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1 de nov. de 2011

Para Alvaro Dias, infraestrutura deve ser tratada como desafio estratégico

Alvaro Dias
O senador Alvaro Dias (PSDB), em discurso na segunda-feira (31), afirmou que os gargalos logísticos e a deficiência em infraestrutura no Brasil devem ser tratados como um desafio estratégico, já que o investimento nessa área induz ao crescimento econômico e contribui para a distribuição de renda. "Há consenso entre os especialistas de que a infraestrutura é fundamental para prover insumos essenciais para todas as cadeias produtivas. A melhoria da infraestrutura propicia ganho de produtividade em outros setores com efeitos multiplicadores sobre o crescimento econômico", disse.

O parlamentar citou estudo sobre os reflexos e impactos da infraestrutura nas regiões mais ricas e mais pobres do Brasil, analisados por especialistas em 2007. No trabalho, os autores concluíram que a queda no volume de investimentos em infraestrutura nas últimas décadas, associada às demais mudanças trazidas pelo processo de abertura econômica, reforçou as assimetrias regionais tanto em termos econômicos quanto sociais.

Para Alvaro Dias, a incapacidade do governo, seja gerencial ou de investimento, dificulta sobremaneira a superação dos entraves em matéria de infraestrutura no Brasil. Em sã consciência, afirmou o senador, poucos negariam a importância, por exemplo, da concessão de serviços públicos em área de infraestrutura e energia como forma de aumentar os investimentos e melhorar a eficiência do setor.

O senador mencionou exemplos de má gestão, como as privatizações das rodovias brasileiras, expediente duramente criticado nas campanhas eleitorais e utilizado para afetar os candidatos do PSDB, mas colocado em prática pelo governo petista, assim como as hidrelétricas e, agora, os aeroportos. Disse ainda que nenhuma Parceria Público Privada (PPP) foi efetivamente implantada, apesar de a lei ter sido aprovada há sete anos.

Alvaro Dias também criticou a falta de planejamento para a Copa do Mundo: até agora não se sabe qual será o gasto real das obras. "A única área que o governo petista opera com primazia é o marketing espetaculoso", afirmou. (Agência Senado)


30 de set. de 2011

Alvaro Dias pede comprometimento do Brasil para superar impasse no caso Battisti

O senador Alvaro Dias (PSDB), em pronunciamento na última quinta-feira (29), relatou a preocupação da bancada italiana no Parlamento Europeu quanto à visita da presidente Dilma Rousseff à instituição, agendada para 4 de outubro, por considerarem que a negativa de extradição do ativista Cesare Battisti decorre de “decisões insensatas” que ultrajam os italianos.

Os parlamentares europeus, segundo carta lida por Alvaro Dias, sugeriram promover um encontro de Dilma com as famílias das vítimas de Battisti, mas em seguida comemoraram a criação de um grupo ítalo-brasileiro para avaliação dos aspectos jurídicos do caso Battisti, o que consideraram uma “abertura de diálogo” por parte do Brasil. O senador espera que seja levada a sério a discussão de saídas para o impasse gerado pela decisão brasileira.

- Essa decisão, adotada pelo então presidente Lula, de não extraditar Cesare Battisti, tomada no último dia de seu governo, colide com o sentimento nacional que cultua, entre outros, os valores maiores da paz e da democracia – disse.

Alvaro Dias lembrou que Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália pela prática de quatro homicídios e teve garantido amplo direito à defesa, mas nenhuma testemunha se pronunciou em seu favor. Na avaliação do senador, depois que Battisti foi preso no Brasil, seguiu-se um “tortuoso itinerário” cheio de “filigranas jurídicas e posturas dúbias” da parte do governo brasileiro.

- Com todas as letras, sem dourar a pílula, a decisão de conceder asilo político a Cesare Battisti foi um equívoco rotundo – lamentou Alvaro Dias, para quem o ex-presidente Lula “rasgou o acordo de extradição” firmado com a Itália em 1989 e violou a Convenção de Genebra.

O senador também citou a divergência entre os votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal quando apreciaram o ato presidencial, e classificou como “mais uma ignomínia que macula o governo brasileiro neste processo” a decisão do Conselho Nacional de Imigração que concedeu visto de permanência a Battisti. Alvaro Dias espera que a indicação de um membro brasileiro para o grupo que discutirá o caso Battisti não seja apenas uma “encenação” para que a presidente Dilma possa comparecer ao Parlamento Europeu sem constrangimento.

- Depois do dia 4, o governo brasileiro não pode se esquecer desse compromisso. O governo italiano espera uma alteração nos procedimentos adotados até agora. Na verdade, o que temos visto é o expediente da protelação, empurrando interminavelmente este impasse para evitar que a Corte Internacional de Haia possa proferir seu julgamento – lamentou o senador. (Agência Senado)

16 de set. de 2011

Alvaro Dias critica modelo de loteamento político no governo federal

Ao comentar no Plenário, na sessão da quinta-feira (15), a mudança de comando no Ministério do Turismo, o Líder do PSDB, Alvaro Dias, afirmou que o episódio comprova mais uma vez a falência do modelo de gestão adotado pelo governo do PT. Para o senador tucano, esse modelo é responsável por criar uma usina de escândalos no país, e puxa para baixo a qualidade da gestão pública brasileira.

"Tenho, insistentemente, denunciado que o modelo praticado atualmente, no País, de loteamento da estrutura administrativa federal ante os partidos aliados, é a causa principal da corrupção denunciada reiteradamente. Esse modelo é uma verdadeira usina de escândalos. Certamente, nosso País desperdiça oportunidades preciosas porque não escolhe os melhores quadros administrativos para conduzir os nossos destinos. Isso é crucial", afirmou o Líder do PSDB

Ao afirmar, em seu discurso, ter visto crescer na imprensa e nas rádios a discussão sobre a questão do loteamento de cargos, o senador tucano fez um apelo ao parlamentares: diante dos últimos acontecimentos, a classe política precisa deixar os interesses pessoais e partidários de lado, colocando em primeiro plano o interesse do País. O senador afirmou que a escolha do novo ministro do Turismo representa a repetição deste modelo.

"Hoje, eu senti que cresceu o espaço para essa denúncia na imprensa brasileira: articulistas, comentaristas no rádio, na TV, na imprensa escrita combatendo o loteamento de cargos, o modelo adotado para a composição do governo. A nomeação do novo ministro é a preservação do modelo: a presidente aguardou, o PMDB indicou e ela aceitou. O loteamento se mantém. É o retrato do toma-lá-dá-cá: o novo ministro - que eu não conheço, que o Brasil não conhece e que eu não sei se a Presidente Dilma conhece - pode ser uma figura excepcional, mas não me consta ser um especialista em turismo. Eu creio que, diante dos últimos acontecimentos, nós deveríamos despertar para a enorme responsabilidade que temos, os políticos brasileiros, e celebrar o pacto de relegarmos a um plano secundário os nossos interesses pessoais, os interesses partidários, colocando em primeiro plano o interesse do País e acabando com esse modelo perverso", afirmou Alvaro Dias.

Ainda sobre a escolha do ministro Gastão Vieira como substituto de Pedro Novais no Turismo, o Líder do PSDB destacou que a troca demonstra que não existe a divulgada "faxina" pela presidente da República. Diante deste quadro, afirma o tucano, o Brasil perde oportunidades de crescimento e desenvolvimento. (Assessoria)

1 de ago. de 2011

Líderes da oposição articulam criação de CPI da Corrupção

Líderes da oposição já falam em pedir uma CPI da Corrupção do governo Dilma Rousseff.

O objetivo é estender o escopo da investigação, que não se limitaria apenas ao setor de Transportes, mas também atingiria os ministérios da Agricultura e das Cidades.

Ao longo dessa semana, o líder do PSDB, Alvaro Dias, tentará buscar o apoio de mais quatro senadores para dar início ao processo.

"O ideal seria uma CPI da Corrupção, pois ela está generalizada. Se o governo realmente quer uma faxina, não tem porque se opor", afirmou ontem o senador.

Para a instalar uma CPI, é preciso o apoio de 27 senadores. Até agora, a oposição conseguiu o apoio de 23.

O tucano também vai apresentar um requerimento para a convocação do ministro Paulo Passos (Transportes) na Comissão de Infraestrutura do Senado.

O argumento é que na última passagem de Passos pelo cargo, antes de ser efetivado como ministro, o volume de aditivos nos contratos do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) mais que dobrou.

O levantamento considera o período entre julho e dezembro de 2010. A comparação é feita com os mesmos meses do ano anterior.

Requerimento no mesmo sentido também será apresentado na Câmara.

A crise no Ministério dos Transportes, até agora, já derrubou 22 pessoas.

Na Comissão de Agricultura, a oposição fará um pedido para a convocação do ministro da Agricultura Wagner Rossi (PMDB-SP).

O objetivo é pedir que ele explique acusações feitas pelo administrador Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá, sobre corrupção na Pasta.


Investigação

O PPS, por sua vez, pedirá que o TCU (Tribunal de Contas da União) investigue as suspeitas levantadas.

Em outra frente, a oposição também tentará convocar o ministro das Cidades, Mário Negromonte.

A pasta teria liberado recursos para obras e projetos classificados como irregulares pelo TCU.

"Tem denúncias para todos os gostos", disse o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN).

Integrantes do PR cobram que Dilma adote uma postura firme e tome as mesmas medidas com os ministérios da Agricultura e das Cidades que tomou com a pasta dos Transportes. O líder do PR, deputado Lincoln Portela (MG), disse que, até agora, isso não aconteceu. (Maria Clara Cabral – Folha de S.Paulo)


14 de jun. de 2011

Notinhas do dia 14/06

Denúncia grave 
   
André Vargas

Se comprovado este pode ser um dos maiores escândalos da política paranaense: vigilantes da UEM, Universidade Estadual de Maringá deram entrada na Justiça com ações contra o deputado federal paranaense André Vargas (PT), que é de Londrina, bem ao lado. Vargas foi acusado no Juizado Especial Cível de usar indevidamente o nome e os CPFs desses servidores. De acordo com eles, um grupo de 80 vigilantes da UEM teve seus nomes e CPFs utilizados de forma indevida na última campanha eleitoral. Segundo a ação, os funcionários aparecem na prestação de contas do deputado como se tivessem doado importâncias em dinheiro para a campanha de Vargas, quando candidato a deputado federal em 2006. Os vigilantes negam terem feito doações ao parlamentar, mas seus nomes aparecem no site Às Claras, ligado à Transparência Brasil, como doadores da campanha. O site trabalha com dados da Justiça Eleitoral que, publica as prestações de contas entregues pelos candidatos, como exige a legislação eleitoral. Até agora, 31 vigilantes entraram com ações. O objetivo é que a Justiça determine a retirada dos nomes desses trabalhadores do site, através de uma medida liminar. Quanto a Vargas, a ação pede uma indenização por danos morais, por uso ilícito e indevido dos seus nomes para “lavagem de dinheiro”.


Saia justa

Toma posse hoje no Senado o suplente Sergio Souza, do PMDB paranaense, em substituição a atual ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, que se licenciou. E começa com o pé esquerdo, sendo alvo de reportagem da revista Veja desta semana em que é acusado de ter sido “gafanhoto” da Assembleia Legislativa, enquanto trabalhou no gabinete do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB).


Para entender

Gafanhoto é na verdade o nome dado ao esquema que foi investigado em Assembleias Legislativas de vários Estados e revelado há quase três anos por procuradores federais e que teria funcionado entre 2001 e 2004. Em março último, tornou a ser investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Sergio Souza seria um dos participantes.


Centenas aqui

No caso da Assembleia do Paraná, em torno de 400 pessoas estão sob investigação, entre deputados, ex-deputados, servidores e ex-servidores da Casa e outros políticos do Estado que poderiam ter se beneficiado do esquema. O MPF suspeita que os investigados tenham praticado (supostos) crimes de estelionato, sonegação de impostos federais e desvio de dinheiro público.  


Na prática

O esquema funcionava, segundo a Polícia Federal, através do depósito dos salários de vários servidores da Assembléia na conta de uma única pessoa, em geral ligada ao gabinete de um deputado, que manipulava o dinheiro. O agora senador Sergio Souza nega envolvimento, diz que nunca fez nada de errado e que trabalhou no gabinete de Pessuti entre os anos de 1992 a 1995.


Contra Álvaro

Segunda-feira também não foi um bom dia para outro político do Paraná, o senador Álvaro Dias (PSDB), líder do seu partido no Senado e um dos que mais cobrou explicações e depois a saída do ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. Matéria publicada no portal de notícias da Rede Brasil Atual, retoma acusações contra Álvaro publicadas pela Revista Época, sobre R$ 6 milhões em aplicações financeiras que o senador não incluiu na declaração de bens à Justiça Eleitoral.


O caso     

Diz o texto de uma jornalista aparentemente ligada ao PT, que além de não declarar os R$ 6 milhões em aplicações, admitidas à imprensa, “há ainda cinco casas em Brasília que valiam, em 2007, R$ 15 milhões, igualmente não mencionados à Justiça Eleitoral”. A revista Época é de agosto de 2009.


O caso 2

Com base na Época, em 2006, Álvaro informou possuir 15 imóveis, que totalizavam patrimônio de R$ 1,9 milhão, entre apartamentos, fazendas e lotes em Brasília e no Paraná. Pelos cálculos da jornalista, somando-se as mansões, o patrimônio de Álvaro Dias saltou do que foi declarado na campanha de 2006 para 16,9 milhões em 2007.


Não informou

Investigando, a Época teria descoberto que o patrimônio do senador paranaense não era de R$ 1,9 milhão por causa dos R$ 6 milhões de aplicações e seria proprietário da empresa ADTrade, também não informada à Justiça Eleitoral. Como a atual ministra da Casa Civil não informou que era dona de 90% da empresa GF, na campanha eleitoral de 2008.


Qual a fonte?     
  
Ainda conforme a revista, em 2007 Álvaro Dias comprou um terreno no Setor de Mansões, em Brasília, uma das áreas mais valorizadas do DF, onde construía cinco mansões, cada uma avaliada em cerca de R$ 3 milhões, totalizando R$ 15 milhões, enquanto que o senador tinha apenas os tais R$ 6 milhões. Sugere-se de que tenha ocorrido um suposto enriquecimento de R$ 9 milhões, sem a correspondente fonte de renda. Ontem o senador não se manifestou a respeito.


Como Palocci

Ao final do texto, o portal Brasil Atual cobra explicações do senador tucano e cita que ele “tivesse o sobrenome Palocci, ele próprio já teria pedido uma CPI sobre si mesmo”. Cita perguntas que Álvaro deveria responder, como: Qual o faturamento anual da empresa ADtrade? Qual o patrimônio agasalhado sob o manto da empresa ADtrade, e quem são os sócios? Quem são os clientes da empresa ADtrade? Quais foram os contratos e empreendimentos desta empresa?


Mais perguntas

E outras questões: Como Álvaro explica seu patrimônio aumentar em R$ 9 milhões durante o ano de 2007, sem lastro de rendimentos? Qual o valor do terreno comprado do setor de mansões? De quem comprou o terreno? Foi da estatal TERRACAP, do governo do Distrito Federal, durante a gestão de seu companheiro de oposição José Roberto Arruda (ex-DEM)? Requentado, mas contra-ataque à altura no caso que envolveu Palocci. E o senador deve mesmo esclarecer tudo.


Nada ainda   

Vadir Rossoni (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, continua adiando a apresentação do relatório sobre as aposentadorias da Casa. A expectativa é que o faça esta semana, como havia prometido antes do episódio do suposto atentado contra ele, na última sexta-feira à noite. Ontem, que seria um bom momento para divulgar, Rossoni não o fez.


Do nada

O diagnóstico antecipado por Rossoni na semana passada é de que até cerca de 70% das aposentadorias de servidores podem estar irregulares. Uma delas, por exemplo, seria “o aumento 'da noite para o dia'' dos valores dos benefícios, tipo de R$ 2 mil saltar para R$ 5 mil a aposentadoria do servidor. A Assembleia gasta por mês mais de R$ 1 milhão com aposentadorias e pensões.


Os tiros

Sobre os tiros no seu carro, o tucano disse que se o que aconteceu for comprovadamente um atentado, ele teria como objetivo dar um susto e fazer com que ele recue no processo de moralização e transparência da Assembleia. O esquema de segurança para o presidente e demais integrantes da Mesa Executiva será revisto. A hipótese de assalto foi descartada.


CPI dos Portos

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar possíveis irregularidades nos portos paranaenses, começa a se reunir com autoridades federais e do Tribunal de Contas do Estado, nesta terça-feira. Primeiro com a Polícia Federal; depois os deputados se reúnem com o Ministério Público Federal e por fim, irão ao TCE. Vão solicitar o repasse de informações sobre as operações “Dallas” e “Águas Sujas”, que apuraram supostos desvios nos portos paranaenses. (Roseli Valério)


8 de jun. de 2011

Para tucanos, demissão de Palocci não o livra de prestar esclarecimentos


Antonio Palocci (Foto - Agência Brasil)


Parlamentares do PSDB acreditam que a demissão de Antonio Palocci da Casa Civil era a única alternativa para amenizar a crise que assola o governo há três semanas. Na avaliação do líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), a saída do ministro não encerra o assunto. “Continuaremos insistindo para que ele preste todas as informações. O suposto tráfico de influência e o extraordinário aumento do patrimônio ocorreram antes de ele entrar no governo”, disse. A substituta de Palocci será a senadora Gleisi Hoffmann (PT).

A saída de Palocci é uma vitória da sociedade brasileira, na avaliação do líder. “Venceu o bom senso. Mesmo com o arquivamento da denúncia pela Procuradoria-Geral da República não restou alternativa a não ser deixar o cargo para estancar a crise que vinha se agravando”, disse. Nogueira anunciou que a oposição vai convidar o ex-ministro a ir à Câmara e prestar esclarecimentos. O tucano acompanhará o Ministério Público do Distrito Federal no andamento da oitiva e das investigações.

Para o líder tucano no Senado, Alvaro Dias, a queda do ministro revela insegurança e incapacidade de articulação política do governo. “A demissão não é sentença de absolvição. A decisão é tardia. Há uma redução do processo de desgaste com a demissão, mas ele não é interrompido, não se desfaz”, avaliou. (Diário Tucano)


31 de mai. de 2011

Notinhas diárias 31/05

Pedágio mais barato


Uma nova polêmica vem se juntar agora à questão do pedágio no Paraná, que voltou a ser tema de debates na Assembleia Legislativa entre governistas e oposicionistas, após o anúncio da suspensão das ações na Justiça, por 180 dias, entre o governo do Paraná e as concessionárias que atuam no Estado. A princípio a fonte pode até parecer suspeita, já que o levantamento é da ABCR, Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias. Parece, mas não é, já que os números depõem contra a própria entidade em outros Estados. O Paraná é o quinto colocado no ranking das tarifas estaduais de pedágio mais caras do País. Aqui o preço médio por cem quilômetros é de R$ 8,26, enquanto no Rio de Janeiro, o mais caro, chega a R$ 20. Em São Paulo, vai a R$ 11,77, e no Espírito Santo, é de R$ 11,70. O quarto lugar é do Rio Grande do Sul: R$ 9,66 a cada cem quilômetros. O duvidoso nesta comparação com tarifas de outros Estados salta aos olhos, embora a regional paranaense da ABCR não o diga, claro. A explicação é que nos outros Estados, diversas obras foram realizadas, como trincheiras, contornos e até, em alguns casos, rodovias inteiras. No Paraná até hoje as empresas mantém um mínimo de manutenção e não realizaram as obras previstas nos contratos em vigor.


Diz que

Pela quarta vez, o projeto do líder da bancada do PMDB, deputado Caíto Quintana, que garante aos servidores públicos estaduais do mesmo sexo que vivem em união estável os mesmos direitos previdenciários dos demais funcionários, retorna à Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia nesta terça-feira.


Alerta

Na semana passada, parecer contrário à proposta do relator Pedro Lupion (DEM), foi derrubado, e Hermas Brandão Júnior (PSB) foi indicado como novo relator. Se os homoafetivos não se manifestarem, pressionando os deputados, é capaz de o projeto não sair sequer da CCJ, haja vista a enrolação. E, caso seja finalmente aprovado na Comissão, será preciso pressão em plenário para que seja aprovado.


Requião X Palocci

Se tem alguma relação ou não com a indicação do desafeto Orlando Pessuti (PMDB) para um cargo no BNDES, de público ele não revela, mas o senador Roberto Requião (PMDB) disse que vai assinar o pedido de CPI para investigar o crescimento patrimonial do ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.


Avisou

Requião havia dito, reservadamente, que se o ex-governador Pessuti fosse aquinhoado pelo governo de Dilma Rousseff (PT), ele não deixaria barato, seria mais rigoroso. Fato é que o senador paranaense confirmou o apoio a CPI e ainda criticou as mudanças no Código Florestal, se dizendo preocupado com a destruição das florestas brasileiras.


O Código

“Não vamos sobreviver na face da terra se o ritmo continuar assim. Eu conheci este Paraná com uma biodiversidade muito maior do que está, com florestas imensas. Agora muito pouco sobrou”, ele comentou, no final de semana, em reunião política no interior do Paraná. João Arruda (PMDB), deputado federal seu sobrinho, votou com o governo, aliás.


Cargo no TCE

Depois de aberto novo prazo pela Assembleia para inscrição de candidaturas à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, mais três pessoas registraram suas candidaturas junto ao Protocolo da Casa: o funcionário da Secretaria de Urbanismo de Curitiba, Waldemar José Teodoro, o jornalista e economista José Carlos de Almeida Formighieri, e o médico veterinário e consultor de recursos humanos Ermari Zanini.


Caravana passa

Ignorado aqui, continua brilhando a estrela do senador paranaense Álvaro Dias no PSDB nacional. Ele foi mantido líder do partido no Senado e sua vaga de sempre garantida na executiva nacional. Do Paraná, só mais um destaque: deputado federal Alfredo Kaefer assume a 2ª. Secretaria da executiva nacional tucana. O senador Sergio Guerra foi reconduzido ao comando nacional da legenda.


Duplo peixinho

E por consenso das 25 delegações estaduais da Juventude do PSDB (JPSDB), o secretário de Esporte Lazer e Juventude de Curitiba, Marcello Richa, filho do governador, foi aclamado presidente nacional do segmento, também no último sábado, na XII Convenção e Congresso do Secretariado Nacional da Juventude, em Brasília.


Cara a cara

Frente a frente ontem em um programa de rádio, os deputados Tadeu Veneri (PT) e Stephanes Junior (PMDB) não recuaram. Sustentaram o enfrentamento entre ambos. Veneri disse que está digitalizando as notas fiscais e colocará em seu site. Elas comprovariam a prestação de contas de outubro, novembro e dezembro de 2006.


A briga

Stephanes Junior acusa o petista de ter recebido toda a verba de ressarcimento de uma vez só, cerca de R$ 138 mil, por “coincidência”, segundo ele, depois da campanha. Veneri disse que com as notas fiscais no site espera acabar com as suspeitas levantadas pelo peemedebista, de ele que ele teria “embolsado” todo o dinheiro.


Tudo ou nada

E nem um e nem outro mudou de disposição: Veneri mantém a representação contra Stephanes Junior na Comissão de Ética da Assembleia, em função do caso e das agressões verbais disparadas em plenário contra si e o peemedebista mantém o pedido de investigação sobre o petista, já enviado ao Ministério Público Estadual. Reafirmaram face to face.


Sabatina

Dois dos principais candidatos a conselheiro do TCE estão no grupo que será ouvido nesta terça-feira pela Comissão Especial constituída para coordenar o processo. São Gabriel Léger e Ivan Bonilha, ambos, aliás, com pedido de impugnação de suas candidaturas. Os outros sabatinados pelos deputados serão Jorge Antonio de Souza e Fioravanti Chierighini. Léger e Bonilha podem hoje mesmo se defender em relação às impugnações de seus nomes para o cargo.


Nepotismo ainda

Acaba hoje o prazo para que a prefeitura de Quatro Barras, na Grande Curitiba, se pronuncie sobre as denúncias de nepotismo no município. São 38 casos investigados pelo Ministério Público, sendo dois de nepotismo cruzado, envolvendo também a prefeitura de Campina Grande do Sul. A média dos salários pagos aos parentes é superior a seis mil reais. No total foram instaurados nove procedimentos para investigar irregularidades, a maioria em Quatro barras.


Pode cassar

Também existem denúncias envolvendo casos de admissão de servidores sem concurso público, gastos exagerados com viagens e a contratação de uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que presta serviços na área da saúde, sem licitação. O promotor de justiça Otacílio Sacerdote Filho explica que os dois prefeitos podem ser cassados caso seja comprovada a irregularidade.


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