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5 de dez. de 2011
PONTAL DO PARANÁ: Invasão em Moitinhas e o “maior Centro Cívico do mundo”
Uma área denominada de Moitinhas, de propriedade particular, registro de imóveis sob matrícula nº 49, foi invadida e desmatada no anoitecer do dia 31 de outubro de 2011 pelo então secretário de Obras de Pontal do Paraná, sr. Wolnei Costa, arrebentando o portão e a cerca e utilizando maquinário público, segundo ele, por ordem do então prefeito Rudisney Gimenes (PMDB).
Esta foi a denúncia formulada pelos proprietários da área ao Impacto PR nesta semana, e alegam as irregularidades sofridas por eles pela atual administração. Os donos da área procuraram o jornal para relatar a denúncia de um desmate aproximado em 500 m² de mata nativa de preservação ambiental, conforme B.O. nº: 2011/928177 da Delegacia do Município e denúncia no Instituto Ambiental Do Paraná IAP sob o nº 093/2011 – ERLIT.
Há anos, segundo os denunciantes, o prefeito falava em desapropriação de áreas para a construção do “maior Centro Cívico do mundo” no balneário de Ipanema, promessa antiga mas que não sai do papel e que de uma hora para outra o prefeito Gimenes tenta mostrar a intenção da construção, porém não consegue os documentos necessários para a obra, ou seja, autorizações e as devidas indenizações.
Rudisney Gimenes, que teve o mandato de prefeito cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) em julho deste ano por abuso de poder econômico na eleição de 2008 (situação semelhante a do alcaide parnanguara, José Baka Filho (PDT), está sustentado no cargo por ações de seus advogados na Justiça Eleitoral, e hoje se encontra em uma situação de total descrédito por prometer várias obras e não conseguir realizar muitas delas neste segundo mandato. Com a falta de obras, tenta ultimamente culpar o governo estadual e federal por não ter feito nada de positivo dentro da prefeitura, em um sinal de grande incompetência.
O ato desesperado de Gimenes demonstra, também, sua falta de conhecimento, pois sabe ele que para transferir a sede do município para Ipanema tem que haver um plebiscito, além de que a fundação de Pontal do Paraná e em Praia de Leste. Para ocorrer tal mudança, o alcaide tem que indenizar os proprietários da área na qual ele cita que vai construir, ainda neste mandato, um grande Centro Cívico para o município.
Outro fato é que consta na Câmara Municipal um protocolo de nº: 301/2011, que pede informações sobre previsão orçamentária e a autorização da Casa de leis para a desapropriação de áreas e a construção do “maior Centro Cívico do mundo”, segundo gosta de dizer o prefeito Gimenes.
Neste processo tem que se consultarem valores de área para viabilizar a indenização e não querer executar a desapropriação em um valor irrisório de R$ 0,01 como deseja o mandatário, sendo que em alguns lugares próximos o valor do m2 chega a R$ 37,00, informação passada pelos proprietários do imóvel a reportagem do Impacto PR.
Os donos da área, em consulta à Câmara Municipal de Pontal do Paraná, receberam a seguinte resposta:
Aos proprietários: Sr. Manoel Machado Filho, Doroti Maciel Abdelaziz e Izabel Maciel.
- Atendendo a vossa solicitação, informamos que não consta nos registros desta Casa de Leis, nenhum Projeto de Lei referente à implantação do Centro Cívico Municipal, bem como não consta do Orçamento para Exercício de 2012, nenhum projeto orçamentário para a execução da referida obra conforme dispõe o documento anexo, etc...
Quer dizer, que tem linguiça embaixo desta farofa tem. A Câmara não tem nenhuma informação, mas o terreno foi invadido e desmatado. Uma história meio estranha e que leva a suspeitar de alguma rixa pessoal do prefeito com os proprietários, que se encontram ainda em pleno poder da área.
Será que Gimenes está querendo mostrar serviço a alguém? Aguardamos a resposta do prefeito cassado.
8 de ago. de 2011
PONTAL DO PARANÁ: Suspensa cassação de Gimenes
Rudisney Gimenes (PMDB) voltou a sorrir pelos lados de Pontal do Paraná. Para muitos, a decisão do juiz Rodrigo Brum Lopes, da Comarca de Matinhos, de suspender na sexta-feira (29) a cassação do prefeito do município litorâneo vai ser temporária, pois a população ainda clama pelo afastamento do alcaide das cestas básicas.
A decisão livra momentaneamente Gimenes e o vice-prefeito Rubens Marcelino da Veiga, o Rubinho, que haviam sido cassados pelo mesmo Rodrigo em parecer no último dia 18 de julho e no Diário da Justiça Eletrônico no dia 27.
A coligação “A Mudança Começa Agora (PV, PRP, PRB e PSB)”, capitaneada por Marcelo Roque (PV), foi quem solicitou a cassação de Gimenez com documentos e provas da compra de votos por cestas básicas. A defesa do cassado entrou com embargo da decisão contra o juiz da sentença anterior e ele suspendeu a cassação até o julgamento dos embargos.
Assim, dois prefeitos do litoral se mantêm pendurados na Justiça com respectivas cassações, Baka Filho (PDT), de Paranaguá, e Gimenes, que continuam com a cabeça na guilhotina e em breve poderão montar uma dupla sertaneja “Zé Baka e Rudisney” cujo slogan seria “Música para qualquer roda de saravá!”.
29 de jul. de 2011
Cestas básicas derrubam prefeito de Pontal do Paraná
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| Rudisney Gimenes |
A conhecida jogada de distribuir cestas básicas em eleições para compra de votos finalmente fez mais uma vítima no Paraná.
A Justiça Eleitoral da Comarca de Matinhos cassou o diploma do prefeito Rudisney Gimenes e do vice, Rubens “Rubinho” Marcelino da Veiga, por compra de votos e uso diário da máquina pública na campanha eleitoral de 2008.
Com o afastamento, o atual presidente da Câmara Municipal de Pontal do Paraná, vereador Valdevino Simões (PR), deverá assumir a prefeitura dentro de 30 dias até que ocorra uma eleição indireta entre os vereadores para eleger o novo prefeito.
A decisão foi do juiz Rodrigo Brum Lopes, e o advogado de Gimenes ainda não sabe a quem recorrer da sentença.
Com esta decisão judicial sobe para dois o número de prefeitos cassados na região litorânea. O único cassado em duas instâncias é o de Paranaguá, Zé Baka (PDT), que se mantêm na cadeira graças ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, situação esta que devera se repetir com o peemedebista Gimenes.
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