8 de mai. de 2013

BENONI MANFRIM DEMITIDO POR VALDIR ROSSONI

É A NOVA NOTÍCIA NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO PARANÁ!Tumultos a vista para Valdir Rossoni....

Para relembrar em 03/02/2011, quando da nomeação de Benoni:matéria de Hugo Harada/Gazeta do Povo


Benoni Manfrin, nomeado para a Direção-Geral, coordenou campanha de Alexandre Curi em 2006 e teria relação com irmão do principal acusado de desvios. Ele nega proximidade


“[A relação com o deputado Alexandre Curi] é boa, mas não estamos de amores.” - Benoni Manfrin, novo diretor-geral da Assembleia Legislativa
O novo diretor-geral da Assem­­bleia Legislativa, Benoni Cons­­tante Manfrin, apresentado on­­tem pelo presidente da Casa, Val­­dir Rossoni (PSDB), como um dos responsáveis pela moralização da Casa, teve ligações próximas com alguns dos personagens centrais do escândalo que se abateu sobre o Legislativo pa­­ranaense du­­rante o ano passado.

Manfrin, que é empresário, foi o coordenador da campanha do deputado estadual Alexandre Curi (PMDB) em Curitiba em 2006. Como primeiro-secretário da Assem­­bleia, Curi assinou vários dos atos contestados pelo Ministério Público depois das denúncias feitas pela Gazeta do Povo e pela RPC TV na série Diários Secretos.

Manfrin admitiu a proximidade com Curi. “[A relação com o deputado] é boa, mas não estamos de amores”, disse.
O novo diretor-geral também teria sido o responsável pela contratação do taxista Eduardo José Gbur como cabo eleitoral da campanha de Curi. O nome de Gbur constava na lista de funcionários da Assembleia Legislativa do Paraná até março do ano passado, quando teve início a série de denúncias. Ele também aparecia na prestação de contas apresentada ao Tribunal Supe­­rior Eleitoral (TSE) em 2006 pelo parlamentar.
De acordo com o relatório levado à Justiça Eleitoral, Gbur recebeu R$ 700 por mês do comitê em agosto e setembro daquele ano. No mesmo período, segundo dados da ficha funcional na Assembleia, ele continuava como servidor público do Legislativo, com salário de R$ 17,5 mil.
Na ocasião, Curi disse que não conhecia o taxista e que ele tinha sido contratado pela coordenação da campanha. Manfrin declarou na época que a indicação do nome de Gbur teria sido feita por Ed Abib, irmão de Abib Miguel, o Bibinho.
Valdir Rossoni saiu em defesa de seu novo diretor e de todos os nomes empossados ontem. “Foi feito um levantamento da vida dos novos diretores e não foi encontrado nada que desabonasse”, garantiu. E desmentiu Manfrin, quanto à proximidade com o ex-primeiro secretário. “Houve um rompimento [do novo diretor com Curi]. Não há mais nenhum vínculo”, disse Rossoni.

Histórico

Manfrin já esteve ao lado de diversos grupos políticos. Foi assessor especial no governo de Jaime Lerner e subchefe da Casa Civil. Depois, foi consultor técnico e chefe de gabinete do ex-secretário da Fazenda Giovani Gionédis, também durante o governo Lerner.
Em 2001, Manfrin se tornou secretário de Governo da prefeitura de Curitiba durante a gestão de Cassio Taniguchi, atual secretário de Planejamento no governo Beto Richa (PSDB).
Durante a campanha de sucessão de Taniguchi, disputada entre o então vice-prefeito Beto Richa e o deputado Angelo Vanhoni (PT), Manfrin teve atuação polêmica. Como presidente do PSC, um dos partidos que integravam a aliança de apoio a Vanhoni, o novo diretor-geral da Assembleia foi apontado como suposto artífice da gravação de um vídeo de denúncia.
A gravação mostrava uma suposta tentativa de suborno eleitoral de um aliado de Beto Richa a um militante do PMDB que apoiava Vanhoni. O então coordenador da campanha de Beto à prefeitura de Curitiba, Fernando Ghig­­none, disse que o caso foi uma “armação e uma farsa”.
(Karlos Kohlbach, Kátia Brembatti, Caroline Olinda, Sandro Moser, Euclides Lucas Garcia, Diego Ribeiro e André Gonçalves)

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