, o senador Requião apresentou chapa única para o diretório e se lançou candidato a presidente. A eleição para a Executiva será hoje mesmo, após a do diretório. E ainda que o deputado estadual Stephanes Junior se apresente como candidato adversário de Requião na disputa pela presidência, o senador tem maioria para se garantir.
Candidatura
O resultado da convenção deve apenas aprofundar o racha entre as principais lideranças. O grupo de Requião de um lado e todos os deputados estaduais e federais do partido (a exceção de João Arruda, sobrinho do senador), de outro. Os parlamentares querem o retorno de Fruet. Na convenção de hoje, orquestrado por Requião, o PMDB também apresenta oficialmente a pré-candidatura do ex-deputado Rafael Greca para a prefeitura de Curitiba.
Mulheres...
A provinciana Curitiba assistiu ontem a um movimento político quase espontâneo, realizado em outros países e outras capitais brasileiras, a Marcha das Vadias. A manifestação surgiu na cidade de Toronto, no Canadá, como repúdio à afirmação de um policial, durante uma palestra, de que as mulheres deveriam evitar se vestir como “vadias” para não sofrerem abuso sexual ou estupro.
Em marcha
Organizadoras do evento explicaram que o objetivo é chamar a atenção para a situação de que as mulheres são atacadas todos os dias e grande parte delas sequer chega a denunciar a agressão. Além disso, uma das causas defendidas pela Marcha é o respeito a liberdade de se vestir e se portar como quiser, sem medo de possíveis moléstias ou ofensas verbais.
Caladas
Mesmo sendo bastante divulgada e com a intenção de alertar para as agressões às mulheres, nenhum político confirmou presença ou se manifestou a respeito. Pior: nenhuma mulher com mandato (Curitiba tem vereadoras) e na Assembleia são quatro deputadas estaduais, se posicionou a favor. A que ponto chega o moralismo por conta do nome da Marcha. E são essas mesmas políticas que pedem votos para mulheres.
Para empresas
A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta semana a lei que autoriza a criação no Brasil da Empresa Individual de Responsabilidade Limitada ou EIRELI. A nova categoria empresarial será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, que não poderá ser inferior a 100 vezes o salário mínimo. A lei, de autoria dos deputados federais Eduardo Sciarra, do Paraná, e Marcos Montes, de Minas Gerais, entra em vigor em 180 dias.
Impedir ‘laranjas’
Para Sciarra, a grande vantagem será eliminar a figura do “sócio fictício” ou “laranja”. “Como no Brasil essa modalidade de empresa não era permitida, muitas vezes o empreendedor criava sociedades de faz-de-conta, com um sócio minoritário que não decide ou nem chega a participar do negócio”, constata Sciarra.
Negócios
A empresa enquadrada na nova lei deverá ter a expressão EIRELI em seu nome jurídico, do mesmo modo como ocorre com as empresas limitadas (Ltda) e sociedades anônimas (S/A). Os registros serão feitos pelas Juntas Comerciais dos Estados. Para Sciarra, o projeto vai dinamizar e flexibilizar os negócios, inclusive como forma de impulsionar a economia brasileira. (Roseli Valério)
17 de jun. de 2011
PSD em maus lençóis
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| Ney Leprevost, Gilberto Kassab e Eduardo Sciarra |
Até prova em contrário, está enrascado o PSD, partido que está sendo criado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e que no Paraná já tem certa a participação de deputados estaduais como Ney Leprevost e federais, como Eduardo Sciarra, prefeitos, vereadores e lideranças como o ex-ministro Alceni Guerra. Pode ser o momento de voltar atrás.
Começou mal
Não que se acuse os políticos paranaenses de terem ciência das supostas irregularidades que o PSD está sendo acusado, mas é o tipo de coisa que fica mal para todos. As denúncias envolvem lideranças de São Paulo e de Santa Catarina, segundo o ‘Estadão’. O caso é que ontem o DEM e o PTB entraram com representações no Ministério Público para que sejam investigadas irregularidades no recolhimento de assinaturas para a criação do PSD.
Uso da "máquina"
Na capital paulista, funcionários da prefeitura estariam coletando assinaturas. Reportagem do jornal de anteontem, mostrou o e-mail de uma funcionária pedindo que amigos assinassem as listas para o registro do PSD. Na mensagem, a assessora dizia que recebeu “missão” de Kassab para que os “pobres mortais dependentes de cargos comissionados” coletassem assinaturas.
Abusos
Para o secretário-geral do PTB nacional, deputado estadual Campos Machado (SP), o pedido mostra que há indícios de uso indevido de servidores e da máquina publica em favor de partido político, abuso de autoridade e abuso do poder econômico, o que deverá ser investigado pelo MP. Em Santa Catarina, um chefe de cartório encontrou nomes de eleitores mortos nas assinaturas para o registro da legenda.
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