O engenheiro civil Leopoldo Campos, ex-diretor diretor Técnico da APPA, foi ouvido hoje, na Assembleia Legislativa, pelos deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades nos portos de Paranaguá e Antonina. Campos, que trabalhou na autarquia entre junho e setembro de 2007, confirmou as denúncias listada no dossiê enviado na época ao então governador Roberto Requião, que o teria demitido em função disso.
O ex-diretor disse que foi ameaçado de morte após o fato. “Eu estava num posto em Paranaguá. Um motoqueiro encostou, me mostrou uma arma e perguntou se eu queria morrer”, revelou.
Durante o depoimento, ele falou sobre a licitação do terminal de fertilizantes. Segundo Campos, a construção foi orçada com valor bem abaixo da realidade do mercado, o que fez com que das trinta empresas que retiram o edital apenas três participassem do processo. O Ex-diretor afirmou que estas empresas e a APPA fizeram um acordo para construir a obra, que acabou não sendo fiscalizada após a conclusão.
Campos também relatou problemas cometidos na instalação do terminal de álcool, que teria sido construído com materiais inapropriados, sem licenças ambientais e muito próximo a um bairro onde vivem cerca de trezentas famílias de baixa renda. O terminal até hoje não entrou em operação.
“As diretorias Operacional e Técnica não funcionam. O porto conta com 57 engenheiros, mas ninguém fiscalizava nada. Este trabalho era feito exclusivamente por um funcionário, acompanhando de um pedreiro e um mestre de obras”, disse.
O ex-diretor também denunciou o uso irregular do espaço do silo público por empresas privadas, a participação de profissionais de fora do quadro do porto em projetos da APPA, problemas nos contratos de asseio e limpeza e na distribuição das cantinas do porto.
O presidente da CPI, deputado estadual Douglas Fabrício, disse que o depoimento foi importante para que os deputados pudessem ouvir detalhes de denúncias que a CPI já havia recebido.
“O ex-diretor ocupou uma função relevante no porto e era fundamental que ele explicasse aos deputados e a todo o povo paranaense o que presenciou e quais os problemas verificados durante sua gestão”, disse o deputado. (Ivan Santos - Bem Paraná / Foto - Anderson Tozato)
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22 de set. de 2011
21 de set. de 2011
Leopoldo Campos presta depoimento na CPI dos Portos e diz ter mais denúncias
Os integrantes da CPI dos Portos ouviram, na manhã desta quarta-feira (21), o depoimento do engenheiro civil Leopoldo Campos.
Ele foi convidado a prestar esclarecimentos à comissão da Assembleia pelo fato de, quando era diretor técnico do Porto de Paranaguá, ter elaborado um relatório contendo irregularidades cometidas pela administração encabeçada pelo então superintendente da APPA, Eduardo Requião, irmão do governador à época, Roberto Requião, que teria demitido o engenheiro por conta da produção do relatório que difamava o "melhor diretor de portos do sul do mundo".
Segundo o presidente da CPI, deputado Douglas Fabrício (PPS), os documentos listavam desvio de cargas, fraudes nas licitações, irregularidades nos procedimentos de dragagem, entre outras irregularidades. Fora o que foi apresentado aos deputados, Leopoldo Campos teria ainda mais denúncias contra Eduardo Requião, informações ainda desconhecidas do público, mas que devem causar calafrios não só no ex-superintendente, mas em todos que o acompanharam naqueles tempos à beira do cais.
Além de Leopoldo Campos, Eduardo Requião, Daniel Lúcio de Souza e Ogarito Linhares devem ser ouvidos pela CPI, mas ainda não foi definida uma data para o depoimento deles. (Com informações do Blog da Joyce e do Blog do Fábio Campana / Foto: Anderson Tozato)
Ele foi convidado a prestar esclarecimentos à comissão da Assembleia pelo fato de, quando era diretor técnico do Porto de Paranaguá, ter elaborado um relatório contendo irregularidades cometidas pela administração encabeçada pelo então superintendente da APPA, Eduardo Requião, irmão do governador à época, Roberto Requião, que teria demitido o engenheiro por conta da produção do relatório que difamava o "melhor diretor de portos do sul do mundo".
Segundo o presidente da CPI, deputado Douglas Fabrício (PPS), os documentos listavam desvio de cargas, fraudes nas licitações, irregularidades nos procedimentos de dragagem, entre outras irregularidades. Fora o que foi apresentado aos deputados, Leopoldo Campos teria ainda mais denúncias contra Eduardo Requião, informações ainda desconhecidas do público, mas que devem causar calafrios não só no ex-superintendente, mas em todos que o acompanharam naqueles tempos à beira do cais.
Além de Leopoldo Campos, Eduardo Requião, Daniel Lúcio de Souza e Ogarito Linhares devem ser ouvidos pela CPI, mas ainda não foi definida uma data para o depoimento deles. (Com informações do Blog da Joyce e do Blog do Fábio Campana / Foto: Anderson Tozato)
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