A tese é que se governo assumir, tarifa pode reduzir em 50%, fazer obras e a sobra capitalizar fundo de previdência
Depois de sair do PMDB para ter "mais espaço" conforme alegou, mas ainda continuando na base aliada do governo do Estado, o deputado estadual Cleiton Kielse, agora no Partido Ecológico Nacional (PEN) volta a carga em relação ao pedágio no Paraná. Colocando a questão como sendo partidária, afirma que o PEN propõe mudanças no pedágio começando com a taxa cobrada pelas concessionárias que operam nas rodovias federais paranaenses. Estudioso do tema, o deputado garante que reduzindo o valor cobrado hoje para 50%, ainda há possibilidade de cumprir com todas as obras necessárias para a duplicação do Anel de Integração. Na prática, o partido propõe que as concessionárias sejam encampadas pelo governo estadual.
Kielse explica como é possível a diminuição da taxa e mesmo assim concluir as obras. "O valor da tarifa de pedágio é muito alta em relação à qualidade dos serviços prestados, e pelo absurdo que elas (concessionárias) têm de rentabilidade, o partido propõe que sejam encampadas pelo Governo do Estado do Paraná. Com todas as praças de pedágio do Paraná, mesmo reduzindo 50% o valor da taxa cobrada, a diferença ainda daria para realizar todas as obras necessárias" diz ele. Segundo o deputado, dentro do quadro da normalidade da cobrança sem nenhum outro aumento sendo necessário, o partido demonstra com números exatos e com cálculos reais pela arrecadação que existe hoje, que o próprio pedágio pode ser um meio para o Estado salvar o Fundo Previdenciário. O residual do lucro pode ser utilizado para a capitalização do Fundo para os funcionários aposentados do Governo do Estado do Paraná.
Pelos cálculos do PEN, a partir da possibilidade da arrecadação do pedágio chegar à casa de um bilhão e 800 milhões de reais para o ano de 2012, com a diminuição de 50%, iria para 900 milhões de reais, sendo que, o custo das obras efetivas e possíveis chega a 500 milhões por ano. "Nós temos a visualização que no prazo de seis anos, que serão efetivadas as obras, nós poderíamos executar as obras de duplicação utilizando dois bilhões e meio de recursos viáveis dentro da arrecadação, sobrando ainda de 300 a 400 milhões por ano a serem capitalizados no Fundo de Previdência. Só em cinco anos nós teríamos a capitalização de dois bilhões de reais possíveis para o Fundo", argumenta Kielse.
Ao mesmo tempo
A avaliação dos dirigentes do partido é que esse quadro demonstra que existirá um colapso nos próximos cinco anos, caso não seja avaliada a nova arrecadação ou que não mantenham meios para as novas arrecadações. "O pedágio pode ser utilizado para este fim também dando ainda a possibilidade de uma redução drástica e mais as execuções de todas as obras. Por isso o PEN demonstra financeiramente e prova em qualquer ambiente público que é viável a transformação e encampação pelo Governo do Estado. Vamos salvar a previdência, vamos reduzir as taxas de pedágio e vamos executar todas as obras de duplicação com a nossa proposta", defende o deputado.
Para reforçar o argumento sobre a tarifa alta do pedágio, Kielse cita como exemplo a classe "que mais sofre com as tarifas altas", os caminhoneiros. Para uma viagem de ida e volta de Foz do Iguaçu à Paranaguá com uma carreta de nove eixos, o motorista vai gastar R$ 1.383,20 só pagando pedágio. Neste trajeto ele passa por dez praças de pedágio das seguintes concessionárias: Ecocataratas nos municípios de São Miguel do Iguaçu R$81,90, Céu Azul R$62,10, Cascavel R$63.90, Laranjeiras do Sul R$63.90, Candói R$63.90. Caminhos do Paraná em Prudentópolis R$69.30, Irati R$58.50 e Porto Amazonas R$70.60. Rodonorte em São Luiz do Purunã R$52.20 e Ecovia em São José dos Pinhais R$105,30.

Nenhum comentário:
Postar um comentário