Querem autonomia política e financeira no anteprojeto que criará a comissão estadual via Assembléia
O Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça, vai continuar suas atividades depois da reunião da plenária estadual neste mês, que aprovou uma série de iniciativas para aprofundar a mobilização da sociedade civil organizada e da população. Entre essas iniciativas, está a interiorização: o primeiro criado foi o Núcleo Maringaense do Fórum e o objetivo é, até o final do ano, implantá-lo nas cidades de Paranaguá, Guarapuava, Cascavel, Foz do Iguaçu, Paranavaí, Apucarana, Ponta Grossa, Londrina e Francisco Beltrão, sendo que nas três últimas até o final de agosto.
Membros do Fórum pretendem ainda pleitear junto ao governo do Estado que seja garantida à Comissão Estadual de Resgate da Verdade, Memória e Justiça, total autonomia política e financeira e que isso esteja explicitado no anteprojeto de lei a ser enviado à Assembleia Legislativa. Junto ao Tribunal de Justiça do Paraná, será reivindicado a utilização de parte do antigo presídio do Ahú (desativado anos atrás) para a criação do Memorial da Resistência. Também se pretende organizar no Paraná o Observatório dos Direitos Humanos, cujos debates iniciais já foram realizados.
Também ficou decidido na plenária do Fórum a realização de uma campanha para retirar os nomes de ditadores dados a ruas e equipamentos públicos, substituindo-os por nomes de militantes vítimas da repressão política, ou, em outros casos, conferir esses nomes a ruas e equipamentos a serem inaugurados. Outra decisão foi enviar uma delegação paranaense para Fórum participar na reunião da Comissão Nacional da Verdade, no próximo dia 30.
A Comissão Nacional da Verdade, criada pela presidente Dilma Rousseff no primeiro semestre, virá a Curitiba nos dias 25 e 26 de outubro para o que chama de Caravana da Anistia e realização de uma audiência pública. Integrantes do Fórum paranaense pretendem fazer três inaugurações aproveitando a presença da Comissão Nacional: do Memorial da Resistência, dos Caminhos da Resistência e do monumento das Diretas-Já.
Atuação
Para o fortalecimento do portal do Fórum, a plenária indicou às entidades participantes que façam links em seus sites para o portal na internet, que está aberto à colaboração de todos, indistintamente. E ainda, a participação em iniciativas próprias de entidades, tanto da sociedade civil como nas comissões de direitos humanos das câmaras municipais e da Assembléia Legislativa. Os membros do Fórum irão organizar ainda uma atividade específica sobre a Operação Condor, possivelmente em Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira.
A Operação Condor foi uma aliança político-militar no início dos anos 1960, entre os regimes militares da América do Sul - Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai - criada com o objetivo de coordenar a repressão a opositores dessas ditaduras e eliminar líderes de esquerda instalados nos seis países.

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