6 de abr. de 2012

COLUNA ROSELI VALÉRIO

EM PÉ DE GUERRA
O tempo está esquentando mais nos partidos que se articulam para a eleição de prefeito de Curitiba este ano. Assim como no PMDB, entre os petistas a briga interna em torno do lançamento de candidato próprio ou de aliança – no caso deles com Gustavo Fruet (PDT) – está tomando ares de vale-tudo. Ambos os lados se atacam e devem prosseguir nisso até 15 de abril, quando serão eleitos os delegados que votarão no final desse mês por uma ou outra tese. A tendência é que o apoio a Fruet vença fácil. Depois de o grupo ligado à candidatura do deputado estadual Tadeu Veneri ter denunciado suposta má fé do diretório de Curitiba (favorável a Fruet) durante a inscrição das duas chapas, no último sábado, e ter usado as redes sociais da internet para divulgar a respeito também, o grupo pró-Fruet reagiu ontem com agressividade. Em nota, o grupo manifesta indignação e repúdio “à forma destrutiva com que militantes de pensamento contrário ao nosso têm se posicionado na imprensa e por meio das redes sociais da internet para defender sua visão de organização partidária”. E afirma lamentar o ponto em que chegou o debate interno de forças que divergem da avaliação que o grupo tem “sobre a construção de uma aliança forte e competitiva” em torno da candidatura do pedetista Fruet.

CAUSA PRÓPRIA
O grupo, do chamado campo majoritário, o mesmo dos ministros Paulo Bernardo e Gleisi Hoffamann, admite que o apoio a Fruet é porque com ele existe a possibilidade concreta de vir a governar Curitiba. Acusa que “a violência com que integrantes da chapa que defende a candidatura própria à prefeitura se manifestam só beneficia àqueles que querem atacar o PT”. Um usa o outro e o outro usa o um.

NO FÍGADO
E vai além, cita que a democracia interna “que fortalece e dignifica a história de 32 anos do PT permite a divergência de opiniões”, mas o grupo diz ser inaceitável “que se confunda essa diversidade de ideias com a autofagia ou com a manifestação de ilações e de denúncias irresponsáveis, pois isso só serve à desconstrução do próprio PT (...) à agressão e desqualificação de pessoas que se dedicam há décadas ao projeto coletivo”. O grupo alega que a intenção é “liderar uma grande oposição ao grupo que se instalou há praticamente 30 anos no poder em Curitiba”.

‘A’ PESQUISA
Divisões internas no PMDB e no PT à parte – além de Ratinho Júnior, dono do PSC e por isso tranqüilo, correndo por fora, com prazo de divulgação para até o próximo domingo, deve sair a primeira pesquisa oficial e registrada sobre a disputa eleitoral em Curitiba. Foi realizada pelo Ibope, com registro no Tribunal Regional Eleitoral, atendendo as novas regras.

QUEM É QUEM
Na boataria inicial sobre a pesquisa, dizia-se que tinha sido encomendada por um empresario curitibano, amigo de Richa e Ducci, mas que o resultado seria um presente de Páscoa para Fruet e Ratinho Jr. Como essa informação teria partido do Centro Cívico, a equipe de Fruet foi conferir no TRE. Confirmou a realização da pesquisa de intenção de voto, contratada pela CBN, que vem a ser do empreiteiro Joel Malucelli. O mais provável é que divulguem neste sábado.

DE BRASÍLIA
Projeto enviado pelo governador Beto Richa (PSDB) à Assembleia pretende reabrir o Escritório de Representação Política do Estado em Brasília. A proposta inclui transformar o escritório em um órgão de assessoramento da Casa Civil, financiado por créditos adicionais do Governo Estadual. O projeto começa a tramitar na próxima semana.

O PROBLEMA
O Escritório do Paraná foi fechado pelo governador, após irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas no convênio que repassava R$ 106 mil mensalmente ao órgão. O problema é que a verba não era contabilizada junto à Casa Civil, a qual o órgão é vinculado. Reaberto o Escritório, abre mais um cargo de primeiro escalão para Richa nomear.

VAI SONHANDO
Reassumiu ontem a vaga de deputado estadual Osmar Bertoldi (DEM), que tinha se licenciado no ano passado para ocupar a Secretaria Municipal de Política Habitacional de Curitiba. Ele deixou a secretaria para não ficar inelegível, já que o democratas planeja indicá-lo para candidato a vice na chapa de reeleição do prefeito Luciano Ducci (PSB). Vão indicar Bertoldi se Richa deixar. O PMDB tem a preferência.

TEM RECURSO
O presidente da Assembléia, Valdir Rossoni (PSDB) falou sobre ter de voltar a pagar superaposentadorias para procuradores que recorreram à Justiça quando tiveram cortado pela metade o valor que recebiam. O tucano disse que dos 15 que entraram com ação, quatro é que conseguiram liminar para voltar a receber o benefício integral, de R$ 24 mil mensais.

PÉ DA LETRA
“Se trata de determinação isolada, provisória, sem análise de mérito, em que os fundamentos utilizados para a concessão foram o tempo de percepção da remuneração e a idade avançada dos referidos ex-funcionários, sem consideração da legalidade da situação verificada. O Estado do Paraná irá recorrer da decisão”, disse Rossoni. Ele afirmou ainda estar certo que as medidas tomadas pela Assembléia são legais.

DUCCI NA BOA
Se a reeleição dependia disso, o prefeito Luciano Ducci pode fazer a campanha tranqüilo. Ele foi inocentado nessa semana pela Justiça Eleitoral da acusação de prática de caixa dois na campanha de 2008, quando era candidato a vice na chapa de Beto Richa (PSDB). É sobre aquele imbróglio em que vídeos divulgados em nível nacional mostravam políticos recebendo dinheiro que supostamente seria pelo apoio à dupla.

A DENÚNCIA
Seis partidos (PRTB, PT, PCdoB, PMDB, PDT e PSC) pediam a cassação do mandato de Richa enquanto foi prefeito e de Ducci e a inelegibilidade de ambos. No caso de Richa, por não ser mais prefeito, em 2010 ele foi retirado da ação. Agora o juiz da 1.ª Zona Eleitoral de Curitiba considerou a ação improcedente e também absolveu o atual prefeito de Curitiba.

NÃO ZEROU
Apesar de ambos estarem quites com a Justiça Eleitoral em relação à denúncia do suposto caixa 2, as investigações sobre a prática na campanha de 2008 prosseguem na Polícia Federal e no Ministério Público Federal.

A REAÇÃO
Depois da história dos “4 vendilhões” do PMDB, segundo o pré-candidato do partido a prefeito de Curitiba, Rafael Greca, referindo-se aos que preferem aliança com Ducci, quem vestiu a carapuça reagiu. A réplica a Greca partiu de público, de dois deputados estaduais, Alexandre Curi, cuja base eleitoral não é em Curitiba e Stephanes Júnior, este sim com eleitorado aqui.

GRECA OUVE...
Stephanes Júnior, boca dura como sempre, não deixou por menos. Avisou a Greca que “o número de vendilhões no PMDB está aumentando” e a que a candidatura de Greca à prefeitura é difícil. Ele parece favorável ao apoio à reeleição do prefeito também por um motivo pessoal: tem pretensão de ser o peemedebista indicado a vice-prefeito de Ducci.

ELE PEDIU
Curi, mais diplomático, lembra a Greca que é preciso respeitar as posições contrárias no partido. “Tem gente que quer a aliança com o prefeito, como tem quem defenda o apoio ao [deputado federal] Ratinho Júnior [do PSC] e outros que tentaram trazer o Gustavo Fruet para o PMDB”, diz Curi. E arremata: “que Greca dispute a convenção e vença”.

CIDADES DA COPA
Lançada ontem, em Curitiba, a Campanha Nacional Contra os Crimes da Copa. Promovida pela ‘Frente Nacional de Movimentos Populares de Resistência Urbana’, as ações estão ocorrendo em São Paulo, Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Cuiabá, Fortaleza, no Rio de Janeiro e em Curitiba – cidades que vão sediar eventos da Copa.

FISCALIZAÇÃO
Sholl explica que reivindicam a participação nas decisões referentes à moradia, com a criação de um grupo de trabalho permanente que reúna representantes dos movimentos sociais , governo e prefeitura. No lançamento foi entregue às autoridades do Estado e de Curitiba documento onde relatam os principais problemas e áreas de conflito no Paraná em função das obras para a Copa de 2014. Mas de quebra misturam também problemas sem relação com o mundial.

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