15 de jul. de 2012

TRAIANO DEIXA LEMOS NUMA SAIA JUSTA
Dirigentes da APP-Sindicato foram recebidos pelo secretário da Educação e vice-governador, Flávio Arns, quando foram explicados os motivos pelos quais a mensagem governamental de equiparação salarial ficou de ser enviada no início de agosto. Segundo os secretários, o Tribunal de Contas fez um alerta ao governo do Estado sobre impedimentos legais.



E O ESTOPIM
Essa conversa dos sindicalistas com Arns, foi um dos motivos da explosão de anteontem, em plenário, do líder do governo na Assembléia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB) contra o deputado petista Professor Lemos. Apesar das explicações, da demonstração que antecipar a equiparação contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal, o deputado professor Lemos "decidiu faturar politicamente" o caso e subiu a tribuna para atacar o governo, acusou Traiano.

SI HAY GOBIERNO...
"Esse é o método de atuação dele [Lemos]. Insuflação de categorias contra o governo. O dia que isso acabar ele perde o discurso", disparou Traiano, afirmando que o governo tucano sempre recebe representantes dos professores. O esforço do tucano para se explicar depois, se deve à sua virulência na tribuna anteontem.

AD ETERNUM
E como sempre faz, o líder do governo buscou falhas no governo petista para seus ataques. Disse que Lemos não tem o mesmo "entusiasmo" para defender os interesses dos professores das universidades federais, que estão em greve há cerca de dois meses e não são sequer recebidos pelo governo federal.

IRONIA
"Eu gostaria de ver o Professor Lemos, com uma bandeirinha do PT, defendendo na praça os professores federais que são ignorados pelo governo petista. Mas não, ele prefere agredir, com mentiras e calúnias um governo que recebe os professores e faz todas as gestões para atender os pleitos da categoria", disse Traiano.

NA VEIA
"Não vejo nem o Professor Lemos nem a CUT defenderem os interesses dos professores federais. A CUT, pelo que sabemos, esqueceu os trabalhadores e passou a fazer campanha para absolver os implicados no escândalo do mensalão", alfinetou o líder do governo.

FOI 'MANOBRA'
Ainda repercutindo o discurso injuriado de Traiano, agora quanto a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) instituindo uma redução na jornada de trabalho para 40 horas semanais para os policiais e bombeiros do Estado. Acusou Lemos de ter feito uma "manobra" na última sessão antes do recesso (anteontem) para "induzir deputados" a assiná-la.

NONSENSE
Induzir? Deputados foram então irresponsáveis, não tinham noção do que estavam assinando? Mas Traiano diz que Lemos induziu os deputados ao erro por coletar assinaturas se dissimulando e não mostrando o real conteúdo da PEC. O petista nega isso, conversou com os colegas e mostrou o texto da PEC. Nem poderia ser diferente, aliás.

A TEMPO
A tal PEC, segundo o líder do governo, produziria grandes prejuízos ao Estado e quase foi acolhida na sessão antes do recesso se os deputados, "alertados do teor integral da proposta e das consequências que poderiam acarretar para os cofres do Estado", não retirassem suas assinaturas. Nove fizeram isso e impediram que a PEC fosse protocolada.

MAL NA FITA
Então eles assinaram sem prestar atenção no "teor integral" da proposta? Com essa alegação Traiano passou recibo de ignorância, despreparo ou que, sobre os nove colegas da base governista que retiraram o apoio a PEC? Entidades que representam os policiais militares deveriam pedir a Lemos os nomes desses deputados e divulgá-los entre a corporação.

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