Carlos Lupi não é mais ministro do Trabalho.
"Vítima da perseguição midiática", o pedetista entregou à presidenta Dilma Rousseff, no domingo (4), a carta com o pedido de demissão, o qual foi prontamente aceito.
Uma série de denúncias, que começaram com desmandos no ministério e chegaram até sua atuação em funções anteriores, levantando suspeitas que fizeram Lupi sucumbir.
Do "aqui só saio na bala", o ex-ministro foi, à medida que sua situação complicava, abaixando a bola, chegando ao cúmulo de dizer que amava a presidenta, numa paixão não correspondida.
Dilma chegou, na semana passada, a manter Lupi no ministério, apesar da recomendação contrária do Comitê de Ética Pública, situação que pareceu estranha, mas que agora deixa a impressão de uma "jogada" para evitar o "fuzilamento" do ministro, e antes de tudo, da ligação com o PDT.
Demiti-lo, do ponto de vista político, poderia pegar mal, por isso Dilma, naquela conversa da semana passada, deve ter convidado-o a tomar a decisão de sair.
Com essa "renúncia", chega a sete o número de ministros que caíram no primeiro ano de Dilma na presidência.
Um número impressionante, sem sombra de dúvidas, seja para o bem ou para o mal.
Quem assume interinamente a pasta do Trabalho é Paulo Roberto Santos Pinto, antes na função de secretário executivo.
Há quem diga que Lupi apenas se antecipou à reforma ministerial do próximo ano, da qual não passaria, ainda mais depois de tudo que aconteceu nos últimos tempos.
Mesmo com Carlos Lupi já como fora carta da baralho, a presidenta terá trabalho para arrumar o ministério em 2012...

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