Dizem que o país só começa
a caminhar de verdade depois do carnaval.
Neste ano, contudo, é
preciso antecipar uma série de situações por conta da Copa do Mundo no Brasil
que vai acontecer em meados do ano, justamente quando os partidos estarão
escolhendo os candidatos paras as eleições de Presidente e Vice da República,
Senador, Deputados Federais e Deputados Estaduais, além do Governador e vice.
Muita gente, inclusive em
termos presidenciais e de governador, vai disputar a reeleição, o mesmo
ocorrendo com deputados federais,estaduais e senadores, motivo de maior atenção
por parte do eleitorado que pretende sentir se deve ou não dar novo mandato
para determinados concorrentes.
Enquanto as discussões
sobre o custo eleitoral de uma campanha ainda mantém o clima indeciso quanto à
decisão de quem vai pagar a conta, se o dinheiro público ou particularmente com
as doações, coordenadores de campanha já se movimentam porque, independente do
custo final, muitas despesas no particular fazem parte do esquema que deverá
mobilizar milhões de brasileiros.
No plano nacional a
reeleição de Dilma enquanto no plano estadual Beto Richa vai tentar novo
mandato, com os dois candidatos enfrentando desde já situações difíceis
economicamente falando em termos nacionais e estadual.
Abrindo o apetite nacional
em termos de oposição, o PSDB se apresenta como principal concorrente,
colocando Aécio Neves na vitrine, enquanto o PSB tenta com Eduardo Campos e
Marina Silva sensibilizar o eleitorado ficando os restantes para fazer a
figuração de um cenário que na verdade tem apenas estes nomes com disposição de
enfrentar a candidata a reeleição Dilma Rousseff.
No Paraná, as atenções já
se voltam para a disputa do governo, uma vez que a única vaga para o Senado
deverá ser disputada pelo candidato Alvaro Dias que vai concorrer à reeleição
sem ter um adversário com maior capacidade para enfrentá-lo,embora mostrem
disposição nesse sentido, entre outros, Sergio Souza, do PMDB, André Vargas do
PT e Ricardo Barros, do PP.
Com Beto Richa tentando a
reeleição, a disputa pelo governo paranaense promete ser das mais acirradas,
contando com o interesse pessoal, por enquanto, de Gleisi Hoffmann, pelo PT,
Roberto Requião e Orlando Pessuti pelo PMDB, e Joel Malucelli, pelo PSD, sendo
esta ultima uma terceira via que ainda não se viabilizou totalmente.
Buscando desde já afinar o
discurso, Beto Richa busca em primeiro lugar acertar o caixa do governo que
ficou desequilibrado desde o ano passado, gerando problemas em vários
segmentos, mas mantendo um discurso otimista baseado no carisma pessoal que
ainda o coloca em primeiro lugar nas pesquisas antecipadas que ditam o rumo
para as eleições de 2014.
Gleisi Hoffmann que tem
contra si um discurso de pouco empenho a favor do seu Estado quando ocupando a
chefia da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, tem como marca constrangedora o
fato de ter emplacado o ex-prefeito de Realeza, Eduardo Gaievski como seu
assessor no Palácio do Planalto, ele que foi denunciado e preso como tarado
contra menores.
Roberto Requião e Orlando
Pessuti estão com o mesmo discurso em favor da candidatura própria a governador
por parte do PMDB paranaense, mas pelas desavenças pessoais nem um e nem outro
abrem a possibilidade de somar para não dividir esta intenção que bate de
frente com o grupo de deputados estaduais que defende aliança com o PSDB e a
reeleição do governador Beto Richa.
Joel Malucelli, empresário bem
sucedido e que aposentado resolveu entrar de sola na política paranaense,
colocou-se a disposição do PSD para ser candidato a governador, e ensaia, por
enquanto, um discurso mais forte capaz de convencer os paranaenses da
necessidade de uma nova via no plano da disputa eleitoral.
“Cueca de seda” mais
recente, integrado ao governo Beto Richa, cujo grupo tem seus integrantes assim
identificados, Ratinho Junior continua sendo assediado para ser candidato a
governador, inclusive alavancando uma candidatura presidencial no seu partido,
o PSC, mas dificilmente emplaca este sonho de uns e outros que o imaginam hoje
no mesmo plano dos verdadeiros candidatos fortes a uma disputa de tal
envergadura.
Sobram nesta disputa vários
candidatos nanicos que já estão se lançando candidatos, uns fazendo o jogo
político de todas as campanhas quando os chamados “laranjas” ganham um bom
dinheiro para entrar na disputa embolando o meio de campo e fazendo a chamada
“escadinha” para os verdadeiros concorrentes que pretendem ajudar na hora da
verdade.
Um quadro político,
portanto, que terá tanto no plano federal quanto estadual a necessidade de
motivar o eleitorado paranaense que anda desacreditando seus representantes
tanto em Brasília quando na Assembleia Legislativa.
Com uma bancada federal que
nestes últimos anos pouco ou quase nada apareceu em termos de presença efetiva
em nome do Paraná, perdendo até nas emendas parlamentares para Estados de menor
expressão, vai ser difícil o eleitor de nosso Estado escolher um candidato capaz
de bem representá-lo pois aqueles que almejam a reeleição pouco ou quase nada
fizeram para justificar-se para um novo voto.
Contando com uma Assembleia
Legislativa de altos e baixos que viveu mais a constante luta pelos holofotes
por parte do seu presidente, Valdir Rossoni, e com mancadas comprometedoras a
sua imagem em casos da área judicial bem conhecidos, vai ser difícil a
avaliação do eleitorado de nosso Estado pois o comportamento da maioria foi maior
de idade preocupação com seu mandato do que com o interesse público de bem
representar suas comunidades.
Este é o quadro geral que
se desenha neste início de 2014, um ano eleitoral que se confunde com a disputa
da Copa do Mundo, motivando o eleitor a ficar dividido entre quais dois,
eleição ou Copa, é mais importante para que as atenções sejam voltadas de fato,
pelo menos até meados do corrente ano.
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