22 de jun. de 2011

O PLÁ: Representação política

Gleisi, Dilma e Paulo Bernardo
Nos últimos anos, desde o final dos chamados anos do arbítrio, nunca o Paraná esteve tão bem representado na esfera federal quanto na atualidade. Não falamos em cor partidária, mas na realidade de cargos que estão sendo ocupados nas mais altas esferas do país através de representantes com uma ligação mais íntima com nosso estado. Já houve tempos em que o PMDB ocupou posição mais ou menos favorável em Brasília, mas nem por isso desfrutou de uma condição de projeção tanto quanto vem acontecendo nestes primeiros tempos do governo Dilma Rousseff.

Cercando-se de um casal que é considerado hoje o mais poderoso politicamente no país, Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, ocupantes dos Ministérios das Comunicações e da Casa Civil, respectivamente, a presidenta Dilma Rousseff deu ao Paraná um status político que nunca antes foi registrado em nossa história. Integrado por outras forças políticas de expressão como Jorge Samek na Itaipu, Gilberto Carvalho na Secretária-Geral da Presidência, Rodrigo Rocha Loures no gabinete do vice-presidente Michel Temer, Lygia Puppato na Secretaria de Inclusão Digital, Osmar Dias numa das diretorias do Banco do Brasil, Orlando Pessuti numa das diretorias do BNDES, entre outros, contamos hoje com vários nomes que vão ocupando posições de destaque no plano nacional, mostrando que a força política paranaense, finalmente, chegou a um estágio que supera os demais estados do sul, fato que jamais aconteceu na história presidencial. Já tivemos outros ministros, é verdade, mas nunca a história de representação política chegou a tantos nomes que vão sendo conhecidos em diversas áreas, elevando com isso o nível de nossa força junto ao governo federal.

Com uma bancada que têm agora as portas abertas em diversos segmentos do governo, o Paraná tem a quem recorrer e não pode mais usar como desculpa o fato de que os melhores espaços em Brasília estão sendo ocupados por gente do norte-nordeste, principalmente, sempre a região mais privilegiada do país, sem contar São Paulo, Rio e Minas que por natureza sempre tiveram lugares de importância no contexto governamental nacional. Superando um status que há muito tempo nos colocava, pela falta de diálogo e ousadia até de nossos políticos, em posições inferiores aos próprios catarinenses que se projetaram na história dos últimos governos, o Paraná, agora, não tem do que se queixar. Cabe agora usar a abusar desta oportunidade, com a cobrança por parte dos paranaenses em geral daqueles que nos representam, seja no âmbito Executivo, mas principalmente no Legislativo, pois os deputados federais tem portas abertas, independente de partidos, para buscarem o pleno atendimento de nossas mais importantes reivindicações.

Beto Richa e Dilma
Mas o ponto ainda mais importante a se destacar é o restabelecimento de diálogo entre o Paraná e Brasília, por conta de um governo que deixou a posição de prepotência ou de humildade excessiva que o caracterizou no passado para ganhar um estágio de respeito e de contato mais direto entre o governo deste estado e o governo federal. Beto Richa semeou e já começa a colher frutos de um respeito mutuo com o governo de Dilma Rousseff, razão pela qual tem facilidade de sentar-se a mesa com tantos quantos forem os setores onde se faça necessária a sua presença para invocar atenção para com o Paraná. Deixamos no passado o comportamento arrogante que Requião usou durante os últimos quase oito anos, restabelecido em parte por Orlando Pessuti em apenas nove meses de administração, e divisamos um horizonte de pleno diálogo entre o Paraná e Brasília que pode se transformar em instrumento de muita utilidade para nossas principais reivindicações.

Isto é representação política, palavra com que estávamos pouco acostumados e que volta a fazer parte do nosso vocabulário político. Valorizando os escolhidos, seja para o qual cargo for, independente da cor partidária que possa nos afastar em alguma circunstância, esperamos de nossos públicos, e mulheres, públicos (as), um comportamento que daqui para frente mostre o Paraná vivendo, realmente, novos rumos.

Deixamos no passado o comportamento arrogante que Requião usou durante os últimos quase oito anos, restabelecido em parte por Pessuti em apenas nove meses de administração, e divisamos um horizonte de pleno diálogo entre o Paraná e Brasília que pode se transformar em instrumento de muita utilidade para nossas mais importantes reivindicações. (Luiz Fernando Fedeger)


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