Luiz Fernando Ribas Carli (PP), prefeito de Guarapuava, estaria sentindo que politicamente sua imagem não é hoje aquela que em passado recente dominavas as perspectivas de eleger quem quer que fosse para sua sucessão.
Com uma carreira política iniciada como deputado estadual elegeu Carli Filho, que se complicou com um acidente trágico que acabou com seu futuro político, e vê agora o outro filho, Bernardo Carli (PSDB), ser pego no contrapé de uma cassação por abuso econômico em campanha.
A imagem política da família Carli fora dos limites de Guarapuava não é nada daquilo que o atual prefeito imaginava há alguns anos.
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24 de out. de 2011
27 de set. de 2011
Edmundo poderia dar conselhos a Carli Filho
Claro que um diálogo desse tipo ainda não aconteceu, mas só está faltando alguma coisa parecida já que o absurdo de recente decisão abriu um precedente sem tamanho.
O jogador Edmundo, mais conhecido nas rodas esportivas como Animal, matou ao volante, em 1995, três pessoas, oportunidade em que dirigia possante veículo pelas ruas cariocas.
O tempo passou, Edmundo empurrou com a barriga, através dos seus advogados, o processo que tinha tudo para condená-lo a uns bons anos de cadeia, e finalmente, nos últimos dias foi considerado prescrito.
Edmundo está livre, leve e solto e rindo nos programas esportivos da Bandeirantes que o transformaram em queridinho das transmissões de jogos e de programas na área onde critica com autoridade e faz pose de alguém em condições de dar conselhos, ele que foi um verdadeiro “bandido”, em campo.
Por aqui, Ribas Carli Filho, ex-deputado estadual, também matou dois jovens em acidente de trânsito, oportunidade em que transformou seu veículo blindado em uma verdadeira arma, e em completo estado de embriaguês, isso em 2009, e até agora continua livre, leve e solto.
Depois do que aconteceu com Edmundo não se surpreendam se, daqui a pouco, Carli Filho também estiver com o processo prescrito, pois se depender dos bons advogados que sua família contratou, o sonho de levá-lo a um júri popular, onde será fatalmente condenado, está empacotadinho mais um presentão da Justiça para salvar sua pele.
É por essas e outras que, quando gente rica se envolve em acidente no Brasil, dizem que nada acontece e os culpados são sempre aqueles que morreram e que, segundo habilidosos advogados, já pagaram por seus crimes deixando a vida terrena.
22 de ago. de 2011
CASO CARLI FILHO: Seria cômico se não fosse trágico
Dois anos depois, em processo que vai sendo arrastado cada vez mais para fazer com que o desgaste do mesmo acabe por confundir a opinião pública, uma desculpa por parte da defesa, no processo criminal que envolve um crime de trânsito, chocou a população há poucos dias.
Com dois advogados, um dos quais tentou ao máximo a defesa do ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho, denunciado pelo crime de trânsito que matou dois jovens, em maio de 2009, em avenida da Ecoville, em Curitiba, e o outro, famoso, que mais recentemente assumiu a causa, uma nova estratégia vem sendo tentada.
A partir de quando a Justiça aprovou que o ex-parlamentar seja levado a júri popular, a defesa, que não conseguiu seu objetivo inicial que era de restringir o julgamento para uma sala fechada e sem público, tenta agora com novo recurso convencer que o ex-deputado estava dirigindo em via preferencial,deixando nas entrelinhas que os verdadeiros responsáveis pelo acidente teriam sido os dois jovens mortos, um dos quais degolado pela violência do acidente.
Esquecendo, ou tentando fazer o público se esquecer de tudo aquilo que chegou ao conhecimento do Brasil, e até no exterior, dada a intensa cobertura gerada pela disposição e luta de Cristiane Yared, mãe de uma das vítimas, que quase diariamente ocupou por algum tempo as imagens e matérias de televisão, jornais, rádios e revistas, além da internet, com detalhes de um acidente de trânsito com características de verdadeiro crime envolvendo um irresponsável motorista com carteira suspensa e embriagado, Carli Filho abusou de sua condição de deputado para tentar ficar impune em relação a um verdadeiro crime de trânsito.
Como via preferencial não dá direito a abusar da velocidade do veículo que se transformou em arma, utilizado a quase 200 km por hora, e tampouco a que o motorista possa estar quase que dopado por tantas miligramas de álcool no sangue, o novo argumento encontrado pela defesa para tentar convencer o público em geral da inocência do ex-deputado Carli Filho chega a causar riso como deboche explícito ou pena pelo desespero em tentar salvar um irresponsável que transformou o seu carro em verdadeira arma.
O título da matéria bem diz a realidade que a defesa tenta empurrar goela abaixo do grande público.
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