Parte do superávit primário do governo
federal em dezembro foi feito com receitas que deveriam ter sido repassadas a
Estados e municípios. A parcela de dezembro do salário educação, R$ 700
milhões, só foi transferida no dia 30 do mês passado. Com isso, a receita só
saiu do caixa do Tesouro Nacional e entrou nos cofres estaduais no início de
janeiro. Quem deu essa informação ontem foi o Valor Econômico em matéria elaborada
por três repórteres.
NO FLAGRA?
Conforme o texto ainda, o montante retido
envolveu receitas entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. “Estados e municípios
querem a parcela que lhes pertence na arrecadação adicional no Refis que a
Receita Federal obteve em
novembro. Do total de R$ 20,4 bilhões em ingressos
extraordinários registrados naquele mês, R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões deveriam
ser destinados aos cofres dos governo locais”.
ENCERRA POUPANÇA...
Outra informação escabrosa também, esta
sobre um órgão do governo federal. Em matéria do final de semana que passou, a
revista IstoÉ denuncia que uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da
União (CGU), órgão vinculado à Presidência da República, aponta que, em 2012, a Caixa Econômica
Federal promoveu uma espécie de confisco secreto de milhares de cadernetas de
poupança. No relatório de 87 páginas os
auditores da CGU revelam os detalhes da operação definida como “sem respaldo
legal”, que envolveu o encerramento de 525.527 contas sem movimentação por até
três anos e com valores entre R$ 100 e R$ 5 mil.
E
CAIXA FATURA
Os documentos obtidos pela revista mostram
que o saldo dessas contas foi lançado, também de forma irregular, como lucro no
balanço anual da Caixa, à revelia dos correntistas e do órgão regulador do
sistema financeiro. No total, segundo o relatório da CGU, o “confisco” soma R$
719 milhões. O relatório está com o
Banco Central, encarregado desde novembro ultimo de apurar as
responsabilidades.

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