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12 de set. de 2011

Nelson Garcia complicado

Deputado Nelson Garcia (PSDB) continua com sua imagem complicada junto à Justiça Federal por conta do tempo em que foi secretário do Trabalho do Paraná durante o governo Requião. Na época, o tucano virou motivo de polêmica por ficar aliado ao governo requianista, o que acabou lhe rendendo no final das contas esta imagem comprometedora pelo envolvimento com uma OSCIP que já teve 12 envolvidos em corrupção devidamente condenados pela Justiça Federal. O parlamentar continua mantendo jogo de cintura que evita especulações mais profundas em torno do seu nome, que teria sido supostamente lembrado quando uma agenda comprometedora cita um tal de “Nelson”, que seria o dito cujo. Provar que focinho de porco não é tomada vai ser a difícil tarefa do deputado... (Foto - Albari Rosa)

22 de jun. de 2011

Crimes do saudoso Banestado e outros que não foram totalmente esquecidos vai virar livro

Um livro, com o título provisório de Crimes Que Não Foram Esquecidos, está em fase de levantamentos pelo jornalista Luiz Fernando Fedeger, editor do Impacto PR, que já tem um acervo de documentos e fotos que formam um verdadeiro dossiê de gente que ainda hoje se considera acima de qualquer suspeita, embora tenham participado de crimes contra o sistema financeiro nacional e, particularmente, em relação ao Paraná. Do Banestado à lembrança da falência do Banco Araucária até chegar, inclusive, na lembrança do Banco Integracion, do Paraguai, situações e lembranças que os paranaenses precisam conhecer com detalhes.

Muita gente “boa”, como uns e outros imaginam, vive aqui, e até no exterior, leia-se Uruguai, desfrutando de uma tranquila gastança do muito que causaram em prejuízos ao sistema financeiro nacional há alguns anos.

Os paranaenses e leitores deste dossiê na forma de livro vão recordar processos que ainda correm na Justiça Federal, embora uns e outros imaginem que já prescreveram e que jamais vai alcançá-los os braços da Justiça. Processos que já condenaram, entre outros, Giovani Gionédis, Maria Cristina Ibraim Jabur, José Maria Ribas Muller e Sérgio Fontoura Marder, cujas ações penais reunidas em julgamento conjunto em virtude de sua conexão nos fazem lembrar de vantagem indevida para recebimento de empréstimos do Banestado, agência de Grand Cayman.

O livro vai lembrar, também, processo que teve como pacientes Telmo Antunes Picanço, Afonso Celso Braga, Marco Antonio Vendrametto e Alcindo Braga Neto, que ficaram bastante conhecidos por infrações praticadas no exterior, mais especificamente nas Ilhas Virgens Britânicas.

Este livro contando sobre gente que foi denunciada na época do escândalo Banestado vai lembrá-los de alguns atuantes que mantinha contas na extinta agência do Banestado em Nova York através das empresas offshores Sunfox e Baneast, sendo colocadas em evidência, inclusive, as remessas de recursos para o exterior por meio da empresa BDS DTVM, associando-se todos em uma verdadeira quadrilha que não pode ficar impune.

Há poucos dias, só para registrar, após dois votos a favor da condenação de alguns réus que foram gestores do saudoso Banestado, tentou-se, por conta de recurso, livrá-los das punições que fatalmente ainda virão, leve o tempo que levar. O julgamento de sete pessoas condenadas por gestão fraudulenta do saudoso Banestado foi suspenso com pedido de vistas, sem esquecer a remessa ilegal de bilhões de dólares ao exterior através das Contas CC -5.

Como se vê, material é o que não falta para este livro que está sendo preparado e dentro em breve estará contando, além daquele que já foi publicado depois da CPI do Banestado, mas aliando agora decisões mais recentes e lembranças das presenças em Comissão Parlamentar Mista do Banestado que correu no Congresso Nacional e que nos recordam negócios envolvendo o Banco Integracion, do Paraguai, cujo ex-presidente Luiz Carlos dos Santos Mello foi um dos depoentes na oportunidade, bem como os empresários Afonso Celso Braga e Afonso Celso Braga Filho. Criado a partir de uma casa de câmbio, a “Câmbio Leste”, para atender o grande fluxo de negócios concentrados em Ciudad Del Este, o Integracion era muito falado, inclusive em restaurante chique que em pleno Batel reunia empresários e interessados em bons negócios via Banestado ou Araucária, sem esquecer, também, as histórias da época que envolviam os negócios da Ábaco e a Magna.

Em próximas edições voltaremos a destacar lembranças do saudoso Banestado, Araucária, Integracion e tantos outros, bem como mais nomes que nunca serão esquecidos graças a um livro-denúncia que permanecerá cobrando da Justiça Federal a punição de toda esta gente que formou uma verdadeira quadrilha.


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