“STJ autoriza investigar Richa no caso de corrupção da receita”. Essa foi a
manchete da edição de terça-feira, 2, da Gazeta do Povo, cravando que o
Superior Tribunal de Justiça permitiu que o governador paranaense, Beto
Richa (PSDB), passe a ser investigado em caso que apura indícios de
corrupção relacionada ao órgão da Secretaria da Fazenda. Depois do destaque
dado ao caso pelo diário sediado em Curitiba, outros veículos repercutiram
a pauta ao decorrer do dia. A informação, porém, não foi confirmada e,
consequentemente as denominadas “erratas” apareceram na imprensa durante a
tarde e até mesmo na manhã desta quarta, 3.
Responsável por dar manchete à suposta autorização para que o político
tucano fosse investigado, a Gazeta do Povo publicou a correção na primeira
página de sua versão impressa que circulou nesta quarta-feira. Em destaque
ao lado da chamada expondo que “Vaias no Congresso expõem resistência às
reformas de Dilma”, a afirmação de que a publicação se equivocou no dia
anterior. “A Gazeta do Povo errou ao divulgar informação da
Procuradoria-Geral da República de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ)
havia aberto inquérito para investigar o governador Beto Richa no caso de
corrupção na Receita Estadual. Segundo o Tribunal, o pedido ainda está em
análise”, resumiu .
“Erramos: esse conteúdo foi alterado”. Dessa forma, a versão online da
Folha de S. Paulo anuncia, antes mesmo de apresentar o texto aos
internautas, que a reportagem veiculada originalmente no início da tarde de
terça tendo o governador do PSDB como personagem central foi modificada
para inserção de informações corretas. Além da parte relacionada à questão da autorização, o veículo errou o nome da primeira-dama paranaense. A publicação da errata está com marcação de 12h23 desta quarta-feira. “Versão anterior deste texto afirmava que o STJ já tinha aberto inquérito contra
Beto Richa. A informação havia sido passada pela assessoria da Procuradoria
Geral da República. A reportagem também errou o nome da mulher do
governador. Ela se chama Fernanda Richa, não Renata Richa”.
Em sua versão online, a Gazeta do Povo também enfatizou ter sido pautada
pela equipe de comunicação da Procuradoria-Geral da República.
“Diferentemente do informado na reportagem original, o pedido da
Procuradoria-Geral da República (PGR) referente ao governador Beto Richa
ainda não foi analisado pelo STJ. A informação inicial havia sido repassada
pela assessoria de imprensa da PGR”. Não foram apenas o veículo sulista e o
título do Grupo Folha que relacionaram a “barriga” ao órgão vinculado ao
Ministério Público Federal. O portal G1 e o site Congresso em Foco seguiram
conduta similar. “Abertura de inquérito chegou a ser confirmada pela
assessoria da PGR. Relator do caso no Superior Tribunal de Justiça,
ministro João Otávio de Noronha informou que ainda analisa o pedido da
Procuradoria”, pontuou o Congresso em Foco. Versões na internet de veículos
como o gaúcho Zero Hora e o mineiro O Tempo também chegaram a repercutir
que o governador do Paraná seria investigado após a autorização - que não
aconteceu – por parte do STJ.
*link matéria*
http://portal.comunique-se.com.br/jo-com/80067-barriga-generalizada-pauta-sobre-investigacao-de-governador-provoca-serie-de-erratas

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