Com o adiamento a Casa não correu risco de falta de quorum e ter que descontar R$ 600 de cada faltoso
Ficou para a próxima segunda-feira o retorno dos deputados estaduais a Curitiba para dar início ao segundo semestre de atividades. A reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, com sessão solene e sem votações, havia sido anunciada para ontem pelo presidente da Casa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), antes do recesso parlamentar. Por cair em uma quarta-feira, meio da semana, era possibilidade de que poucos parlamentares comparecessem, o que deve ter motivado Rossoni a alegar ontem que a retomada em 6 de agosto tinha sido definida na última sessão de julho.
O adiamento contraria também o regimento interno da Assembleia, cuja determinação é de que os trabalhos sejam finalizados até 17 de julho e retomados em 1º de agosto. Independente de quando voltam às sessões plenárias e outras atividades, o tempo e a preocupação dos deputados estará dividido entre os próprios mandatos e as eleições municipais em suas bases eleitorais. Dos 54 parlamentares, dez são candidatos a prefeito.
Não são apenas os deputados candidatos que se envolvem nas campanhas municipais, porém. Todos os outros estão atentos aos candidatos a prefeito e vereador que apoiam em vários municípios e ao desenrolar do processo. São esses candidatos, principalmente se forem vitoriosos, que serão seus cabos eleitorais na campanha por suas reeleições em 2014 e, em última instância, vão contribuir para o poder no Paraná troque ou não de mãos. No caso, são interesses maiores de partidos de oposição como o PT e de situação como o PSDB e seus aliados.
Por conta das disputas municipais, não há expectativa de votação de projetos polêmicos até a realização das eleições em primeiro turno. Na pauta de segunda-feira, dos dez projetos incluídos, pode render algum debate em plenário ou manobra de adiamento, apenas o de autoria de Edson Praczyk (PRB), que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis e nas suas lojas de conveniências.
Sessões e faltas
Antes do recesso de julho Rossoni havia dito que as sessões plenárias da Assembleia continuarão sendo realizadas às segundas, terças e quartas-feiras no período da tarde, apesar de vários deputados pressionarem para que as das quartas-feiras fossem antecipadas para o período da manhã. A intenção é estarem livres para viajar mais cedo e chegar às suas bases a tempo de atividades eleitorais ainda no mesmo dia. Nesse caso Rossoni foi firme, argumentou que mesmo com o calendário convencional, há tempo suficiente para os parlamentares se dedicarem à campanha.
Da mesma forma, a Mesa Executiva reiterou que serão descontados nos salários dos deputados as faltas em plenário sem justificativa conforme as regras estabelecidas no ano passado. O desconto é de R$ 600,00, e as faltas só são abonadas em caso de problemas de saúde ou viagem para missão oficial. Dos dez que são candidatos, em agosto apenas três devem se licenciar, os demais admitem que poderão tomar essa decisão no início de setembro, dependendo do desenrolar da campanha nas cidades em que estão disputando.

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