9 de ago. de 2012

TJ se engaja no movimento e cede espaço ao Memorial da Resistência

Será no antigo presídio do Ahú, agora de posse do tribunal, que fará parte do Fórum de Resgate da Verdade e Justiça

Uma comissão de representantes do Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça, foi comunicada ontem que o Tribunal de Justiça do Paraná concordou em ceder algumas dependências do antigo Presídio do Ahú para ser instalado o Memorial da Resistência, a ser inaugurado no final de outubro deste ano. A confirmação oficial foi feita pelo vice-presidente do TJ, desembargador Onésimo Mendonça de Anunciação.
A intenção dos integrantes do Fórum ao criar o Memorial da Resistência é homenagear os militantes do Paraná que lutaram, durante o regime militar, pelo restabelecimento da democracia. Já foram criados memoriais em vários Estados. A iniciativa é do Ministério da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com apoio do Fórum Paranaense e da Secretaria de Justiça do Paraná. O Tribunal de Justiça também se dispôs a participar das atividades do Fórum, para o qual indicará um representante.
Na próxima quarta-feira, 15, será feita uma visita ao Presídio do Ahú, desativado anos atrás e cuja posse foi repassada do Executivo para o Judiciário. Os representantes do Fórum vão conhecer as dependências que sediarão o Memorial. Eles serão acompanhados pelo diretor da Comissão de Obras do TJ, desembargador José Augusto Aniceto. Na reunião de ontem no TJ, participaram o reitor da Universidade Federal do Paraná, Zaki Akel Sobrinho, o procurador Olympio de Sá Sotto Maior, do Ministério Público Estadual, a professora Vera Karam, do Setor de Ciências Jurídicas da UFPR, o chefe de gabinete da Secretaria da Justiça, Leonildo de Souza Grota, o professor José Antonio Peres Gediel, também da Secretaria e da UFPR, e os coordenadores do Fórum Roberto Elias Salomão e Norton Nohama.

Atividades
Em outubro também, nos dias 25 e 26, virá a Curitiba a Caravana da Anistia, com membros do Ministério da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos. Várias atividades estão programadas, além da inauguração do Memorial: uma audiência pública, a inauguração dos Caminhos da Resistência (lembrando os locais que simbolizaram a luta contra a ditadura militar em Curitiba) e o julgamento de dois casos de graves violações de direitos humanos, ocorridos no Paraná durante o regime de exceção. Novamente o TJ irá participar, cedendo seu auditório para a realização desse julgamento simbólico.

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