Vai cada vez mais preocupando a sociedade paranaense os rumos que aquela ação penal proposta em 2003 pelo Ministério Público Federal, condenando 14 agentes do saudoso Banestado e Banco Del Paraná, por fraudes na remessa de divisas ao exterior entre 1996 e 1997.
Tudo está a indicar, apesar dos esforços do Juiz da 2ª Vara Criminal Federal de Curitiba, Sérgio Fernando Moro, um verdadeiro justiceiro nesta causa que teve também o empenho do juiz federal Celso Três, empenhados em colocar na cadeia vários dos envolvidos diretamente com falcatruas que culminaram com o sepultamento do Banestado através da venda ainda sob suspeita, que tais registros vão mesmo cair na famosa “gaveta do esquecimento”, por conta da prescrição de prazos.
Com isso, verdadeiros criminosos do colarinho branco continuam desfilando e fazendo pose para a sociedade, debochando das autoridades e daqueles que tentam resgatar toda a dinheirama que fez a alegria de uns poucos já condenados, mas cujo poder de “empurrar com a barriga”, conduzem para uma tranqüila impunidade.
Na última decisão da 5ª Turma de Ministros do STJ, foram mantidas penas que variam de 5 anos e 10 meses a 4 anos e 1 mês de reclusão para os denunciados que continuam livres, leves e soltos por aí.
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3 de out. de 2011
23 de set. de 2011
STJ condena 15 por fraude no caso Banestado
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou condenação criminal, por gestão fraudulenta e evasão de divisas, de 15 envolvidos no caso Banestado - dirigentes e assessores do antigo Banco do Estado do Paraná. A decisão, do último dia 13, é da 5.ª Turma de ministros do STJ, que manteve penas que variam de cinco anos e dez meses a quatro anos e um mês de reclusão - originalmente mais elevadas, em sentença de 2004 do juiz Sérgio Fernando Moro, da 2.ª Vara Criminal Federal em Curitiba.
Moro, especialista em ações sobre crimes financeiros, autorizou toda a investigação que levou à descoberta do rombo no Banestado. A Polícia Federal calcula que US$ 24,059 bilhões foram enviados para fora do País por meio de contas de residentes no exterior (contas CC5), no período de abril de 1996 e janeiro de 2000. Daquele total, US$ 5,68 bilhões teriam sido remetidos ao exterior através de contas CC5 mantidas no Banestado “por meios fraudulentos”.
A investigação revelou que R$ 2,44 bilhões foram depositados, entre 1996 e 1997, em contas CC5, com posterior envio ao exterior, através de 91 contas correntes comuns, “abertas em nome de pessoas sem capacidade econômica, os laranjas”. A maioria das contas laranjas foi aberta em agências do Banestado em Foz do Iguaçu (PR).
Moro concluiu que houve “burlas do sistema de controle instituído pelo Banco Central”. “A fraude era conhecida por gerentes e diretores da instituição financeira”, assinalou. (Bem Paraná)
Moro, especialista em ações sobre crimes financeiros, autorizou toda a investigação que levou à descoberta do rombo no Banestado. A Polícia Federal calcula que US$ 24,059 bilhões foram enviados para fora do País por meio de contas de residentes no exterior (contas CC5), no período de abril de 1996 e janeiro de 2000. Daquele total, US$ 5,68 bilhões teriam sido remetidos ao exterior através de contas CC5 mantidas no Banestado “por meios fraudulentos”.
A investigação revelou que R$ 2,44 bilhões foram depositados, entre 1996 e 1997, em contas CC5, com posterior envio ao exterior, através de 91 contas correntes comuns, “abertas em nome de pessoas sem capacidade econômica, os laranjas”. A maioria das contas laranjas foi aberta em agências do Banestado em Foz do Iguaçu (PR).
Moro concluiu que houve “burlas do sistema de controle instituído pelo Banco Central”. “A fraude era conhecida por gerentes e diretores da instituição financeira”, assinalou. (Bem Paraná)
20 de set. de 2011
Para onde foi a dinheirama que eram as florestas do Banestado?
Essa é uma pergunta que a Assembleia Legislativa do Paraná, zeloso instrumento de Justiça orquestrado pelo esquema Gazeta-RPC, bem que poderia se debruçar com todo empenho, resgatando um patrimônio que inexplicavelmente desapareceu e cujas compensações financeiras até hoje não foram devidamente esclarecidas.
Vários e suspeitos negócios foram realizados há muitos anos, desde os tempos do governo Requião, nos anos 90, até os idos de 2000, quando Lerner e de novo com Requião & Pessuti permitiram que fossem levantadas dúvidas que deixam mais claro do que nunca que “tem linguiça debaixo dessa farofa”.
Impacto PR foi procurado para abordar esse assunto por parte de pessoas que dizem terem sido prejudicadas ou que, pelo menos, querem saber onde foi parar a dinheirama que renderam certos negócios com as magníficas florestas que possuía o Banestado e que foram desaparecendo ao longo do tempo graças a “bons negócios”.
Nem mesmo o Banco Itaú, por exemplo, aceitou no negócio que acertou com o Banestado quando ganhou de presente o seu patrimônio, que era de todos os paranaenses, ficar com a tal de Ambiental, um instrumento que chegou a gerar até uma ação popular, número 2004.70.00.04055-9, em um claro sinal de que não queria qualquer envolvimento com um fruto tão podre e que nos últimos vinte anos rendeu mais suspeitas do que oportunidades de bons negócios favoráveis aos paranaenses.
Da lembrança que já em 2005 o então deputado federal Max Rosenmann levantava com denúncia-crime que revelou existir no Paraná uma verdadeira quadrilha ambiental, assunto que o Impacto PR publicou com exclusividade naquela época, contando de ONGs que atuaram contra os interesses paranaenses, fatos que deveriam perfeitamente ser relembrados pelos deputados paranaenses e aquele programa do Paraná que nós queremos e que tinha encomenda certa, mas não objetivava realmente defender todos os interesses públicos de nosso estado, voltamos a alertar sobre esse enorme prejuízo causado via Banestado e outros meios por conta de nossas florestas que desapareceram como em um passe de mágica.
Só para se ter uma ideia do vulto do assunto que voltamos a recolocar na pauta das necessidades a serem levantadas a fim de que se apurem todos os seus resultados, punindo quem dever pagar pelo prejuízo, basta dizer que só o patrimônio florestal do Banestado estaria valendo hoje, por baixo, como dizem, cerca de 1 bilhão de reais.
Portanto, é urgente que se volte ao assunto para saber quem realmente ganhou com o negócio, seja com árvores vendidas a preço de presente de Papai Noel como o Impacto PR denunciou em relação à Ambiental no último governo Requião & Pessuti, quanto aos negócios florestais do saudoso Banestado e daquela denúncia-crime do também saudoso deputado federal Max Rosenmann, cuja ação, infelizmente, jogaram para debaixo do tapete da impunidade.
Voltaremos a esse cabeludo assunto, mostrando, inclusive, muita gente que hoje faz pose de paladino da Justiça e exemplo de homem público, mas que devem responder pelos prejuízos causados ao nosso estado e sua população.
Vários e suspeitos negócios foram realizados há muitos anos, desde os tempos do governo Requião, nos anos 90, até os idos de 2000, quando Lerner e de novo com Requião & Pessuti permitiram que fossem levantadas dúvidas que deixam mais claro do que nunca que “tem linguiça debaixo dessa farofa”.
Impacto PR foi procurado para abordar esse assunto por parte de pessoas que dizem terem sido prejudicadas ou que, pelo menos, querem saber onde foi parar a dinheirama que renderam certos negócios com as magníficas florestas que possuía o Banestado e que foram desaparecendo ao longo do tempo graças a “bons negócios”.
Nem mesmo o Banco Itaú, por exemplo, aceitou no negócio que acertou com o Banestado quando ganhou de presente o seu patrimônio, que era de todos os paranaenses, ficar com a tal de Ambiental, um instrumento que chegou a gerar até uma ação popular, número 2004.70.00.04055-9, em um claro sinal de que não queria qualquer envolvimento com um fruto tão podre e que nos últimos vinte anos rendeu mais suspeitas do que oportunidades de bons negócios favoráveis aos paranaenses.
Da lembrança que já em 2005 o então deputado federal Max Rosenmann levantava com denúncia-crime que revelou existir no Paraná uma verdadeira quadrilha ambiental, assunto que o Impacto PR publicou com exclusividade naquela época, contando de ONGs que atuaram contra os interesses paranaenses, fatos que deveriam perfeitamente ser relembrados pelos deputados paranaenses e aquele programa do Paraná que nós queremos e que tinha encomenda certa, mas não objetivava realmente defender todos os interesses públicos de nosso estado, voltamos a alertar sobre esse enorme prejuízo causado via Banestado e outros meios por conta de nossas florestas que desapareceram como em um passe de mágica.
Só para se ter uma ideia do vulto do assunto que voltamos a recolocar na pauta das necessidades a serem levantadas a fim de que se apurem todos os seus resultados, punindo quem dever pagar pelo prejuízo, basta dizer que só o patrimônio florestal do Banestado estaria valendo hoje, por baixo, como dizem, cerca de 1 bilhão de reais.
Portanto, é urgente que se volte ao assunto para saber quem realmente ganhou com o negócio, seja com árvores vendidas a preço de presente de Papai Noel como o Impacto PR denunciou em relação à Ambiental no último governo Requião & Pessuti, quanto aos negócios florestais do saudoso Banestado e daquela denúncia-crime do também saudoso deputado federal Max Rosenmann, cuja ação, infelizmente, jogaram para debaixo do tapete da impunidade.
Voltaremos a esse cabeludo assunto, mostrando, inclusive, muita gente que hoje faz pose de paladino da Justiça e exemplo de homem público, mas que devem responder pelos prejuízos causados ao nosso estado e sua população.
22 de jun. de 2011
Crimes do saudoso Banestado e outros que não foram totalmente esquecidos vai virar livro
Um livro, com o título provisório de Crimes Que Não Foram Esquecidos, está em fase de levantamentos pelo jornalista Luiz Fernando Fedeger, editor do Impacto PR, que já tem um acervo de documentos e fotos que formam um verdadeiro dossiê de gente que ainda hoje se considera acima de qualquer suspeita, embora tenham participado de crimes contra o sistema financeiro nacional e, particularmente, em relação ao Paraná. Do Banestado à lembrança da falência do Banco Araucária até chegar, inclusive, na lembrança do Banco Integracion, do Paraguai, situações e lembranças que os paranaenses precisam conhecer com detalhes.
Muita gente “boa”, como uns e outros imaginam, vive aqui, e até no exterior, leia-se Uruguai, desfrutando de uma tranquila gastança do muito que causaram em prejuízos ao sistema financeiro nacional há alguns anos.
Os paranaenses e leitores deste dossiê na forma de livro vão recordar processos que ainda correm na Justiça Federal, embora uns e outros imaginem que já prescreveram e que jamais vai alcançá-los os braços da Justiça. Processos que já condenaram, entre outros, Giovani Gionédis, Maria Cristina Ibraim Jabur, José Maria Ribas Muller e Sérgio Fontoura Marder, cujas ações penais reunidas em julgamento conjunto em virtude de sua conexão nos fazem lembrar de vantagem indevida para recebimento de empréstimos do Banestado, agência de Grand Cayman.
O livro vai lembrar, também, processo que teve como pacientes Telmo Antunes Picanço, Afonso Celso Braga, Marco Antonio Vendrametto e Alcindo Braga Neto, que ficaram bastante conhecidos por infrações praticadas no exterior, mais especificamente nas Ilhas Virgens Britânicas.
Este livro contando sobre gente que foi denunciada na época do escândalo Banestado vai lembrá-los de alguns atuantes que mantinha contas na extinta agência do Banestado em Nova York através das empresas offshores Sunfox e Baneast, sendo colocadas em evidência, inclusive, as remessas de recursos para o exterior por meio da empresa BDS DTVM, associando-se todos em uma verdadeira quadrilha que não pode ficar impune.
Há poucos dias, só para registrar, após dois votos a favor da condenação de alguns réus que foram gestores do saudoso Banestado, tentou-se, por conta de recurso, livrá-los das punições que fatalmente ainda virão, leve o tempo que levar. O julgamento de sete pessoas condenadas por gestão fraudulenta do saudoso Banestado foi suspenso com pedido de vistas, sem esquecer a remessa ilegal de bilhões de dólares ao exterior através das Contas CC -5.
Como se vê, material é o que não falta para este livro que está sendo preparado e dentro em breve estará contando, além daquele que já foi publicado depois da CPI do Banestado, mas aliando agora decisões mais recentes e lembranças das presenças em Comissão Parlamentar Mista do Banestado que correu no Congresso Nacional e que nos recordam negócios envolvendo o Banco Integracion, do Paraguai, cujo ex-presidente Luiz Carlos dos Santos Mello foi um dos depoentes na oportunidade, bem como os empresários Afonso Celso Braga e Afonso Celso Braga Filho. Criado a partir de uma casa de câmbio, a “Câmbio Leste”, para atender o grande fluxo de negócios concentrados em Ciudad Del Este , o Integracion era muito falado, inclusive em restaurante chique que em pleno Batel reunia empresários e interessados em bons negócios via Banestado ou Araucária, sem esquecer, também, as histórias da época que envolviam os negócios da Ábaco e a Magna.
Em próximas edições voltaremos a destacar lembranças do saudoso Banestado, Araucária, Integracion e tantos outros, bem como mais nomes que nunca serão esquecidos graças a um livro-denúncia que permanecerá cobrando da Justiça Federal a punição de toda esta gente que formou uma verdadeira quadrilha.
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