22 de ago. de 2011

CASO CARLI FILHO: Seria cômico se não fosse trágico


Dois anos depois, em processo que vai sendo arrastado cada vez mais para fazer com que o desgaste do mesmo acabe por confundir a opinião pública, uma desculpa por parte da defesa, no processo criminal que envolve um crime de trânsito, chocou a população há poucos dias.

Com dois advogados, um dos quais tentou ao máximo a defesa do ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho, denunciado pelo crime de trânsito que matou dois jovens, em maio de 2009, em avenida da Ecoville, em Curitiba, e o outro, famoso, que mais recentemente assumiu a causa, uma nova estratégia vem sendo tentada.

A partir de quando a Justiça aprovou que o ex-parlamentar seja levado a júri popular, a defesa, que não conseguiu seu objetivo inicial que era de restringir o julgamento para uma sala fechada e sem público, tenta agora com novo recurso convencer que o ex-deputado estava dirigindo em via preferencial,deixando nas entrelinhas que os verdadeiros responsáveis pelo acidente teriam sido os dois jovens mortos, um dos quais degolado pela violência do acidente.

Esquecendo, ou tentando fazer o público se esquecer de tudo aquilo que chegou ao conhecimento do Brasil, e até no exterior, dada a intensa cobertura gerada pela disposição e luta de Cristiane Yared, mãe de uma das vítimas, que quase diariamente ocupou por algum tempo as imagens e matérias de televisão, jornais, rádios e revistas, além da internet, com detalhes de um acidente de trânsito com características de verdadeiro crime envolvendo um irresponsável motorista com carteira suspensa e embriagado, Carli Filho abusou de sua condição de deputado para tentar ficar impune em relação a um verdadeiro crime de trânsito.

Como via preferencial não dá direito a abusar da velocidade do veículo que se transformou em arma, utilizado a quase 200 km por hora, e tampouco a que o motorista possa estar quase que dopado por tantas miligramas de álcool no sangue, o novo argumento encontrado pela defesa para tentar convencer o público em geral da inocência do ex-deputado Carli Filho chega a causar riso como deboche explícito ou pena pelo desespero em tentar salvar um irresponsável que transformou o seu carro em verdadeira arma.

O título da matéria bem diz a realidade que a defesa tenta empurrar goela abaixo do grande público.

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