DIZEM ELES
Depois de uma nota da revista Veja que está circulando esta semana, dando a entender que existem dissidências no PPS quanto ao apoio ao prefeito de Curitiba Luciano Ducci (PSB) e traição em família porque a filha de Rubens Bueno, indicado para vice de Ducci e presidente do partido no Paraná, teria desistido da candidatura a pedido do pai, o presidente nacional da legenda, deputado Roberto Freire, usou seu Twitter para dar explicações e rebater a notícia. Freire postou que “a aliança em Curitiba foi muito bem pensada e aceita pelo PPS. Desculpe, mas PPS é partido sem ódio e sem medo”. E talvez para mostrar que o PPS de fato está apoiando a reeleição do prefeito, Freire criticou o candidato da aliança PDT/PT/PV, Gustavo Fruet. Disse que compreende a mudança de partido de Fruet, após ser preterido pelo PSDB para disputar a prefeitura de Curitiba, “mas a aliança com o lulopetismo parece equivocada”. Podia não ter escrito nada, porque o PSB de Lula é da base aliada do governo petista. Sobre a nota da revista, o próprio Rubens Bueno escreveu: “A Renata Bueno não tinha coligação, marqueteiro, nem jingle. Ela já subiu três vezes no meu palanque e do Luciano Ducci”, ao negar as informações publicadas na nota de Otávio Cabral. Quem é Renata na ordem do dia em Curitiba? Uma vereadora que se elegeu mais por causa da paternidade do que por ser conhecida do eleitor. Fato é que com receio de problemas para Ducci, o PPS disparou vários desmentidos.
PT AGAIN
De novo o partido que tem mais candidatos a prefeito nas 85 principais cidades do País (capitais e municípios com mais de 200 mil eleitores), é o PT, que lançou nomes próprios em 62 desses municípios. Curitiba não está inclusa, já que o PT daqui apóia o candidato do PDT, indicando a vice.
DO PODER
Depois dos petistas, vem o PSDB (43 candidatos), PMDB (36), PDT (32) e PSB (30). Interessante que os peemedebistas têm o maior partido do Brasil e estão em terceiro lugar do ranking. Além de liderar, o PT demonstra grande capacidade de conquistar o apoio de outros partidos, sendo o aliado prioritário de oito das 14 maiores siglas.
COMUNISTAS
Os partidos com menor participação em coalizões petistas são PDT e PSD, da base governista, e PSDB, DEM e PPS, da oposição. A aliança mais repetida nas principais cidades brasileiras será entre o PT e o PCdoB, juntos em 22 disputas.
SEM RECÍPROCA
Enquanto os comunistas entregam seu apoio a 19 candidatos do PT, os petistas apoiam comunistas em apenas três cidades. Um dos exemplos da falta de recíproca é Porto Alegre, onde o PT lançou Adão Villaverde, sem coligar com a deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB).
SOCIALISTAS
Em São Paulo, os comunistas abriram mão da pré-candidatura de Netinho de Paula para oferecer a vice e mais tempo de TV para Fernando Haddad. A segunda aliança mais comum é entre PT e PSB, juntos em 21 cidades. Aqui Curitiba se insere já que Ducci é do PSB sem o PT na coligação.
A OPOSIÇÃO
Os socialistas também exibem 10 coligações com legendas de oposição (PSDB, DEM e PPS), o dobro do PMDB. Nas mesmas coligações em 21 cidades, PSDB e DEM compõem a terceira aliança mais repetida. Os tucanos levam vantagem, comandando chapas em 14 das cidades.
O DEBATE
Como a poderosa Rede Globo faz sempre o último debate antes de qualquer eleição, a Rede Massa se antecipou as outras concorrentes. Marcou para 10 de setembro o debate entre os candidatos à prefeitura de Curitiba e outras cidades com eventual segundo turno (menos Cascavel). Houve mudança na formatação do debate, mas as assessorias das campanhas concordaram.
INTERIOR
O formato do debate do SBT será mais dinâmico do que o da Globo – salvo se nesta eleição houver mudança. Candidatos vão ter enfrentamento direto, como na eleição de 2010 para o governo. Na época a Massa inovou e reduziu o excesso de regras e neste ano os organizadores decidiram deixar 3 dos 4 blocos com tema livre e também escolha livre do participante para quem dirigir a pergunta. A rede fará debates também em Londrina, Ponta Grossa, Maringá e Foz do Iguaçu.
DAQUI NÃO SAIO...
Eis que, tendo o mandato cassado, o prefeito de Ramilândia, no oeste do Paraná, Rui Antônio Spagnol (PDT) se trancou no gabinete da prefeitura, na manhã de ontem para não dar posse ao vice-prefeito Ricardo Celoni Neto (PR). Eleito em 2008, ele é suspeito de desvio de dinheiro.
A POLÍCIA TIRA
Spagnol ficou no gabinete por cerca de 45 minutos e criou a maior confusão na pequena cidade, que só terminou por volta de 12h, com a chegada da polícia. Aí o prefeito cassado cedeu, deixou o local e entregou as chaves do carro oficial.
DE NOVO
Esta é a segunda vez que o vice, Ricardo Celoni, assume a prefeitura. A primeira foi em setembro de 2011, quando Spagnol teve o mandato cassado pela Câmara de Vereadores. Em abril deste ano, o pedetista retornou ao cargo, após obter uma decisão liminar do Tribunal de Justiça, que foi revogada pela Justiça na última sexta-feira.
AS DENÚNCIAS
Spagnol é suspeito de favorecer uma empresa em uma licitação municipal. De acordo com denúncias do Ministério Público, uma empresa contratada para fornecer peças para a prefeitura foi beneficiada pelo prefeito. Ele também foi acusado pelos vereadores de desviar dinheiro público que seria destinado à merenda para as escolas municipais.
A RODO
Segundo dados finais divulgados pelo site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os sete candidatos à prefeitura de Curitiba declaram que pretendem gastar R$ 68,3 milhões durante a campanha eleitoral deste ano. Luciano Ducci (PSB) apresenta a expectativa mais elevada de gastos: R$ 23,5 milhões, seguido de Ratinho Júnior (PSC) com R$ 18 milhões e do ex-deputado federal Gustavo Fruet (PDT), que prevê gastos de R$ 16 milhões.
PERO...
Todo mundo sabe que os candidatos superestimam os gastos quando apresentam a previsão, que é para não terem problemas durante a campanha no caso de a coisa ficar mais salgada do que o calculado. Rafael Greca (PMDB) estima gastar R$ 10 milhões na disputa e Alzimara Bacellar(PPL), Avanilson Araújo (PSTU) e Bruno Meirinho (PSol) juntos somam R$ 850 mil como total das despesas. A previsão de gastos é 16% maior que a declarada nas eleições de 2008.
RECICLADOS
O deputado Valdir Rossoni (PSDB) apresentou na Assembleia Legislativa, um projeto de lei que visa assegurar os benefícios fiscais às empresas de todo o Paraná que produzem bens a partir de material reciclável. Pelo projeto, será concedido crédito presumido sobre o imposto devido desde que, no mínimo, 75% do custo da matéria prima utilizada na produção venha da aquisição de material reciclado de papel, papelão e plásticos vindo de reciclagem.
RENOVANDO
Não tem nada de novo na proposta. Rossoni explica que apresentou o projeto porque o decreto governamental que regulamenta a questão vencerá em 31 de dezembro, e há a preocupação de que empresas instaladas no Paraná se transfiram para outros Estados que tem esse benefício regulamentado.
ATRATIVO
“Transformando esse benefício em lei, daremos mais tranquilidade aos investidores já estabelecidos no Paraná e também àqueles que buscam se instalar aqui. Não podemos correr o risco de ver empresas indo para Santa Catarina ou São Paulo por não termos essa questão definida em lei”, justificou o tucano.






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