Enchendo as galerias da Assembléia Legislativa, já que ontem foi o dia de paralisação nacional do magistério, os professores e funcionários das escolas da rede estadual de ensino demonstraram mais uma vez serem a categoria mais respeitada e temida pelos governos de plantão. Viram a aprovação total, em uma única tarde, através da transformação do plenário em ‘Comissão Geral’, de dois projetos enviados pelo governo para apreciação dos deputados, estrategicamente marcada para o dia que deveria ser de atos públicos de protesto. O governador Beto Richa (PSDB) tirou parte do discurso da oposição e dos dirigentes sindicais dos trabalhadores em educação ao atender duas reivindicações através de um projeto de lei complementar para os professores e outro para os servidores das escolas. O primeiro assegura a ampliação da hora-atividade para o magistério e o segundo incorpora ao plano de cargos e salários dos funcionários o direito a progressões. Atualmente, a norma em vigor no Paraná estabelecia que a hora-atividade correspondia a 20% da carga horária do seu regime de trabalho. Com a mudança feita pelo projeto, fica definido que em um terço (33,3%) da carga horária o professor passará sem interação direta com o aluno. E os servidores das escolas que atuam em serviços de apoio e administrativos passarão a ter direito a promoções na carreira, como por exemplo, a função gratificada de secretário de escola exercida por servidores ocupantes de cargos de Agente Educacional I e II. Este, porque recebeu emendas, retorna na próxima final para votação final.

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