Quem ficou acordado até mais tarde, ontem, esperando um debate "pegando fogo" entre os candidatos à prefeitura de Curitiba, foi dormir frustrado. No primeiro confronto entre os concorrentes ao cargo máximo da cidade faltaram polêmicas e discussões mais acaloradas e sobraram temas mornos. Sem dúvida, a grande suspresa da noite foi a aparição de Carlos Moraes (PRTB), que depois de ter a candidatura ameaçada pela Justiça Eleitoral - por dupla filiação -, conseguiu uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e pôde se juntar a seus oponentes na mesa redonda televisionada. No mais, poucas alfinetadas e discursos equilibrados marcaram a transmissão.
Além de Moraes, participaram do debate o atual prefeito Luciano Ducci (PSB), Gustavo Fruet (PDT), Rafael Greca (PMDB), Ratinho Júnior (PSC) e Bruno Meirinho (PSOL). Dos inscritos, apenas Alzimara Bacellar (PPL) e Avanílson Araújo (PSTU) ficaram de fora.
No primeiro e segundo bloco da programação, os candidatos falaram sobre temas de interesse da população, como segurança pública, saúde e habitação. Eles também tinham a chance de rebater o que seu concorrente havia acabado de dizer sobre o mesmo assunto. Na terceira e quarta etapa do confronto foram abertas perguntas livres e os candidatos podiam questionar seus adversários sobre qualquer tema. Nesse momento, até surgiram algumas colocações mais provocativas, mas o tempo cronometrado para as respostas não permitiu que as discussões ganhassem corpo.
Ao fim do bate e rebate, os candidatos comentaram seus desempenhos:
Candidato à reeleição, Luciano Ducci (PSB) disse que a experiência foi válida. "Pudemos apresentar que conhecemos bem Curitiba e as transformações que estão acontecendo. Mostramos propostas claras e consistentes e a população poderá avaliar quem realmente conhece a nossa cidade", enfatizou.
Bruno Meirinho (PSOL) avaliou o primeiro encontro entre os oponentes como muito produtivo. "Tivemos uma participação importante no debate e pudemos conhecer os outros candidatos. A gente pode mostrar nossas ideias. Nosso partido tem a preocupação de apresentar para os eleitores uma campanha política coerente e isso aconteceu", disse.
Mesmo entrando no debate na última hora, Carlos Moraes (PRTB), considerou o confronto uma prévia do que será o bate-chapa de outubro. "Eu fui o mais prejudicado, não tive tempo de me preparar, mas não vou reclamar. Foi interessante o debate, produtivo, onde a gente pode conhecer já um pouco do que cada candidato pretende. É o início. Acredito que todo espaço aberto é importante", revelou.
"Acredito que foi uma boa oportunidade de nos apresentar para a sociedade e defender as nossas teses e os nossos projetos. Tive a oportunidade de mostrar o meu conteúdo, minhas propostas, e a equipe que está trabalhando comigo", avaliou Ratinho Júnior.
Na avaliação de Rafael Greca (PMDB) "foi um debate muito bom, porque a forma não matou o conteúdo. Eu saio satisfeito e muito feliz, muito animado. Eu acho que este ano eu vou ganhar a eleição", externou o candidato.
Já Gustavo Fruet (PDT) declarou que o debate serviu como um momento para começar a assumir desafios e metas. "É um processo. Isso não deve ser também tratado como único instrumento de avaliação, mas é uma maneira que começa a estabelecer os temas que serão debatidos nessa eleição", afirmou. Jornalista Lucian Haro .

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