“Esta Casa não pode ficar
silenciosa diante de todo o dinheiro que está sendo colocado na Arena do
Atlético. E me coloco no meio também. Podemos ficar quietos? É dinheiro público
sim. A Fomento do Paraná é pública sim. E se é dinheiro público temos obrigação
e o dever de discutir e fiscalizar. Estamos silenciosos diante de um tema de
extrema importância para toda a sociedade”. Assim o deputado Luiz Carlos
Martins (PSD) definiu sua preocupação com os gastos para a construção da Arena
do Atlético Paranaense e a falta de participação dos deputados no uso do
dinheiro investido na construção de uma das sedes da Copa de 2014. O alerta foi
feito na tribuna da Assembleia na sessão desta quarta-feira (5).
Martins lembrou que do
orçamento final, previsto pelo Atlético, de cerca de R$ 330 milhões, há
recursos do BNDES, da prefeitura de Curitiba e da Fomento Paraná, instituição
ligada ao governo do Paraná.
“Parece que estão fazendo o
estádio às escondidinhas. Duvido que algum deputado saia daqui agora e vá na
Arena e consiga ver as obras. Aí se forma um comitê com gente do governo do
Estado, da Prefeitura e do Atlético que não passa para o povo as informações,
com fotografias, enfim, informando o povo? O presidente Roosevelt, na época das
grandes obras dos EUA, encontrou obras com tapumes, e o que ele fez? Retirou os
tapumes para que todos vissem o que estava acontecendo. Isso sim é
transparência”, questionou Martins.
Grandes devedores
O deputado do PSD também usou
a tribuna para falar dos grandes devedores do Estado. Outro silêncio que
incomoda, ressaltou Martins. “Por que nós, dessa Assembleia, fazemos um
silêncio tão grande a respeito dos grandes devedores de impostos do nosso
estado? Eles devem, e devem muito. Agora, se é o cidadão que mora em Carambeí,
numa casinha não paga a luz, ela é cortada. Se não paga água, a água é cortada.
E os grandes devedores? Não estaria no momento dessa casa convidar a Secretária
da Fazenda, pode ser numa reunião fechada por causa do sigilo fiscal, para
sabermos qual a razão desses devedores não pagarem o que devem?”, questionou o
deputado na tribuna.

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