26 de jun. de 2012

ELE QUER TUDO
Encheram tanto a bola do deputado federal Rubens Bueno, eterno presidente do PPS paranaense, que agora ele tem pedido de um tudo para aceitar ser o vice-prefeito na chapa de reeleição de Luciano Ducci (PSB), em Curitiba. O grupo do atual prefeito se esforça há meses para atrair Bueno e o PPS, garantindo mais tempo no horário eleitoral de rádio de tevê, além de votos. A cada eleição o PPS tem feito quase 20% dos votos em Curitiba, o que ajuda a explicar o interesse no passe de Bueno, a estrela da legenda. Ontem lideranças do PPS se reuniram em Curitiba para discutir a indicação do presidente do diretório estadual para vice de Ducci. Depois de negar muito, desde a última sexta-feira Bueno admitiu publicamente as negociações e deu a entender que deve aceitar. Mas, se Ducci e o governador Beto Richa (PSDB) aceitarem também suas condições. Uma delas, a promessa de apoio do grupo de ambos para ser o candidato à prefeitura em 2016. E, antes disso, quer tentar disputar o Senado em 2014, o que deixaria de fora da disputa o senador e líder do PSDB, Alvaro Dias. Fosse apenas por Álvaro Ducci e Richa topariam a parada sem precisar pensar. O governador e o senador não se bicam há anos, mas do Paraná, Álvaro é o queridinho da direção nacional tucana.

NA FILA
São vários os políticos e partidos interessados na vice de Luciano Ducci – ele não pode concorrer à reeleição em 2016, eis o motivo. E, por conta disso, um jantar ontem no bairro de Santa Felicidade, reduto de campanhas eleitorais e políticos, iria reunir quatro “candidatos” à vice de Ducci: deputado estadual Osmar Bertoldi (DEM), deputado federal Fernando Francischini (PSDB) e mais os deputados estaduais Mauro Moraes (PSDB) e Ney Leprevost. (PSD).

O ‘COMPLÔ’
Dos quatro, Moraes e Leprevost são bons de voto em Curitiba. Diz que a intenção era firmar uma espécie de pacto contra a indicação de Rubens Bueno para vice. No caso de um do quarteto ser escolhido, os outros não criarão caso, mas se for o presidente do PPS, podem até ignorar a disputa em Curitiba.

CONVERSA MOLE
Não dá para levar a sério isso porque todos são ligados ao governador Richa, não apenas dos dois tucanos. E não vão deixar de pedir votos para a reeleição de Ducci. Se não for ordem direta de Richa, será do comando estadual de seus partidos. O prefeito de Curitiba sabe disso.

BLEFE
Falando no PPS de Curitiba, o fato de a sigla deixar somente para o dia 30 de junho, próximo sábado, para realizar sua convenção – é quando acaba o prazo – sinaliza que a intenção é ganhar tempo mesmo para negociar com Ducci e não para lançar candidato próprio, como vinham afirmando. Ao que parece o PPS usou a velha estratégia de candidatura própria para negociar mais a frente. Deu resultado.

NO OFICIAL
Oficialmente a convenção chama os filiados para escolher candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores, deliberar sobre coligações com outros partidos, denominar a coligação e definir estratégia eleitoral. Para a chapa de vereadores, o partido conta com cerca de 70 pré-candidatos. Uma das prioridades da sigla é ampliar a bancada, que conta atualmente com dois representantes na Câmara da capital.

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