RETALIAÇÃO DE CAMPANHA? PARA QUE SERVE TRÊS MINISTROS EM BRASÍLIA? NADA PARA O PARANÁ NO PACOTE GOVERNO DILMA .....
“Não fomos ouvidos, não fomos consultados e não fomos contemplados”, afirmou ontem o vice-governador Flávio Arns ao explicar a decisão de o Paraná se mobilizar para cobrar a inclusão de obras no pacote de R$ 133 bilhões de investimentos em rodovias e ferrovias, anunciado esta semana pela presidente Dilma Rousseff. Alguma novidade? Historicamente o Paraná é ignorado, apesar da importância na economia brasileira. Politicamente o Paraná não tem importância no cenário brasileiro, suas lideranças não se impõem e as coisas não mudam, independente do presidente ou do Congresso de plantão. Arns diz que o Estado foi simplesmente desconsiderado pelo governo federal, apesar de contar com três ministros paranaenses em Brasília. O vice-governador considerou este episódio como “um total descalabro de planejamento”. Arns defende que a reação seja “contundente”, tanto por parte do governo estadual e da bancada federal paranaense, quanto da sociedade. “Basta de discriminação. Essa situação não tem o menor cabimento”, falou o até então pacato vice de Beto Richa (PSDB).
A CONFERIR
Curioso, aliás, que não seja o próprio governador Richa a fazer essas considerações. Mas é Arns que reforça: “Vamos lutar para mudar isso, até porque o Paraná merece uma contrapartida a altura daquilo que produz em favor do País”. Ele teve o desprazer de ter acompanhado o anúncio do pacote de obras em Brasília.
DÁ-LHE REQUIÃO
Do Paraná, o senador Roberto Requião (PMDB) comentou via twitter, as obras anunciadas. “Este pacote de privatizações do governo federal esta na contramão de uma política lúcida e frustra esperanças da nação. Tristeza!”, escreveu ele. E mais, avaliou que na real “ocorre a incorporação ideológica entre PT e PSDB”. E por conta disso, postou o senador, “vence FHC, intelectual orgânico dos dois partidos”.
IRONIA TUCANA
Sobre o mesmo pacote de investimentos em transportes, o comando nacional do PSDB não deixou passar batido. As obras e projetos serão realizadas pela iniciativa privada e, por conta disso, em nota oficial, os tucanos ironicamente “cumprimentam” a presidente petista por ter “aderido ao programa de privatizações, há anos desenvolvido pelo partido, como um dos caminhos para acelerar os investimentos em infraestrutura”.
ABAIXO
Com base nas metas definidas em 2005 pelo Ministério da Educação para 2011, o Paraná foi reprovado. O Estado não atingiu a meta 5,7 para o Ideb nos anos iniciais do ensino fundamental. Estagnou em 5,2 (mesma nota desde 2007). Ideb é o Índice de Desenvolvimento da Educação e mede a qualidade de cada escola e cada rede de ensino.
SÓ TRÊS
Os dados foram divulgados nessa semana pelo Ministério e apontaram que 13 redes estaduais não alcançaram todas as metas fixadas em 2005, para que o ensino atinja em 2021 uma qualidade compatível com a dos países desenvolvidos. Nos anos iniciais do ensino fundamental, além do Paraná, apenas Rio de Janeiro e Alagoas estão abaixo da meta.
LEI DO METRÔ
Não será para uso na Copa de 2014, mas devagar e sempre a coisa vai andando. Ontem o prefeito Luciano Ducci (PSB) enviou para Câmara de Vereadores a Lei do Metrô. A lei atende a Medida Provisória, da presidente Dilma, deste mês, que altera as regras para licitação e contratação das Parcerias Público-Privadas, com reflexo direto no Metrô de Curitiba. Espera-se que com a mudança, haja um número maior de interessados em participar da construção e operação do metrô.
PARCEIRO PRIVADO
Conforme a nova MP, entre outros pontos, será permitido o aporte de recursos ao parceiro privado, vencedor da licitação, por etapa de obra entregue. Para atender a MP, a prefeitura diz que já está fazendo ajustes necessários no edital de licitação e seus anexos, entre eles, a criação de lei específica que segue agora aos vereadores, na qual contempla o aporte de recursos no processo de construção do metrô.
FALTA EDITAL
A adequação altera os prazos para o lançamento do edital de licitação, já ajustado às novas regras. A prefeitura afirma que vem cumprindo todos os trâmites da licitação, como a realização de audiências públicas, licenciamento ambiental e modelagem econômico-financeira. Resta apenas a assinatura do convênio, com o Ministério das Cidades, que regulamenta o repasse de recursos.
‘BOLSA ESTIAGEM’
Começa amanhã, 18, o pagamento pelo governo federal da primeira parcela de 80 reais do ‘bolsa estiagem’, benefício que atenderá 12.772 agricultores familiares de 143 municípios do Paraná, atingidos pela estiagem ocorrida na safra 2011/2012. O ‘Auxílio Emergencial Financeiro’, mais conhecido como ‘bolsa estiagem’, será pago em cinco parcelas, um benefício total de R$ 400,00 por agricultor.
‘BOLSA ESTIAGEM’ 2
Será pago aos produtores desses municípios que decretaram ‘estado de emergência’ em função da seca. Estão aptos a receber o ‘bolsa estiagem’ os agricultores familiares que possuem Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), renda familiar mensal média de até dois (2) salários mínimos e que estão devidamente registrados no cadastro único para programas sociais do governo federal.
SEM CANDIDATO
Fato curioso. De acordo com Rádio Difusora de Catanduvas, o TRE paranaense confirmou a decisão de primeira instância que indeferiu o registro de Olímpio de Moura, do PMDB, às eleições de outubro. Ocorre que Moura era o único candidato a prefeito do município.
NO PASSADO
A ação pedindo a impugnação do candidato foi protocolada pelo promotor de Justiça, Ronaldo de Paula Mion, com base em leis sobre inelegibilidades. E Moura, que já foi prefeito de Catanduvas, já havia sido condenado por órgão judicial colegiado pela prática do crime previsto na Lei das Licitações (8.666/93), por dispensar processo licitatório fora das hipóteses previstas em lei.
RICHA CORTA
A líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, deputada Luciana Rafagnin se solidarizou com os funcionários da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) que não aceitaram redução na participação de lucros da empresa a e entraram em greve. Eles reivindicam 25% no lucro repassado que foi reduzido para 12% por decisão do governo do Estado. “Eles querem o que é justo e de direito. Esperamos uma solução rápida”, cobrou Luciana.
GREVE A VISTA
Os sindicatos que representam os trabalhadores do setor operacional, técnicos químicos, técnicos de segurança do trabalho e técnicos industriais da Sanepar fizeram uma manifestação em frente à sede da empresa, em Curitiba e prometem parar por tempo indeterminado. O impasse entre empresa e trabalhadores já se estende por mais de dois meses quanto ao valor do Programa de Participação nos Resultados (PPR).
SÓ METADE
A reivindicação dos servidores é o pagamento integral do PPR, no teto máximo permitido pela lei, o que corresponde a 25% do montante distribuído aos sócios acionistas da Sanepar e totalizaria aproximadamente R$ 4.600,00 para cada funcionário. Neste ano o governo Richa se propôs a pagar apenas metade deste valor. Com isso, 57,8% dos trabalhadores rejeitaram a porcentagem reduzida.






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